Virgínia Terra, Virginia Rio

Leve e pesada. Corria numa lentidão que machucava, formava e se reformava sobre si mesma e seguia em frente, sempre, sempre. Vivia sem saber para onde. Não havia início e não havia fim. Havia apenas um frequente agora que se remoldava em agora. Esta era a água do rio que se pôs a observar. Deitada sobre o mato e sentindo o abrigo da natureza, Virgínia olhava com olhos fascinados a água ir e ir e ir.

Olhou um pouco para mais perto de si e sentiu-se terra. Pesada, estagnada; milhares de partículas formando um só: conexão que vinha de desconexão. Sentia-se errada, insegura, indecisa e todas essas Vírginias deveriam se integrar em uma só. Um barranco em queda. Não conseguia sustentar mais nada. Nem a si. Como uma erosão, se desmontava e caía nela mesma.

Os matos que se agarravam tolamente à terra lhe lembravam Leonard, seu marido. Seguravam a terra e, ao mesmo tempo, só viviam se agarrados a ela. Mato é dependência e Leonard não poderia mais ser mato. Não mais. Mato é frágil e esperançoso. Mato se contenta com o seu pouco. Leonard não poderia ser mais mato, repetia em sua cabeça.

Respirou fundo e sabia que aquele ar que entrava nela seria uma das suas últimas ações. Aquilo agora não parecia motivo de pesar. Chegaria até a ser alívio. Viver era medo. Viver era ansiedade, era frio sem cobertor, barulho no escuro, olhar de repreensão, eternos segundos anteriores a uma explosão.

Viver para ela era sobretudo se constituir como uma unicidade e isto lhe pedia força bruta. Tinha fobia da vida. O entre um instante e o outro era preenchido por forte tensão. Ir do agora para o depois era percorrer a mais terrível das ansiedades. Já não conseguia caminhar junto ao tempo. Este lhe passava, lhe atropelava, mas covardemente lhe impedia de parar. Era, portanto, obrigada a contemplar o passar das coisas e sua própria não passagem. A vida ia de carruagem, Virgínia ia a pé.

A terra se desmanchava na água. Ia prazerosa, se fazia parte dela, se entregava, se repartia, cessava de ser só e inteiriça para ser água. Na beira do barraco, no ápice do desespero, a terra se jogava aliviada no rio pedindo apoio, padecendo.

Primeiro colocou os pés. Sem querer muito mais pensar e sem olhar em volta com pesar da vida, foi lentamente se deixando entrar no rio. As pedras nos bolsos não a deixariam retornar mais. Já totalmente mergulhada, fechou os olhos e se deixou ser só água. Como a terra, abdicou de sua identidade e de suas raízes. Era leve, calmo, fresco não ser um só. A sucessão dos agoras ali se fazia mansa como a própria água. Ia do nada ao nada sem qualquer esforço. Já não sabia se estava mais em vida, apenas seguia o ritmo das águas para um destino incerto e infinito. Isto era tranquilo e apenas. Talvez a vida fizesse sentido no final das contas: 70% água, 30% terra, 100% coexistência.


Medos...

Dizem que cada um tem o seu. Ou os seus. Nesta semana, não teremos medo de tocar nos mais obscuros assuntos...


Inimigo interno

Saiu da sala com o olhar baixo. Era como se não olhando para ninguém, achasse que ninguém estaria olhando para ele também. Dirigiu-se ao quadro de avisos e passou os olhou nos cartazes. Não que se interessasse, estava apenas passando o olho como se dissesse a todos a sua volta "não estou conversando com ninguém porque estou interessado em ler isso". Era tão difícil para ele fazer isso todos os dias: lhe causava palpitações no coração e o relógio parecia adorar multiplicar aqueles minutos.

Era terrível. Ele era mais magro, mais baixo e mais feio que todos os demais colegas da sexta série. Apesar dos olhares inventados direcionados para ele e das risadas que eram sobre uma piada mas que em sua cabeça eram sobre o seu jeito torto de andar, Augusto era o seu mais terrível crítico. Seu corpo magro para ele era esquelético, seu cabelo cacheado era crespo, ser baixo era ser anão e andar era se envergonhar.

