Para ver, rever e espelhar nossa existência

Há aqueles momentos nos quais, de uma maneira racionalmente explicável ou não, vemos nossa essência refletida em uma tela, nossa vida passar em frente aos nossos olhos, e então podemos perceber que a vida se trata, nada mais, nada menos, de experiências compartilhadas e, de uma maneira ou outra, sentida por todos. É nesse clima que destaco os 5 melhores filmes do século que nos fazem refletir sobre nossos valores, assim como conseguem expressar um pouquinho do que cada ser humano, inexoravelmente, sente ao longo do caminho da vida.

1) Babe, o porquinho na cidade

Quem nunca enfrentou os dilemas que esse pequeno e fofo suíno tem que enfrentar nesse filme? Novas experiências de vida, novas amizades, se jogar diante do desconhecido e mesmo assim acreditar no melhor das pessoas. Um exemplo de que ser bom, vale a pena.


2) Todo mundo em pânico: 

Com esse clássico aprendemos como nos virar em situações perigosas. Peitos de silicone e extintores de chamas podem ser bem úteis no momento de preservar a sua existência e distrair um possível mau elemento. Afinal, não tem como não saber que os gordinhos e os metidos a engraçados, morrem primeiro.



3) Angélica: Zoando na TV 


Desde pequenos aprendemos com esse filme, e com nossas mães, que não podemos ficar assistindo TV demais, senão a radiação e a frequência das ondas nos fará delirar, assim como a pobre loirinha do filme que nem no final, percebe que perdeu o cérebro para a programação alienadora.


4) Xuxa gêmeas 

Quem é você? E quem é o outro? Onde começa a sua subjetividade e onde termina a do outro? Seu irmão poderia ser você, você poderia ser adotado, os dois poderiam ter sido separados na maternidade e se reencontrarem anos depois. Esse lindo e emocionante filme nos prepara para tais surpresas da vida e nos mostra que apenas somos nós porque não somos o outro.


5) O ataque dos tomates assassinos 


Esse longa é bem autoexplicativo: se sua mãe disser “coma salada”, realmente coma, antes que ela coma você. Me fez ser uma pessoa melhor, podem acreditar.

O que ele escreve sobre o que eu sou


“O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança.” Esta sou eu.
Com meus trechos favoritos de autores colombianos favoritos. Não tenho os mesmos “Cem anos de solidão” do gênio, mas nesses vinte, alguns podem perfeitamente pertencer ao contexto.
Sou daquelas que não se policia em dizer as mancadas, as tragicomédias, os tropeções da vida. Desde o meu amor platônico pelo velho safado – comentário dele: sim, o Bukowskiano – ao meu espanto por saber que balões precisam de certo gás – comentário dele: sim, o Hélio – para se elevar aos céus e assim trazer sorrisos de criança. Esta sou eu.
Uma menina com postura de mulher que teima em concordar com os pessimismos que me cerca. Sou isso, sou aquilo, não sou nada - comentário dele: sim, pura, robusta e enorme mentira -.
 Poderia ficar aqui por mais horas e horas dissertando sobre a minha vida, sobre como as coisas só acontecem comigo, ou cantarolando algo como “ninguém me ama, ninguém me quer...”, mas é que estou um pouco atrasada, preciso pegar um ônibus com um traslado "tenso" até a minha cidade. E sabe como é né? Se não pego agora, lá vou eu esperar por mais uma longa e sofrida hora até que o próximo passe – comentário dele: sim, esta é ela-.


5 covers de músicas geniais feitos por pessoas igualmente geniais

Existem três tipos de covers no mundo da música: os aceitáveis, os destruidores e os geniais. Os aceitáveis são apenas isso, aceitáveis. Medíocres. Os destruidores são capazes de arruinar sua música preferida. Mas os geniais, meus caros, são aqueles que acontecem poucas vezes durante sua existência, quase tão raros quanto a passagem do cometa Halley. A genialidade se dá quando uma banda fantástica faz um cover de uma outra banda igualmente fantástica. Um verdadeiro musiception. São capazes de arrebatar os corações dos amantes de música, gerando o desespero, melancolia e a adoração diante da magnitude de ouvir uma música adorada na voz de um outro artista também idolatrado. 

Então, o propósito desse post é apenas esse: apontar os 5 covers mais fucking awesome já produzidos na história da música. Prepare seus fones de ouvido e suas lágrimas.

5º lugar - Belle & Sebastian e o cover de "The boy with the thorn in his side", do Smiths


A letra de Morrissey e Johnny Marr ganhou um novo e belo significado na voz doce de Stuart Murdoch.

4º lugar - Fiona Apple e sua versão de "Across the universe"


Se você não se emociona ouvindo essa versão magnífica, boa pessoa você não é.

3º lugar - Johnny Cash e o cover de "In my life"


Porque Beatles é Beatles e merece que suas músicas apareçam em duas posições nessa lista. Johnny Cash, um gigante por si só, trouxe sensibilidade à uma música já consagrada. Tarefa difícil, que apenas o grande mestre poderia realizar.

