Frida Kahlo: Conexões Entre Mulheres Surrealistas no México


Frida Kahlo.

Alguns nomes sugerem peculiaridades – o de Frida é um deles. Chamada Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón, foi uma mulher que passou por este mundo transitando por angústias, talvez sem qualquer descanso. Seu corpo era repleto de rasgos, seu coração a traía. Além disso, seu útero era incapaz de gerar vida: assim, Frida gerou vida a partir das cerdas do pincel. 

Doe amor


“Art. 64. Considerar-se-á inapto temporário por 12 (doze) meses o candidato que tenha sido exposto a qualquer uma das situações abaixo: 

IV – homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou as parceiras sexuais destes - Portaria n° 2.712, de 12 de novembro de 2013."

Survivor, por Clarice


Dois anos se passaram desde que nos encantamos com as músicas do primeiro álbum da Clarice Falcão, Monomania. Com uma voz doce, melodias originais e letras divertidas, a cantora conquistou o Brasil e até concorreu ao Grammy Latino de artista revelação do ano, em 2013. Há duas semanas, Clarice revelou, para a alegria de seus fãs, que lançaria música e clipe novos. A grande surpresa hoje foi descobrir que a música nova trata-se de um cover maravilhoso de “Survivor”, das Destiny’s Child, com um clipe mais lindo ainda.

Entra

Dica: leia esse texto ao som da Pipa: Pipa Amarela - Liz Valente - SoundCloud

Seja uma varanda de frente pro quintal ou uma cozinha apertada de janela aberta, esse álbum acontece à mesa de um café da tarde com broa de fubá e queijo minas. E a vista, da varanda ou da cozinha, é o infinito do mar de morros de Minas Gerais.

Quem abre a casa e passa o café, é Liz Valente.

Pipa Amarela é um abraço mineiro. Cada uma das onze músicas do CD enche o ambiente – e o coração – do calor que só Minas Gerais tem.
Capa do álbum Pipa Amarela
“Pode entrar, a porta está aberta, a mesa posta, e a casa toda é pra você.” Esse é o primeiro convite do CD. E a partir daí, quem escuta já pode ficar à vontade, se esparramar no sofá, tirar um cochilo na rede e até fechar a geladeira com o pé, nessa grande casa aberta que é Pipa Amarela.

Esse café tem aroma de Clube da Esquina, e Beto Guedes é um dos convidados da artista. Eles conversam: ele diz Sol de Primavera e ela diz Primavera. A quinta da música do CD dialoga com a letra do poeta e, juntos, eles lembram a esperança que vem com estação mais colorida do ano.

Casa Pequena encanta qualquer jovem amante da poesia: vinte anos, o coração no mundo, um sonho, a expectativa de um tempo que espera, e uma janela sempre aberta pro mar (de morros) de possibilidades da juventude.

“Teu pé tem raiz nesta terra, teu lar / Tua pipa é Minas Gerais / É voo de muitos Brasis / Em um só lugar” 
A história e a música que dão nome ao álbum falam de repartição, de companhia, de um céu azul que vira mar e de um menino, que, de pés descalços, levantava o voo de uma pipa, e de um sonho que até então descansava sob cachos alaranjados.

Desenho de Liz Valente (é a Liz fazendo sua pipa amarela voar)
É com Duas Pernas, e não uma, que se faz um caminho. É acompanhado, e não sozinho, que se faz um caminho. A sétima trilha é inquietação, é vontade de mais, é busca por algo que faça sentido, é o sonho da perfeição, é a curiosidade por caminhos ainda não trilhados. E é a paz de que esse caminho é norteado pela certeza de que, de fato, há mais.

O Último Abraço é dado à porta da casa, quando já é noite e o vento frio espalha um cheiro de terra molhada. Esse abraço chora a dor da despedida. Não mais acompanhada, a dona da casa observa da janela o vem-e-vai da multidão e seus olhares-para- trás. Dali, ela enxerga os trilhos de um trem, que se estendem e se escondem pelas montanhas mineiras. Não dá pra ver o seu destino. Então, ela lembra que uma próxima estação será palco de (re)encontros, em que primeiros abraços serão recordados e revividos.

