Arte Mutante


Homens de Preto - 29a Bienal de São Paulo


Talvez o conceito de arte seja o mais difícil de definir. Começamos aprendendo na escola que arte é tudo aquilo relacionado à massinha de modelar, tinta, lápis de cor, papel colorido e giz de cera. Depois nossos pais começam a nos levar em exposições e quando perguntamos "O que é aquela pintura?" eles falam "Aquilo é arte". Depois a arte vira uma questão de gosto e com o tempo vemos que nem tudo na arte deve ser bonito ou compreensível.

Final de semana passado estive em São Paulo e pude sentir isso na pele. No MASP presenciamos artes clássicas e históricas, com conceitos conhecidos ao longo do tempo...não são arcaicos ou desatualizados, digamos que são menos radicais. No entanto, ao visitar a 29a Bienal de São Paulo no Parque Ibirapuera (vai até dia 12 de Dezembro!! http://www.29bienal.org.br/FBSP/pt/29Bienal/Paginas/default.aspx) me dteeparei com muitas obras inusitadas, inéditas e complexas. Seus conceitos tocam assuntos cotidianos na maioria das vezes, com alguma crítica social. Isso sempre foi presente na arte em geral, mas a maneira como se expressa hoje é bem diferente de antigamente e é algo constantemente construído.

Nem sempre o que se vê é agradável ou compreensível aos olhos de todos e é a partir daí que a arte se define como plena expressão, muitas vezes acompanhada de crítica e reflexão, abandonando o aspecto de que deve ser sempre bonita e compreensível. Fato é que as pessoas mudam a todo tempo e, com isso, a arte.

Há quem diga que existe a arte de amar, de comer, de beber, de viver. Mas será que existe alguma receita? São coisas subjetivas assim como a arte em si também o é.

A arte de pilotagem

Ou: “Mãe, eu quero ser piloto. Pode?”

Com 20 anos, Fernando Alonso estreava na Fórmula 1 e corria sua primeira temporada com uma instável Minardi. Também com 20 anos, Sebastian Vettel marcava seu primeiro ponto na Sauber. O mesmo acontecia com Button, no ano 2000 e no auge dos 20 anos. Aos 22, Lewis Hamilton era vice campeão mundial de pilotos. E eu, no auge dos meus 21 anos, ainda não tirei carteira de motorista.

Mais sério que isso é eu ainda não ter pegado no volante de um carro para dirigir. Tudo bem, já fiz isso uma vez, mas foi em uma estrada de terra, sem ninguém por perto e tento milhões de instruções ao mesmo tempo, sendo que eu não me lembro de nenhuma delas. Com toda essa minha experiência automobilística é que eu fui participar de uma corrida de kart.

Foi só a partir do momento que eu vesti o macacão e entrei no carro que eu realmente entendi de onde vem a minha paixão por Fórmula 1. Deram a partida no kart e o barulho do motor já me fazia esperar ansiosamente para colocar aquele carro na pista. Era a primeira vez que eu estava pegando um carro para dirigir e ele era um carro de corrida. Pode imaginar isso?

É lógico que a primeira coisa que eu senti foi o carro tremendo. Sim, ele tremia muito. E lógico que eu consegui rodar com o kart na primeira volta de reconhecimento da pista e que também servia como um treino classificatório para a corrida que começaria um pouco depois. Eu, como piloto inexperiente que sou, fiquei no meio do grid. De 25 carros, eu larguei em 14º. Quase uma Force India...

E nessa posição eu terminei a corrida. Nas primeiras voltas eu dei umas rodadas, fiquei preso na grama (e perdi uns preciosos 15 segundos) e bati em outros carros, mas lá pela volta 8, de 17, tudo normalizou e eu consegui correr bem, sendo ultrapassado apenas pelos três líderes da prova e ganhando algumas posições.

No meio da prova, a única coisa que eu pensava era no quanto acelerar em uma pista e sentir o vento e a velocidade passando por você era uma coisa boa. Sério, uma das melhores sensações de todas. Foi então que eu percebi porque eu gosto tanto de F1 e acompanho a categoria desde 2001. É porque mexe com o corpo, com o coração. Todo mundo precisa de velocidade. E as corridas de carro são o ponto máximo disso. Fato comprovado na pele...

