Preservem o analógico


Todo mundo fala de preservação do meio ambiente, da nossa fauna, flora, dos pobres animaizinhos que sofrem e estão se extinguindo e blablabla. Já pensou no tanto de coisa do nosso dia-a-dia que também está desaparecendo? Já pensou em como a tecnologia está sumindo com tanta coisa? Pois é, elas também precisam ser preservadas.

Acho que comecei a pensar nisso depois de (re)descobrir os prazeres da fotografia analógica. Pra muita gente, é bem mais trabalhoso, tem que revelar o filme (os três rolos na minha mochila e a preguiça de ir num laboratório confirmam isso), não tem a facilidade de ver na hora se a foto ficou boa. Mas fotografar com filme recupera uma espontaneidade da fotografia, o inesperado, e até o seu valor artístico, de certa forma. Sem a quantidade imensa de fotos visualizadas no computador e tendo aqueles negativos e fotos impressas na sua mão, a imagem em si é muito mais apreciada. Eu pelo menos adoro essa materialidade.

Ainda na fotografia, podemos citar as Polaroids. A marca que se tornou símbolo da fotografia instantânea, chegou a falir e foi reaberta com uma série de iniciativas e grupos de pessoas que não queriam ver essa arte morrer. (Doações de câmeras e filmes são bem aceitas. Candidatos ao programa trainee: presentes como esse se qualificam em aprovação instantânea).

Outro campo em que o saudosismo analógico também é presente é a música. Nisso nem vou opinar tanto, porque nem tenho conhecimentos suficientes e nem sei distinguir as maravilhas que, dizem, o som de um vinil proporciona. Mas não faltam pessoas por aí que sentem saudade das velhas bolachas, acompanhada de uma grande vitrola.

E olha que eu sou uma pessoa bem a favor das novas tecnologias. É lançar um produto novo que meus olhos consumistas já brilham e eu quero aquilo que vai revolucionar a minha vida (como se ter sei-lá-quantas-mil-músicas no meu bolso mudassem alguma coisa. Pera. Muda sim. Enfim). Talvez seja esse mesmo desejo consumista que também me faça gostar de coisas antigas. Não sei. Mas eles tem uma magia. Preservem, por favor.

Preservação


Hoje em dia, tá na moda falar de preservação. Salve o meio ambiente, as baleias, a sociedade decadente, o mico-leão dourado, seja lá o que for.
Aproveitando esse clima de sustentabilidade, o Sem Pauta nessa semana vai falar de preservação. Acompanhe

Debaixo das cobertas

O vento frio batia na janela e tudo que ela ouvia eram os últimos acordes da música que tocava enquanto os créditos daquele romance francês subiam. Debaixo da coberta, ela já tinha jogado longe o pote de sorvete (“que clichê!”, ela pensava) e se agarrava ao travesseiro como se ele estivesse ali.

A música parou e o barulho da brisa chegou aos seus ouvidos. Puxou mais uma coberta. Pensava no que falou, no que deixou de falar. No jeito que falou. Nas dúvidas que tivera e no tanto que deixou de fazer por ter pensado no que aconteceria, no como seria se fosse diferente.

O frio do ambiente se confundia com os tremores que ela sentia ao soluçar. Nem se incomodava mais com as lágrimas. Pensava no quanto se sentia idiota naquela situação, mas ninguém ia saber mesmo. Talvez ele pensasse nisso, mas quem se importa? E ela já nem sabia mais o motivo do choro.

O frio aumentou e o vento sussurrou. As cobertas já dominavam o ambiente e ela se sentia pequena, insignificante naquela estrutura monumental que se tornara sua cama. A luz da TV ainda iluminava o ambiente com uma coloração azul quando ela dormiu. Sentiu o frio percorrer a espinha como naquelas vezes em que ele sussurrava no seu ouvido. Estremeceu. Fechou os olhos. O frio não parou, mas o seu amor sim.

Sobre o frio?

Sabe o que eu lhe digo? Eu não lhe digo é nada, porque está fazendo um calor indecente e minha inspiração derreteu.

(uhul! desafiando os padrões do Sem Pauta)


Frio é para os fracos

Minha mãe tem a incrível capacidade de reclamar de todos os tipos de clima possíveis. Quando está calor, ela reclama do tanto que está suando. Quando está chovendo, o problema é a casa fechada e abafada, além dela não poder sair sem se molhar. Se venta, ela reclama que fica fraca e não consegue sair de casa direito. Mas o maior problema é quando faz frio...

