Conversa mansa



É ruim sentir saudade antes, né? Chega cá, entende minha briga.

Nasci com o fardo da coragem. Não que eu tivesse muita, mas aprendi a fazer a minha. Ficou lá uma coisa mal planejada, mas ninguém atesta que é matéria ruim. Caso isso que me fiz em dois para suportar a vida. Um lado criado no cinza, não nego, raiz de cidade grande. O outro bicho solto, moldado no baixo leve, de dedão sem tampa. Levei assim até um tempo, mas agora me embolei.

Pequenas grandes coisas




    Imagine uma balança. Não a balança que usam nos mercados para pesar as frutas e legumes. Mas sim aquela mais antiga, a balança de pratos, usada para comparar o peso de objetos diversos. Agora, pense que esses objetos são todas as palavras, emoções, sentimentos e gestos que passaram pelo seu dia.

Dua Lipa e a lição transmitida por New Rules


Se você ainda não ouviu falar de Dua Lipa, corre pra escutar as músicas dessa jovem que tem roubado a cena na indústria musical!
Dua Lipa é uma cantora, compositora e modelo britânica, filha de imigrantes albaneses, que começou a fazer sucesso cantando covers no Youtube. Em junho de 2017 lançou seu primeiro álbum, recheado de músicas maravilhosas que grudam na nossa cabeça!
Ela é citada como uma das grandes apostas do pop internacional e tem feito jus à isso. Com apenas 21 anos, a cantora de voz forte tem alavancado sua carreira de maneira estrondosa e crescente nas paradas musicais. Graças ao hit New Rules, Dua atingiu o topo das paradas britânicas pela primeira vez e foi a primeira artista feminina a atingir esse feito desde Hello, da Adele em 2015.

Para todos que já tiveram medo


Já me disseram para cultivar meus sonhos. 
Essa ideia sempre me foi incômoda,
pois para mim os sonhos vêm de dentro
e são muitos.

Tantos que não existe encontro entre os ramos fortuitos
que se cruzam sem rumo.

Michael Bay, Uncharted e narrativa interativa


Sempre tive uma relação complicada com jogos de videogame cinemáticos.
Enquanto alguns se admiravam com o espetáculo Hollywoodiano de Call of Duty e Final Fantasy XIII, eu resmungava como um vovô rabugento e levemente senil sobre como a interatividade e a profundidade mecânica dos grandes jogos de outrora era sacrificada em prol de experiências altamente rígidas, guiadas e superficiais.

Guerra e silêncio


Há poucos dias atrás fui com alguns amigos assistir “Dunkirk” no cinema. O filme, dirigido por Christopher Nolan, o mesmo diretor da trilogia Cavaleiro das Trevas e “A Origem”, conta a história (ou melhor, histórias) da Batalha de Dunquerque, momento histórico real que ocorreu no início da Segunda Guerra Mundial.

A situação era basicamente a seguinte: após terem sido derrotados pelos alemães e separados de seus aliados franceses, os soldados britânicos se viram encurralados nas areias de Dunquerque. Sem ter para onde correr e se tornando alvos fáceis para os bombardeios aéreos alemães na imensidão aberta da praia, aos combatentes isolados só restava uma opção: tentar sobreviver a todo custo.

adeus, e a todas as pessoas que jamais seremos novamente


Às vezes, descobrimos que é hora de dizer adeus. Nossa vida não é um ciclo, vicioso a ponto de vivermos todos os dias no mesmo lugar. Ela se trata de dar um passo após o outro, de aprender e crescer sempre, de repetir experiências mas nunca sob o mesmo olhar. Tipo uma espiral, fraga? Não sei se faz sentido, mas na minha cabeça soa como uma ótima analogia.