A decepção foi não ver nenhum casco de tartaruga rodando na pista, muito menos ter cascas para fazer os adversários rodarem. Mas que foi mega divertido, isso foi.

#euqueroserpiloto

O que é arte afinal?


O conceito de arte é algo que está intimamente ligado à cultura, período histórico e até mesmo à pessoa que está por traz da peça. O conceito não é nada simples... tanto que inúmeros pensadores já buscaram obter a resposta a pergunta: o que é arte?

Segundo o nove dicionário Aurélio da Língua Portuguesa arte é: "atividade que supõe a criação de sensações ou de estados de espírito, de caráter estético, carregados de vivência pessoal e profunda, podendo suscitar em outrem o desejo de prolongamento ou renovação". Um tanto quanto complicado não?! Sendo a arte algo assim tão subjetivo, sempre me fiz a seguinte pergunta: se o conceito de arte parte no fim da perspectiva que cada um de nós tem das coisas, como existem pessoas que se colocam na posição de dizer o que é arte e o que não é?!

Eu entendo que eles possam analisá-la criticamente em função de um período histórico, mas dizer que eu devo considerar algo arte, e outra coisa não, foge de minha capacidade de compreensão. Veja a arte moderna por exemplo, um dia fui em um museu e lá tinha uma caixa d'água no meio de uma sala branca, para mim aquilo não passava de uma caixa d'água enquanto para os críticos aquela peça era uma obra de arte. Ou então veja até mesmo o exemplo do meu coordenador, logo abaixo, para ele as intervenções urbanas são arte, agora diga isso para um crítico de arte!

Então meu ponto é deixe que cada um coloque o que quiser na categoria de arte, que nós deixamos com que as análises críticas continuem, mas sem nos dizer o que pensar como arte!

Street Art



Eu sou daquelas pessoas que gostam de ver arte em tudo. Até naquilo que não é comumente chamado de arte. Ou até naquilo que não é arte mesmo, mas que eu chamo assim porque gosto e por não ter um termo melhor. Nesse sentido, uma das coisas que vêm me chamando a atenção ultimamente é arte urbana, as intervenções no espaço da cidade. Ou como é chamado, a street art.

Muito confundida com as pixações ou com meros atos de vandalismo, a street art vêm ganhando adeptos e chamando a atenção do mundo convencional da arte. Exposições já foram dedicadas ao tema e intervenções de artistas urbanos importantes como Banksy e Shepard Fairey atingem altos valores em leilões.

A street art abrange desde o graffiti, estêncils a stickers, cartazes, intervenções no mobiliário urbano, nas publicidades, instalações, esculturas...

O já citado Shepard Fairey ficou famoso por seu pôster do então candidato à presidência norte-americana Barack Obama, com a palavra HOPE estampada. Mesmo antes ele já era conhecido no mundo da street art por seu pôster do lutador Andre the giant.

Falar em street art hoje é falar no misterioso Banksy. Conhecido por suas obras que trazem comentários e críticas políticas e sociais, Banksy voltou à mídia recentemente pela sua versão da abertura de Os Simpsons. Banksy também dirigiu o filme Exit Through the Gift Shop, uma interessante visão do mundo da street art, misturando documentário e ficção.

Se você se interessou pelo assunto, não precisa ir muito longe para saber mais. Uma única olhada mais atenta nas ruas das cidades brasileiras já revela muito da arte de seus habitantes. Em Belo Horizonte, basta ir à Rua da Bahia, quase na esquina com a Afonso Pena, para ver uma centena de stickers colados. Provavelmente algo que muitos nem notam ao passar por ali na correria do dia-a-dia. Mas muitas vezes a arte está no mais corriqueiro dos espaços.



Trailer do filme Exit Through the Gift Shop, de Banksy

Arte



Essa semana o Sem Pauta revela seu lado artístico.
Segundo a internet, a arte

...é uma criação humana com valores estéticos (beleza, equilíbrio, harmonia, revolta) que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e a sua cultura. É um conjunto de procedimentos utilizados para realizar obras, e no qual aplicamos nossos conhecimentos. Apresenta-se sob variadas formas como: a plástica, a música, a escultura, o cinema, o teatro, a dança, a arquitetura etc.