Cheio da poesia mais simples e bonita, o álbum conta histórias, faz convites, e lembra em cada música de que o mundo é como o trilho desse trem que viaja por curvas que escondem o lugar de destino, mas que guardam a certeza e a esperança de que há muito mais atrás delas.

Outubro Rosa


O rosa é suave, delicado, mas marcante. É tido como uma cor feminina, como aprendemos desde pequenos. O símbolo feminino é colorido de rosa, o masculino de azul. Tornou-se parte da identidade de gênero como foi construída dentro da nossa sociedade. 

Mas gênero é um assunto complicado, pois diz respeito a quem nós somos. A mulher cresce ouvindo sobre ser mãe - dizem que ela é seus seios e seu corpo. Por isso, o câncer de mama afeta tão profundamente a identidade feminina: não é só perder parte do corpo, como perder uma parte que constitui essencialmente como ela se vê. Perdendo um pedaço do que aprendeu a mais valorizar, a mulher tem dificuldade em manter esse pedaço em sua confiança. E é um câncer comum que vem com uma facilidade enorme - a princípio, em silêncio. 

Em Outubro, todos nos lembramos disso. Essa dor que faz parte do dia a dia de inúmeras mulheres chega até nós e vemos a fragilidade que é o corpo humano. No entanto, vemos a força que possui cada uma dessas pessoas. Esse foi o detalhe presente nas campanhas desse ano. Algumas sutis, outras direto ao ponto - o que se vê é a tentativa de chamar atenção para a facilidade do autodiagnóstico, a necessidade de lembrar dessas mulheres e a possibilidade de se reconstruir mesmo depois da doença. A verdade é que uma grande quantidade delas passa a descobrir que não são os seios que as tornam femininas, mas elas mesmas. E isso é o lado mais bonito de tudo. 

Separamos, então, uma lista das melhores campanhas de 2015. Todas, de certa forma, dizem o mesmo: lembre-se. Dessas mulheres, dessa doença, do cuidado. É preciso falar do câncer de mama, sempre.

  • IBCC: Sabe aquela campanha do Câncer de Mama no Alvo da Moda, em que as blusas traziam um alvo azul e preto no peito? Essa propaganda comemora os 20 anos da campanha e convidou famosos para uma sessão de fotos; o que leva essas celebridades a carregar emoção de fato nas fotos é o que torna o vídeo incrível. 
  • Vasenol: Para recuperar a autoestima de várias mulheres vítimas do câncer de mama, a Vasenol contratou tatuadores para reconstituir a imagem dos seios: o resultado é emocionante.
  • Avon: A Avon fez um comercial mais sutil, focado na estética.O diferencial é simples: a representante da beleza feminina no vídeo é, simplesmente, Candy Mel, cantora da Banda Uó e transsexual.
  • #nudefightagainstcancer: Uma campanha que questiona um tabu: por que os seios das mulheres são sempre censurados, ao passo que a visão do peito masculino é considerada comum? Com base nisso, os idealizadores propuseram uma forma diferente de chamar a atenção para o câncer de mama.
  • Fundação Laço Rosa: Essa campanha propõe a mudança no olhar - como mulheres comuns se veriam com o corpo modificado? A reação, então, é inspiradora.
  • Lingerie Solidária: Sutil, mas que atraiu o mundo todo. Como propagar a mensagem que é preciso lembrar do câncer de mama, de forma simples e fácil de ser executada? Propondo que fossem tiradas selfies mostrando uma alça do sutiã, com uma legenda que mostrasse o propósito. Pronto: a adesão das pessoas foi rápida e a campanha se espalhou.
  • A Crucial Catch: Talvez a mais surpreendente, por se tratar da NFL - representante do futebol americano nos EUA. Um esporte majoritariamente masculino, cujo público tende a ser masculino, chamando a atenção para uma doença feminina. Dessa forma, a NFL adquiriu um posicionamento impressionante, que provavelmente atingiu pessoas que não seriam do alcance de outras campanhas.