2º lugar - Nirvana e "The man who sold the world", de David Bowie


A versão acústica criada para a música de David Bowie pelo Nirvana carrega todo um simbolismo: supostamente Kurt Cobain já havia planejado seu suicídio na época das gravações. O músico cometeu suícidio meses depois e seu cover virou um marco na história da música.

1º lugar - Sonic Youth e a versão de "Superstar", do The Carpenters



Não adianta: duvido que alguém me mostre cover mais belo de qualquer outra música. A versão do Sonic Youth é arrepiante, angustiante, maravilhosa. Daquelas músicas que você ouve e se destrói em lágrimas, apenas se perguntando como pode existir no mundo algo tão emocionante assim.


Home Pente, a aventura final


Há tempos a tela que o ligava à lendária Chefa estava desativada, esquecida. Mas o mundo precisou dele mais uma vez... e Home Pente atendeu ao chamado. Confira tudo isso na décima segunda e última edição da Graphic Novel Home Pente, já nas bancas.

Pequena trajetória


Conheci a Cria através de uma das palestras da aula inaugural na UFMG dada aos calouros de comunicação. Ouvi o que é uma empresa júnior, o MEJ, quais eram os núcleos da Cria e o que cada um fazia. Decidido a me formar jornalista, não me interessei muito de início por ter criado em minha cabeça a incorreta ideia de que se tratava apenas de uma agência de publicidade.
Precisei passar por outros estágios para perceber o quanto era interessante a proposta do movimento das empresas juniores. E também para perceber como gostaria que algumas coisas funcionassem como neste movimento. Assisti à mesma palestra ministrada na aula inaugural mais algumas vezes (no início de programas trainee e outros eventos da empresa), até decorar as falas do pessoal, para então perceber que mais que uma agência de publicidade, a Cria era uma agência de comunicação e que sim, eu como jornalista poderia ter um lugar ali.
Por sorte eu não demorei tanto assim a querer fazer parte da Cria. Participei da seleção e fui aprovado para os núcleos de jornalismo (e redação publicitária) e administrativo financeiro. Tenho menos de uma gestão, mas posso dizer o quanto é maravilhoso aprender diariamente coisas novas na área da minha graduação, ou em uma área administrativa que se não fosse pela forma como funciona uma empresa júnior eu provavelmente não teria contato.
Bolo dos 13 anos
Resolvi contar um pouco da minha pequena trajetória apenas para poder deixar no fim do texto o meu muito obrigado a você, Cria, por ter aberto as portas do seu aquário e por me deixar fazer parte dos seus treze anos de vida. 

Uma vez CRIA, sempre CRIA

Quando entrei na CRIA, ter uma descrição na lateral  do Sem Pauta era o maior reconhecimento que um membro do jornalismo podia receber. Isso porque você só tinha direito a uma descrição depois que fizesse algo interessante para o Núcleo. Às vezes os novos membros passavam semanas sem ter a sua, mas sempre lutavam por ela.

E se a minha continua na lateral, quer dizer que eu ainda sou membro da CRIA? Eu parto da ideia que sim. Sou a favor de que todo mundo que já passou pela empresa é eternamente membro da CRIA. Eu passei três anos na empresa, o que corresponde a praticamente a toda minha graduação. É muito tempo, mas cada dia valeu a pena.

Partindo dessa ideia de que eu ainda sou membro, estou invadindo o Sem Pauta hoje. Peço desculpas aos membros do melhor Núcleo da CRIA (a.k.a. jornaliiiiiiiiismo), mas eu preciso vir aqui para dar parabéns para minha CRIAnça.

Hoje a CRIA está fazendo 13 anos. Aliás, 13 anos é uma idade bem complicada, né? Você não sabe se é uma criança ou um adolescente, para de ganhar presentes no dia das crianças, descobre que aquela aversão que você tinha desde pequeno pelas meninas era, na verdade, atração. É uma fase de transição bem complicada.

Como dizem que as meninas amadurecem primeiro, hoje a CRIA está virando mocinha. A essa altura já deve ter menstruado, está fazendo festinhas na casa das amigas, deve ter tido algum amor não correspondido, deve ter quebrado alguns corações.

Como pai zeloso que fui dessa CRIAança, sempre vou acompanhá-la para ver se está tudo bem. Agora ela anda com as próprias pernas. Daqui a alguns anos tem festa de debutante, namorados, vai tirar carteira, entrar na faculdade... é, o tempo passa até pra nossa empresa querida.

P.S. Eu só queria dizer que esse é o post de número 600 do Sem Pauta. Eu tinha escrito o post 300 e hoje, involuntariamente, fiz o 600. Acho que o 900 tem que ser meu também! =]

Parabéns, Cria !