E é sob as suas mais variadas formas que os membros do Sem Pauta vão tentar analisar a arte nessa semana. Acompanhe.

Ninguém tira de você


"Conhecimento é algo que ninguém pode tirar de você", meu pai não se cansa de dizer! Isso me motiva quando não estou nem um pouco a fim de estudar e alimentar ainda mais a minha curiosidade. É sempre bom perguntar "Por quê?" e entender como funcionam as coisas. Nós somos como esponjas e absorvemos tudo a nossa volta, mas e o que está dentro de nós?

A coisa mais irônica da vida é que, o que mais deveríamos conhecer, não conhecemos tão bem: nós mesmos. Ao olhar para dentro, não temos certeza nem prova científica de quase nada. Se prestamos atenção às aulas de biologia, conseguimos entender nosso corpo fiosiologicamente, mas nossa mente, pensamentos, hábitos e manias são um mistério.

Temos hábitos que não queríamos ter e manias que não entendemos. Por mais que mudemos, ainda assim não conseguimos nos desvencilhar de alguns padrões de comportamento. Interessante, não?! Existe uma espécie de "retiro" em que você se descobre e percebe esse tipo de coisa. Tal retiro faz parte do Processo Hoffman. O objetivo é a consciência plena sobre você. Uma coisa é certa: a vida imita o vídeo e os seus pais são responsáveis por alguns dos seus padrões de comportamento. Até a puberdade buscamos nos nossos pais as respostas para cada uma das situações... o objetivo é descobrir quais seus padrões de comportamento para diversas situações e mudar o que for preciso. Só fazendo para saber... então não posso falar muito. Mas o que sei é que o processo dura uma semana e pode mudar sua vida inteira dali pra frente e na maioria das vezes para melhor!! O auto-conhecimento é essencial para o ser humano. É essencial para vivermos melhor conosco e com os outros. O Processo Hoffman é tão forte e efetivo para quem leva a sério que não se pode tomar nenhuma decisão grande, como mudar de cidade, casar, ter filhos, mudar de emprego, etc., durante os três meses subsequentes ao processo.

Recebemos muita informação de fora e elas moldam nossa vida a cada dia. No entanto, é bom ouvir as informações de dentro que podem fazer entender muitos fatores que nos bloqueia ou não percebemos. Parece óbvio, mas "conhece-te a ti mesmo" como, desde a Grécia Antiga, Sócrates dizia é um conselho muito válido que deve receber nossa atenção.

Busquem conhecimento

Foi há 14 anos que o Brasil conheceu o seu caso de ET mais famoso. Dia 20 de janeiro de 1996 foi o dia em que as meninas Liliane, Valquíria e Kátia disseram ter encontrado uma criatura de pele marrom, viscosa, olhos vermelhos e com três protuberâncias na cabeça. Essa é a descrição do ET de Varginha, personagem que viria a se tornar o símbolo da cidade, atraindo milhares de visitantes para lá todos os anos.

Sendo verdade ou não, o fato é que o ET de Varginha foi o caso extraterrestre brasileiro mais badalado nos últimos tempos. Isso até a chegada dessa incrível matéria da Record:



Eu até relevo a parte do ET parecer um ninja, falar português e ter a voz do Freddie Mercury Prateado. O que não dá pra aguentar é o ET chamar Bilu. BI-LU! Sério, quem em sã consciência conversa com alguma coisa que se chama Bilu? Tá bom, tolero ursos de pelúcia chamados Bilu, mas ETs já é demais.

Eu assisti a reportagem inteira e o que eu tenho a dizer é que ela é patética. Parabéns Record pela palhaçada e parabéns ao repórter, que conseguiu ficar com medo do Bilu... BI-LU! Mas no final, a mensagem dele para a humanidade é o mais importante e me fez refletir por muitos dias: "Busquem conhecimento". Só isso...

#NOT

Só sei que nada sei!


Só sei que nada sei, esta frase do filósofo Ateniense, resume em poucas palavras o que sentimos a todo o tempo. De fato, a medida que aprendemos mais coisas e apreendemos o mundo a nosso redor se torna cada vez mais claro que ainda temos muito o que descobrir.