Dirigiu-se ao bebedor e se pôs a beber água mesmo sem desejar. Tirou do bolso seu celular e foi até a opção despertador e ficou ativando e desativando o alarme fingindo estar digitando uma mensagem. Sua solidão precisava sempre de pequenas distrações para doer menos.

No final do corredor, se aproximava o grupo mais popular da sala: Ana, Luísa, Gabriel e Samuel. Vinham firmes e novamente Augusto abaixou os olhos. Queria tanto estar invisível! Eles materializavam tudo o que seria a felicidade para ele. Naquela idade, era difícil para ele compreender, mas eu vos digo que o sentimento estranho que lhe rondava era o de só poder viver sob aquele corpo e aquela realidade. Até quando o que nos define é o que somos ou o que queremos ser? A presença deles lhe perturbava. Já poderia imaginar os pensamentos de cada um deles em relação a ele. E eram terríveis. Porém, não sentia raiva. Concordava e sentia até vontade de pedir desculpas.

Inesperadamente, sentaram os quatro ao seu lado. Começou a suar e seus olhos quase saltavam das órbitas de tanto que se concentrava para olhar para baixo. "Augusto, por que passou o recreio aqui dentro", Samuel perguntou. Augusto abriu a boca para responder e estes seriam os poucos segundos em que cessaria a conversa consigo mesmo. E como era bom...!

POP

pop
Vai da arte até a medição da fama de alguém, passando, claro, pela música. O tema dessa semana é Pop


O monstro do .. WTF?

Esse post pode parecer picaretagem, mas assim que assisti esse vídeo, me veio uma onda de Katylene e bem, eu não resisti. Assistam e se divirtam. É muita arte pra um vídeo só.


Agora me conta o que mais te impressiona:

A) a bee de camisola e xuquinha
B) os belíssimos efeitos audiovisuais
C) o figurino digno do monstro
D) a trilha sonora
E) o fato de eles terem uma página própria, valorizando a produção artística do Jambalaia Building of Arts and Culture
F) ________________________________________________________________



Morte conjunta

Mamãe chegou com a notícia às 08h33 da manhã. "Seu avô morreu". A palavra "morte" se espalhou pela casa como um vento e adentrou todos os cômodos, todos os espaços, esbarrou em todas as poeiras. Vovô, que morava conosco, já não moraria mais. Bom, "morar" era só um dos verbos que a minha terceira-pessoa-do-singular-avô pararia de conjugar. Entre eles, o "viver".

Minha irmã e eu ficamos incrédulos, com o olhar mirado no chão. Algumas lágrimas começaram a banhar nossos olhos e fizemos o olhar arrepiante da morte, aquele que é seco e molhado. Nossa infância chorava, nossa jovialidade pedia controle.

Olhei para a parede oposta e enxerguei o seu armário. Ele guardava tudo o que podia nele, desde peões da infância até nossas fotos recentes do dia dos pais. Olhei rápido de volta: aquele armário agora me causava repulsa, medo, pesar. Muito pesar. "Você sabe que este armário me acompanha desde pequeno? Nele penduro minhas alegrias, desdobro dores, passo arrependimentos até ficarem lisos e guardo a vida", dizia ele pelo menos cinco vezes na semana. Agora me causava dor pensar nas tantas vezes que ria do que falava mais por compaixão do que pelo sentimento das suas palavras. Quis rir com ele de tudo agora. Rir do que ele quisesse falar. Rir por ele estar vivo.