Em um post claro, tenho que dizer:
Existem pessoas que ficam ansiosas com a chegada de seus aniversários,enquanto outras não gostam muito de lembrar ou, simplismente, não fazem muita questão de receber presentes, cumprimentos e descobrir que têm um ano a mais na carteira de identidade. Muitos indíviduos acreditam que a idade proporciona o prazer de se ter mais experiência e outros pensam que não há muito para se mudar.Porém, em  casos especiais, a cada ano que se passa, o aniversário chega como deve ser.. com muita festa e positividade. A porta se abre os indívudos se encontram com o desejo de inovação, a crença no desenvolvimento interno e com a eterna busca de aprimorar o que existe de melhor.. A Cria é um desses ícones e sempre espera sua data querida de braços abertos, carregando e aumentando a cada dia, sua vontade de se superar sempre e melhorar a cada dia. 13 anos não é muito, mas também não é pouco. Na verdade, 13 anos é a flor da idade, como diriam nossos antepassados. Por esse motivo, feliz aniversário, Cria UFMG Jr. Que todos os seus membros sempre tenham coragem de inovar e ousar, que o dom de criar e a vontade de crescer junto com a empresa sempre estejam presentes em todas as gestões e que a criatividade reine no nosso aquário. Muita felicidades também aos membros, aos diretores e aos coordenadores.

Ai ai... Aniversários! Que cilada!

Imaginou um dia só seu, no qual várias pessoas vão te ligar, bajular, presentear, abraçar?! Um dia que você é mais importante, mais bonito, mais sociável, mais popular...? Pois esse é o dia do seu aniversário! Brincadeira! Não acredite nessas baboseiras! Você com certeza vai receber menos presentes do que imaginou, AQUELA pessoa importante vai esquecer de te dar parabéns, e as tias- avós não vão parar de ligar e chorar no telefone com você! Mas, normalmente, os aniversários são muito mais divertidos com todas essas ciladas: os priminhos que babam no bolo antes da festa começar, a distribuidora que não chega com as bebidas, o penetra que sabia que não era bem vindo, mas apareceu, a prima do interior que reaparece mil quilos mais gorda, os bêbados que derrubam a mesa de doces antes dos parabéns, sua mãe que entrosa com seus amigos contando suas vergonhas da infância, os parentes que bebem e “caem” na pista de dança... E depois as tias que ACHAM que estão conseguindo esconder os docinhos que vão levar para casa!

Então você volta para casa, deita na cama e se promete que nunca mais quer comemorar seu aniversário. Mas no próximo ano lá está você de novo, afinal, aniversários são uma delícia, incluindo as coisas que dão errado neles!

Mais um ano que se passa


Crise. Dos 20, 30, 40, 50... O ser humano inquieta-se facilmente com o ato de envelhecer. Um ato que é marcado por uma mesma data todos os anos, o dia do seu aniversário.
 Há alguns que vê a data como um momento propício a reflexões, outros preferem fingir que o dia é tão igual e comum como todos os outros do ano.  Comportamentos diferentes que culpam a um mesmo ente, o tempo.  É ele que ao fazer o seu trabalho, completar seu ciclo, enche de medo e preocupação a mente enrugada das pessoas.
Ele passou e o que eu fiz? Coisas boas? Relevantes? A minha consciência está tranquila?
Ele passou e o que me deixou? Heranças? Cicatrizes por dentro e por fora?
O que as pessoas deveriam ver e não veem, é que envelhecer e permitir que o tempo passe naturalmente é uma dádiva. Compartilhar vivências nos momentos certos da vida gera as consequências mais marcantes e os sorrisos mais sinceros. Não digo que não valha a pena refletir ou se esconder do mundo perante a um desconforto, mas é que vale tão mais a pena seguir em frente, encarar o que vier, vale tão mais a pena simplesmente viver...

Happy birthday to me


- Feliz aniversário!
- Obrigada! - respondo com um sorriso debochado.
"Feliz para quem, feliz por quê?", penso exaustivamente no caminho para casa.
"Por estar mais velha? Mais decadente? Por me aproximar mais da morte? Aniversários não fazem sentido."

Entro em casa e dezenas de balões me cumprimentam. Os gritos de surpresa e parabéns se confundem com uma música que certamente foi escolhida pela minha mãe. Uma faixa rosa está pendurada desajeitadamente na parede. O pavoroso bolo com as duas velhinhas tão temidas - as que anunciam a todos que agora sou oficialmente parte do mundo adulto - me encara quase como se tivesse raiva de mim. Ingrata, era o que ele queria dizer. 

Abraços.
Abraços.
Abraços.
Uma cesta enorme de chocolate.
Mais abraços. 
Horas passadas ouvindo desejos infinitos de prosperidade, saúde e felicidade.

Como um pedaço do bolo que horas atrás me parecia estranho e raivoso. Brigadeiro. Meu preferido. Dou adeus para os últimos amigos e o gosto doce me revela aquilo que eu suspeitava há anos:

Eu adoro aniversários. 

Fim de festa



Acordou e olhou para o despertador.
A data não mentia: era seu aniversário.
Levantou entre abraços da família.
Da qual hoje era membro honorário.

Café da manhã especial, presentes sobre a mesa.
Afinal era seu aniversário.
Top de linha, o tablet mais moderno.
Não compraria nem com um mês de seu salário.

No restaurante chique, foi coletar o seu brinde
Um presente pelo dia em que nasceu
Sobremesa por conta da casa
e a melhor refeição que já comeu

A cada lugar em que passava
uma cortesia pro seu dia
o que ele fez além de nascer
pra merecer tanta simpatia?