Sabe aquelas preocupações que toda mãe tem, do estilo: "Está frio, meu filho. Leva agasalho", ou "Você vai sair sem blusa? Vai pegar uma pneumonia e morrer". Pois é, ela tem todas essas em exagero. Se ela acordar e estiver 5 graus abaixo do normal, já posso esperar que a ladainha de sempre vai começar.

Isso tudo porque eu amo frio e tenho pânico de calor. Adoro sair na rua sentindo aquele vento frio no rosto, ter a sensação que meu nariz é igual ao de um cachorro, que minhas orelhas vão cair de frio... essas coisas. E geralmente eu não sinto tanto frio, o que me faz sempre sair de casa sem blusa de manga comprida, o que causa um pavor enorme na minha mãe friorenta.

Enquanto eu estou de camiseta e bermuda, pronto para sair de casa, ela está de blusa de frio, luva, touca, meia e tênis. E implicando para eu pelo menos colocar uma calça comprida. Coitada, deve ser péssimo não ser atendida por mim.

Mas como eu já disse uma vez, o frio é para os fracos e eu adoro curti-lo de todas as maneiras!

Frio as vezes é bom!




É impressionante como o ser humano reclama! Quando está calor reclamamos, procuramos sempre a sombra e nos perguntamos quando o sol vai nos dar um descanço. Quando está frio, tudo o que fazemos é nos cobrir com agasalhos e mais agasalhos, imploramos por um solzinho e corremos em sua direção quando a menos quantidade de luz penetra por entre as nuvens.

Já faz um tempo que estamos na segunda situação citada, e o que mais ouvimos são reclamações dos mais diferentes tipos, a alegria da maior parte de nós vem sendo o sol que aparece ao meio dia, ahh como é bom! Por mais que eu compartilhe dessa opinião, resolvi fazer diferente, ao invés de falar mal do nosso frio de país tropical - o que implica que exite coisa bem pior, vou falar bem, falar das alternativas que temos de passatempos para esses dias frios, coisas para fazer quando chegamos em casa depois do frio que passamos na faculdade.

Uma boa opção e tomar aquele chocolate quente, que nunca parece uma boa opção no verão, para espantar o frio.Assistir um bom filme embaixo das cobertas, uma boa opção é reunir a galera em casa e fazer um fondue em casa e enquanto isso colocar a fofoca em dia, e por ultimo reservei a melhor de todas as pedidas dormir muito! Fala que esse friozinho não dá um sono!!!


Frio

Tá, talvez não esteja tão frio assim

Nesse momento, fazem 15ºC em Belo Horizonte. E que o sol lá fora não nos deixe enganar. Tá frio.
Então, é no meio de casacos e cobertas que o Sem Pauta vai falar nessa semana desse tempo que nos acamaponhou nos últimos dias: o frio.

Pode ser o que você quiser


Ao dizer “sonhos” nos pode vir várias interpretações à cabeça. Não só sobre a palavra, mas sobre o que eles de fato são. Ontem sonhei que estava na praia comendo um acarajé. Minha irmã sonha em ser uma economista de sucesso e meu sonho agora é tomar um milkshake de ovomaltine. Tem de todos os tamanhos e prazos que você quiser e o legal é que de todos eles você pode tirar alguma coisa.
Se você digitar no Google “significado dos sonhos” vai aparecer uma coisa mais cabulosa que a outra e você não vai saber no que acreditar. Como o Diogo descreveu anteriormente, dá para rir bastante e também dá medo de olhar.
Tem o sonho que sonhamos todas as noites, desde a pedra no meio caminho até a aventura sem pé nem cabeça que você vive com uma pessoa que nunca viu na vida. Assim como podem ter explicações mirabolantes, são explicados cientificamente, de forma mais sensata, mesmo que ainda incompleta, como discorre a Isabella, no post anterior.
E quem nunca ouviu “A vida daquele cara deve ser um sonho.” ou “Nossa, o Leonardo DiCaprio é um soooonho!”. Ah, e por falar nele, lançou agora aquele filme com ele "A Origem" que tem tudo a ver com sonho!! É sonho, dentro de sonho, dentro de sonho. Uma loucura! Recomendo.
Sonho pode ser aquele bolinho doce também, que ninguém sabe direito do que é feito, mas que é bom demais. Pode ser algo que queremos agora, ou daqui a dez anos. Algo que não entendemos ou que sabemos cada detalhe. Algo que estamos construindo e vive em constante mutação. Que pode determinar o que somos ou que determinamos, a partir do que somos. Sonho depende da pessoa, do momento, da vontade, dos desejos, das experiências. Ele certamente é bom, mesmo que algumas vezes não pareça, pois serve para passar alguma mensagem útil ou nos dar gás para experiências interessantes.
Meu sonho agora já mudou: quero comer fodue, porque com esse frio vai cair muito bem! Ixi, meus sonhos momentâneos estão muito relacionados à comida... Isso deve significar alguma coisa...

