Sobre vícios e tempo

Minha paixão por seriados é relativamente recente. Até eu entrar na faculdade, sempre assisti de forma passiva os seriados, só quando eles estavam passando na televisão e quando eu estava com ânimo. Foi então que eu entrei na faculdade e comecei a me interessar pelo maravilhoso mundo dos seriados.

O primeiro que eu baixei completo e assisti foi Prison Break. Eu lembro de pegar as quatro temporadas, olhar pra elas e pensar: "É sério que eu vou começar a gastar meu tempo com isso"? Nunca antes na história dessa pessoa eu tinha sentado por horas pra assistir uma coisa só. E lá fui eu...

E, desde então, não consegui parar mais. Cada nova série que eu assisto é um sentimento novo. Seja o carinho que eu tive por Gilmore Girls (vejam a cobertura em sete episódios que eu fiz no meu blog pessoal), as risadas que eu dou com Modern Family e The Big Bang Theory, as horas que eu passo cantando as músicas de Glee e a vontade que eu tive de me mudar para a Kapa Tau depois de assistir Greek.

Aquela ideia de "vou gastar meu tempo" que eu tinha lá no início agora já é outra. Eu já planejo minha semana contando as horas que eu vou gastar assistindo seriados. E ai de quem me tirar essas horas sagradas...

Gossip me

Minha paixão por Gossip Girl começou numa época estranha da minha vida. Sabe quando o dia de hoje é só um intervalo entre o ontem e o amanhã? Todos os meus dias eram assim. Começavam com a minha mãe me gritando pro café da manhã, eu correndo pra escola, estudando, almoço com os amigos, tarde de estudos, noite na internet, dormir, minha mãe gritando pro café da manhã e por aí eu ia. Era tipo estar com muita fome e só ter biscoito água e sal pra comer: mata a fome, mas bom não está. Minha vida até então era um livro no qual eu só passava os olhos sem interpretar nada. Eu não sofria porque não pensava. Foi neste contexto que comecei a assistir Gossip Girl, que confesso ser fútil, mas que teve um efeito em mim grandioso.

A trama envolvia um grande grupo de amigos/inimigos se relacionando, brigando, chorando e divertido dentro da teia das famílias, amigos e, principalmente, o amor. E foi nessa época que um sentimento de inveja tomou conta de mim: eu queria, de qualquer maneira, a vida deles. E foi aí que, como um cavalo antes desgovernado, peguei as rédeas do meu destino e rumei minha vida. Confesso que foi neste momento que me envolvi numa das maiores confusões da minha vida até então, envolvendo amor, amizade e brigas que perduram até hoje. Deixei minha cidade natal por conta disso (bem Serena, né?) e vim para Belo Horizonte afim de iniciar minha segunda temporada.

A nova temporada para mim começou bem Jenny Humphrey. Eu estava numa cidade nova, sozinho e sem pertencer a nenhum grupo, mas a minha enorme vontade de ter a vida Blair/Chuck continuava latente em mim. Foi a partir disso que consegui entrar no grupo que tanto queria, mas nossa, que esforço! Achei que finalmente estava no ápice da felicidade: festas, diversão e casos e fofocas todos os dias. Ai, como eu era fútil! Cheguei mesmo a comprar um casaco igual ao do Nate e fiquei me sentido O rico e gostoso do pedaço!

Mas tudo chega ao fim e a minha fase "vou fazer da minha vida um seriado" passou. Até hoje quando coloco as músicas da série para ouvir me volta um sentimento de perigo, ansiedade e emoção que é muito bom, mas agora já não faz tanto mais sentido. Já sei melhor quem eu sou e o que quero, mas uma grande aventura é ainda muito bem-vinda. Por enquanto estou na procura do Chuck da minha Blair, ou da Blair do meu Chuck. HELP!


you know you love me

Vida de viciado em seriado não é fácil. Cada dia da semana tem uma estreia de um episódio de número diferente, de série diferente, canal diferente. Viciado mesmo que se preze, não espera a boa vontade da rede de tv a cabo brasileira. É tudo pela internet mesmo. Os mais desesperados (tipo eu) não esperam nem legenda e muito menos os downloads. Assiste por live streaming com a gringada mesmo. É até bom para treinar o inglês. Viciado que é viciado arruma qualquer desculpa pra assistir o seu seriado. Para ajudar a essa corja que, bem, eu sei que são muitos, vou deixar aqui uns dados que podem te deixar mais felizes.

Um bom site de livestreaming é o TVPC. Ele tem todos os canais da TV americana. A resolução não é lá essas coisas, mas como diria vovó: pra quem tá com fome, lavagem é caviar. Tem também o TVU. Mas ele costuma dar uns pauzinhos.






Para assistir tudo depois com mais calma, rever as cenas preferidas, com legenda ou sem, mas enfim, com melhor resolução, sugiro a pirataria. Pesquise no PirateBay o nome do seriado seguido de sua temporada e episódio que é (mais uma vez como diria vovó) batata! Exemplo: quero baixar o episódio 20 da segunda temporada de Modern Family, daí vou lá e digito: modern family S02E20. Pra ser mais rápido e roer menos unhas, baixe por torrent. É bem prático e site pra isso como o PirateBay não tem igual. Caso você não tenha programa para torrent, baixe o uTorrent, que é o que dá menos pau e faz os downloads bem rapidinho.


A rádio Oi FM produz um programa que vai ao ar de segunda a sexta das 14h às 17h , o Clube Oi FM. Nele, fala-se tudo sobre o mundo pop. Dentro do programa, Júlia Nogueira, a apresentadora, fala também sobre (adivinha?) seriados! É até fofinho ouvir, porque a música de fundo é a de Seinfeld. Totalmente nostálgico e debochado. O programa traz updates e notícias sobre as séries e seus atores. É bom ouvir durante aquele engarrafamento que sua série preferida vai ter uma nova temporada. Mesmo que não seja essa a notícia, a musiquinha sempre ajuda.

Pra facilitar um pouco a vida, existe o Orangotag. Ele grava a sua watchlist e te avisa quando é hora de assistir um novo episódio. Olha que mágico! Em outras palavras, ele gerencia o seu vício. Pra melhorar, ele pode ser integrado ao seu facebook, daí você compartilha com os amiguinhos o que você acabou de assistir. É sempre bom ter companhia, ainda mais pra falar do último episódio. A língua coça e o Orangotag vem te acudir.



Agora tenho que correr ali porque meu download completou!!!
beijonaomeligatoassistindoalgumacoisa.

xoxo.

Uma vida em séries

Seria bem mais fácil se eu viesse aqui e falasse do primeiro seriado que eu segui do primeiro ao último capítulo - Gilmore Girls, mas tenho certeza quase absoluta que o Bruno vai falar alguma coisa sobre isso, já que ele acabou de ver a série e diga-se de passagem odeia a Rory - eu também odiei. Poderia também falar do seriado que me prende na frente dastelas atualmente, mas correria o risco de roubar a temática da Malu ou do Breno - pode deixa Malu que vou deixar você discorrer sobre o charme de Chuck Bass.

Então o que me resta?! Relembrar os seriados que fizeram parte da minha vida, e quem sabe da pessoa que eu sou hoje, mas não farei isso por meio de palavras, e sim de imagens.


Quem não se lembra da turma de Beverly Hills 90210, ou melhor Barrados no Baile!


Vai falar que você nunca viu? Sabrina, a aprendiz de feiticeira.


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Precisa falar? Patricinhas de Beverly Hills

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Dawson's Creek

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Me identificava tanto com ela.. até.. que... vocês sabem... Gilmore Girls


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Xoxo...Gossip Girl

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Greek...Sexo, livros e Rock&Roll


É lógico que existem tantas outras, como House, Chuck, ER, mas a internet não tá colaborando....

Séries de TV

O Sem Pauta dessa semana fala sobre séries de tv. Qual será a favorita de nossos bloggeiros? Tenho a vaga impressão de que Gilmore Girls e Gossip Girl entrarão na lista!

Movimento: Empresa Júnior

Quem leu o livro 1968 - o ano que não terminou, do Zuenir Ventura, sabe muito bem que os movimentos estudantis foram importantíssimos para a luta durante o período da ditadura. Foi mais ou menos nessa época que esses grupos começaram a aparecer e ganharam destaque, tornando-se sinônimo de revolução e luta por direitos. A última grande aparição de um movimento estudantil foi durante o protesto dos cara-pintadas, logo no fim do período de redemocratização brasileira, para o impeachment do então presidente Collor.

Desde então já são 19 anos e nada mais aconteceu nesse cenário. Longe de querer discutir um cenário que eu não conheço a fundo, a minha experiência universitária me fez ver que o Movimento Estudantil como era antigamente (e que tanta gente ainda sonha que voltara a ser com era) não existe e nunca mais vai existir.

E foi mais ou menos na mesma época que o último grande Movimento Estudantil estourou que outro chegou, mais timidamente, ao Brasil. E, aos poucos, foi ganhando força, crescendo, ganhando alguns adeptos aqui e outros acolá. Em pouco anos esse Movimento já começava a ter suas primeiras instâncias de representação estaduais. E 2003, o Movimento já tomava um corpo e começava a ser representado nacionalmente. Foi com essa rapidez que o Movimento Empresa Júnior, ou MEJ, como é conhecido, se espalhou pelo Brasil.

Nesses 22 anos em que o MEJ se instalou no Brasil, ele se tornou o Movimento Estudantil mais organizado de todos. Só para se ter uma ideia, confederadas à Brasil Júnior (a Confederação Nacional de Empresas Juniores) são 164 empresas juniores, de 13 estados diferentes e do Distrito Federal. E estar confederado à Brasil Júnior é como um selo de qualidade para as empresas juniores. Aliás, vamos abrir um parênteses para explicar o que é uma empresa júnior.

Empresa júnior é uma organização civil sem fins lucrativos, gerida exclusivamente por alunos de graduação de alguma instituição de ensino superior. Essa é a explicação técnica, mas, na prática, as empresas juniores são como empresas reais. só que formadas e administradas só por alunos, que têm a primeira possibilidade de entrar em contato com o mercado real e, o que é mais legal, por sua própria conta, colocando a cara a tapa e aprendendo em sua própria empresa.

Então, voltando... quando falamos que esse é o Movimento Estudantil mais organizado de todos é porque todas as 164 empresas que estão confederadas à BJ caminham juntas em prol de objetivos comuns. Os princípios que regem essas empresas são os mesmos, seja a empresa do Rio Grande do Sul, do Rio de Janeiro ou do Rio Grande do Norte. Longe de disputas políticas, todo mundo trabalha em conjunto e procura se desenvolver junto.

Pode parecer utopia, coisa de hippies e tal. Mas isso que foi dito aí em cima é uma das mais puras verdades e é a busca constante do MEJ. Como somos todos estudantes, nós compartilhamos os dados das nossas empresas com outros empresários juniores, independente de curso, faculdade ou estado. Estamos todos crescendo juntos e isso é realmente uma verdade.

Você nunca vai ser abordado por alguém do MEJ com panfletos pelas ruas, pedindo para você votar na chapa dele na eleição. Isso é coisa de Diretório de Estudantes. O Movimento Empresa Júnior trabalha muitas vezes em silêncio, mas cada vez mais mostrando para micro, pequenos, médios e até mesmo grandes empresários o valor das pessoas que futuramente eles irão contratar. Mostrando a força do MEJ.

Do MEJ para o mercado de trabalho

MEJ
É através do MEJ que muitos jovens desenvolvem competências que serão muito úteis na hora de ingressar no mercado de trabalho. Habilidades estas que poderão fazer a diferença para conseguir uma tão almejada vaga em alguma grande empresa.

Por meio do movimento, muitos estudantes se tornam mais responsáveis, afinal de contas, eles se tornam empresários juniores e precisam aprender a conciliar os estudos com suas tarefas dentro da EJ da qual fazem parte. E ainda tem aqueles que ocupam cargos em Núcleos, Federações ou na Confederação e que dedicam um tempo a mais a isso. Como se responsabilidade não fosse bom o bastante, que tal adicionar à equação um pouco de trabalho em equipe e habilidades de liderança e de negociação? São essas e tantas outras habilidades que são adquiridas e levadas para a vida fora dos portões das faculdades.

André Teles, Embaixador da Brasil Júnior no primeiro semestre de 2011, ressalta que foi sua experiência no MEJ que contribuiu para a obtenção de “uma série de conhecimentos técnicos relevantes para o trabalho de um líder, tais como gerenciamento de projetos, estratégia, marketing, noções de controle e planejamento financeiro e até mesmo noções jurídicas”.

Mas o que se aprende no MEJ não fica restrito à prática das EJs. O aprendizado que é adquirido no Movimento vem sendo cada vez mais valorizado pelo mercado de trabalho. Isso porque as Empresas Juniores proporcionam conhecimentos que vão além dos oferecidos pelos cursos superiores. Elas agregam a prática ao ensino teórico. Carolina Paseto, Presidente do Conselho da FEJEMG, conta que na RH Jr. seu aprendizado foi muito além da Psicologia Organizacional, foco de sua empresa. Foi na RH Jr. que ela aprendeu técnicas de gestão e de gerenciamento de projetos, excel, oratória, além das competências comportamentais como autonomia, trabalho em equipe e pró-atividade, assuntos que certamente ela não veria no curso.

O movimento empresa júnior proporciona o desenvolvimento de seus participantes, principalmente pelo fato de proporcionar a integração de estudantes das mais diversas áreas, com diferentes conhecimentos e experiências.

Juntando tudo isso, temos um pacote de aprendizado que pode ser aplicado na realidade de mercado. É claro que algumas vezes a demanda do mercado é mais rápida. E é claro que a realidade das empresas seniores é um pouco diferente da de uma EJ. Mas o que se adquire nas empresas juniores contribui fortemente para o processo de adaptação à realidade do mercado de trabalho, já que mesmo com as diferenças existentes as EJs são algo bem próximo dessa realidade.

A face EJ da FACE

MEJ
Quarta-feira, dia de futebol... brinks! Dia de trabalho para nós, trainees da Cria. 14 de abril: fizemos uma longa caminhada da FAFICH até a FACE para conhecer a UCJ (UFMG Consultoria Junior). Lá, conversamos com Maíra, assessora da presidência. Ela nos contou que o grupo surgiu em agosto de 1992 por meio da iniciativa de estudantes da FACE com o apoio de professores, conscientes da importância do Movimento Empresa Júnior para a inserção dos alunos no mercado de trabalho. Como qualquer outra empresa, eles também enfrentaram dificuldades, como a conturbada mudança da sede da Faculdade de Ciências Econômicas (e, consequentemente, da UCJ) do centro para a Pampulha, em 2007, e a crise da Federação de Empresas Juniores do Estado de Minas Gerais, entre 2004 e 2005. Mas isso tudo is so last decade...vamos nos focar no agora!
            


A UFMG Consultoria Junior é uma empresa com membros graduandos dos cursos das áreas gerenciais. Oferece consultoria no campo de gestão estratégica - com serviços relacionados à administração, finanças, marketing e RH. Ainda não entendeu o que eles fazem? Bem, se você é um pequeno empreendedor que deseja abrir um negócio, a UCJ será a responsável por pesquisar se o mercado é favorável no momento, qual é a melhor região para ofertar seu produto e em quanto tempo você terá o retorno do capital aplicado. Ela ainda faz planos de cargos e salários para sua companhia. Agora, se você já tem uma marca, mas está passando aperto, pode procurar a UCJ para organizar suas contas, planejar estratégias de marketing e finanças, fazer projeção de receitas e estudos de viabilidade econômica para expansão do negócio. A constante apresentação de cases da UCJ em diversos eventos de empresas juniores - incluindo dois cases no Junior Enterprise World Conference, em Milão, no ano passado - comprova a seriedade e a eficácia com que os projetos são desenvolvidos.




A UCJ atende micro e pequenas empresas, e também tem projetos menores em alguns gigantes do mercado (CEMIG, TAM, sentiu?). Eles contam, atualmente, com 57 membros trabalhando com uma média de 15 projetos concomitantes - que duram cerca de 3 meses - e 10 em processo de negociação.


Além do foco em resultados e o comprometimento de quem trabalha na UCJ, um ponto forte da empresa é a importância dada ao conhecimento e à experiência que seus membros adquirem no trabalho.



Se você, aluno da FACE, quer pleitear um cargo na UCJ, precisa, além da tradicional foto 3x4, de 2 kg de alimentos não perecíveis para fazer a inscrição do processo seletivo de trainees. A empresa arrecada os alimentos e depois doa a um asilo (ownnn! Eles ainda são socialmente engajados!).

Mas se você é um empreendedor e precisa dos serviços da UFMG Consultoria Júnior é só dar um pulo na sala 1032, na FACE, no Campus Pampulha da UFMG, entre as 11 horas e as 19 horas... ou entrar no site


Bárbara Nery, Bruna Sanchez, Carla Resgala, Débora Vieira e Júlia Amaral.

Produção Júnior

MEJ
Em 1995 foi criada a Produção Jr, por uma iniciativa dos alunos de Engenharia Mecânica. Em 2001, foi criado na UFMG o curso de Engenharia de Produção e logo os alunos deste curso também foram inseridos na empresa. Como qualquer outra empresa júnior, passou por problemas em sua estruturação. Seus integrantes chegaram até a vender camisas para sustentar a empresa.

A partir de 2006, foram realizadas mudanças que possiblitaram um crescimento grande da empresa. O primeiro passo foi a implementação de um núcleo de escritório de projetos, com o apoio da PMI Minas Gerais, que é a principal associação mundial de gerenciamento de projetos. Em 2007, uma parceria com a 3GEN possibilitou o planejamento estratégico da empresa, que acabou por direcionar a missão, a visão, os valores e as metas. A empresa júnior obteve o ISO 9001 em 2009, a partir da adoção do sistema de Gestão Qualidade, tornando-se a única certificada em Belo Horizonte.

Todas essas mudanças fizeram com que a produção júnior ocupasse o 5º lugar no ranking das melhores empresas juniores pela Brasil Junior, sendo a melhor de Engenharia.

Até 2010, os projetos eram todos da área de Engenharia de Produção. Foi então criado o núcleo de Mecânica que hoje está com grande desenvolvimento. Com isso, foi possível uma maior integração entre áreas, ampliando o conhecimento dos alunos em relação ao seu próprio curso.

Portanto a PJ atua na área de produção e mecânica, sendo essa primeira seu cargo chefe e a segunda uma área em desenvolvimento. No momento atende micro e pequenos empresários e começa a atender empresas de médio porte, atuando nos serviços de:

- Gerenciamento de Processos;
- Análise de Layout;
- Estudo de Tempos e Métodos;
- Análise Ergonômica do Trabalho;
- Metodologia de Desenvolvimento de Produto;
- Sistema de Gestão da Qualidade;
- Engenharia de Materiais;
- Gestão de Desenvolvimento de Produto;
- Planejamento e Controle da Produção;
- Engenharia de Segurança.

Além da grande variedade de serviços, a Produção Júnior se destaca por um processo seletivo diferenciado, no qual os interessados passam inclusive por uma prova de lógica; por possuir clientes fidelizados nos quais muitos ex-integrantes fazem estágio; pelos diversos prêmios que ganhou e por troca de serviços com a CRIA. Infelizmente o apoio dos professores da área técnica de produção não é muito grande, mas a PJ pretende mudar sua imagem perante os professores, buscando sempre se aprimorar.


Daniella Moreira, Débora Martini, Mariana Moraes, Rodrigo Andrade e Sylvia Chequer

Movimento Empresa Júnior

MEJ
O Sem Pauta nessa semana irá tratar sobre o mundo empresarial que nós conhecemos carinhosamente chamado de MEJ. E vamos contar com a participação especial dos nossos queridos trainees!

Uma paixão narrativa

Eu tinha o grande sonho de ser escritor. Desde pequeno me disseram para começar a exercitar, escrever diários, relatos de viagens... essas coisas bobinhas. Foi o que fiz. E comecei a tomar gosto pela coisa. Tomei um gosto ainda maior pelas narrativas. Ah, o fantástico mundo das histórias, repletas de personagens como só elas sabem construir, com uma trama envolvente e um final geralmente surpreendente.

Era o que eu mais gostava de escrever. E, na minha época, não houve ninguém melhor que eu. Escrevi best-sellers renomados no mundo inteiro. Fui o autor que permaneceu mais tempo no topo da lista dos mais vendidos. Quatro dos meus livros foram transformados em filmes que chegaram a concorrer ao Oscar de melhor longa e de melhor roteiro.

Vivia uma vida bem tranqüila. Escrevia por amor, pela simples paixão por aquelas palavras que surgiam suavemente, mesmo sem serem chamadas. Eu tinha quase um ano para produzir um novo material. E me divertia com isso durante os 365 dias.

Foi no meio de um trabalho que uma coisa me chegou de repente. Ela veio, tímida, como quem não quer nada. Veio entrando na minha vida aos pouquinhos e eu fui gostando. Sentia prazer toda vez que ela vinha, devagarzinho, e começava a deslizar suavemente pelos meus dedos.

Meus momentos com ela eram curtos, mas altamente reconfortantes. Não havia a necessidade de firmar um compromisso como com as longas narrativas. Ela me permitia falar de tudo, das coisas que estavam acontecendo no mundo, das banalidades. Deixava-me exibir meu humor ácido, meu sarcasmo sempre que possível. Ela vinha, deixava sua dádiva e ia embora. Simples assim. Fui, cada vez mais, me apaixonando por ela.

Nem sei o que tô pensando agora. Trai. Mas gostei muito. Foi duro quando tive que contar para a minha amada narrativa que queria dar um tempo. Ela não reagiu muito bem, tínhamos uma história ainda inacabada (que hoje reside nas pastas mais escondidas do meu notebook).

Agora só escrevo crônicas. E, cá entre nós, estou me divertindo muito mais...

Quem escreve, conversa

Justo nesta semana quando o tema do Sem Pauta é sobre narrativas, não escreverei uma. Sempre tive uma grande paixão pelas narrativas, seja escrevendo pequenas historinhas ou lendo grandes aventuras e hoje, portanto, resolvi falar dessa minha paixão.

A narrativa, para mim, é uma forma de conversar comigo mesmo. Aquela dorzinha, aquela raiva, angústia e tristeza não são fáceis de encarar, mas se remodeladas e colocadas em uma outra pessoa em outra situação, tudo fica mais fácil. É como optar por um trabalho em dupla enquanto poderia ser feito individualmente. Ou melhor: é como mandar alguém carregar sua mochila por um tempo. Depois que voltar a carregá-la, será muito menos doloroso.

Me disseram uma vez uma frase que nunca deixei ir embora de mim: "somos aquilo que nos falta". E é a mais pura verdade! Sinto prazer em ler e escrever sobre aquilo que nunca tive contato e gostaria de ser e que me fariam um ser mais pleno. E aí, quando você lê ou escreve sobre essa vontade você vive todas as emoções. É um sonho no forno do qual podemos sentir só o cheiro. Mas o cheiro já nos faz prever tudo o que viria por aí. E por hora, é suficiente.

Enfim, para mim escrever é se ceder aos outros.

Ô, Annie...

OK, narrativas... hm, narrativas!
Qual é a primeira coisa que vem na cabeça quando se pensa em narrativa? CONTO DE FADAS, claro! Pensando também nisso, ou seja, em conto de fadas, lembrei também de uma sessão de fotos que alguns famosos fizeram recriando os contos de fada da Disney. É claro que tinha que ser da Disney, porque eram fotos com artistas do cinema hollywoodiano-yankee-americano. A surpresa é que a fotógrafa foi a Anne Leibovitz

Jennifer Lopez e Marc Anthony como Yasmin e Aladin.

Michael Phelps e Juliane Moore em A Pequena Sereia

Whoopi Goldberg como o gênio da lâmpada mágica de Aladin.


Jessica Biel como Pocahontas





Roger Federer como Rei Arthur


Julie Andrews como a fada azul de Pinóquio


Rachel Weisz como a Branca de Neve


Zac Efron e Vanessa Hugdens em a Bela Adormecida


Scarlett Johanson como Cinderela


Beyoncé no País das Maravilhas


Gisele Bundchen e Mikhail Baryshnikov em Peter Pan


David Beckham como o prícipe Phillip da Bela Adormecida


Tina Fey como a Sininho de Peter Pan


Olivia Wilde como a Rainha Má da Branca de Neve e Alec Baldwin como o Espelho


Penelope Cruz e Jeff Brigdes em a Bela e a Fera


Queen Latifah como a Ursula de a Pequena Sereia


De John Lennon pra isso... mas vai saber a narrativa dela pra ter chegado aqui.

Breve narrativa sobre quem narra

De acordo com Walter Benjamim o narrador não está de fato presente entre nós, na verdade ele é algo de distante, e que se distancia ainda mais. Descrever como narrador não irá significar de maneira alguma trazê-lo mais perto de nós, e sim, aumentar a distância que nos separa dele.


"Uma experiência quase cotidiana nos impõe a exigência dessa distância e desse ângulo de observação. É a experiência de que a arte de narrar está em vias de extinção. São cada vez mais raras as pessoas que sabem narrar devidamente. Quando se pede num grupo que alguém narre alguma coisa, o embaraço se generaliza. É como se estivéssemos privados de uma faculdade que nos parecia segura e inalienável: a faculdade de intercambiar experiências." (BENJAMIN,Walter)

Sendo que as experiência pelas quais passamos são a fonte a que recorreram todos os narradores.


"E, entre as narrativas escritas, as melhores são as que menos se distinguem das histórias orais contadas pelos inúmeros narradores anônimos. Entre estes, existem dois grupos, que se interpenetram de múltiplas maneiras. A figura do narrador só se torna plenamente tangível se temos presentes esses dois grupos. "Quem viaja tem muito que contar", diz o povo, e com isso imagina o narrador como alguém que vem de longe. Mas também escutamos com prazer o homem que ganhou honestamente sua vida sem sair do seu país e que conhece suas histórias e tradições. Se quisermos concretizar esses dois grupos através dos seus representantes arcaicos, podemos dizer que um é exemplificado pelo camponês sedentário, e outro pelo marinheiro comerciante. Na realidade, esses dois estilos de vida produziram de certo modo suas respectivas famílias de narradores."(BENJAMIN,Walter)

São esses personagens - se é que podemos chamá-los assim - que criam as narrativas que a todo o tempo atravessam nosso real, que passam a fazer parte de nossas experiências, que por sua vez servem de inspiração para a construção da narrativa.

Pecados x Virtudes

Depois de pecar a semana inteira aqui no Sem Pauta, você deve estar querendo correr direto para a igreja se confessar para o padre, certo? Se sua resposta for sim, você merece queimar no inferno por estar mentindo. Pecar é divertido e não é necessário ter culpa depois...

Porém, para aqueles que teem pavor só de ouvir falar nos temidos sete pecados capitais, fiquem tranquilos! Para combater o lado negro da Força, chegam as sete virtudes. Você deve estar se perguntando: "Who?". A Wikipedia responde:

"As sete virtudes são derivadas do poema épico Psychomachia, escrito por Prudêncio, intitulando a batalha das boas virtudes e vícios malignos. A grande popularidade deste trabalho na Idade Média ajudou a espalhar este conceito pela Europa. É alegado que a prática dessas virtudes protege a pessoa contra tentações dos sete pecados capitais, com cada um tendo sua respectiva contra-parte."

Sim, as sete virtudes são a forma de combates os pecados capitais. Então vamos conhecer cada uma delas:

Paciência: Essa é a virtude mais de tranquila de todas. Ela é o oposto da ira e consiste em resistir a influências externas, controlando as próprias vontades. É o típico respirar e contar até 10 antes de realmente socar aquele cara que bateu na traseira do seu carro.

Diligência: Virtude oposta ao pecado da preguiça, a diligência consiste em perseguir seus objetivos, procurar um rumo para a vida. É caracterizada como aquela hora que você olha pro despertador e diz: "Merda, acordei. Hora de levantar".

Humildade: Indo contra a soberba/orgulho, a humildade vem na atitude de não se projetar em outras pessoas e nem se mostrar superior a elas. Pode ser usado também como arma para tentar vencer Realitys Shows.

Caridade: Contrário à inveja, a caridade prega o amor ao próximo, a bondade. E você precisa ser caridoso tanto com as pessoas quanto com você mesmo. É se amar acima de todas as pessoas e querer muito para você.

Generosidade: A virtude oposta à avareza. É quando você oferece alguma coisa sem esperar nada em troca. É dar 10% do salário para doação e guardar o resto no cofrinho para comprar aquele carro que seu vizinho tem.

Temperança: Uma pessoa que possui a virtude da temperança sabe se equilibrar e moderar os prazeres. É contrária à gula e a virtude preferida das pessoas que sempre dizem "Segunda-feira começo minha dieta"

Castidade: Lutando contra a luxúria, a castidade é o comportamento voluntário de abstinência de prazeres e de práticas de atos sexuais. É típico de quando sua mulher acabou de ter um filho e está no período de resguardo. Nem punheta vale, meu amigo...

Agora, falando sério... alguém realmente acha essas sete virtudes legais? Se achar, não venha falar comigo. Você deve ser um chato. Pecados Rules!

Além do teto céu

Não era uma mulher de Deus. Clamava seu nome em momentos de saúde, dinheiro e desespero. No mais, Deus era apenas uma interjeição de surpresa. O fato é que hoje apelara para Deus: não havia mais a quem contar sem ser julgada.

Sentada, pela primeira vez levantou os olhos em direção ao padre que lhe fitava pelos buracos do confessionário. Aqueles olhos lhe causavam calafrios: era como se toda a alma do padre estivesse exposta, pronta para lhe punir. Tentou abrir a boca, mas sua voz saiu em forma de um grunhido trêmulo e desafinado. Patética. Olhou para a imagem de Virgem Maria logo a sua frente e pensou nas 1567 "Ave Maria" que teria que orar. "Você pecou. Deixe agora o destine entregue nas mãos de Deus. A justiça é mais leve àqueles que se arrependem. Suas orações poderão lhe auxiliar", certamente diria o padre. Sairia dali como chegou: miserável, desestruturada e incapaz de respirar aliviada. "Vá a merda", disse finalmente aos olhos. Subitamente levantou-se, agarrou a bolsa ao seu lado e saiu decidida.

Ao passar pela porta da Igreja, sentiu o vento frio no rosto e seu corpo todo respondeu em um arrepio. Estava ofegante, como se nem todo o ar do mundo pudesse aliviar seu coração desesperado. Todos na rua te olhavam. Era claro que eles já sabiam. Fugir, precisa fugir! Mas para onde? Pensou em entrar na lanchonete ao lado e pedir uma água, mas não poderia parar, tinha que ir ao seu destino, sem mesmo saber o que era. Ir de encontro a paz novamente. Com aquele desespero não dava mais para viver. Engraçada a vida, pensava. Tudo parecia estar tão ruim e errado, mas agora ali, nesta situação, valorizava o que tinha antes. Pelo menos poderia andar com os pés no chão e olhar para frente, como quem pode mudar o seu destino e ser feliz. Mas agora não mais. Estava tudo perdido.

Olhava para todos os lados, como se a qualquer momento ele e ela fossem aparecer na sua frente. Não conseguiria. Não dava mais. Só de pensar em vê-los seus olhos se desmanchavam em lágrimas. Corria agora. De que? Deles? De todo o resto? Daquela cidade que sempre lhe jogaria na cara o que havia feito? Corria e poderia se desesperar mais se notasse que não haveria aonde ir. Respirou fundo antes que este pensamento pudesse se formar em sua cabeça.

Mas ele formou. Parou. Percorreu a rua com o olhar. Soluçou em desespero. Olhou para cima e viu o céu que agora lhe abafava e lhe dava a impressão de estar dentro de um ovo de dor. Um ônibus veio vindo em alta velocidade na rua. Com os pés cambaleando entre o meio-fio e o asfalto, pensou "Que Deus exista e que ele me acolha" e saltou.

Lust


Não sei bem a razão mas dentre os sete pecados capitais o que mais gosto - se é que se pode falar isso - é a luxuria, mas não se enganem, não é pelo que ele representa e sim pala palavra. A palavra sempre me fascinou, especialmente em inglês - LUST, sempre achei ela tão...como eu posso dizer... sem duplos sentidos! Tá é impossível! Mas a palavra lust é simplesmente gostosa de falar...

Nesse momento vocês devem estar pensando que faz sentido ela ser boa de pronunciar dado seu significado, certo?! Mas ao contrário do que se pensa a palavra lust é fonéticamente similar a palavra lustrum da Roma Antiga, e que dizer purificação. Sua origem vai na direção opsta de seu real significado, o que só prova que nem tudo é o que parece.

Pecado

Foi um pecado que tornou o mundo essa bagunça que conhecemos hoje. Essa semana o tema é esse PECADOS.

O Desastre de Minamata

Tudo mundo tá falando sobre o vazamento de material radioativo no Japão e tchururu. Vamos esquecer isso um pouco, porque eu vou contar a respeito de um caso bem mais antigo, mas que também marcou a história japonesa: o desastre de Minamata.

Primeiro, vamos situar isso geograficamente: Minamata é localizada ao sul do arquipélago japonês, na prefeitura de Kumamoto. No início do século XX, sua economia girava basicamente em torno da plantação de arroz e da pesca. Isso até 1911, quando uma fábrica de carbureto de cálcio se instalou na baía. Por causa do pós-guerra, o Japão sofria com a falta de petróleo e essa indútria vendia o carbureto de cálcio para os pescadores utilizarem como fonte luminosa.

Tudo isso ia muito bem até 1953, quando alguns moradores da região começaram a sofrer de uma doença estranha. Porém, foi só em maio de 1956 que todo mundo ficou realmente alarmado. Quatro pessoas foram internadas com os mesmos sintomas estranhos: convulsões severas, surtos de psicose, perda de consciência e coma. Finalmente, depois de terem uma febre muito alta, todos os quatro pacientes morreram.

Vai um peixinho de Minamata aí?

Com essas três mortes, o diretor do Hospital de Minamata, Dr Hosokawa realizou uma pesquisa nas cidades próximas e descobriu mais 17 casos como os acontecidos em seu hospital. A única coisa que as vítimas tinham em comum era o alto consumo de peixes. Com isso, a ideia de uma epidemia foi descartada e todo mundo se inclinou a acreditar que eles morreram graças a uma intoxicação.

A foto mais clássica do desastre

E então Sherlock?
A fábrica que se estabeleceu na baía em 1911 tornou-se, em 1930, uma indústria de compostos orgânicos que usava o acetileno como principal matéria-prima para produzir o acetaldeído. Isso não é o importante para o caso. O importante é como a reação ocorria: o acetileno reagia com água, na presença de mercúrio. Como ninguém na época fazia ideia da periculosidade do mercúrio, ele acabava sendo utilizado na sua pior forma. Todo esse Hg que era usado como catalisador era jogado na baía de Minamata. Perceberam agora o tamanho do drama, né?

Puro mercúrio, jow!

As pesquisas realizadas após as mortes mostradas acima acusou que os peixes da baía estavam contaminados com muitos metais pesados e, portanto, eram muito mais venenosos que os de outras áreas. Como os resíduos da indústria foram lançados por muito tempo no mar, os peixes tinham altíssimas doses de mercúrio, mas não era só isso. Podia se encontrar Manganês, Selênio e Telúrio nos animais, sendo que quase nada se sabia sobre os dois últimos elementos na época.

A fábrica se recusa a admitir que esteja liberando mercúrio para o ambiente e, enquanto isso, mais pessoas morriam pela contaminação. Depois de uma série de protestos muito intensos (com direito a quebradeira na sede da fábrica e tudo mais), a empresa decidiu cnstruir uma estação de tratamento para os seus resíduos.

Mas não para por aí. As pessoas da região queriam indenização por tudo que acontecera. Minamata ficou caracterizada como a primeira vez que o povo foi ao tribunal para protestar por causas ambientais. Também foi o primeiro caso de contaminação ambiental de grande escala ocorrido em todo o mundo.

Tenso no mercúrio...

A história acabou causando muita destruição no Japão, a empresa nunca admitiu seu erro e o caso entrou para a história dos desastres químicos. O que estamos vendo hoje no Japão é algo em proporções maiores, mas tão sério e preocupante quanto foi Minamata na época.

O Chapeleiro Louco
Já que eu falei do mercúrio, vou deixar uma curiosidade rápida. Sabe o chapeleiro louco, presente em Alice no País das Maravilhas? Tem uma razão muito boa para ele ser louco (e não, não é culpa do Lewis Carroll). Os chapeleiros trabalhavam diretamente com a queima do mercúrio para realizar os consertos dos chapéus. Para quem não sabe, o mercúrio é um tóxico celular geral. Isso significa que ele inibe os sistemas enzimáticos e vai destruindo as células. Essa destruição de células afeta diretamente a pessoa, podendo deixá-la "louca". E é por isso a imagem do chapeleiro como o louco da história...

Você nunca mais vai olhar pra ele do mesmo jeito...