Levantei da cama e percorri a casa. O sentimento de morte é todo muito estranho. Parece que cada pequena coisa absorve o acontecimento e morre um pouco. Minha-meio-morta-mãe cortava vagarosamente cenouras na cozinha para o almoço. A gordura salpicava mais baixo. O barulho da colher batendo na panela era mais espaçado. Minha-meio-morta-irmã calçava os sapatos sem nada dizer. Eu sentei no sofá e comecei a mexer nos meus cabelos longos. "Corta esse cabelo, Gustavo! Parece mulher, que coisa!", dizia seu lado conservador. Meu Deus, como tudo me lembrava ele agora. Levantei o olhar e me deparei com o armário de novo. Abaixei rápido, como se ele fosse alguém que me encarava. O vento era o mais barulhento de toda a casa e ele me pareceu a morte: vinha de repente sem saber de onde, ia para o indefinido e mexia com a gente, tocando os cabelos, as roupas, marejando os olhos. Ora muito forte, ora fraco.

Andei um pouco pela casa e notava um medo de encarar a morte de todos os meus familiares. Era como água no filtro: todos sabíamos que ela estava lá, mas ninguém a via. Sabíamos que vovô havia morrido, mas ninguém ousava falar sobre isso.

Era preciso que eu encarasse a morte. Era preciso que eu valorizasse sua vida e sentisse o pesar do seu fim. Era preciso ter mais algum contato com vovô para poder sentir por completo sua falta.

Dirigi-me ao quarto e abri o armário. O silêncio lá de dentro dizia "morte, morte, morte...". Adentrei o armário, sentei-me encolhido, e fechei a porta. Tudo escuro. O mundo lá fora parou de existir e o único real era o luto da vida de vovô ali dentro. Suas roupas, sua bola de futebol, seus brinquedos infantis, suas fotos, seu jornais, seu rádio e tudo o mais parecia realizar um velório particular. Não sou bobo, sabia que eram objetos inanimados, mas algo neles parecia haver potencializado a não-vidas deles. Talvez o que lhes cedia uma humanidade era o sentimento de vovô em relação a cada e hoje todos perdiam esse toque de humanidade. Lá a morte era encarada de frente e por algum motivo, eu me sentia despedindo dele. Era como se o abraçasse e dissesse "Eu te amo, vá em paz".

O mundo lá fora me acordou com um grito de minha mãe "O almoço está pronto.". Era preciso lavar minha mão antes que vovô entrasse no banheiro, pois quando ele entra, ele demor... ah!




E foi aí que me deparei com um dos piores lados da morte: você vai ao filtro certo de pegar a água, mas ao não ver nenhuma gota caindo, lembra-se que ele estava de fato vazio mais cedo. É só que você estava acostumado a sempre ter água...


Armário

Em "As Crônicas de Nárnia", ele levou os irmãos Susana, Lúcia, Edmundo e Pedro a um mundo totalmente novo. Vamos ver a que mundo ele nos leva aqui no Sem Pauta


A Lenda do Viúvo

Havia um homem alto e magro naquela cidade. Morava só e gostava de poucas pessoas. Era um pouco mau-humorado, mas talvez fosse porque tinha poucos amigos e assim, poucas pessoas para propagandarem o quão agradável ele era. As crianças imaginavam muito a cerca dele. Sua casa era pequena, branquinha e ele também tinha um jardim. Não tinha cachorro, mas era possível que tivesse um gato bem caseiro.

Um dia meu filho chegou em casa e me contou uma história muito curiosa sobre esse homem. As crianças do bairro diziam que ele era o Homem do Saco. Aquele famoso que muitos de nós tivemos medo na infância. Ele tinha uma barba bem farta, pode ser por isso. Durante o lanche, o menino foi me contando de pessoas que já o viram sair de casa a noite com uma trouxa nas costas. Outras já teriam ouvido o barulho de crianças dentro da casa. A vizinha confirmou que a casa tem um porão bem sombrio e úmido, bom para ser um calabouço das crianças malcriadas. Muitos casos foram repassados pela vizinhança. E ele sabia. De todos.

Seu nome era Emanuel. Era sozinho mesmo, como parecia. Não tinha gato, nem cachorro. Só mesmo um papagaio - Johnny. Johnny era muito esperto e, como o bom papagaio que era, imitava muito bem as falas e vozes das pessoas.