Então, andando para sua festa
celebração nada modesta
amigos em cada canto da mesa
cada um com sua própria surpresa
andava pela rua animado
nas mãos, o tablet conquistado
até que das sombras surgiu
um sujeito mui vil
com arma em punho e agitação de ladrão

O aniversariante diz pro larápio
˜Não faça isso, não no meu dia
não leve meu presente contigo˜
Lutou, resistiu contra o vilão
mas o mesmo, de arma na mão
não errou a pontaria.

Era seu aniversário.

Parabéns, CRIA!


Para uns, especialmente aqueles com uma data de nascimento mais vintage, é um dia triste e escondido entre mentiras de idade e comemorações discretas. Para outros, especialmente garotas de 15 anos, é motivo para convocar toda a cidade, lotar um salão de festas, decorar cada centímetro do ambiente. O aniversário é o tema da semana no Sem Pauta, em homenagem a essa jovem leonina Cria UFMG Jr., que completa 13 anos nesse fim de semana. Tragam os balões e brigadeiros, a festa vai começar.

Noite passada


ELA: Não precisa esperar! Pode arrancar, moço!
Taxista: Ok.
Ela: Não, me espera, pelo amor de Deus, me espera!
Taxista: Olha, eu tinha arrancado o carro porque eles mandaram.
Ele: Mentira, foi tudo ideia dele.
Taxista: Tá vendo, né? São seus amigos. Isso que é amigo.
Ela: Diz que é amigo, mas só me mete em cilada.
ELA: Ué, você que fica por aí, andando toda morta, toda manca. Sua manca.
Ele: É, parecendo um mendigo com essa sua camisa xadrez surrada.
Taxista: Não, mendigo não, tá parecendo é noia.
Ela: Ah, é melhor ser noia do que mendigo.
Taxista: O quê? Melhor ser noia do que mendigo?!
Ela: É, porque um mendigo que é noia é ruim, mas só ser um noia é melhor que ser um mendigo.
Ele: Faz todo sentido.
Taxista: Por onde é? Esquerda ou direita?
ELA: Hm... esquerda.
Ele: Mas, nossa, toda vez tem que estalar os dedos, uma tristeza.
ELA: Ah, mas é que mulher tem mais dificuldade com senso de direção.
Ela: Mentira, eu não tenho.
ELA: Mas você é meio idiota.
Taxista: Achei que você ia dizer que ela é meio homem.
ELA: Ele fica aqui, moço, pode parar. Moço, pode parar. Moço, para!
Ele: Calma, minha filha! Ele tá parando, desesperada.
ELA: E agora pode virar a... direita.
Taxista: É, seu amigo tinha razão, você tem que estalar os dedos. Ei, agora que ela desceu, ela é manca mesmo ou tá só machucada?

Cilada musical

Toda semana aqui no Sem Pauta tem sempre alguém sugerindo aquela musiquinha para entrar no clima da semana enquanto lê um dos nossos textos. Essa semana eu decidi fazer o mesmo: Acessei o letras.mus.br e peguei os dez primeiros resultados para “cilada”. Algumas músicas se repetiram e a nossa lista se reduziu a um “top 8”. Pela lista a seguir, cilada e relacionamentos amorosos são sinônimos. Vai mesmo se arriscar?

#8: Na oitava colocação, a cantora de pop rock Megh Stock aparece com uma briga com seu coração para não se meter em cilada. 


#7: Na sétima posição: um pagode. O conjunto se chama “Grupo Novo Grito”, mas fiquei pensando se o Restart, ou qualquer outra boy band que o Brasil já teve, gravasse a música como seria tão parecido. 

#6: Em nossa sexta posição, Tião Carreiro e Pardinho (quem?) aparecem com a história de um malandro. Um malandro otário, que caiu no papo de um tal vigário, que na verdade era um delegado.

#5: Na quinta posição outro pagode, representado pelo grupo Bokaloka. A cilada da vez é se apaixonar por mulheres de programa. O amor foi correspondido ou foi apenas oportunismo?

#4: A quarta posição também vem carregada de romance na voz de Martinha, que caiu na cilada de se apaixonar por alguém que provavelmente não voltará.

#3: Em terceiro lugar: Michel Teló. Acha que a cilada é ouvir “ai se eu te pego” em looping infinito? Que nada! O coitado também enfrentou problemas amorosos, mas ao contrário da nossa quarta posição, ele não quer esperar ninguém voltar e quer mesmo ficar livre de ciladas.

#2: O segundo lugar também é do sertanejo. Jorge e Mateus cantam a paixão por uma mulher comprometida. Agora estão aí, tentando mostrar que cilada mesmo é ficar com o outro e não com um dos dois.

#1: Finalmente o nosso primeiro lugar. Um hino, uma música que marcou uma geração, um clássico da música popular brasileira: Cilada, do grupo Molejo. “Não era amo-o-or, não era. Não era amo-o-or, era cilada. Cilada, cilada, cilada (...)”


Aumente seu volume ...