Astrologia: um cálculo de múltiplas variáveis


Um tema tão ‘de humanas’ merece um título tão ‘de exatas’? Merecimento é algo discutível, mas acho que era necessário. Nesse atual contexto de exaltação das qualidades do “ser de humanas”, a astrologia se torna um equipamento necessário na bagagem dos novos pensadores. Entretanto, a superficialidade das informações leva à não relativização das características zodiacais, gerando um estado de entropia dos que partilham esse conhecimento mais a fundo.

Desafio #26 - Sentido


Aqui na Cria, a Redação e a Direção de Arte trabalham em conjunto para que o produto final dos nossos clientes seja o melhor possível. O Sem Pauta dessa semana é só mais uma demonstração do quão alinhados e unidos esses núcleos são. Uma amante das palavras e um louco por design se desafiaram a escrever sobre diferentes sentidos de uma mesma palavra e deixaram as emoções tomarem conta. Vamos conferir? 

Voo



Certas tristezas tomam-lhe o ar, feito aquela pancada na boca do estômago. A lágrima reverbera pelo corpo todo, unindo o físico e o emocional numa inconstância aguda.

Outubro do "terror"



Aproveitando o clima de antecipação do Halloween, duas séries de “terror” foram lançadas nas últimas semanas, ambas criadas pelo produtor, diretor e roteirista, Ryan Murphy. Apesar de significativamente distintas, tanto Scream Queens quanto American Horror Story: Hotel apostam numa mesma fórmula, muito usada por Ryan Murphy em suas séries: ambas contam com grandes nomes do mundo do cinema e da música para atrair audiência.

Sobre o minimalismo humano


Somos sete bilhões de pessoas no mundo. Uau, isso é muito, né? Mas, ao mesmo tempo, não somos nada. Cão Maior é a maior estrela hoje conhecida. Ela tem aproximadamente dois bilhões oitocentos milhões de quilômetros de diâmetro. A Terra, nosso planeta, tem seu diâmetro de apenas doze mil setecentos e quarenta e dois quilômetros. O planeta em que vivemos tem um tamanho irrisório se comparado aos maiores já conhecidos até hoje – não podemos duvidar da infinidade do universo.  E se compararmos com nós, seres humanos? O homem mais alto do mundo tem apenas dois metros e cinquenta e um centímetros. Ele é, aproximadamente, um trilhão cem bilhões de vezes menor do que a Cão Maior. Como ficamos tão pequenos no meio de tanta grandeza?

Hoje faz 5 anos


Sempre fui da opinião de que datas são um mero ingrediente nostálgico que, vez ou outra, insistem em nos perturbar. Mas, quando o tempero principal é o amor, talvez a melancolia valha a pena.

Seis grandes musicais dos anos 2000


Quem me conhece, nem que seja de longe, entende que vivo por musicais. Se eu pudesse, irromperia numa apresentação extremamente bem produzida só para despedir das pessoas ao ir pegar o ônibus. Os musicais são bem mais bonitos que a vida como é, porque não existe erro em fazer do filme a trilha e da trilha o filme.
Assim, acho impossível comparar um musical com outro. Mas sei dizer alguns - dos últimos 15 anos - que são extraordinários e o porquê, sem ordem de preferência.

Emprestado

Hoje o céu amanheceu aos gritos.
.
Agora, a janela do quarto emoldura uma noite azul escura, lisa. O acústico do bar é melancólico e entra pela minha janela. É o mesmo repertório de sempre, mas as músicas estão mais lentas e o volume mais baixo. O burburinho quase não se nota.



O vento frio que há pouco carregou risadas de velhos amigos, amigos emprestados, agora acaricia meu rosto e arranca dos meus lábios um sorriso fácil que condiz com a lembrança desse empréstimo.