Borboleta

Fátima acreditava piamente que seus sonhos significavam alguma coisa. Seu livro de cabeceira era o "Significado dos sonhos de A a Z". Sabia de cor o que representava sonhar com dentes, lagartixas, salmões ou mesmo com africanos albinos anões. Ao acordar, ela sempre registrava o seu último sonho no diário e seguia a risca aquilo que ele dizia.

E como toda pessoa que acredita no significado dos sonhos, também jogava no bicho. Toda manhã ia na esquina e apostava nos bichos sonhados na noite anterior. Já havia ganhado algumas vezes com isso. Algumas vezes ficava com preguiça de apostar e se odiava eternamente quando via o resultado e conferia que teria ganho uma grande bolada.

Certa vez sonhou que estava comprando tangerinas e terminou o namoro antes que ele fizesse alguma coisa com ela. Quando sonhou que estava decorando a casa, logo comprou um taça de champagne e deixou na geladeira. E ia vivendo assim, de sonho em sonho de aposta em aposta...

Um dia acordou assustada. Sabia que não significava uma coisa boa, mas também tinha uma forte intuição que precisava apostar naquilo que sonhara. Foi na lojinha de jogo do bicho mais próxima e apostou: borboleta. Saiu do lugar e foi surpreendida pela polícia. Devia ter acreditado no sonho, que previa isso... mas não dava. Precisava apostar. Foi presa, passou um tempo na cadeia e saiu. Foi conferir o resultado daquele jogo maldito e viu que tinha ganhado uma quantidade gigantesca de dinheiro. Nunca mais deixou de acreditar nos sonhos, por piores que sejam os resultados.

Por que sonhamos?


Acho que essa pergunta já foi feita inúmeras vezes e respondida das mais diversas maneiras.

Ninguém menos do que Sigmund Freud contestou a noção bíblica que se tinha dos sonhos serem fenômenos sobrenaturais, o "pai da psicanálise" afirmava que na verdade os sonhos derivavam da psique, e que por esse motivo seriam a "chave" de compreensão para o que se passa dentro de nossas mentes, ele também dizia que os sonhos seriam uma espécie de restos dos dias. Idéia essa que foi confirmada 100 anos depois, de fato o que acontece é que os neurônios mais usados durante o dia, continuam a ser usados durante a noite; enquanto os que são pouco ativados permanecem assim no período noturno.

Quando vivenciamos algo marcante existe uma enorme chance dessa experiência entrar em nossos sonhos. No entanto em nossa vida moderna não é comum termos experiências extremas todos os dias, e por esse motivo os sonhos se tornaram uma mistura simbólica de um monte de coisas.

Podemos sonhar com monstros, situações perigosas, animais ferozes, e todos eles podem simbolizar uma mesma experiência. Mas a pergunta que não quer calar é: de onde vêm todos aqueles sonhos malucos, sem pé nem cabeça?! De acordo com estudos eles vêm de nosso inconsciente, já que nele estão guardadas lembranças adquiridas ao longo de nossas vidas. Quando sonhamos, entramos em um estado, que quase todos já ouviram falar, a famosa fase REM, é o sono REM que embaralha nossas memórias, e as dispõe de uma forma nada habitual. O motivo dessa disposição maluca dos fatos é o simples fato de nosso cérebro estar em altíssima atividade, no entanto no sono REM não temos nenhuma informação sensorial, ou seja, cheiros, imagens, sons estão de fora; o que permite que a atividade sensorial fique livre para ir aonde bem entender, seguindo caminhos já conhecidos - memórias mais marcantes que temos. Ou seja: nossos sonhos com imagens inusitadas seriam uma combinação de uma série de símbolos que já conhecemos de outras experiências.

Dito isso, voltamos a primeira pergunta: sonhar serve para o que? Até hoje tudo indica que sonhos tem a função de simular comportamentos tanto bons quanto ruins (que seriam os pesadelos). Sua função é portanto nos lembrar que certas ações, comportamentos acarretam resultados. Resultados que por sua vez indicam se esse tipo de comportamento deve ser evitado ou não.