Um dia, enquanto Emanuel cuidava de seu jardim, começou a chuver. Chovia forte, pois era inverno e há muito tempo a água não caía. Ele rapidamente guardou suas coisas em uma bolsa de jardinagem e entrou. Eu olhando pela janela, chamei meu filho para ver. A rua começou a encher de água e não havia mais como evitá-lo. Seu jardim já estava submerso e já devia ter água dentro de casa. Fui correndo até lá, pois o medo das crianças era demais para conversar com Emanuel. Maior ainda para salvá-lo.

Entrei de supetão na casa de Emanuel. Peguei-o com uma corda na mão e com o nível da água cobrindo os tornozelos. Ele pareceu muito surpreso com a minha entrada e mais ainda com a aparição de uma pessoa. Ele largou a corda e veio andando em direção a mim. Enquanto isso Johnny gritava em um tom bastante agudo: "Papai, papai! A água tá subindo! Socorro, socorro!"

Emanuel enfiou Johnny dentro de seu casaco e fez com que o bichinho calasse o bico. Depois que levantamos os móveis e fomos para fora esperar que o estrago fosse feito, ele deu um forte suspiro. Como se tivesse emergindo. Johnny agora cantava "Brilha, brilha, estrelinha" e eu me perguntava onde aquele papagaio aprendeu uma ciranda.

Gracias a la vida!

Acordei em susto. Aquela tosse substituíra meu despertador há alguns anos e hoje não foi diferente. Tossi mais forte do que nunca: era preciso olhar logo o estado da minha doença. Tossi por cinco minutos até sentir forte vontade de vomitar, mas em alguns segundos a paz reinou em meus pulmões. Ufa! Senti-me leve de novo: forte furacão e então sol e calma.

Depois de acordado, tive um dia atípico, sabe? Não me senti no direito de trabalhar no meu quintal ou de fazer qualquer outra coisa. A única coisa que sentia era vontade de encher meus pulmões novos com a vida que eu havia construído. Encher meu coração de orgulho da casa que ergui, do jardim que plantei e me dediquei tanto tempo e da certeza que logo, logo meus filhos e minha esposa chegariam e me confirmariam que eu pertencia mesmo a tudo aquilo.

O sol batia na testa tão fresco, o vento passava pelo meu pé e até de andar eu lembrei então de agradecer. Era um silêncio bom e confortável em casa. Havia apenas um leve barulho de vida, daquele que é composto de gritos distantes, de pássaros, de folhas voando e da cadeira se adequando ao peso. Fechei os olhos e ouvi a vida. Ôh companheira boa eu tenho, pensei. E então a vida começou a me lembrar algumas coisas: os gritos de crianças me lembraram a infância de dificuldade não percebida, sabe? Daquela que só os anos mais tarde lhe mostrarão como você sofria, mas que na época, sem saber o que era não sofrer, você ria de pouca coisa e era feliz por rir. Lembrei de mamãe dura, que xingava e depois abraçava, de papai ausente, mas que me dava tanta segurança e até lembrei de ter rido de um pão de meu irmão que caíra no chão há tanto tempo atrás.

Quando me permito conversar com a vida, não paro. Lembrei da euforia do amor com minha esposa e da vontade de ser bonito para conquistá-la. Admirei-me dela: me ama ainda mesmo descalço e sem camisa. Nossa primeiro filho foi a vida que construímos juntos, depois veio José e Maria Rita. Deixei uma lágrima cair de orgulho de ter criado e colocado no mundo pessoas tão boas e únicas. Meu Deus, como sou abençoado!