Como então atingir o conhecimento de fato? Segundo Sócrates basta o reconhecimento de nossa própria ignorância, já que é a partir daí que a sabedoria começa. Sabedoria essa que permite não só uma melhor compreensão do mundo como também o conhecimento de nós mesmos. O conhecimento que nos leva à virtude.

Se o conhecimento é o verdadeiro responsável por nossas virtudes, como diz o filósofo, nunca iremos saber ao certo, já que a filosofia se trata de abstrações... Mas de uma coisa podemos ter certeza sem conhecimento ninguém vive.

Conhecimento nunca é demais

“Conhecimento é tudo na vida”. Muita gente já disse essa frase clichê e, olha, taí uma verdade. Não só aquele conhecimento de escola (que no fim só serve pra passar no vestibular), ou conhecimento de mundo, conhecimento que você adquire durante o dia-a-dia.

Conhecimento bom mesmo é aquele inútil. Aquela coisa que não vai mudar sua vida, mas que é divertido para falar no meio de uma conversa. E, falando em coisa inútil, a Wikipédia tá cheia delas. Abaixo, para você leitor do Sem Pauta, alguns conhecimentos que certamente não vão fazer muita diferença para você, mas que não deixam de ser divertidos, fornecidos pelo botão de “página aleatória” da Wikipedia.

Você sabia, por exemplo, que Keith Armstrong é o nome de um jogador de futebol finlandês? Ou que Paulistana é um município do estado do Piauí? E lá temos bairros com nomes muito criativos, como Sertanejo, Cohab, Maninho, Lagoa e Lagoa 2.

Se você prefere um pouco de conhecimento bíblico, talvez fique feliz em saber que Hadorão é filho de Joctã, mencionado no livro de Gênesis. Se o seu assunto preferido é futebol, preste atenção no Estádio Roberto Góis. Ele fica na cidade de Riachão do Dantas, Sergipe.

No estudo de biologia, talvez você se interesse pela Conus rubescens, uma espécie de gastrópode do gênero Conus, pertencente a família Conidae. Falando sobre arte, a arte etrusca refere-se ao estilo da antiga civilização da Etrúria localizada na Itália central, onde hoje fica a Toscana.

Para finalizar, caso você esteja a fim de assistir a um filme hoje, que tal La figlia di Lady Chatterley? Mas tirem as crianças da sala, porque esse é um filme erótico italiano dirigido por Emanuele Glisenti e que conta a história de Julie, uma mulher que se envolve com o amante de sua mãe.

E aí, conhecimento nunca é demais, certo?

Conhecimento

Essa semana a UFMG realiza a Semana do Conhecimento. Como o Sem Pauta está sempre atualizado no que acontece por aí, o tema não poderia ser outro.
O Aurélio define conhecimento como

sm
1. Informação ou noção adquiridas pelo estudo ou experiência.
2. Consciência de si mesmo.


E os membros do Sem Pauta? Como definem conhecimento? Descubra ao longo da semana.

Crianças adultas



Quando eu era pequena brincava de casinha quase todo dia, tinha uma família gigante, de tanta boneca... brincava com a minha irmã gêmea, então a família era maior ainda. Chegávamos na escolinha e já escolhíamos o nosso "marido" do dia e os meninos entravam na brincadeira! Agíamos como mulheres. Calma, nada que ultrapasse a inocência infantil! Criança quer ser adulto, não tem jeito. Levante a mão quem nunca vestiu a roupa dos pais, deitou no sofá e se esticou ao máximo para encostar nas duas pontas, ficou em pé até o pé doer para ver se crescia mais uns centímetros e, para as meninas, usou a maquiagem da mãe? Pura vontade de ser adulto e cuidar do próprio nariz e, até isso, vira brincadeira.

Mas quando viramos adultos, vem o papo que todo mundo já conhece: como éramos felizes! Não tínhamos responsabilidades, tínhamos tempo de sobra para os amigos, o auge de preocupação em nossas vidas era apenas o para casa e a imaginação e espontaneidade excessivas eram justificadas pela idade. Só que ser adulto não é tão deprimente quanto parece. Todas as fases da vida têm pontos muito fortes e outros fracos. Quando somos adultos, já não somos tão inocentes e aprendemos muito com a experiência. Como adultos ganhamos a tão sonhada autonomia e temos a liberdade de construir nossa vida como bem entendemos, embora tudo isso deva andar junto com as inúmeras responsabilidades que temos.