Aumente seu volume no máximo e preste bastante atenção no detalhe que tem na última curva que o carro vai passar.. Mas preste muita atenção mesmo e o som é importante, pois ajuda a entender a imagem! É muito legal!


 HÁ! ‘’É uma cilada, Bino!’’ Quem nunca recebeu um vídeo ou algum joguinho daquele amigo engraçadinho e, em seguida, quase morreu de tanto susto ao se deparar com um zumbi ou com “a menina do exorcista” surgindo do além na tela do seu computador, soltando gritos agudos e com a pior careta possível.. Que atire a primeira pedra ! Com a expansão da internet e o crescimento das redes sociais, surgiram milhares de vídeos, imagens e situações, com os mais diversos objetivos, que passam pela formulação de declarações de amor e chegam até as denúncias sociais. Mas, como não poderia faltar a famosa trollagem alheia, surgiram sites com fotos subliminares, joguinhos com fins assustadores e os vídeos pegadinhas, como esse ai em cima, que fez você pular da cadeira. Então, da próxima vez que um amigo te mandar um link, falando “olha que bunitinho .. presta atenção, heim”, fique preparado para o que pode vir, ali, no fim da curva.. Pois, como diria nosso querido Pedro, em Carga Pesada, ''pode ser uma cilada, Bino!''

Cilada em poucas palavras

Férias

Serra do cipó

Trilha: Caminho dos escravos

33ºC, 11hras da manhã

Horas de subida

Cansaço

Suor

Mal-humor

No topo, uma linda cachoeira

             mas

Dezenas de pessoas,

Churrasquinho e farofa

Funk e pagodão tocando alto

Crianças gritando

Lixo

Água suja e gordurosa

Decepção

Descida

Ensolação

Queimaduras.

Conclusão? Cilada!

Em uma noite sombria...

Pense na seguinte situação: Você está em uma viagem pelo país. O seu carro sofre, de repente, uma pane sem nenhuma explicação aparente. Isso acontece, é claro, no meio de uma estrada completamente deserta. O que fazer? Procurar ajuda de alguém que vagueie por perto? Caçar algum lugar à beira da estrada para passar a noite? Bem, uma coisa não há dúvidas, estamos falando claramente de uma cilada. Daquelas bem sombrias e já batidas dos roteiros de terror/suspense. Elas sempre vêm acompanhadas de um pio de uma coruja, de uma sombra assustadora e de pessoas muito estranhas dispostas a ajudar. É claro que aqueles que pedem ajuda nunca desconfiam de algo errado, até mesmo porque, aparentemente, gentileza e solidariedades não são motivos para desconfiança, não é mesmo? Seja como for essa fórmula ainda agrada a alguns e por isso dedico a eles esse post...

Temos Vagas

Deixando as questões técnicas de lado e olhando apenas para a história e o intuito, Temos Vagas consegue ser um bom filme de suspense. O roteiro tem tudo aquilo listado acima: um carro que estraga no meio da cidade onde os protagonistas (um casal) decide parar em um hotel a beira da estrada para passar a noite e buscar ajuda quando o sol nascer. O problema é que o hotel não é exatamente o que eles pensam... Câmeras espalhadas por todo o quarto, fitas com cenas de violência dos hóspedes no mesmo e pessoas querendo te matar, são alguns dos fatores presentes no filme. No geral, vale a pena assistir, e ainda temos uma continuação do longa que mostra os primeiros hóspedes do hotel (esse sim não tão bom quanto o primeiro...)


A casa de cera

É bem provável que você já tenha assistido a esse filme, afinal é um clássico do gênero reprisado inúmeras vezes pelo sbt. O longa que é uma refilmagem de House of Wax (1953) tem em seu ponto forte os vilões. Sinceramente se aquela cara de cera não te assusta nem um pouco, você deve ter problemas... Tá certo que o resto do elenco, os "bonzinhos", não estão na lista das melhores atuações em filmes de terror, mas a história compensa, principalmente o final que deixa um gostinho do tipo "não brinca???". Fora isso ainda segue a mesma premissa de carro estragado, precisamos de ajuda. Se ainda não viu, vale a pena ver...


Supernatural - Scarecrow - 1 x 11

Um dos melhores episódios dá série que está para completar 8 temporadas no ar, segue a mesma premissa. Um casal, um carro com defeito na estrada deserta, uma cidade pacata no meio do caminho. O que eles não esperavam dessa vez é que todos os cidadãos do lugar vivessem sob proteção de um Deus pagão a custo de alguns sacrifícios. De uma das melhores épocas da série da CW, esse episódio vale a pena ser assistido.

Dona Cilada


Conheci Dona Cilada em 1997, aos cinco anos de idade. Sua ideia maravilhosa gerou um braço torcido e alguns dias doente. Nunca mais consegui me livrar dela. Desde então, Dona Cilada e eu temos um caso de amor que já dura  quase duas décadas. Fomos feitas uma para a outra. Ela me acompanhou a vida inteira, sempre me esperando no canto de cada esquina, na quina de cada mesa, no sorriso brilhante de todos os meninos que eu já conheci. Sei que onde estiver ela também estará, como o diabinho no meu ombro sussurrando tudo aquilo que já sei. Já virou uma parte de mim. Todos meus amigos já sabem que Dona Cilada virou minha sombra, minha alma gêmea, minha companheira de vida. Muitos não gostam de sua companhia, é verdade. "Mas de novo com essa cilada, Liz?". É, de novo. E sempre. Nunca vi pessoa mais persistente. 

