Qual era o título mesmo?


Fim de semestre é mesmo algo complicado. (Eu sei que essas reclamações são cada vez mais constantes aqui no Sem Pauta, mas não tem como fugir disso nessa época). E acho que isso tudo já ta afetando meu cérebro.

The facts are these: eu acordo de manhã completamente desorientado, tentando lembrar que dia é, quais aulas terei, o que tem pra fazer. Inevitavelmente vou esquecer de levar algum texto ou coisa assim pra aula. E invariavelmente vou esquecer de fazer alguma coisa programada pro dia.
Esse esquecimento todo também está afetando minha noção de tempo. É tanta coisa ao mesmo tempo, no mesmo dia, que coisas que aconteceram ontem parecem vir de semanas e semanas atrás. (O esquecimento me faz até esquecer das palavras que acabei de escrever. Repare em quantas "coisas" tem nesse mísero parágrafo). Adicione a isso as férias psicológicas em que minha mente parece já estar, e você tem uma pessoa bem confusa e desorientada.

O jeito, então, é tentar me organizar. E hajam agendas, listas, calendários... Espero que seja tudo só estresse de fim de semestre mesmo. Mal posso esperar para poder esquecer tudo isso.

E agora deixa eu ir, porque eu tinha algo pra fazer...O que era mesmo?

Esquecimento

Oi? O que eu to fazendo aqui? Ah, é, tem que postar o texto do Sem Pauta. Sobre o que é mesmo? Até esqueci de pedir sugestões de tema na reunião semana passada. Ah, é, é sobre esquecimento. Eu tinha pensado em um tanto de coisa legal pra falar desse tema, mas o que que era mesmo?
Ah, deixa pra lá, depois eu lembro



(Se todo mundo lembrar de postar, essa será a semana do esquecimento no Sem Pauta.)

To do list

"Woody, Buzz e o restante dos brinquedos são levados para "viver" em uma creche quando Andy vai para a universidade". Sinopse de Toy Story 3



"Naqueles tempos, Sherlock Holmes ainda vivia em Londres e as escolas ainda eram piores do que as de hoje. Mas os doces e os salgadinhos eram muito melhores e mais baratos; só não conto para não dar água na boca de ninguém". Trecho de O Sobrinho do Mago, do livro As Crônicas de Nárnia.



"- Por favor, Luke. Por favor, por favor, por favor...
- Você já bebeu quantos cafés essa manhã?
- Nenhum.
- Mais?
- Cinco, mas o seu é o melhor.
- Você tem problema.
- Sim, eu tenho.
[Servindo o café]
- Viciada.
- Anjo".
Diálogo inicial de Gilmore Girls, entre Lorelai Gilmore e Luke.



"California girls
We're unforgettable
Daisy Dukes
Bikinis on top
Sun-kissed skin
So hot
Will melt your popsicle"
California Guls, nova música da Katy Perry.



Coisas para fazer durante os momentos que eu vou passar tranquilo em casa. Férias. É só isso que eu preciso...

Preciso de...


Eu sempre fui o tipo de pessoa que ficava triste quando as aulas estavam acabando, que sempre gostou de ir pro colégio, e anos mais tarde para a faculdade, nunca fui de ficar rezando para as férias chegarem... Até hoje!

Essa, infelizmente, não é mais minha realidade. Tudo que eu quero e preciso são desses dias sem pensar em faculdade, trabalho, prazos a serem cumpridos ou qualquer outra coisa, que eu faça por que tenho que fazer, e não porque quero.

Preciso dormir, ou até mesmo deixar de dormir! Mas que isso aconteça por diversão. Preciso viajar, mudar os ares, conhecer novas pessoas. Preciso ler, ler algo que não seja Kant, ou qualquer outro filósofo viajando sobre estética! Preciso ir ao cinema, aproveitar tudo, que a tão criticada indústria cultural tem a oferecer.

O que eu preciso mesmo é de tempo, tempo pra fazer tudo isso e descansar, porque não sei se esses dias de férias vão ser suficientes! Mas eu realmente, realmente! Espero que sejam, porque depois... vem mais um frenético semestre pela frente!