Perder a inocência e ganhar mais anos na identidade não é sinônimo de perder a alegria de viver, imaginação, a espontaneidade e a leveza de uma criança. Isso pode ficar no stand by no meio de tanta coisa que temos para fazer, mas não podemos esquecer sua importância. São fatores essenciais que devem amadurecer conosco e não se perder. Afinal, nosso objetivo é ser feliz como uma criança e bem sucedido com uma vida bem vivida!

O Corpo

"As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar"

Quando eu era molequinho, uma das minhas diversões era assistir a Sessão da Tarde. Dentre aqueles filmes que passavam milhões de vezes, um dos meus preferidos, de longe, era o Conta Comigo (Stand by me, 1986). Ele mostra a história de quatro amigos que saem pela linha do trem procurando o corpo de um garoto morto.

Muito além da aventura, o filme é um retrato da infância (e da perda dela), com todos os seus medos e inseguranças, mas também com todas as alegrias e brincadeiras. Apesar dele ser muito bom, ele não é nada se comparado ao conto do Stephen King que deu origem ao longa.

Só para você entender porque eu estou falando isso, acompanhe um dos diálogos entre Chris e

"-E sabe de uma coisa, Gordie? Em junho próximo vamos nos separar.
- O que você está falando? E por que isso vai acontecer?
- Não vai ser igual ao primeiro grau, é por isso. Você vai se preparar para a universidade. Eu, Teddy e Vern não. (...) Você vai conhecer muitos caras novos. Caras inteligentes.
- Conhecer um monte de babacas, você quer dizer.
- Não, cara. Não diga isso. Nem pense nisso. Eles vão entender suas histórias. Não são como Vern e Teddy.
- Danem-se as histórias. Não vou me meter com um bando de babacas. Não mesmo.
- Então você é um idiota.
- Por que é idiotice querer estar com os amigos?
- É idiotice se seus amigos conseguem te arrastar para baixo (...)São como caras que estão se afogando e se agarram nas tuas pernas. Você não pode salvar eles. Só pode afundar com eles".


Essa é uma das passagens mais interessantes de O Corpo. A discussão entre os dois garotos que mais tinham potencial de crescimento, mas que eram barrados por suas famílias problemáticas, reflete muito a respeito das amizades, principalmente as da infância.

Vern e Teddy podiam ser companhias muito legais e divertidas, que eram muito agradáveis de passar um tempo e rir juntos. Porém os dois tinham a incrível capacidade de arrastar Teddy para o fundo, graças as suas atitudes. É realmente necessário parar e refletir sobre o conto inteiro, porque ele é cheio de referências assim. Simplesmente foda.

E eu já falei sobre o Quatro Estações antes...

Quando éramos inocentes

Eu sei que o tema dessa semana é a infância, e sim, eu seu que eu poderia discorrer eternamente sobre como essa á a melhor fase da nossa vida, de como nela não temos responsabilidades e de como nos damos conta de que éramos felizes e não sabíamos quando saímos dela. Mas como você já deve ter reparado não é isso que eu vou fazer.

Exatamente a uma semana atras fui a um show com certeza irá marcar toda a minha vida, e por esse motivo não poderia deixar de fazer um post no Sem Pauta que lembrasse esse momento. Então vai aí uma música que dependendo da forma como é interpretada pode remeter a infância... quando éramos bonitos e inocentes, antes do mundo se tornar pequeno e de sabermos tudo!