Seja para nos precaver sobre algo ou simplesmente para representar nossos desejos, eu digo que sonhar é sempre bom!

Sonhos e seus significados

Eu quase nunca me lembro dos meus sonhos. Tem aquele momento de clareza logo que eu acordo, mas aí vem a lembrança do dia pelo frente e os resquícios do que sonhei à noite desaparecem.

Vez ou outra algum me chama atenção. Conversando com uma amiga pelo MSN, um dia, sobre esse mesmo assunto (ela me contava um sonho meio bizarro que envolvia ela assassinando o Puck de Glee) resolvi pesquisar na internet o significado de alguns sonhos.

Olha, é uma maravilha. Nem sempre eu acredito nesse tipo de coisa e nesse caso não foi diferente. Mas dá pra rir bastante de algumas coisas.

Esse sonho da minha amiga, por exemplo, pode ser interpretado como “desavença em família ou injustiça próxima”. Agora sonhar com um, sei lá, disco-voador, é “de modo geral um sonho auspicioso, revelando melhoria de posição social, econômica e sobretudo melhoras na sua vida espiritual”. Se tiver uma iguana, então, é “acontecimento social fora do comum ou novos amigos.”

O que eu não entendo é como alguém procura o significado de sonhos com coisas tão aleatórias. Alguns são bem óbvios. Sei lá, sonhar com morte é algo bem importante, mas até aqueles elementos bem insignificantes podem ter um significado profundo.

Mas como saber que seu sonho se trata, sei lá, de um quadrado (sinal de “intensa expectativa em torno de problemas cruciais da ordem cósmica relacionados com o mundo material”)? Ou você já ficou curioso por que sonhou com verniz (“Sinal de que você irá progredir e prosperar, mas haja com prudência”) ou com uma sacola (e preste atenção de que era a sacola! “Se era de papel, previne contra embaraços financeiros que podem ser evitados com prudência. Se era de pano, pressagia êxito nos negócios. De couro, significa viagem inesperada. Se estava cheia e pesada é augúrio feliz.”)

Mas tenho que admitir que isso já se tornou uma espécie de rotina. Lembrei de um sonho mais ou menos estranho, lá vou pesquisar o que isso significa. Na maioria das vezes não se relaciona em nada com a minha vida (pelo menos não me lembro de uma traição entre meus sócios depois de sonhar com uma fuga), mas pelo menos é bem divertido.

Todas as descrições desse texto foram retiradas deste site. E você ainda pode descobrir em que jogar no jogo do bicho a partir do que você sonhou!

Sonhos

Como afirma a Wikipedia,

"Para a ciência, [o sonho] é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. (...) Em diversas tradições culturais e religiosas, o sonho aparece revestido de poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência."
Podemos ver os sonhos também como

"Idéia acalentada; aspiração; ideal. Desejo intenso e vivo; anseio, almejo"

Nessa semana o Sem Pauta vai falar dos sonhos que temos, enquanto dormimos ou mesmo acordados. Daquilo que desejamos intensamente ou aquilo que o nosso inconsciente representa. Venha sonhar com a gente

A marca dos 300

This is Sem Pautaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!



Pois é, parece que foi ontem que o Sem Pauta começou. Eu ainda nem imaginava entrar na CRIA quando, no dia 31 de agosto de 2008, houve a primeira postagem aqui no blog. Desde então muita coisa já aconteceu na empresa e aqui nesse espaço. Na época, a diretoria era composta por Jasper, Maísa e Zulato. Pouco tempo depois assumiram Denise, Camila e Lucere; Patrícia, Igor e PC; Buono, Belén e Felipe; e, hoje em dia, a diretoria é composta por mim mesmo, pelo Vandré e pelo Cotó.

E no Sem Pauta também houve revolução. Nesse período os posts passaram a ser mais regulares, mudamos o layout (que ainda está incompleto, by the way), descobrimos o perfil de cada um por seus textos e mais, pudemos exercitar uma escrita descompromissada e divertida por um bom tempo. Parabéns pelo post 300 e que venham os próximos milhões de posts... ainda vamos dominar o mundo! Go jornaliiiiiiiiiiismo, Go!