Esses, os emprestados, tornaram-se meus.
O barulho do dia se afasta ao encontrar seus olhos: um, sempre espremido pelo sorriso digno de criança; outro, sempre irônico e debochado;  o menor deles, sempre aconchegante e cheio de sono.
Meu corpo descansou enquanto me emprestavam sua alegria, sua sinceridade e sua inocência.
Enquanto as três silhuetas conhecidas me faziam rir, meu corpo fez silêncio.
Finalmente silencio.

Mas agora o cantor do bar se despede e promete mais para o fim de semana seguinte.
A última música rima com o vento macio que ainda entra pela janela.
A alegria, a sinceridade e a inocência começam a se afastar.
E a leveza que veio com os três amigos emprestados começa a pesar.

Penso em quem me emprestou.

Além dos amigos, peguei tanto emprestado.
Me recuso devolver. Tudo se tornou meu, por não imaginar que seria preciso devolver.
Por não querer devolver.

Queria que não fosse emprestado. Queria que tudo me fosse dado.

O silêncio começa a ir embora junto com o cantor do bar. Meus lábios se contraem ao prever o barulho, o peso e o cansaço que parecem perto.

A memória trabalha e mais um sorriso se faz no meu rosto: “Eu estou no silêncio”.
Começa a fazer frio e meus músculos se tencionam.
Então eu me lembro de que este silêncio não é emprestado. Nada que vem junto com este silêncio é emprestado. Tudo me foi dado. E eu não preciso devolver. É graça.

É,

Hoje o céu anoiteceu em silêncio.

Palavras, apenas

Foto: http://instagram.com/cassiaelleromusical
Uma voz, uma mulher, um estilo, única. Quando, na última quinta-feira, entrei no Teatro Cine Brasil para assistir a Cássia Eller – o musical, não sabia o quão alucinante seria a experiência de voltar a um tempo que não vivi.

O humor absurdo de "Wet Hot American Summer"



Depois de anos de especulação sobre uma continuação do clássico cult “Wet Hot American Summer”, o Netflix produziu e lançou esse ano, para a alegria dos fãs, a série “Wet Hot American Summer – First Day of Camp”, uma “prequel” do filme.

Escala Pantone


A gente aprende desde cedo a diferenciar as muitas cores do universo. Primeiro as primárias, depois secundárias e assim por diante. Quando menor, eu sempre me perguntava a quantidade de verdes, azuis ou vermelhos que existiam no mundo. Como poderiam ser tantos e continuarem sendo a mesma coisa? Nos últimos dias deixei minha mania de analisar pessoas vagar pelas lembranças da infância e notei o quanto todos somos coloridos. 

Desafio #25

Ilustração feita por Flávio Andrade
O Sem Pauta recebe de braços abertos duas pessoas muito sensíveis. Uma ocupou o cargo de Diretora de RH na gestão passada e a outra continua esse legado lindo que é cuidar dos membros da nossa empresa. Para honrar a premissa de que "uma imagem vale mais que mil palavras", o tema do nosso desafio dessa vez partiu de uma ilustração. O engraçado é que no final ambos os textos acabaram por contemplar as delicadezas das relações. 

Na lua de mel com Lana Del Rey


Elizabeth (Lizzy) Grant era uma garota que sempre gostou das artes, da música e tentava ter sucesso por si só. Porém, acharam que ela, sendo ela mesma, não seria tão impactante como deveria. Foi aí que criaram a Lana Del Rey, uma persona da Lizzy, sendo mais sexy, mais louca e mais atrativa ao público alvo, os jovens, com os quais ela mantém um relacionamento sério ultimamente. Então, Lana Del Rey chegou ao mundo em 2012 com a intenção de “pegar geral”. E conseguiu!

Nossos passageiros



Engana-se quem acredita que o que vem passa. All things must pass, sim. Mas há sempre restos, cicatrizes aqui e ali; gente e tempos que nos vieram e estão partindo, mas deixam marquinhas na saída.