Preciso de tempo

Férias. O tempo que eu estou olhando essa página em branco já deve dar uma dimensão de quanto eu quero (e preciso de) férias: não consigo nem mais pensar direito. Essa página do Word aberta com o texto do Sem Pauta, outra com um trabalho gigante para terminar para sexta-feira, dezenas de emails da CRIA para responder e o relógio que não para.

Assim, por um lado é bom que ele não pare, pois aí as férias chegam mais rápido. Por outro, quanto mais devagar passar, mais tempo eu vou ter para fazer tudo antes de tirar (merecidas) folgas. E agora eu já nem sei mais o que quero. Passa rápido ou devagar, tempo? Mas uma coisa é certa: assim que as férias chegarem, o tempo vai passar rápido. E eu ficarei na dúvida se descanso, dormindo o dia inteiro para compensar o sono perdido no semestre ou se eu aproveito para fazer tudo que eu gosto e não tive tempo enquanto estudava e trabalhava. Mas, de novo, uma coisa é certa: o que quer que eu escolha, não vai dar tempo.

Tá vendo? O desespero de fim de semestre me faz ficar triste até com as férias. Já nem sei o que pensar. (Licença, que eu preciso terminar o trabalho. Aaaargh, não vai dar tempo)

Férias para que te quero!


Julho quase chegando e com ele aquela expectativa de finalmente ter uns dias de descanso, nem que sejam poucos. Seja para viajar, ficar à toa, ou mesmo botar em dia tudo aquilo que a faculdade/trabalho não deixaram.
Os membros do Sem Pauta mal podem esperar e, por isso, o tema dessa semana é: Férias para que te quero!

Torcida do contra


De quatro em quatro anos, durante um mês aproximadamente, o mundo - mentira o Brasil para para ver os jogos. Quando eu digo jogos não são só os da seleção brasileira, são TODOS os jogos. O motivo?! Quando não é torcer para seu time, é torcer contra os outros.

O que eu realmente não entendo é porque torcer contra! Na Copa, é fato que o futebol acaba contagiando a todos, mesmo os que não gostam de futebol acabam fazendo uma torcida, mas pra que torcer contra os outros times?! Não basta torcer para que o seu ganhe?!

No meu caso eu torço para a Itália, é isso mesmo eu torço pra Itália! Mas isso não quer dizer de maneira alguma que eu torça contra o Brasil, ou qualquer outro país pra falar a verdade. Torcer para mim é pura e simplesmente torcer a favor do meu time e não contra os que jogam contra ele, ou os que representam uma suposta ameaça. É claro que eu fico triste quando ele perde mas nem por isso desejo que aconteça o mesmo com o outro time, se a Itália perde - e isso se aplica a qualquer time - com certeza teve um motivo, sue desempenho não foi bom o suficiente, e isso não é culpa do outro time, é?!

Na minha opinião, ganha quem merece, torcer contra não adianta nada... o mérito de vencer depende do desempenho do seu time e não do fracasso dos outros... mas isso... é só o que eu acho.

PÓÓÓÓÓÓÓÓOÓÓ

Com um nível técnico tão baixo, não é de se espantar que o destaque da primeira rodada da Copa do Mundo tenha sido a Jabulani, que em dialeto africano quer dizer "bola-indomável-que-faz-curvas-aleatórias". Que o diga o Green, goleiro da Inglaterra. Dentro dos campos a "bola-indomável-que-faz-curvas-aleatórias" está causando pânico nos jogadores, mas fora deles quem está linda e absoluta é a Vuvuzela, ou "corneta dos infernos", em outro dialeto africano.

Ninguém pode falar que não foi avisado de sua chatice com antecedência. Quem assistiu à Copa das Confederações já conseguiu ver o quão insuportável uma corneta pode ser. Uma não, um estádio inteiro lotado com pessoas soprando vuvuzelas. Isso sim é a ideia que eu tenho de um inferno. Eu já imagino um capeta, sentado em seu trono, com um armário lotado de vuvuzelas de todos os tamanho e estilos ao seu lado...

Chegou-se até a cogitar a proibição dessa artigo do demo, mas já disseram que não vão fazer isso. Em parte eu concordo, porque a história das vuvuzelas se confunde com a história dos africanos. Eles sopram aquele troço para tudo, então é muito complicado proibir. E se eu fosse torcedor e estivesse lá, com certeza eu teria a minha vuvuzela e incomodaria todo mundo.