Férias Frustradas



"This is the worst trip...I've ever been on" Sloop John B, The Beach Boys

Férias frustadas de verão, inverno, ou fora de temporada são um velho lugar comum no cinema, John Candy, Chevy Chase e outros já diriam. Seja na estrada, no mar ou no ar, a arte imita as ciladas da vida. Afinal, quem nunca teve uma viagem confusa, que começa com um carro quebrado numa cidade abandonada, se desenvolve em uma casa de praia na chuva e termina em um vôo com overbooking? Se essas jornadas são as que te proporcionam mais histórias para contar, isso também funciona para os roteiristas de Hollywood.

A Agência de Viagens Sem Pauta lhe apresenta cinco destinos paradisíacos para suas próximas férias, com tudo pago (menos os micos e o karma, esses são por sua conta) e muitas opções de entretenimento. Embarque nessas ciladas com a gente.

5- Titanic (James Cameron, 1997)
Translado: Grande navio, com cabines de luxo
Trajeto: Londres-New York
Atividades: Bailes, aulas de desenho, natação avançada e caiaque.
Descrição: Não se contente com uma piscina de ondas e mire o oceano. O navio mais luxuoso e resistente (talvez com uma pequena quedinha por icebergs) espera aqueles que tiverem estômago para aguentar o balanço e o enjôo marítimo...causado pelas ondas? Não, pelo constante show da Celine Dion, verdadeiro desastre da película dirigida por James Cameron.



4- Pequena Miss Sunshine (Jonathan Dayton e Valerie Faris, 2006)

Translado: Kombi espaçosa e chamativa, com um porta-malas amplo
Trajeto: Albuquerque (New Mexico)-Redondo Beach (California)
Atividades: Dança, desfiles de moda, city tour por hospitais e oficinas mecânicas, rodízio de sorvete, palestras sobre Nietzsche e Proust
Descrição: Uma viagem para toda a família. Aqui a diversão nunca para (nem a Kombi, então treine para pular em um veículo em movimento) e o ar é tomado pelo som de uma buzina ininterrupta.



3- Se Beber, Não Case (Todd Phillips, 2009)

Translado: Carro (ao som de Wolfmother e com a participação digna de Zach "Wolfpack" Galifianakis)
Trajeto: Las Vegas (Nevada)
Atividades: Safari em banheiros, casamentos, visita aos cassinos e encontro com Mike Tyson
Descrição: O que acontece em Vegas, fica em Vegas. O que também fica em Vegas? O seu amigo esquecido após uma noite de bebida, tigres, policiais e bebês. Dica: assista também a Um Parto de Viagem e descubra que o principal sinal de uma cilada na estrada é a presença de Galifianakis no seu carro.



2- O Terminal (Steven Spielberg, 2006)

Translado: Avião
Trajeto: Krakovia - New York
Atividades: Buffet de bolachas Cream Cracker, Aulas de Inglês com Conversação
Descrição: Para quem valoriza a comodidade e a economia no transporte interurbano, hospedagem bem próxima ao aeroporto de New York...mais especificamente, dentro do próprio aeroporto.



1- Psicose (Alfred Hitchcock,1960)

Translado:
Carro (em velocidade de fuga)
Trajeto: Phoenix (Arizona) - California
Atividades: SPA com especialização em Banhos Especiais, curso de maquiagem
Descrição: Uma viagem de morrer. Venha para o convidativo e aconchegante Bates Motel, no qual Norman Bates lhe mostrará um clima familiar e a receptividade da região. Mas se você preferir outros destinos, existem pacotes para albergues em Praga, acampamentos perto do lago dos Vorhees e hospedagens em luxuosos castelos na Transilvânia.

Brincadeira de criança




Jogar, jogar, brincar, gritar, aprontar, machucar, chorar, voltar a aprontar, cansar, apagar. Essa era a rotina da infância! Pega-pega, polícia e ladrão, esconde – esconde, adedanha,  amarelinha, paribola... Relíquias da nossa infância que ficarão guardadas com muito carinho na memória. Até as cicatrizes são amadas. Contaremos a nossos filhos, com orgulho, o dente que perdemos, o corte e os hematomas que tivemos enquanto tagarelávamos na rua, no quintal, na casa dos primos. Sem saudosismos bregas, eram lindas a pureza e a simplicidade das crianças da nossa geração: passávamos o dia todo brincando de correr atrás dos cachorros da rua, depois, correr deles, até que um nos machucasse ou fugisse, aí a brincadeira acabava!
A roupa das bonecas era costurada por nós mesmas com trapinhos de resto de roupa doados pela tia, imitávamos cantoras/bandas/personagens de desenhos/filmes, misturávamos tudo o que achávamos na cozinha imaginado que criaríamos uma poção mágica...  “Brincadeira de criança, como é bom!” 