Domingo Gastrô



Tinha acabado de chegar de viagem mas não estava cansada. Dormi durante as 4 horas do trajeto Viçosa – BH, porque na noite passada estava elétrica demais arrumando as últimas coisas na mala. Meus pais me trouxeram, me deixaram com tudo organizado pra recomeçar a vida depois das férias e voltaram pra casa. Depois que eles vão, sempre bate aquela tristeza de domingo a tarde, sabe? Mas esse domingo foi diferente.

Respiro


Apresentações musicais, para quem gosta, podem ser uma verdadeira comunhão. Um momento quase sagrado. Casas de shows, teatros ou praças muitas vezes são tomados por várias pessoas com um único objetivo: presenciar aquele acontecimento. Centenas ou milhares de olhos, ouvidos e corações dividindo o mesmo espaço, compartilhando experiências e estabelecendo vínculos, mesmo que temporariamente.

Sobre "O lado bom da vida"

À esquerda, a capa original do livro e, à direita, a capa do livro publicada no Brasil após a estréia do filme.
Há dois anos aprendi que a escolha “o livro ou o filme?” não é tão pertinente, porque livro e filme são artes diferentes.

10 blogs pra ler e comemorar o Dia do Escritor


Seja Machado de Assis ou aquela sua amiga que faz textos lindos, todos são escritores. A paixão pelas palavras é universal e a arte da escrita evolui, mas nunca se perde! Pra comemorar o Dia Nacional do Escritor e fugir dos clássicos, indicamos 10 blogs de alunos da UFMG pra você ler muito. No final, quem sabe você não se inspira pra fazer o seu próprio?

Coloridas incertezas


Ainda não cheguei à conclusão se o céu é um lugar ou uma pessoa, mas sei que temos um relacionamento íntimo e, por isso, nós dois nos comunicamos de um jeito único.

O sucesso das drags



Comecei a assistir RuPaul’s Drag Race quando o programa ainda passava no VH1, com o nome RuPaul e a Corrida das Loucas, e logo fiquei fascinada pelo mundo das drags. Não sei dizer exatamente o que atrai tantos fãs, talvez seja o glamour, as frases icônicas do RuPaul (Can I get an amen?), o drama, a shade, os momentos hilários ou as histórias comoventes, mas uma coisa é certa: todos esses fatores culminam num reality show sensacional.

E o preto, como sempre, fica


Racismo estrutural no Brasil: esse foi o tema exposto no Sesc Palladium de Belo Horizonte na terça-feira (7). Foi exibido o filme “Branco Sai, Preto Fica”, que fez parte da programação do Cinema em Transe, projeto que visa promoção de filmes nacionais que resistem à industrialização do cinema. Após o filme, que retrata um pouco da vida dos negros no Brasil e que já ganhou prêmios no mundo inteiro, Adirley Queirós, diretor do longa-metragem, esteve presente para um debate em torno do documentário de ficção científica, que teve muito a acrescentar à consciência de quem o ouvia ao mostrar as diferentes faces do racismo existente no país.

Chave


Utensílio de metal que se introduz na fechadura à qual pertence para movimentar a lingueta, e que possibilita abrir ou cerrar portas, tampas, cadeados, etc. Um pedacinho de metal retorcido que abre portas tem mais significados do que apenas este. Chaves são cheias de simbolismo, podem dar acesso ou limitá-lo, mostrar a confiança que alguém deposita em você ou o quão íntimos vocês são. Você pode receber a chave de casa ou a do coração, a chave do cofre ou da cidade...

Sentimentos também sentem


Como era de se esperar, a Pixar não decepciona de novo – com seu novo filme, Divertida Mente, o estúdio traz outra animação de sucesso, sensível e de um visual muito belo.