Estatísticas estúpidas do Sem pauta nesse período:

- 300 posts;
- 715 dias no ar;
- 15 colaboradores;
- 344 comentários (contei isso manualmente, dá um desconto se estiver errado);
- 11.054 visitas e 13.965 visualizações de páginas;
- 122 pessoas chegaram ao blog digitando “moleskine tilibra” no Google (e a gente nem é patrocinado por ela);
- 742 pessoas leram “Contos de Fadas Eróticos”, 562 leram “Comitê Revolucionário Ultra-Jovem” (os dois textos meus) e 500 pessoas leram “O Moleskine”, da Anna Carolina.
- Foram 1 texto da Larissa Arantes, 2 da Jenny, 5 do Nogueira, 5 do Gabo, 9 escritos pelo Megale, 10 da Pabline, 13 da Denise, 13 da Isabella, 14 do Lott, 19 do Pitta, 24 da Anna, 30 da Mandy, 41 do Diogo, 49 do Francisco e 65 do Brunín.
- 1 visita de Oulu, na Finlândia e 1 de Odessa, na Ucrânia.

Todo mundo tem, mas é único



Base. É algo que quase não percebemos a presença, mas é de extrema importância para nós. É como o chão. Às vezes não prestamos muita atenção, mas imagina se ele não estivesse lá? Porém, se pararmos pra pensar, é óbvio que ele é de extrema importância! É como nosso pai. Se ele não nos apoiasse, nos dissesse e mostrasse o que é certo e errado, se não abrisse nossos olhos para as coisas mais bestas, se não nos perdoasse quantas vezes a gente precisa... não sei se poderíamos sobreviver. Acho até que poderíamos ficar loucos!!!
Tudo bem, eu sei que a analogia com o chão foi um tanto quanto infeliz, então, vamos para algo mais próximo e pensar em um amigo: você está andando de mãos dadas com ele e quando vai atravessar a rua tropeça bruscamente. Quem está lá para te ajudar? Isso mesmo: seu best.
O pai consegue ser ainda melhor que um best, pois é alguém que sempre (mesmo!) vai querer o seu bem, um amigo no qual você pode confiar permanentemente, fazer as confissões mais profundas ou idiotas sem que ele te julgue por isso, alguém que sempre vai gostar de você do jeito que você é; acreditar em todo o seu potencial, mostrar seu caminho – ou o que você deve fazer para encontrá-lo - e desejar do fundo do coração que você seja plenamente feliz. E o melhor: faz isso tudo te amando intensa e imensuravelmente, de forma natural. Este é um sentimento verdadeiro e raro, por mais que cada um de nós tenha um pai e a felicidade de receber tal afeto.
Falar de pai me deixa sentimental, pois lembro que não seria a mesma pessoa sem ele. É claro que somos produto do meio, temos nosso próprio pensamento e personalidade, nossa mãe também é o ó do borogodó na construção de nossa identidade, mas o pai é, sem dúvida, uma peça chave do quebra-cabeça. Sou orgulhosa e agradeço pelo meu pai, minha família, todos os dias. Não tenho dúvida que compartilho esse pensamento com muita gente!
TE AMO PAI!!! VOCÊ É O MQTT!!!
E, FELIZ DIA DOS PAIS para todos os pais, bem atrasado, mas que não deixa de ser merecido.

Pais ou País?

Estava morrendo de medo da lei que estava entrando em vigor. Por culpa dela que seu amigo trema tinha sido expulso do país. A última notícia que escutara sobre ele envolvia a Alemanha e alguma coisa relativa a salsichas, não sabia ao certo. Fato é que essa lei também cortava alguns de seus pontos de atuação e estava se sentindo ameaçado.

Juntou-se com o circunflexo e começou a chorar todas as suas mágoas. “Nossos dias estão contados”, “As pessoas nos odeiam”, “vamos ser banidos para o Suriname”. Pânico e exageros vinham dos dois lados. Aos poucos chegou o travessão e sentou-se junto com eles. Se antes ninguém sabia como usá-lo, agora ele estava mais desesperado ainda, porque tudo estava mudando. O circunflexo reclamava de nunca mais diferenciar as palavras e todos choravam pela perda do querido trema.

Na cabeça do acento Agudo, muita coisa passava ao mesmo tempo. O que seria das pobres ideias se ele não pudesse mais ficar em cima delas? E as Assembleias seriam cada vez mais entediantes sem a sua empolgante presença. Jiboias perderiam seu lado mortal, as colmeias perdem o doce e a plateia já não irá aplaudir mais como antes.

Estava com problemas de identidade e não sabia mais onde deveria atuar. Assim como o circunflexo, não ia mais diferenciar as coisas que achava tão diferentes. A suculenta pera não tem mais o toque especial do amigo circunflexo. Os jogos de polo aquático ficam mais sem graças sem a presença do doce agudo.