Por outro lado, aquele zumbido que fica nas trasmissões de cada jogo incomoda muito. Pensando bem, deve incomodar muito mais quem está no campo. Perguntado sobre as vuvuzelas, Cristiano Ronaldo, astro playboyzinho português, disse: "Mas há algum jogador que goste? Acho que todos ficam irritados. Os comentários que ouço só dizem mal das vuvuzelas. Quase ninguém está satisfeito, mas faz parte de quem gosta de fazer barulho. É preciso respeitar".



Até entendo os argumentos e respeito, mas minha paciência está indo pro saco. O próximo que vier soprar uma vuvuzela perto de mim vai ter que aprender a soprá-la por outro lado. E tenho dito.

PS1: Sigam a Vuvuzela no Twitter...

PS2: Quer incomodar os coleguinhas? Aperta isso no seu local de trabalho.

PS3: Praystation, Praystation

Copa do Mundo pela internet


Admito que esse foi um dos assuntos mais difíceis do Sem Pauta. É, eu não gosto de futebol. Provavelmente sou parte dos 0,0278% desse país que não está ligando muito pra Copa do Mundo. Mas numa época dessas não tem como não ficar inteirado sobre o assunto, mesmo que você não queira. É o que todo mundo comenta, o barulho das vuvuzelas a cada vez que sai um gol, ou quando não sai um gol, ou quando a seleção perde, quando ganha... E com a internet então não dá pra fugir do assunto mesmo. Olhe na sua timeline do twitter. Provavelmente ela está toda tomada por assuntos relacionados à Copa. Seja um “Cala Boca Galvão”, comentários sobre os jogos, xingamentos às vuvuzelas (e xingamentos à palavra vuvuzela. Por que não podemos falar corneta?), pessoas twittando freneticamente usando as tags dos países só pra aparecer a bandeirinha. Enfim, a Copa está em todo lugar.
E se não dá para fugir, junte-se a ela! Não precisa ser necessariamente assistindo os jogos. Já que você está aí à toa na internet mesmo, aqui vão alguns links úteis e/ou interessantes sobre a Copa do Mundo que não necessariamente envolvam futebol.

Para os amantes do Design, logos das edições passadas da Copa, com algumas curiosidades sobre cada edição

Se o seu campo é mais o Audiovisual, as vinhetas de abertura oficias das edições passadas, a desse ano, além da identidade visual da transmissão da Globo

Para os publicitários, algumas propagandas inspiradas pela Copa

Você também pode acompanhar a Copa pelo twitter, no próprio site do serviço, no Guardian ou na CNN

Para saber melhor quando terá algum jogo, acompanhe a tabela da Copa, que pode ser vista por Seleção, estádio, data do jogo, grupo e tudo mais

E se isso tudo te informou melhor sobre a Copa, vale um serviço de utilidade pública: Aprenda a falar o nome dos jogadores

Copa do Mundo

Começou na última quinta-feira a Copa do Mundo da África do Sul. Quer você goste ou não de futebol, não dá para negar a importância desse assunto em todas as conversas, em todas as notícias, em tudo que nos cerca. Não dá para falar de outra coisa.
E como até a CRIA já está enfeitada de verde-e-amarelo, é a vez do Sem Pauta dar a sua opinião sobre os mais variados assuntos relativos à Copa do Mundo. Acompanhe e não deixe de torcer.

Onde a Magia Acontece!


Disney!!! Nem acredito que esse é o tema da semana do Sem Pauta! Explicar o que é a Disney pra mim é bem fácil... sabe aquelas coisas que são proibidas de se fazer, tipo deixar alguém falar mal de seus pais?! Pois é não falem mal da Disney comigo. Ela é uma das responsáveis pelas melhores lembranças da minha infância!

Eu me lembro de como todos os dias antes de ir para a escola, ou melhor, todas vezes que eu ligava a TV, eu tinha que colocar uma fita cassete da Disney! Me lembro de sentar lá e ficar imaginando como seria ser aquela princesa, como seria ser resgatada por um príncipe, ter fadas madrinhas... pra falar a verdade não era uma história qualquer da Disney era a da Bela Adormecida, como eu queria ser igual a ela...!

Depois de muitos anos assistindo quase que diariamente esse filme resolvi mudar, e A Pequena Sereia se tornou minha história favorita... e é até hoje!