Desafio #24 - Brilho

por Adilane da Silva, Gabriel Moraes, Luiza de Simone, Marina Kan e Milena Breder



A Redação 2015/1 enfrentou o seu maior desafio até agora: despedir-se da gestão. Não bastasse a dificuldade do adeus, precisamos encontrar palavras à altura de tudo que vivemos nos últimos meses. Embora a tarefa fosse difícil, encontramos inspiração no tema e na belíssima ilustração da artista Lígia Renault de Vilhena. O resultado é essa linda dança de verdades trançadas pelos cinco redatores do núcleo, que abrilhantaram mais uma vez o Sem Pauta em um texto de fazer inveja às estrelas. Este é o nosso jeitinho de nunca deixar o amor se apagar.

Troca



Não sou boa com finais. Costumo me acomodar bem facilmente e qualquer mudança significativa na rotina me atinge de maneira intensa. Sou aquela pessoa que não sabe lidar com a incerteza do futuro.

Timing é tudo!


Não é a primeira vez que a Netflix aparece aqui no Sem Pauta, mas depois de assistir Sense8 e ver a proporção que as coisas tomaram, não podia deixar de vir falar um pouquinho sobre todo esse buzz. Errados os que pensam que se trata apenas de uma série com um enredo incrível! A empresa, que já cansou de mostrar pra que veio, está cada vez mais esperta quando o assunto é marketing e planejamento estratégico.

A Nova Ópera Popular


A ópera é uma manifestação artística que surgiu no século XVI na Itália e que combina a interpretação dramática dos atores a uma técnica vocal característica, podendo conter também números de dança, principalmente de balé clássico. Até aí, nenhuma novidade. Mas o que isso tem a ver com o próximo fim de semana em Belo Horizonte?

Inverno



O inverno chegou pra todo mundo, mas pra mim ele veio acompanhado de sentimentos. Nunca gostei tanto assim do calor, mas essa semana gélida me fez sentir muita saudade das tardes mornas da primavera.

15 filmes brasileiros lançados nos últimos 15 anos

Texto colaborativo

Hoje, dia 19 de junho, é o Dia do Cinema Brasileiro. Que tal aproveitar o fim de semana para valorizar as produções nacionais? Separamos quinze filmes brasileiros lançados nos últimos quinze anos. Prepare a pipoca e confira as indicações a seguir!

Pra onde?


A caminho da faculdade, do trabalho ou de casa. No ônibus, constantemente fixava o olhar no nada. Era um olhar perdido, de quem vaga por aí, mesmo quando não há nada sobre o que pensar. Nesse dia, no entanto, percebera: o esperado fim do semestre bate à porta. Perdera as contas de quantas vezes desejara que o ponteiro do relógio aumentasse a velocidade e completasse logo a volta. Não que a vida estivesse ruim, ou péssima. Longe disso. Estava em uma faculdade federal, morava ainda com os pais. Seria muito dramático pensar algo assim.

A perturbada da corte está à solta!

Texto colaborativo


“Meu nome é Amanda”. Assim começou a entrevista com Bianca Reis, estudante de Artes Visuais da UFMG e quadrinista responsável pela página “Anna Bolenna - A perturbada da corte” no Facebook. Com mais de 160 mil fãs espalhados por todo o Brasil, Bianca acaba de lançar seu primeiro livro e conversou com a gente sobre mudanças, amor, quadrinhos e as perturbações típicas de quem transforma sentimentos em arte.

Justo o que faltava

por Adilane da Silva, Marina Kan Mei e Milena Breder


Helô Gomes foi a última palestrante do TipCOM 2015/1, mas nem por isso ficamos desanimadas com o fim do evento. Pelo contrário, a entrevista que encheu nossos ouvidos de um sotaque paulistano frenético foi uma injeção de ânimo. De simpatia e simplicidade ímpares, Helô desfilou pelos corredores da FAFICH em um look impecável e adorou as pichações nos banheiros. Deu dicas preciosas de leitura durante e depois da palestra e mostrou o livro que acabara de ler no vôo de São Paulo a Belo Horizonte (“O Analista de Bagé”, de Luís Fernando Veríssimo) todo rabiscado de ideias. E foi assim, em uma espécie de rascunho rápido e animado, que a nossa conversa aconteceu.