Mas enquanto fosse necessário, estaria presente. Gostava do português e não queria abandoná-lo. O pior é que nem podia conseguir um Green Card, porque no inglês era o ser mais indesejado. Queria mesmo era arrumar as malas para a França...

Sou tiete do meu PAI


Sou tiete do meu pai! Me pergunto quem não é..

É impressionante como nós construímos uma imagem de nossos pais, eles se tornam super heróis, quando na verdade são seres humanos como todos nós. Mas o que os torna diferentes é o simples fato de serem nossos pais, são eles que nos ensinam a andar de bicicleta, e estão ao nosso lado quando levamos o primeiro tombo. São eles que chegam do trabalho a noite e ainda têm energia para brincar com você.

São eles que, quando você fica mais velho, te buscam nas festas, e depois quando você já tem carteira ficam acordados até você chegar em casa. São eles que não importa a raiva que façamos ele passarem, estarão sempre lá pra você.


Vale ressaltar no entanto, que tudo isso não se aplica somente aos nossos queridos pais, mas também as nossas mães, no meu caso especialmente, cresci com meu pai sempre viajando e foi minha mãe quem nunca deixou que a imagem do meu pai deixasse de estar presente na minha infância. E quando ele voltava de viagem era uma festa! Bom, FELIZ DIA DOS PAIS PARA TODOS OS PAIS!

Tudo sobre meu pai

Esse é o típico tema do Sem Pauta que é tão difícil de colocar em palavras. Ainda mais, porque sei que meu pai provavelmente tá lendo isso aqui (Ele até segue o twitter da cria, oras!)
Então eu comecei a pensar em um texto meio clichê de como todo mundo fala que eu sou parecido com o meu pai e de como cada vez mais eu enxergo isso como um grande elogio. Ou então falar do jeito dele, descrevê-lo até chegar à conclusão, no final do texto, de que eu estava praticamente me descrevendo..

Até pensei em falar de algum assunto que meu pai goste, porque aí eu evitava fazer textos bregas e emocionados. Tecnologia, talvez? Porque se tem algum motivo para eu ser tão viciado em tecnologia, deve ser a influência do meu pai, que sempre está com um computador diferente em casa para consertar. Aí eu contaria algum caso, de alguma visita que eu fiz ao trabalho dele e como, naqueles tempos de internet discada, sentar lá no computador com uma internet minimamente mais rápida era o auge do dia para mim. Mas isso era meio impessoal e não ia mostrar o que eu realmente quero falar pro meu pai.

Ou então eu poderia falar alguma história de Jacinto, terra natal do meu pai e responsável por grande parte das minhas férias na infância. Das longas viagens de carro (12 horas de estrada!) aos passeios de cavalo pela roça, às visitas aos parentes distantes, ao jeito que ele sempre cumprimenta todo mundo que passa lá na rua, independente de quem seja, aos sorvetes tomados em todo fim de tarde.

Pensei em um tanto de coisa que certamente dariam diversos textos engraçados ou emocionantes ou sérios ou interessantes. Mas foi difícil. Resta somente deixar meu desejo de feliz dia dos pais e saber que você entende essa dificuldade de colocar sentimentos em palavras. Te amo, pai.

Pai


"Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai!"

Tá, Fábio Jr. pode ter sido bem brega nessa declaração, mas não deixa de exprimir sentimentos (espero que) comuns aqui do Sem Pauta. E, obviamente, não poderíamos deixar de homenagear nesta semana os nossos queridos progenitores.
Feliz dia dos pais!

O lado ruim da praia

Praia. Sol. Mar. Sombra. Água fresca. É só falar em praia que essas imagens vem a nossa cabeça. (E é só olhar que algum membro do Sem Pauta provavelmente já escreveu algo bem parecido. Para você ver como essa imagem de tranqüilidade é tão predominante).

Minha relação com a praia vem de muito tempo. Não sei quando foi a primeira vez que vi o mar, mas em alguns álbuns de fotos, tem imagens minhas na praia desde algo próximo dos 2, 3 anos de idade. A família do meu pai é de uma cidade no interior de Minas Gerais, bem próximo da divisa com a Bahia. E, quase sempre, quando viajamos para lá, aproveitamos para dar um pulinho em Porto Seguro.

Não me entendam mal, eu gosto de praia. Pelo menos, naquela época gostava mais. Os anos foram passando e minha paciência para praia foi ficando menor. Mas ao invés de ficar relembrando os áureos tempos de mar, sol e descanso, preferi listar algumas coisas que me incomodam na praia. E algumas lembranças não tão felizes dessas viagens.