When We Were Beautiful
(Bon Jovi)

The world is cracked
The sky is torn
I'm hanging in
You're holding on

I can't pretend
That nothing`s changed
Living in the shadows
Of the love we made

Back... When we were beautiful
Before the world got small
Before we knew it all
Back... When we were innocent
I wonder where it went
Let's go back and find it

Sha la la Sha la la hey Sha la la
Sha la la Sha la la hey Sha la la

Some dreams live
Some will die
But the you and me
Is still alive

Now am I blessed?
Or am I cursed?
Cause the way we are
Aint the way we were

Back... When we were beautiful
Before the world got small
Before we knew it all
Back... When we were innocent
I wonder where it went
Let's go back and find it


The world is cracked
The sky is torn
So much less
Meant so much more

Back... When we were beautiful
Before the world got small
Before we knew it all
Back... When we were innocent
I wonder where it went
Let's go back and find it

Back... When we were beautiful
Back... When we were beautiful
Back... When we were beautiful
Back... When we were beautiful

Sha la la Sha la la hey Sha la la
Sha la la Sha la la hey Sha la la



Melhor é ser criança

“Quero é mais brincar
Eu quero ser criança...”

12 de outubro. Acordei, sem nenhum presente, nenhum parabéns, nada. É como se a data não existisse. Tá, foi o wake-up call que eu precisava. Não sou mais criança. A pilha de coisas pra fazer só se acumula e não posso nem pensar em largar isso e, sei lá, ir brincar ou comer bobagem em frente à TV – tá, eu sempre faço o último. E, tá, quando criança temos o temível Para Casa, mas nem se compara.

Por que, tudo bem, criança tem algumas responsabilidades, tem escola, tem deveres. Mas, não tem que trabalhar. E digamos que você não faz um dever de casa. O que acontece? Uma bilhete da professora pra sua mãe, ou algo assim.Era bem terrível na época, mas trocaria as punições de hoje por qualquer bilhete pra mim mãe ou anotação na agenda.

Pense bem. Quando criança você pode ganhar brinquedos. Só isso já justifica a existência dessa fase pra mim. Você, adulto, que quer um jogo de tabuleiro, um vídeo-game, um toy art ou qualquer outra coisa que mesmo considerada de adulto (a não ser que estejamos realmente falando de brinquedos...erm, adultos), vai ter que aguentar vários olhares tortos. Você que quer assistir desenhos animados então...hunf, nem pensar. Super-herói? Coisa de criança. Ler quadrinhos? Vê se cresce!

Mas aí vêm as tentativas de prolongar isso tudo. Muitos desenhos recentes já são voltados por pessoas mais velhas. Qualquer animação da Pixar, mesmo que voltada para crianças, tem algumas piadas para um público mais maduro. Filmes de super-heróis são inúmeros, sempre com cenas de ação, sexo e coisas impróprias para menores. E quadrinhos viram graphic-novels. Por que aí pelo menos você pode chamar com um nome que não soe tão infantil.

Mas, olha, queria mesmo era largar isso tudo, passar numa loja de brinquedos, espernear até meus pais comprarem o que eu quero e voltar pra casa e assistir desenhos animados pro resto do dia. Realmente, já dizia a música: melhor é ser criança.

Infância

Os membros do Sem Pauta já saíram há um tempinho dessa fase tão tenra da vida, mas não podíamos deixar a data passar em branco. 12 de outubro é dia das crianças e essa semana no blog será dedicada à nossa infância. Aqueles tempos onde tudo era tão mais simples...

A Sociedade do Anel

"Três Anéis para os Reis-Elfos sob este céu,
Sete para os Senhores-Anões em seus rochosos corredores,
Nove para Homens Mortais, fadados ao eterno sono,
Um para o Senhor do Escuro em seu escuro trono
Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam.
Um Anel para a todos governar, Um Anel para encontrá-los,
Um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los
Na Terra de Mordor onde as Sombras se deitam"



O Senhor dos anéis é, para mim, um dos melhores livros já escritos em todo o mundo. A história e mitologia criadas por Tolkien conseguem te envolver de tal maneira que você pode acabar de ler seus livros e acreditar mesmo que já existiram Elfos, Anões, Magos e Orcs andando pela terra.

Porém não é sobre o livro em si que eu quero falar, mas sim sobre um ponto específico da história: a sociedade do anel, que inclusive empresta seu nome ao primeiro volume da saga. Quando Frodo chega a Valfenda, o conselho decide que o anel precisa ser destruído na Montanha da Perdição. É nesse momento que se forma a comitiva mais bizarra de todas: juntando quatro hobbits, um mago, dois homens, um elfo e um anão, a Sociedade do Anel foi formada.