Desafio #23 - Fim


As coisas andam diferentes aqui no Sem Pauta e a gente entrou no clima agridoce da saudade. Como falar sobre o fim sem dar lugar à emoção? Os convidados de hoje colocaram em palavras a dor e angústia do término; abraçaram o tema e transformaram o vazio em arte. Criaram duas histórias cujo propósito é nos mostrar quantos sentimentos cabem na ausência. E aceitaram o desafio do fim.

Uma tarde com Juzão

por Adilane da Silva, Luiza de Simone e Milena Breder


Depois de uma palestra incrível sobre digital, Juliana Muncinelli chegou na Cria conversando com todo mundo, aceitou o famoso pãozinho da alegria e até tirou fotos dele pra postar no Snapchat. E entre muitas risadas e assuntos que iam desde publicidade a feminismo e planos para o futuro, a atual gerente de digital e head de grupos abertos do Viber deu um show de entevista para o Sem Pauta. Confira!

Conhecendo o Irmão do Jorel

por Adilane da Silva, Luiza de Simone e Milena Breder


Juliano Enrico chegou vestindo uma camiseta branca e com um bigode que parecia uma mistura de Freddie Mercury e pai de família dos anos 70. “O bigode faz com que eu me sinta mais eu”, ele diria mais tarde. Agitado, cumprimentou a todos com um abraço e deu umas duas voltas na sala antes de finalmente sentar-se para a entrevista. E o resultado é este, uma conversa com o artista que abriu a programação do TipCOM 2015/1 e fez a gente admirar mais ainda seu trabalho e sua personalidade irreverente.

Surrealista

por Gabriel Moraes e Marina Kan Mei

Nós tivemos o prazer de receber um dos co-fundadores do Sensacionalista, o jornal mais isento de verdades, para um bate-papo recheado de sinceridade: Marcelo Zorzanelli. Mas, para chegar até este momento, Zorzanelli, um dos palestrantes da última edição do TipCOM, precisou de muito esforço, construindo um vasto currículo. Ele trabalhou em vários campos do Jornalismo: rádio, televisão e redação de revistas, em lugares como Band, Editora Abril, Globo e MTV.

Pausa


Volto pra cá e a sensação é de que não existe tempo. Chego jogando a mochila no chão e corro querendo colo e cama. Cada lágrima acumulada explode no rosto vermelho e todo o resto é suspenso. A pressa passa. Aqui se pode sentir sem a obrigação de parecer inteira.

Carta aberta



Olá,
não sei se este texto chegará a seu destinatário, mas escrevo na esperança de que sim. Acontecimentos recentes mudaram completamente o que eu havia escrito e programado para publicar aqui. Mas isso não é tão importante, pode esperar. 

Retrato sincero da depressão


Apesar de Cake não ser nenhuma novidade (o filme foi lançado no final do ano passado), me tocou de tal maneira que foi impossível não escrever sobre ele. De extrema sensibilidade, o longa sabe misturar melancolia e humor perfeitamente, ao tratar de um assunto tão complicado como a depressão.

Vida e obra a dois


Nessa mania de se apressar em tudo
Achava que pra amar também precisava
Até que foi percebendo
Que essa pressa toda não servia pra nada

Desafio #22 - Moldura


Geralmente não é a moldura que nos chama a atenção em um quadro, mas o Sem Pauta resolveu destacá-la como tema do nosso vigésimo segundo desafio. Seja em um retrato, espelho, pintura ou até mesmo ilustrando uma metáfora, a moldura embeleza a vida e deu forma aos textos a seguir. Confira os detalhes de mais uma mistura de sentidos e limites!

"Quando você for mãe, você vai entender"


Se você é menina, as chances de ter ouvido essas palavrinhas é enorme. Foram inúmeras vezes que ignorei essa frase de efeito, afinal, como levar à sério um comentário desses quando minhas preocupações se resumiam em não tirar nota baixa e na possibilidade de cancelarem aquele programa que eu assistia toda tarde, logo que chegava da escola. Mas, por experiência própria, digo que sua hora vai chegar.