Olhando assim tudo parece bem. Mas meu Deus, que praia suja!

  1. Família. De novo, não entendam mal. Amo vocês, família! (Sim, vocês estão lendo isso, eu sei). Mas à medida que você cresce um pouco, viajar com os parentes para de ter tanta graça. Especialmente se você estiver naquela fase chata da adolescência.
  2. Areia. Fucking areia. I mean, são minúsculos fragmentos de mineral ou rocha, com tamanhos que variam entre 64 µm (micrômetros) e 2 mm (valeu, Wikipedia!). Não tem como gostar disso. Tomar banho depois de uma ida à praia é sempre um sacrilégio.
  3. Mar. Tem sal naquela água! De novo, não dá pra gostar disso. E aqui, cabe relembrar minha infância no mar. O pequeno Diogo Tognolo não era exatamente um garoto atlético e são incontáveis os caldos que eu tomei quando vinha qualquer onda mais imponente. E, ah, teve a vez que minha prima quase se afogou e eu quase fui junto. Bons tempos...
  4. Vendedores. Se você vai a alguma praia minimamente populosa, prepare-se para uma horda de vendedores gritando e anunciando as mais absurdas coisas, inclusive todos os tipos de comida que você possa imaginar. Argh. Assim, ainda é melhor que levar farofa para a praia...
  5. Sol. Ele queima! Tá, tem protetor solar e tudo mais, ele aquece, sem ele não viveríamos e blábláblá. Mas esqueça o protetor um mísero dia pra ver o que acontece. Serão dias e mais dias depois agüentando a pele ardendo. E, obviamente, agüentando a mania que todo mundo aprece adquirir instantaneamente de dar tapinhas nas suas costas.

Tá, olhando tudo isso, parece que eu não gosto de praia. É verdade que não é exatamente o meu destino preferido, mas considerando-se que nesse momento estou olhando para a tela de um computador, fechado entre quatro paredes e agüentando belo Horizonte, uma praia agora seria muito bem-vinda. Bruno e Isabella, tenho inveja de vocês.

Praia, Sol e Água Fresca


Praia, sol e água fresca, acho que essa é uma das poucas combinações perfeitas que se tem na vida.

Quem não gosta de estar debaixo da sombra com aquela vista, bebendo uma água de coco bem gelada? Tudo bem, admito que conheço pessoas que dizem que detestam praia, apesar de não saber como isso pode ser verdade. Até consigo entender as que dizem que não gostam por causa da areia, eu detesto areia, mas acho que as outras coisas que esse ambiente pode nos proporcionar superam facilmente os possíveis incômodos. Não concorda? Então vamos as provas.

Se o sol está quente demais, nas praias sempre tem uma brisa que pode melhorar a situação, se isso não for o suficiente temos o oceano inteiro a nosso dispor, basta dar um mergulho. Se não é o sol e sim o sal que te incomoda, acredito que a probabilidade de não existir alguma espécie de ducha em qualquer praia hoje em dia é bem pequena, logo isso também tem solução. Se a areia é um incomodo - acredite, eu compartilho essa opinião - existem cangas, toalhas que podem ser levadas e estendidas, ainda é perto demais? Nas praias sempre tem alguém alugando cadeiras e guarda-sóis, então isso também deixa de ser um problema.

Viu como tudo tem solução, agora se até assim você continua não gostando, seja pelo número de pessoas na praia - sempre tem um lugar mais tranquilo, ou por qualquer outra razão, sinto muito você que está perdendo um dia quase perfeito.

