Eu, super-herói?


Desde criança, sempre gostei das histórias  da Marvel. Adorava o jeito como o Homem Aranha brincava com os vilões. Ver o Hulk destruindo rochas com um soco era a coisa mais maluca do mundo. Se naquela época eu tivesse um martelo igual o do Thor,  seria o moleque “mais invencível” da escola.

Gostava de tudo isso, mas não tinha ideia de onde eles vinham e nem porque gostava tanto daqueles personagens. Eu não conhecia de verdade a empresa Marvel, a não ser por aquele logo vermelho nas revistas. Pode parecer estranho mas, para uma criança no Brasil 90’s, não era tão simples descobrir quem tinha criado o Capitão América.

Bom, eu cresci e resolvi descobrir. Além de conhecer grandes nomes das HQ’s, acabei entendendo um monte de coisa.

sobre pássaros rebeldes e o trágico complexo das gaiolas do dia-a-dia


Acho que somos pássaros engaiolados.
         Tipo, desde pequenininhos.
         A Terra não é uma fábrica de desejos multitarefa, por mais brega que essa frase aparente ser. Não vamos sempre ter o que queremos, entende? A pessoa que queremos, o peso que queremos, a altura, cara, roupas, emprego dos sonhos. Às vezes dá certo, claro. Às vezes a vida tem pena dos tapas na cara que ela dá na gente e resolve fazer dar certo. Se não, haveria felicidade?

Sobre papeis e irmãos



Eu vi ele crescer. Ao menos eu acho que vi. Talvez eu só o tenha visto já crescido, e por isso meu susto foi tão grande. Eu vi ele crescer, mas não o vi crescendo? Uma parte de mim não quis enxergar as mudanças, que aos poucos foram o desvinculando do único papel onde eu o encaixava: o de irmão.

5 séries pra assistir no feriado

Chega o feriado e você faz mil planos: viagem, balada, bar, ou até mesmo tudo ao mesmo tempo. Mas todos nós sabemos que, inevitavelmente, você vai tirar aquele tempo pra deitar, relaxar e assistir uma série. Pra te ajudar com isso, fizemos uma lista delas, todas com treze ou menos episódios, pra você se enfurnar e até, quem sabe, conseguir acabar de ver já nesse feriado. Prático, não?

BIG LITTLE LIES

Alquimortis


Ele corre. Corre como nunca tinha feito antes na vida. A mata fechada e o breu da noite atrapalham sua visão. Mas mesmo assim ele corre. Sua panturrilha arde como se ferro em brasa a houvesse tocado, mas não há tempo para choramingar. Ramos e troncos no chão o fazem tropeçar algumas vezes e de imediato ele se refaz e recomeça a corrida frenética. A luz da lua fulgura sinistramente acima de sua cabeça, numa cor amarela, como um mal presságio. Porém, mal dá tempo de notar. A corrida em que está é muito mais importante.

E a você, meu muito obrigada!


Obrigada por me mostrar que criar expectativas é a maior burrice que alguém pode fazer na vida, obrigada por me mostrar que fazer planos, imaginar mãos dadas, encontros, cinemas, beijos apaixonados, almoços em família e até mesmo um altar, é frustrante. Obrigada por me mostrar, da pior forma possível, que não devemos esperar nada de ninguém, nem mesmo uma mensagem de bom dia. Obrigada por me mostrar que sim, estamos certas em demonstrar interesse, em ser sinceras quando estamos a fim, o errado é aquele que se aproveita disso e continua despertando interesse com a intenção de ir embora. Obrigada, você simplesmente despertou em mim o sentimento mais lindo que um ser humano pode sentir, e fugiu. Obrigada por me mostrar que você não queria, eu é que estava enxergando demais, estava esperando demais, estava me entregando demais.  E para que? Para sofrer, para chorar, para lembrar do quão bom era no início, quando você ainda parecia interessado.

Desconstruindo paradigmas da educação moderna com Thiago Raydan


Thiago Raydan já foi palhaço, unschooler e empreendedor social, e hoje é coordenador de cursos da Perestroika BH, uma escola que visa quebrar os tabus da educação atual. Fechando o último dia de palestras de nossa Talk Week, ele deu uma palestra sobre sua própria trajetória na educação e fez o público refletir sobre o modelo educacional vigente que temos hoje. Confira abaixo a entrevista que ele concedeu à equipe de redação da Cria: