Ouça música pelo Japão.

Não é novidade o estado de calamidade que se instalou no Japão. Primeiro um terremoto, depois tsunami. Os dois, históricos. Não de um jeito bom. Mas existem maneiras para ajudar. Além de enviar bons pensamentos, bons sentimentos, preces e qualquer coisa na qual cada um acredita, podemos ouvir música. Sim, vamos salvar o Japão com a música.

Nessa última semana, a iTunes Store disponibilizou para compra um álbum com 38 músicas que terão todos os seus lucros destinados para a Cruz Vermelha Japonesa. Já existe um site em português, para facilitar a localização de parentes de brasileiros com ascendência nipônica.



Entre as músicas, há vários estilos e artistas. De Lady Gaga a Bob Dylan. O álbum custa US$9,99 e tem por trás a cooperação de grandes gravadoras em parceria (Universal Music Group /Sony Music Entertainment / Warner Music International / EMI Music Group).

Aqui vai a lista das músicas. Quem sabe alguém não se interessa?


1)Imagine (Remastered)- John Lennon
2)Walk On (Radio Edit)- U2
3)Shelter from the Storm - Bob Dylan
4)Around the World (Live)- Red Hot Chili Peppers
5)Born This Way (Starsmith Remix)- Lady GaGa
6)Irreplaceable - Beyoncé
7)Talking to the Moon (Acoustic Piano Version)- Bruno Mars
8)Firework - Katy perry
9)Only Girl - Rihanna
10)Like I love you - Justin Timberlake
11)Miles Away - Madonna
12)When Love Takes Over - David Guetta
13)Love The Way You Lie - Eminem
14)Human Touch - Bruce Springsteen
15)Awake - Josh Groban
16)Better Life - Keith Urban
17)One Tribe - The Black Eyed Peas
18)Sober - Pink
19)It's OK - Cee-Lo Green
20)I run to you - Lady Antebellum
21) What do you got? - Bon Jovi
22)My Hero - Foo Fighters
23)Man on the Moon - R.E.M
24)Save Me - Nicki Minaj
25)By your side - Sade
26)Hold on (Radio Mix) - Michael Bublé
27)Pray (Acoustic) - Justin Bieber
28)Make you feel my love - ADELE
29)If I could be where you are - Enya
30)Don't let the sun go down - Elton John
31)Waiting on the world to change - John Mayer
32)Teo Torriatte - Queen
33)Use Somebody - Kings of Leon
34)Fragile - Sting
35)Better in time - Leona Lewis
36)One in a million - Ne-Yo
37)Whenever, Wherever - Shakira
38)Sunrise - Norah Jones

Japão

Nessa semana o Sem Pauta irá falar sobre o Japão. O que será que vai sair nos textos dos nossos blogueiros?!

Colour like no other

O título deste post é o slogan de uma das campanhas publicitárias mais bonitas e coloridas que eu já vi. Durante os anos de 2006 e 2008, a Sony estava divulgando a Bravia, sua televisão de LSD LCD de alta definição. E nada melhor para exaltar as qualidades do aparelho do que mostrar o quanto a imagem era superior aos demais. Ou seja, cores e muitas cores!

Os comerciais produzidos com a assinatura "Colour like no other" usam e abusam das cores. E são simplesmente fantásticos. Deem uma olhada:

Mais conhecido como o comercial das bolinhas perereca

Imagina um desses no Reveillon?

Vai, ela ficou até mais bonitinha...

"Coelhos só, ficam sós..."

Pode brincar disso, tio?

Na parte impressa, a Sony não deixa por menos. E fecha a série falando que "Colours become alive". Simples, direto e muito eficiente.


E depois falam que não é TV de LSD...

O branco do tudo

Eu gosto mesmo é do branco. Quando visto branco sinto que estou calmo e sério. Sentir-me assim é raro, então usar branco é sempre questão de auto-afirmação. Eu não sei se inventaram o conceito de que branco é paz e daí todo o branco a partir disso passou a ter esse significado, ou esta concepção veio de uma observação da cor. Acredito mais na segunda. Branco é um suspiro de alívio. A mesa encardida que fica finalmente branca, as palavras erradas e apagadas ficam novamente brancas, o olho vermelho de choro volta ao branco original e um abraço branco no travesseiro branco também é um alívio de um dia negro.

Branco é ainda possibilidade. Uma folha em branco vira uma famosa carta, uma prova em branco vira um total, uma tela em branco vira uma Mona Lisa, uma blusa branca vira molho de cachorro quente.

Branco é desespero. Aquela questão da prova que jamais saberá responder está brancamente jogando na sua cara a sua ignorância. O sorriso branco do amigo magoado, o tapete branco que não pode ser sujado, o quarto todo branco que carrega paz louca e enjaulada.

Branco é um nada sempre colorido pelo momento. Cada um em cada momento dá o seu tom ao branco na sua vida. Não deve ser mesmo atoa que branco é a união de todas as cores...


IKB

Todo mundo já deve ter ouvido aquela piada do Joãozinho que a professora pede para que seus queridos aluninhos pensem em uma cor como dever de casa. Então, né, se a piada não fosse tão velha, ela provavelmente não existiria. Vai vendo aí!

Yves Klein, um artista francês dos anos pós-guerra, patenteou uma tonalidade de azul com o seu próprio nome. Toda a sua história de quase-romance com o azul começou com seus trabalhos monocromáticos Yves: Peintures e Yves: Proposition Monochromes. Mas estas apresentavam cores variadas e acabaram sendo interpretadas erroneamente pelo público. A partir disso, através de sua proposta minimalista, Yves resolveu continuar com os monocromáticos, agora mais "monos" do que nunca: tudo que ele pintasse seria em azul. Na noite de sua estreia, Klein colocou um composto químico no champagne servido a seus ilustríssimos convidados para que quando chegassem em casa fizessem xixi na cor azul! E não em qualquer azul, mas no International Klein Blue (IKB)!

A cor foi elaborada com a ajuda de Edouard Adam, um vendedor de tintas parisiense. É um tom bem próximo do Lapis Lazzuli, usado para pintar os mantos das Madonnas das pinturas medievais.

Para conferir mais do trabalho de Yves, basta acessar www.yveskleinarchives.org! Enquanto isso, deixo aqui só um gostinho do que foi o IKB.





- Porque Joãozinho não teria problema se conhecesse Yves

Função das Cores nas Imagens

Cor
A arte é fundada no princípio da forma, ou seja, na formação de imagens. Fatores de equilíbrio como a clareza, a harmonia visual são para os seres humanos uma necessidade, necessidade essa que consideramos indispensáveis tanto em uma obra de arte quanto em produtos industriais, peças gráficas ou qualquer manifestação visual.

Fato inegável é que em qualquer tipo de manifestação visual existe a presença das cores. Sem elas não seriamos capazes de distinguir a forma das coisas, ou suas dimensões, por exemplo.

As cores são responsáveis, juntamente com as formas, de despertarem uma tendência dinâmica de constituir unidades, isto é, de estabelecer agrupamento das partes semelhantes. Tudo isso de acordo com a Teoria da Gestalt, confira agora algumas imagens.

Cor

Cor
O Sem Pauta dessa semana aproveita a inspiração da semiótica para falar sobre as cores.

Um beco e um beck

Esta sou eu descendo a ladeira de Ouro Preto. Estou completamente bêbada. A Gabi e a Isa estão logo na minha frente correndo com ar de perigo e ansiedade. E eu tô muito louca. Eu sei disso, que droga. Como assim eu não consigo ficar normal? Força de vontade, Rafaela! Sério, não dá. Ai, que ladeira difícil de descer. Opa, tropecei. Que mico. A Isa me olha pra saber se está tudo bem e se o plano tá de pé. Dou um sorriso de meia boca que quer dizer "tô bem", mas diz exatamente o contrário. Quer saber? Tô bem e pronto! Bebida nenhuma me muda. Tô ótima. NOSSA! Que gato é aquele. "Ôh maravilhoso!". Tô indo lá dar um beijo nele de qualquer jeito. Sou linda, ué. Uhn, muita língua. Eca! "Meninas, me esperem!". Vou muito ligar pra Lu e contar isso. "Lu, peguei o cara mais gato, você não acredita! Cheguei e pá, sério mesmo. Aqui, te amo muito! Não sei porque você não veio, poxa. Sem você eu não sou nada, amiga. Não tô falando de bêbada. Sério! Nem bebi muito hoje... Cala a boca, Gabi. Aqui, nunca saia da minha vida, amor. Tchau!". Droga, a Luiza vai achar que eu tô bêbada. Cara, olha esse beco, muito bom. "Gente, é aqui!". Entrando e começando a considerar a hipótese de pensar duas vezes sobre isso. Bobagem! Nós três paradas olhando uma pra cara da outra como quem confirma com empolgação o esquema. No fundo, eu sei que tá errado e que vou chorar amanhã de arrependimento. Mas quer saber? Esta Rafa lá do fundo ficou em BH. A Rafa que importa é a do aqui e agora. "O real é o agora e isso que importa, galera!". Soltei essa. Caraca, elas estão rindo demais! "Caaaara, Rafa, você tá louca demais! Isa, anota essa por favor! Muito boa! Pérolas do carnaval já!". Saco, elas não entendem. Faz todo o sentido, como elas são burras. Essa frase é muito boa pra não ser valorizada. "É gente! Para, é sério! O amanhã nem existe. Ele só vai existir amanhã, sacou?". Essas retardadas estão rindo pra caramba. Emburrei também. Queria mesmo era a Luiza aqui. Aliás, vou ligar pra ela. Amo ela demais. Ela tem que saber disso! Poxa, me rejeitou. Vaca! "Gente, vamos com isso antes que eu desista!". Acabo de falar e a Gabi já tá tirando de dentro da bolsa o baseado. É, é isso! É isso! Fogo no ponta. Outra ponta na minha boca. Inspirei a fumaça. Já era, mãe! ENGOLE ESSA!

Caraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaca. Ai. Olha essa cara da Isa. Ela é hilária demais! Tô rindo. Tô rindo. Tô rindo. Tô rindo. Tô rindo. Tô rindo. Tô rindo. Alguém me faz parar! Parece aquele dia anos atrás que eu caí na lagoa cheia de patos. Como eu ri, gente! "Ai, o pato!". "Como assim o pato, Rafa?!". Todo mundo rindo. Rindo. Rindo. Rindo. Rindo. Rindo. Rindo. Pausa. A Isa abre a boca. Já tô rindo. Que cara engraçada com a boca aberta. "O pato, veeeeeeeeeeeey!". Ai, tô no chão. Tô rindo demais. Misericórdia! Ai, que dor! QUERO PARAR DE RIR!

Tô sentada no chão. Isa deitada numa perna, a Gabi na outra. Amizade. Isso o que importa. Minha vida é muito boa. Viver é muito bom. Cara, olha esse ar. Tudo vale a pena por este ar. Poderia morar neste beco, sabe? Morar. Eu posso morar. Porque eu vivo. Tô viva e moro. Obrigado, Deus! Eu posso. Quantos verbos e isso tudo porque eu vivo e respiro esse ar lindo. Vida linda. Tudo lindo. Aquela água preta carregando os caminhões no Japão e eu de boa aqui no Brasil. Sou muito abençoada. Brasil é mesmo lindo por natureza. Ufa, renovada!

A Isa abre a boca: "O pato, veeeeeeeeeeeeeeeey!".

Folia Porteña

Diretamente da Argentina, segundo o Bruninho, pela segunda vez no Sem Pauta.

Entonces, não é só no Brasil que existe batucada não. Aqui em Buenos Aires também tem, com direito a dançarina, tambor e tudo mais. Chama música Camdombe e eles saem em blocos, assim como nós, tupiniquins. Acontece no final de uma Feira de Antiguidades, no bairro de San Telmo e vai pela noite a fora, enquanto estiver gente curtindo e dando confiança pros batuqueiros. Nessa rua tem artistas de todos os tipos - de caricaturistas à instrumentistas de orquestra. É tudo muito divertido e misturado, mas não preciso nem dizer que o som do bateforteoTAMBOR abafa tudo!

Não vou mentir, nem se compara à nossa folia. A boa e velha, brasileira. E nem tive empolgação o bastante para seguir o bloco, mas por motivos outros. Minha mãe já tinha me arrastado pela feira de antiguidades durante umas boas três horas e eu não estava tão animada assim. Sem contar as horas de vôo e as outras duas de atraso em Confins. Mas parece um movimento cultural muito interessante e animado da cidade. Olhando fotos e vídeos, dá pra perceber.

- Porque os hermanos sabem foliar também.

Carnaval pra que te quero!

Nunca fui de pular carnaval. Muito pelo contrário! Sempre fui daquelas que ficava em casa. Me aventurei algumas vezes quando criança, mas era mais pela fantasia do que pela folia. Depois chega aquela fase em que você não tem idade para viajar com os amigos, e a opção é ficar em casa, ou viajar com a família. Depois chega a hora de em que você pode sair de casa e curtir a folia, fazer bagunça.. a minha só chegou com 20 anos. Tarde, né?!

Mas fico pensando que talvez, se tivesse acontecido antes não teria me divertido tanto! Não teria sido tão - por falta de um vocabulário melhor - emocionante. E talvez não desse o valor que estou dando agora a essa uma semana que chamamos de Carnaval!

Folia

No carnaval a gente não postou. Mas quem falou que a gente não pode mais falar de folia?!

O grande Oscar

Em semana de Oscar, é impossível deixar passar a oportunidade de fugir do tema de maneira fantástica. Que rufem os tambores, hoje eu vou falar dele: Oscar Schmidt. Tudum pá!

Pareço o Tarantino, beijos.

Antes de mais nada, eu tenho que admitir que eu não tenho envergadura moral nenhuma para falar do Oscar. Ele já era um ícone antes mesmo do espermatozóide que me fez pensar em sair do saco do meu pai. Sua maior conquista e, por consequência, a maior do basquete no Brasil, foi a vitória em cima do Dream Team norte-americano na final dos Jogos Panamericanos de 1987. Dois anos antes do meu nascimento.

Quando eu já era mais velho, Oscar já era um ídolo. E não é para menos. A sua importância para o aumento da visibilidade do basquete dentro do Brasil foi gigantesco. O apelido de mão-santa é graças a sua incrível precisão nos arremessos de três pontos. Pontos, aliás, que lhe dão um recorde extra-oficial de maior pontuador do mundo, com mais de 49.000 computados. Hoje em dia ele está a frente do Novo Basquete Brasil, o atual campeonato brasileiro de basquete.

Ou seja, ele é fodarástico. Um verdadeiro ídolo contemporâneo. E, por incrível que pareça, eu estava lá em um dos momentos mais difíceis da sua carreira: a aposentadoria. O jogo era Minas X Flamengo, em 2003, valendo a classificação para alguma fase importante do campeonato nacional de basquete. Nem precisa falar que eu gritava e cantava ensurdecidamente pro Minas, né?

Na época, Oscar estava com 45 anos. Admito que deu um frio na espinha quando eu o vi entrar em quadra, com a camisa do Flamengo, mas como o Minas ganhou e eliminou o Flamengo, eu fiz coro ao ginásio inteiro que gritava "Aposenta, aposenta!". Sim, somos maus...

E foi naquela situação que Oscar pediu penico e disse que ia aposentar. Em suas próprias palavras: "É muito triste e difícil, mas essa decisão foi tomada com muita serenidade. É difícil dizer adeus àquilo que mais amo fazer. Gostaria de voltar atrás e começar tudo de novo. Decidi parar de jogar e espero ter mais tempo para minha família". A camisa 14 (a sua camisa da sorte) foi aposentada no Flamengo e ele entrou de fato para a galeria de grandes ícones do esporte brasileiro.

#chupaflamengo #vaiMinas

Por tudo que fez, Oscar é um rei. Um símbolo para um esporte tão esquecido no Brasil e que respirou muito bem enquanto estava em quadra.