Os personagens da Disney fizeram parte da minha infância assim como o sonho de ir ao Walt Disney World, ver o Castelo da Cinderela, a Minnie e o Mickey...o Pato Donald... sempre me perguntei se seria tão mágico quanto parecia na TV! E anos mais tarde descobri que não era... era mais!

A Disney realmente é a terra onde a magia acontece, quando você chega lá é como se estivesse entrando em um universo paralelo, onde tudo é perfeito, onde não existe tristeza! E quando você vê o Castelo da Cinderela é que sua ficha cai, você realmente está na Disney, vendo tudo que antes era um simples sonho..alí, na sua frente! E por mais que a gente saiba que é tudo um faz de contas, pra quem sempre sonhou com tudo aquilo... aquilo se torna a realidade!

As pessoas fantasiadas são as personagens, você se pega ficando nervosa porque vai ver a Ariel, tirar uma foto com o Mickey! Fica deslumbrada com os espetáculos, com os fogos de artifício, com os efeitos especiais... se envolve nos filmes 3D! E a magia te contagia! Você simplesmente quer ficar por lá, ter essa magia todos os dias, mas uma hora a viagem chega ao fim...

Mas você leva essa mágica dentro de você, e toda vez que você lembra vem um sorriso no seu rosto!

Curto e emocionante

Atualmente, as imagens da Disney está muito atrelada a de outra empresa: à da Pixar. A parceria, que já teve altos e baixos, rendeu ótimos frutos para as duas empresas, como os excelentes Toy Story, Vida de Inseto, Monstros S.A., Procurando Nemo, Os incríveis, Carros, Ratatouille, Wall-e e Up. Mas não é sobre os filmes que eu quero falar. São os curtas metragens que passam antes deles que me interessam.

Antes mesmo da Pixar lançar seu primeiro filme, eles já mostravam seu brilhantismo nos curta metragens. O primeiro deles foi The Adventures of Andre and Wally B, produzido em 1984 e lançado em 1985. A história é bem simples: André acorda no meio de uma floresta. De repente ele encontra com o zangão Wally B, que o persegue depois de André tentar enganá-lo. Assista ao curta:



Em 1986 apareceu o personagem mais emblemático da Pixar. A pequena luminária recebeu o nome de Luxo Jr. e, atualmente, ela é parte integrante da logo da empresa. Vale perceber que é sempre o Luxo Jr. que aparece pulando e destrói o i do nome Pixar...



Em 1987, a Pixar traz para o público “Red’s dream”, que conta a história de um monociclo que se encontra a venda numa loja de bicicletas, por um preço bem mais baixo. Então ele começa a imaginar que está em um picadeiro com um palhaço (que é idêntico à bola do curta Luxo Jr.). Porém o palhaço não atende as expectativas do público e o monociclo começa a tomar conta do espetáculo ele mesmo.



"Tin Toy" foi lançado um ano depois, em 1988. É a primeira vez que há a animação de uma pessoas (no caso, um bebê). O curta conta a história de Tinny, um soldadinho que está completamente apavorado em se tornar o brinquedinho do bebê Billy. Durante o curta, parece que surgiu à Pixar o embrião daquele que seria o seu primeiro longa metragem: Toy Story, pois a principal história de "Tin Toy" é discutir a missão de um brinquedo.



No ano em que eu nasci, 1989, a PIxar produziu "Knick Knack", contando a história de Kick, um mal-humorado boneco de neve que vive preso dentro de um globo de vidro. Tudo piora quando os outros brinquedos o convidam para a farra e ele não consegue se libertar da sua prisão.



Então a Pixar fez uma pausa para a produção do seu primeiro Longa. "Toy Story" foi lançado em 1995 e considerado um sucesso imediato. Os curtas só voltaram a ativa em 1997, com a produção do premiadíssimo "Geri's Game", vencedor do Oscar de melhor curta-metragem no mesmo ano. Nele, um velhinho disputa uma acirrada partida de xadrez contra ele mesmo.



Continuando sua saga vitoriosa, a Pixar lançou, em 2001, "For the Birds". Vencedor do Oscar e do Annie Awards, o curta conta a história de um pássaro muito estranho que tenta se enturmar com um bando de passarinhos que estão em um fio elétrico.