O que jogar?

Desculpe os intelectuais de plantão, mas quando era criança não eram livros que eu pedia de presente para o Papai Noel, adivinha então o que era? Sim, o que mais me fascinava eram os tabuleiros, as fichas, peões, os desafios... Enfim, hoje, nesse vasto mundo de entretenimento, decidi postar 5 coisas sobre o tema que me fascinam:

1- Uma música de uma das minhas bandas favoritas:


2- Um dos filmes favoritos:

3- Um dos livros favoritos:

4-Um dos tabuleiros favoritos:

5-Um dos vícios nada favoritos... 
AVISO: SE VC CLICAR NESSE LINK NÃO HAVERÁ MAIS VOLTA...



Love is a losing game




2h da manhã. Tudo que ela ouvia era o barulho do vento na noite fria. Encarava ansiosamente a tela do computador. Via luzes, mas não sabia se elas eram um resultado da fadiga ou da loucura. Tentava exaustivamente se distrair mas nada parecia funcionar. Bem-me-quer, mal-me-quer, 1, 2, 3, "Por que ele ainda não respondeu?", "Ele jurou que responderia", clique, clique, clique.

Nesse jogo mental ela nunca ganharia. 

Gigante



Toda noite, as mãos ásperas, desgastadas por todo o magnésio, e os músculos que doem atrapalham seu sono. Ela tenta se lembrar daquele dia, aos 7 anos de idade, em que sua mãe a levou para a sua primeira aula de ginástica. Um destino apresentado pela família como passatempo, o tapinha nas costas de incentivo para que vencesse a timidez e entrasse no ginásio.

A mãe, a avó, todas as amigas (amigas cultivadas no treino, amigas rivais, olhares furtivos)... todas seguiram esse caminho, e na parede da casa, medalhas, placas, taças pesavam as paredes. Um peso constante em seu pescoço, que aumentava a cada pequeno campeonato juvenil vencido, peso que tornava cada salto mais difícil, a gravidade cada vez mais implacável.

Quinze anos. E estava lá, na noite quente de um quarto da vila olímpica, lembrando de cada aniversário comemorado em pleno treino, lembrando do dia da morte do avô, quando o telefone tocou em pleno ginásio, se misturando aos ruídos das aterrissagens... agora era a hora de trazer para perto de si todas essas memórias, né. No dia seguinte, a mente limpa, olhos limpos, saltos limpos.

Nos treinamentos do dia, cada músculo esticado parecia romper no ar, tamanha a tensão. Dormir era preciso...olhos fechavam...cada movimento, cada pirueta, cada possível queda era revista, prevista, analisada...olhos se abriam novamente...mais revisões...sons de saídas erradas do aparelho, baques de sonhos (não os sonhos dela, não mesmo, sonhos, de tantos outros) caindo no fino colchão.

A sala de espera dos atletas parecia convidar a uma desistência. Afinal, porque não? Andava impaciente, batendo com as palmas nas coxas e antebraços, um movimento de aquecimento, mas que para ela, naquele momento, era um autoflagelo agressivo. A porta se abre, e o grito dos compatriotas a recebe. Ficar. Competir. Não decepcionar. Salta. Gira. Crava. Solda sua própria jaula, tingida de ouro. O hino toca... e de repente, nasce de novo. Do casulo, se agiganta.

Mais um


Ela era uma criança. Nada especial. Puramente comum. Era criança sempre que podia.

Ela era uma daquelas crianças que querem fazer tudo o que há no mundo. Bolhas de sabão, brincar de pique, lavar a louça, dançar, se esfolar, sofrer intoxicação alimentar, vestir suas bonecas e outras coisas que ainda não tem nome e mais outras coisas que ela nem sabia que existia. Ela queria fazer tudo ao mesmo tempo. Não importava quantas vezes falhasse, não importava quantas vezes fosse retraída; ela sempre queria fazer tudo ao mesmo tempo.

Nas férias ela se programava e fazia diversas atividades em um dia. E na sua cabeça ela conseguia fazer 50% mais 1 de tudo o que há no mundo. Só não conseguia atingir seus tão sonhados 100%. E os dias se passavam cada vez mais depressa. E a cada dia ela descobria coisas novas para fazer. Na última noite das possibilidades infinitas ela ainda não tinha conseguido fazer tudo.

De noite, em seu pequeno quarto, se preparava para dormir. Queria ao menos sonhar que havia conseguido fazer tudo o que há no mundo. Ela estava tão cansada que por um breve momento quase não percebeu que a lua iluminava completamente o ambiente. Era a primeira vez que isso acontecia. Aconteceu por si só. Sem pensamentos direcionados, sem nada; simplesmente aconteceu.

Ela estava tão cansada que queria ser a lua.

Let me come home..