Justiças e injustiças

O Oscar deste ano foi um dos menos surpreendentes. Os favoritos foram traçando esta fama alguns meses antes da cerimônia. Os prêmios do sindicato dos diretores, dos roteiristas e dos atores já mostravam as preferências, até porque os votantes dessas premiações são os mesmos da academia. O problema é que a academia nem sempre premia os melhores. Há sempre o filme "estilo oscar" ou pensamentos como "fulano já foi consagrado muitas vezes antes" ou "ciclano nunca ganhou seu oscar. Talvez seja o momento.". O fato é que nem sempre o Oscar é justo e na minha concepção este ano foi mais um exemplar disso. Abaixo listarei os vencedores e aqueles que acredito que mereciam.



Melhor filme
Cisne Negro - MERECIA
O Vencedor
A Origem
O Discurso do Rei – VENCEDOR
A Rede Social
Minhas Mães e meu Pai
Toy Story 3
127 Horas
Bravura Indômita
Inverno da Alma

"Cisne Negro" é o tipo de filme que dá a impressão de que você prendeu a respiração o filme todo e deu um grande suspiro só nos créditos finais. Duvido que tenha existido alguém que não saiu sem saber o que falar, com as pernas meio bambas e dando pequenos passos de ballet.
Melhor diretor
Darren Aronovsky – Cisne Negro - MERECIA
David Fincher – A Rede Social
Tom Hooper – O Discurso do Rei – VENCEDOR
David O. Russell – O Vencedor
Joel e Ethan Coen – Bravura Indômita

Melhor ator
Jesse Eisenberg – A Rede Social
Colin Firth – O Discurso do Rei – VENCEDOR E MERECIA
James Franco – 127 Horas
Jeff Bridges – Bravura Indômita
Javier Bardem – Biutiful

Eu... eu... acredito que... o...o... fuck fuck fuck shit ass... Colin-in merecia mesmo!
Melhor atriz
Nicole Kidman – Reencontrando a Felicidade
Jennifer Lawrence – Inverno da Alma
Natalie Portman – Cisne Negro – VENCEDORA E MERECIA
Michelle Williams – Blue Valentine
Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai

"IT'S MY TUUUUUUUUURN!!!"
Melhor ator coadjuvante
Christian Bale – O Vencedor – VENCEDOR E MERECIA
Jeremy Renner – Atração Perigosa
Geoffrey Rush – O Discurso do Rei
John Hawkes – Inverno da Alma
Mark Ruffalo – Minhas Mães e meu Pai

Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams – O Vencedor
Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei
Jacki Weaver – Animal Kingdom
Melissa Leo – O Vencedor – VENCEDORA E MERECIA
Hailee Steinfeld – Bravura Indômita

Melhor Roteiro adaptado
A Rede Social – VENCEDOR E MERECIA
127 Horas
Toy Story 3
Bravura Indômita
Inverno da Alma

Melhor Roteiro original
Minhas Mães e meu Pai
A Origem - MERECIA 
O Discurso do Rei – VENCEDOR
O Vencedor
Another Year

Falando francamente: sonho dentro do sonho, inserção de memória, tempos multiplicados nos diferentes níveis da mente e toda aquela loucura? Por favor, né? Tinha que ser "A Origem"!

Melhor longa animado
Como Treinar o Seu Dragão
O Mágico

Toy Story 3 – VENCEDOR E MERECIA

"Toy Story 3" = todos choram.
Melhor trilha sonora
Alexandre Desplat – O Discurso do Rei
John Powell – Como Treinar o seu Dragão
A.R. Rahman – 127 Horas

Trent Reznor e Atticus Ross – A Rede Social – VENCEDORES

Hans Zimmer – A Origem

Até agora não compreendi a indicação de "A Rede Social" e muito menos a consagração. "Black Swan" teve uma trilha maravilhosa, mas foi, infelizmente, desclassificado por usar temas musicais já existentes.

Anime-se!

Cá entre nós, nunca fui de ficar acordado a noite inteira para assistir ao Oscar do começo ao fim. Acontece que eu morro de preguiça dos comentaristas (principalmente se tratando do José Wilker), das traduções simultâneas e de manter meus olhos abertos.

Mas sempre gostei muito de ver a lista dos indicados e assistir aos filmes que estão fazendo sucesso. Minha lista favorita, por exemplo, é Best Animated Feature Film of the Year, ou "Melhor Animação do Ano", ou "categoria das crianças", se você preferir chamar assim.

Esse ano, os indicados foram "Toy Story 3" (que acabou levando a estatueta), "Como Treinar o Seu Dragão" e "O Mágico". E desses só cheguei a assistir "Como Treinar o Seu Dragão" (que é lindo, legal e tudo o mais), o trailer de "O Mágico" (que parece ser fantástico e está na minha lista de desejados), mas acho que uma indicação muito merecida - e não só isso, uma vitória muito mais aceitável - seria para "Dia e Noite", um curta da Pixar:




Mas bem, como não posso escolher quem ganha o quê, fico aqui admirando esse trailer:



Lovely Swan

Tradução simultânea, metade do evento dispensada em prol de reality show e comentários do Wilker. Fora duro suportar, mas persisti. Porque, bem, era a Natalie. Ela meio que escalou minha afeição com três papéis. Sem que eu pedisse, "suba mais um pouco", ela sabia a hora exata de me surpreender. Começou com movimentos tímidos, lentos, com olhos chorões e uma peruca rosa. Desenhou-me um gigante delicado, um monstro cheio de carne e sangue, vibrando na tela, vibrando em meus olhos, colados sempre ao coração quando a viam. Linda, sempre. Embora gostasse de mentiras, era a verdade que eu recolhia de suas aparições. Ainda sem que eu pestanejasse, loira e viciada em jogos, conseguiu uma posição exemplar em mim. E, enfim, claramente crescida e pronta, abriu suas asas e mostrou-me que não se tratava apenas de agarrar-se às minhas expectativas sólidas, mas de voar acima delas.
















E nenhum cisne seria tão gracioso.

e o Prêmio de Mérito da Academia vai para...

Já que meus temas preferidos me foram roubados, então falarei do nome do Oscar.
Não sei se alguém mais já pensou nisso, mas eu sempre me perguntei o porquê do Prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ser chamado dessa maneira. Existem algumas histórias que competem para serem as responsáveis pelo melhor apelido dos últimos tempos. Vamos separar por personagens:

- Bette Davis

Na biografia da atriz, alega-se que ela tenha dado esse apelido para a estatueta em homenagem a seu marido Harmon Oscar Nelson. Em 1936, quando foi agraciada com o prêmio, em seu discurso ela já chamou o homenzinho dourado de "Oscar".

- Walt Disney

Bette não foi a única que se pronunciou tão afetiva em relação ao prêmio. Existem evidências escritas que quatro anos antes dela, em 1932, Disney tenha se referido ao troféu como "Oscar" em seu discurso de agradecimento.

- Margaret Herrick

A primeira vez que viu a estatueta, a secretária executiva da Academia teria exclamado que ela se parecia muito com o seu Tio Oscar (um apelido muito curioso para seu PRIMO, Oscar Pierce.). O jornalista Sidney Skolsky, presente naquele momento, publicou em sua coluna o afetuoso apelidinho que haviam dado para a estatueta.

- Elenor Lilleberg

Metade norueguesa e metade americana, a secretária executiva teria exclamado que a estatueta se parecia com o Rei Oscar II da Suécia. No fim do dia, como forma de brincadeira, ela perguntou aos colegas: "O que vamos fazer com o Oscar, colocá-lo no cofre?" e daí o nome pegou.

Tudo isso pouco interessa, tendo em vista que a própria Academia tornou o nome oficial em 1939, em sua décima primeira cerimônia. Foi nesse evento que a célebre frase e magnífico jargão que todo profissional do cinema deseja ouvir com o seu nome foi "cunhada" e firmada para a posteridade. "And the Oscar goes to...".