2004 foi o ano de lançamento de "Boundin'" ("Pular", em português). Sinceramente, esse é o que eu menos gosto, por causa de um carneirinho insuportável que passa o tempo inteiro cantando. A melhor parte é quando ele perde os pelos e entra em depressão, até encontrar um coelho gigante (com chifres o.O) que o recupera.



"A banda de um homem só" ("One Man Band"), lançado em 2005 (exibido antes de "Carros"), foi indicado ao Oscar de Melhor-Curta no ano e narra a história de uma menininha que vai jogar uma moeda na fonte e é abordada por dois caras que disputam a atenção (e a moeda) da menina.




Em 2007, foi a vez da Pixar investir em alienígenas. O Curta "Quase Abduzido" ("Lifted") foi exibido antes do belíssimo "Ratatouille" e conta a história de um aprendiz de abdutor (se é que essa profissão existe) chamado Stu. O alienígena tem muitos problemas para trazer um ser humano que dormia até a nave, sendo supervisionado de perto por seu superior, o Mr. B.



Outro curta que foi indicado ao Oscar foi Presto, lançado em 2008 junto com Wall-e (filme que muita gente considera a obra prima da Pixar, mas que não tá lá em baixo no meu Top 5). A grande sacada do curta é seu personagem principal, o coelhinho ajudante de mágico e mal-humorado que tenta a qualquer custo pegar uma cenoura.



Seguindo a linha de lançar seus curtas inéditos junto com os filmes, a Pixar fez um dos que eu mais gosto: "Parcialmente Nublado" ("Partly Cloudy"). Sabe aquela história das cegonhas que trazem os bebês/filhotes? No curta, além desse fator, vemos as nuvens moldando cada um desses seres fofinhos. Exceto a Nuvem nebulosa que é protagonista deste curta, que gosta de fazer animaizinhos das espécias mais perigosas possíveis, como porcos-espinhos e tubarões. A sua relação com a sua cegonha é a mais bonitinha possível.



De todos os curtas da Pixar, o único que eu ainda não assisti foi "Day & Night", o mais recente de todos (lançado junto com "Toy Story 3"). O visual do curta parece fantástico. Curtam uma prévia dele só para ficar, assim como eu, com água na boa.

Cante com Disney

Esses últimos posts do Sem Pauta estão me fazendo voltar no tempo. Depois de relembrar os livros que eu lia quando pequeno, tentei lembrar os filmes da Disney. Lembro perfeitamente das fitas VHS verdes com um selo holográfico para confirmar que ela é original. Comentários aleatórios à parte, o fato é que eu fiquei muitas tardes assistindo clássicos da Disney (lembrando sempre de rebobinar depois!).

E como não dá pra escolher um só, tentei lembrar algo que me chamasse a atenção em todos. E achei! As músicas! Muito antes de qualquer seriado (oi, Glee?) eu me divertia cantando as músicas dos desenhos da Disney. E para completar isso, eu tinha uma fita da Coleção Cante com Disney. Era um volume com músicas do Hércules, se não me engano.



Minha voz nunca foi boa e a timidez nem deixava eu me empolgar muito. Mas adorava ficar cantando, seguindo a letra que aparecia na tela. As músicas de Aladin são de longe minhas preferidas. Da divertida "Amigo Insuperável" à emocionante "Um Mundo Ideal" não dava para não cantar

Mas ficar falando não faz justiça à diversão que era. Então, aumente o som, liberte a criança que existe dentro de você e cante com a Disney!








Disney!


Em 16 de outubro de 1923, os irmãos Walt Disney e Roy Disney fundaram um estúdio de animação. Hoje, a Walt Disney Company é um dos maiores estúdios de Hollywood, proprietária de onze parques temáticos, dona de várias emissoras de TV, e com um valor de mercado estimado em US$ 31.13 bilhões.

Tudo um bando de informação inútil para quem cresceu ansioso pela nova animação dos estúdios, cercado por brinquedos da companhia ou até para quem conheceu o seu famoso parque em Orlando. Porque pode até ser uma grande indústria, mas quando a gente pensa em Disney pensa mesmo é na magia e na alegria que nos trazia (e traz) quando éramos pequenos. E é esse lado sentimental (ou não) da Disney que você vai conhecer essa semana nos posts do Sem Pauta.

