A Anta e o Fruto Distante


Em uma das poucas áreas intactas de Mata Atlântica vivia uma Anta. Esta se encontrava no meio de sua andança matinal em busca de alimentos quando se deparou com um fruto magnífico, maduro, muito bonito e de bom tamanho. Porém o tal fruto se encontrava num barranco, muito íngreme e de difícil acesso.

Aos sonhadores, com carinho


Teoricamente, existem dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que se permitem sonhar e aquelas que repreendem seus próprios sonhos tão logo eles aparecem, como se fosse um mal a ser cortado pela raiz. Perambulando entre os dois grupos, encontram-se aqueles que não se encaixam nem em um, nem no outro. São os sonhadores que, ao primeiro sinal de julgamento alheio, deixam para trás qualquer vestígio do que um dia foi sonhado e jogam sua âncora no cais do ceticismo.

pisca-piscas da cidade




Algumas pessoas observam pássaros. Outros observam pessoas, plantas, ações. Eu, pessoalmente, gosto de observar prédios.

          É, é meio estranho. Mas pode apostar que sou uma pessoa muitíssimo divertida em festas.
      Sabe aquela paisagem inteiramente urbana, de prédios compridos se esgueirando céu afora? Então. Em madrugadas de insônia, ou de pura falta do que fazer, gosto de perder tempo observando a silhueta escura desses trambolhos, centenas de metros de argamassa, concreto e suor que não caem por cima de nossas cabeças por um milagre qualquer da engenharia.