Viagem da porra


Calma, não se assuste com o título porque "porra" é o "uai" dos baianos. É só pra incorporar o tema, pois adoro baianos, principalmente quando o assunto é praia. Pois é, praia. Como eu queria estar em uma agora! A primeira coisa que me vem à cabeça é “hakuna matata”, a segunda coisa é água de coco e o resto dá para resumir: relaxamento total, tudo de bom. OK, tem gente que não pensa o mesmo e morre de aflição só lembrando de sol, areia, sal e água, juntos. Mas eu sempre fui apaixonada por praia: estar nela é o meu “momento mágico”, sinto que aquele é o meu lugar. Enfim, deixando o papo mais profundo de lado, eis uma questão intrigante: e as pessoas que trabalham nesse local paradisíaco?
Isso ululou na minha cabeça em uma das viagens para o litoral da Bahia. O moço do quiosque tinha acabado de entregar a porção de petisco e, olhando as crianças serelepes na beirada do mar e a ociosidade dos turistas, pensei, “Coitado desse cara, o ganha-pão dele é servir mesas nessa areia quente enquanto estou aqui comendo aipim e me divertindo, como a maioria das pessoas”. Oxe, coitado nada. O que acontece com ele nas outras estações do ano? Em um verão ele ganha o suficiente para se sustentar durante um bom tempo. Depois, além de sustentar o quiosque com menos movimento, claro, aparecem os famosos “bicos temporários”, que também ajudam. Então esse profissional é muito mais livre, em relação a trabalho, do que qualquer outro que tem apenas 30 dias de férias. Parece bom.
Talvez você esteja inconformado: “Uma pessoa dessa não pode se realizar. Não pode viajar para o exterior, comprar roupas de marca, conhecer o mundo...”. Mas não se preocupe! Isso depende muito do que é felicidade e conforto para cada um de nós. O importante não é ser feliz?
Pois eu já tenho planos, se nada der certo, monto um quiosque de pão de queijo em Salvador. Meu amigo baiano diz que essa ideia é uma "viagem da porra", mas que pode até dar certo. Who knows?

Para ver o nascer do sol

Seu maior sonho era acordar todos os dias olhando o nascer do sol na praia. Passou um bom tempo até escolher o apartamento perfeito. Rodou por vários estados, várias cidades, olhou vários lugares até se decidir por um lugarzinho nas praias de Florianópolis. O lugar era ótimo: tinha vista definitiva, era alto o suficiente para não ser tão incomodado pela movimentação nas ruas e baixo o suficiente para não sentir vertigem ao sair para apreciar a vista de sua sacada.

Todos os dias seguia o mesmo ritual. Acordava bem cedo, preparava seu café, colocava o roupão, enchia sua caneca e sentava-se na sacada, só para apreciar o sol subindo pelo céu. Só então seu dia podia começar na mais perfeita paz. Fez isso até o dia marcado para a sua aposentadoria. O ritual foi todo seguido a risca, mas quando se sentou em sua cadeira de sempre, sentiu que alguma coisa estava diferente...

Sabia que não era com o sol, porque ele estava maravilhoso como em todos os outros dias. O café também estava ok, assim como o seu roupão estava confortável como sempre. Levantou e decidiu curtir seu último dia no escritório. Trabalhara por lá durante os últimos 40 anos e era uma lenda viva naquele lugar. O problema é que um dia você percebe que não se adequa, que sua experiência é sim importante, mas que é hora de dar lugar aos mais novos. Foi difícil decidir pela aposentadoria.

Os amigos de tantos anos fizeram uma emocionante homenagem para ele. Esperava por isso. Sabia que aquelas pessoas que viveram tanto tempo com ele não o deixariam ir embora sem fazer nada. Sob as promessas de visitas constantes, ele foi embora para o seu apartamento com uma sensação muito estranha no peito.

Desde que comprara aquele lugar, era a primeira vez que acordaria no dia seguinte sem as obrigações do escritório. Teria que construir uma nova rotina, mas não sabia direito como fazer aquilo. Dormiu e, no dia seguinte, fez o mesmo trajeto de todos os dias.

Quando o sol começou a nascer, aquele sentimento estranho em seu peito voltou. Mesmo com a sua idade e experiência, tudo aquilo era muito novo para ele. Não havia se casado, não tinha filhos. Vivera uma vida completamente linear, sem muitos problemas. Sentia o peso daquela calmaria e da monotonia só agora, quando se sentou sem preocupações para ver o seu querido sol.

Descobriu que não era mais aquilo que ele precisava. Quando era mais novo, precisava de qualquer jeito um lugarzinho de frente ao mar, para apreciar o nascer do sol. Agora percebia que precisava do contrário. Mudou para o Pacífico e viu que o que ele realmente queria era apreciar as belezas do pôr-do-sol.

Ah, a praia...


Nessa semana o Sem Pauta volta ao normal. Ou quase. Metade do blog está aproveitando a Costa do Sauípe, enquanto a outra metade continua presa aqui em Belo Horizonte. E digo metade, pois agora somos um número par de membros: essa semana marca também a estreia da nossa mais nova autora, Jenifer Batista. Bem-vinda, Jenny!

E neste clima de descanso e/ou volta ao trabalho, não poderia ter tema melhor que algo bem tranquilo...Como uma praia. Pegue sua água de coco, passe bem o protetor solar e aproveite.