E, a partir de então, ela é a base para todos os acontecimentos da saga de O Senhor dos Anéis. Para aqueles que vão dizer que a Sociedade se desfez logo no primeiro livro, eu quero mostrar justamente o contrário. Primeiro entenda o que acontece para eles se separarem:

- Boromir é morto pelos Orcs;
- Merry e Pippin são capturados pelos mesmos orcs;
- Aragorn, Legolas e Gimli correm atrás deles;
- Dumbledore Gandalf já está sendo dado como morto desde Moria;
- Sam e Frodo (s2 s2 s2) saem em busca da Montanha da Perdição... sozinhos (uiuiui)

Assim começa As Duas Torres, com a Sociedade do Anel desmantelada. Mas a amizade e o senso de lealdade que eles construíram faz com que todas as ações deles sejam guiadas em prol da Sociedade. Aragorn, Legolas e Gimli correm atrás dos Hobbits porque sabem que não conseguirão abandoná-los nas mãos dos orcs. Quando eles se encontram, a alegria é visível. E tornam a se dividir, mas, nas batalhas, eles sempre se procuram para conseguir apoio.

E no final, tudo mundo está trabalhando para ajudar Frodo e Sam. Eles praticamente se suicidam para dar mais tempo aos hobbits. Muito mais que uma aventura épica, O Senhor dos Anéis é uma aventura baseada na amizade... amizade de uma sociedade com seres completamente diferentes, mas com uma ligação única.

Viva a sociedade alternativa! (não!)



"Viva, viva, viva a sociedade alternativa
Faz o que tu queres
Há de ser tudo da lei"

Assim Cantava Raul Seixas, faz o que tu queres, há de tudo ser lei, mas a gente sabe que não funciona bem assim né?!

Ao ouvirmos essas palavras a primeira coisa que nos vem em mente, pelo menos na minha é: aí que bom seria! Já imaginou fazer tudo o que bem entender, na hora que quiser e sem ter que dar satisfação nenhuma?! Mas a medida que vou construindo essa imagem na cabeça chego a seguinte conclusão: seria um verdadeiro caos! Isso mesmo, poderia ser bom inicialmente, mas imagine toda uma sociedade fazendo o que quiser, sem pensar em uma lei ou nos códigos de conduta, imagine o quão caótico o mundo se tornaria.

A sociedade é por definição um conjunto de pessoas que vivem juntas em uma comunidade organizada. Exatamente! a base de uma sociedade é sua organização, e se todos agirmos de acordo com nossos interesses sem pensar no bem comum, nós estaríamos de fato acabando com o mundo como conhecemos hoje, estaríamos criando um verdadeiro caos, caos com o qual teríamos que conviver, já que seriamos seus causadores.

Meu ponto é: sim, as vezes é chato essa coisa de viver em sociedade. Mas sem essa forma de nos organizarmos, vai saber o que estaríamos fazendo até hoje.. talvez ainda estaríamos puxando os cabelos uns dos outros e brigando por comida... me desculpem, mas prefiro as coisa do jeito que estão.

A culpa é da sociedade


Aconteceu algo de errado? Foi mal na prova? Brigou com o namorado/a? Perdeu o emprego? O ônibus? Insatisfeito com o resultado das eleições? Fale que a culpa é da sociedade! Para um efeito ainda mais dramático, acrescente uma ou mais palavras que na verdade não mudam muita coisa como “pós-moderna” ou “globalizada”. Se quiser, acrescente um filósofo à sua escolha.

Então é só culpar a sociedade pós-moderna, fragmentada no conceito baumaniano, que deturpou nossas relações e instaurou uma cultura midiática, calcada na rapidez e na globalização, que faz com que tudo esteja interligado mas separado ao mesmo tempo e que faz com que nossa vida não seja mais a mesma dos nossos avós (porque aquela sociedade sim que era boa). Tudo isso pra justificar você não ter conseguido acordar cedo naquela segunda-feira.
Porque, né, pra que fazer algo você mesmo se é tão mais fácil culpar a sociedade?

Sociedade



"O homem é um ser social"


E é por esse motivo que o Sem Pauta, para comemorar sua volta, vai falar sobre sociedade. Não se isole, chame seus amigos e acompanhe nossos textos nessa semana.