O portão abriu-se leve e entraram minha esposa, os dois filhos e uma menina, provavelmente amiga de escola de Maria Rita. Minha esposa deu a mão para nosso filhos e adentrou a sala, sem me notar no quintal. Observei de longe pela janela os quatro sentados olhando para baixo. Certamente tinha ocorrido briga, o que era uma pena, pois depois de tanto agradecer, queria apenas exercer nosso amor familiar. Enquanto olhava, um calafrio muito forte percorreu apenas meu lado direito do corpo e olhei nessa direção. Como que por mágica, a garota que não conhecia estava do meu lado, olhando atentamente com seus olhos azuis. Um olhar que nunca mais quero ver na minha vida: um olhar penetrante e vazio, daquele que nada diz, mas te invade. Ela então caminhou até a sala e fui atrás dela, estranhando tudo o que ocorria.

Adentrei a sala e ninguém de minha família me olhou. A briga havia sido feia e todos se recusavam a me encarar. A garota, que parecia querer se comportar como uma intermediária daquela mal-estar, se dirigiu até a mesa, pegou uma faca e num ato absurdamente leve, riscou algo na mesa. Sua inocência no toque me hipnotizou a ponto de não conseguir impedir aquele estranho ser do seu mais estranho ainda ato.

A cena que se segue a seguir foi mais ou menos assim: minha esposa olhou primeiramente para a marca com olhar de peso e então este se transformou em leve desespero que comunicou a boca e esta, exagerada nas reações, berrou. Meus filhos deixaram transparecer em seus rostos um medo que eu nunca havia antes encontrado em vida. Todos se abraçaram e se comportavam como desesperados na porta do inferno: choravam, gritavam, se abraçavam.

Mais que depressa, corri até a mesa para entender o que se passava. Olhei para o risco. Um arrepio me percorreu todo o corpo e meu olho, em terror e incredulidade, se recusou a se levantar e contemplar o pandemônio que se instaurou em volta. A marca era um "x" e agora tudo fazia sentido: a garota era Dedé, morta há 50 anos e conhecida por acompanhar os mortos da cidade ao seu destino final. A confirmação do seu serviço era feita com um "x". Ela pegou na minha mão, me olhou com um olhar que abraça e beija. Eu havia morrido naquela manhã.

Pretérito do presente

Nestes tempos de tecnologia superando tecnologia e aparatos que não param de substituir nossos antigos celulares que contavam com o incrível dispositivo para tirar fotos, há gente "tecno-saudosista". É isso mesmo: há uma nova tendência de voltar a usar tecnologias antigas. Quer dizer, antigas não na linha do tempo, mas na linha dos acontecimentos.

A primeira é a antiga fita cassete. Dizer lado A e lado B está voltando a moda. É o que diz a Folha Ilustrada. Segundo o jornal, na Amazon.com são mais de 2.600 fitas disponíveis para comprar. Bandas como Foo Fighters e Pearl Jam, notando essa tendência, lançaram os novos discos também no formato. Por enquanto, a novidade parece atrair mais colecionadores e fãs extremistas.

Os preços, porém, são vastos quanto as fitas: enquanto a esquecida Whitney Houston saí por 4 reais, Radiohead com o disco "OK Computer" sai por 56 reais. Os Beatles, é claro, são líderes do preço alto: fitas cassetes deles chegam a 1.600 na loja virtual. Será que fazer a Jude e take a sad song and make it better funciona melhor com essa fita? Só pode!

Outra novidade também que vem ressurgindo é o disco de vinil. A moda vintage não para, gente. Em 2007, mais de 1 milhão de LP's foram vendidos e em 2009 acredita-se ter vendido cerca de 1,6 milhões. É preciso confessar que o requinte de se ouvir um vinil numa bela vitrola é bem maior do que num fone de ouvida, vá!

Bom, já o CD arranhou e só toca a valsa do adeus.

É engraçado que com tanta tecnologia saltando na nossa frente e que mal lançadas, já estão em estudo para melhorias, ocorra essa onde passadista. Por que será? Seria uma moda da valorização do passado? Apego? Medo do futuro? Ou seria uma maneira de dizer que o velho tem o seu charme e que não necessariamente, grandes companhias, precisamos de vocês modernizando excessivamente o nosso mundo? Bom, eu fico com a última.