Muito diferente da vida dinâmica na cidade grande, eu me via em um ritmo leve e arrastado. Cada objeto e móvel ainda se encontrava no mesmo lugar, porta-retratos, armários, enfeites, lembranças de viagens, minha cama, meu guarda-roupas e meu abajur, tudo na devida ordem, tudo em paz. Estar em casa é sair da odisseia de morar sozinho, de viver sozinho e de se virar sozinho. Não, isso não é ruim visto de cima, ou de fora, ou de lado, ou de... Porém, é muito mais fácil viver assim em filmes e séries, tudo é mais comum no imaginário e na memória de quem é muito positivo e sonhador. Por esse motivo, é que existem as férias. Estar em casa é sinônimo de ganhar novas energias, por meio da tranquilidade. É aproveitar o aconchego para revitalizar as forças e, principalmente, é voltar a se sentir suficientemente seguro para correr atrás daquilo que se almeja. É por essa e por outras que esse período de folga não precisa de muita definição, uma vez que este já se tornou um tipo de sentimento abstrato e que floresce em um grande número de estudantes a cada fim de junho e início de dezembro.

Quando as férias não dão certo


Férias! Sol, brisa, água fresca, soneca, sorvete... Mas nem sempre funciona assim. As férias podem dar muito errado! Como é prazeroso se regozijar com o infortúnio alheio, espero que vocês possam rir das minhas desventuras de férias, que hoje em dia já aprendi a achar engraçadas.

Certa vez coloquei na cabeça que queria sair de Cabo Frio para ir para uma cidadezinha do interior, para passar Réveillon lá (sim, sair da praia para passar réveillon no interior!). Pegaria um ônibus até Belo Horizonte (12 horas de viagem), e de BH para Ponte Nova (4 horas de viagem) e um táxi para essa cidadezinha.  Empolgação total, sem nenhum problema. Nos primeiros 30 minutos de viagem, o pneu do ônibus fura, ainda estávamos em Cabo Frio. Resultado: 02h30min esperando em um “shopping” na beirada da estrada. Nível de paciência: -10. De volta ao ônibus, respirei fundo, coloquei meus fones no ouvido, reclinei a cadeira e rezei para dormir no Rio e acordar em BH.  Uma hora de viagem depois, ainda em uma cidadezinha pequena na fronteira RJ/MG, o motorista (amável) atropela um cone, e o pneu fura (??) de novo! Mais 1 hora esperando. Eu estava quase começando a pirar, quando o ônibus recomeçou a andar e eu me convenci que ia dar tudo certo. Passando por Juiz de Fora, o ônibus pifa de novo. Fomos levados para a garagem da empresa para esperar um ônibus que estava vindo do Rio e que passaria para nos “resgatar”. Mas eles demorariam. Mais 1 hora esperando. Nível de paciência: -1000! Chegamos em BH às 1 hora da manhã, com 4:30h de atraso. O ônibus para Ponte nova sairia 6 horas da manhã. Corri para casa, refiz as malas (tirei as roupas sujas, peguei roupas novas), comi e “dormi” (na verdade devo ter dormido por 2horas). Acordei 5 horas da manhã, fui para a rodoviária igual um zumbi, mas com a esperança de dormir durante as 4 horas de viagem. Em vão. No fundo do ônibus alguns passageiros BEM legais e cidadãos ouviam música funk/gospel na maior altura. Minha amiga, do meu lado, sem acreditar, foi até eles e pediu educadamente para eles abaixarem o som, mas recebeu um “ahãm,dona” como resposta. Depois de um tempo, uma moça que estava com seu bebê, apelou. Arrumou o maior barraco no ônibus. Fez o motorista interferir e pedir silêncio pelo microfone. E enquanto isso eu não conseguia dormir! Finalmente fizeram alguns minutos de silêncio, e eu pensei que era a minha hora de alegria, finalmente! Mas não. A música voltou, os caras estavam rindo, a maior bagunça. Entendi que não dormiria, e fiquei zumbizando a viagem toda.  Chegando em Ponte Nova, desceríamos em um ponto alternativo (??) antes da rodoviária para encontrar com o taxista. Vocês acham que deu certo?!
Nem sempre as férias são brilhantes, gloriosas e revigorantes! Temos que lembrar das ensolações, infecções alimentares e outras coisinhas que acabam com a nossa graça. Mas, depois de tudo, elas acabam sendo A graça da história!  Principalmente para ou outros!

É impossível esquecer vocês...


Um momento pós-férias é cercado de saudosismo e preguiça, aproveitando de toda minha veia melancólica eu poderia escrever sobre essas características e sobre a tristeza que me abate nesse fim, mas com certeza não vale a pena. Passar os poucos dias em boa companhia, rindo, se divertindo leva as pessoas a outro grau de sintonia com a vida. Sentir-se leve, livre, se pegar sorrindo sozinho, apenas por comtemplar uma conversa simples, um momento, um pensamento, é extremamente gratificante. Cantar junto com vocês, pular junto com vocês, ser jogado para o alto por vocês. Ah férias, quanta harmonia você é capaz de trazer até a mim? Vamos fazer um trato. Não uso mais do meu lado crítico com você, desde que em troca dê-me muitos desses momentos. Podem durar, semanas, dias, horas, mas estando do lado das pessoas certas, o tempo realmente não importa.