Uma história de cada vez...


Parece que todos que escrevem nesse blog tem a mesma dificuldade... escolher um entre tantos livros já lidos. Assim como o Bruno o primeiro livro que me veio na cabeça foi Harry Potter, mas logo pensei que um dos meus colegas teria a mesma idéia e a colocaria em prática. Não foi isso que aconteceu... mas ao ler seus textos decidi tomar um rumo diferente, porque seria realmente muito fácil escrever sobre o bruxinho que marcou a nossa geração.
Decidi então escrever sobre uma série de 10 volumes que me marcou, a do Diário da Princesa ( o que estaria dentro dos meus direito, sendo eu a única membro do sexo feminino do núcleo de Jornalismo ) mas não sei porque, achei que seria meio ridículo ficar falando sobre a história de uma menina comum que descobre ser a princesa de um principado europeu. E mais uma vez fiquei sem saber sobre que livro falar... foi aí que tive a idéia de escrever sobre o que acredito ter sido a minha primeira experiência literária.
Também se trata de uma coleção, dessa vez de quatro livros. Ela talvez seja familiar a alguns de vocês, pois foi mais de uma vez que a vi na casa de amigos.. Uma História por Dia, da editora Abril, em parceria com a Disney foi meu livro de cabeceira por muito tempo, inicialmente minha mãe era quem lia para mim, foi só depois que eu comecei a lê-lo. Uma historia de cada vez, cada noite uma, e além de tudo com os meus personagens favoritos: a Aurora ( Bela Adormecida ), Pato Donald, Branca de Neve, Ariel ( A pequena sereia ) todos da Disney ( que por sinal também é algo que marcou gerações...mas isso fica para outra hora).
Os livros se dividiam de acordo com as estações do ano, e ainda tinham na lateral de cada história do dia uma anedota, que agora são bem sem graça mas que já me arrancaram muitas gargalhadas.
Esse livro marcou minha infância, mas todas as divertidas historinhas tem uma que eu sempre me lembro, a que está no livro Primavera, no dia 9 de novembro: O vestido de pétalas, eu me lembro de como eu queria um vestido igualzinho o da Aurora, feito de pétalas lilases, e de como eu ficava triste quando no meio da história as pétalas murchavam e o vestido se desmanchava. Mas como sempre tinha um final feliz as fadas madrinhas faziam um novo com um pano tão sedoso quanto as pétalas e mais resistente.
São coisas bobas que a gente lembra não?! Mas são elas que colocam um tímido sorriso em nosso rosto quando paramos para pensar nelas... é quando lembramos de como temos momentos bons em nossas vidas que por mais pequenos que pareçam ser, fazem tudo valer a pena ( nossa! Que clichê! Mas é verdade... )

King, sempre ele...

Quando a gente decidiu que o tema dessa semana seria “livros que marcaram”, a primeira coisa que eu pensei foi: “Oba, vou escrever sobre Harry Potter e ser feliz”. Há algum tempo eu venho pensando que as pessoas ainda não se deram conta o tanto que o bruxo marcou essa geração e que daqui uns 20 anos serão os leitores do bruxinho que estarão no poder, assim como hoje em dia os nerds de Star Wars estão lá...

Mas aí eu pensei que ia ser muito fácil. Então eu comecei a pensar em qual livro havia realmente me marcado. Acabei na mesma sinuca que o Diogo relatou em seu post. Foi dar uma olhada nos meus livros e percebi que queria escrever sobre todos. Decidi, então, escrever sobre um que eu li recentemente, mas com certeza já está entre os livros da minha vida.

Alguém se lembra o filme Conta Comigo, que passava sempre na Sessão da Tarde? E de Um sonho de liberdade, que concorreu a 7 Oscars em 1995? E ainda do fantástico O Aprendiz, com Morgan Freeman? Provavelmente você não saiba, mas esses três filmes têm uma coisa em comum: os três são contos de um mesmo livro de Stephen King: Quatro Estações.

“O importante é a história, e não o narrador”. É com essa pré-epígrafe (se é que isso existe) que Stephen King começa um dos livros mais diferentes da sua carreira. Conhecido como o grande mestre do terror, o autor faz uma coisa completamente diferente nesse livro. Em vez de explorar o sobrenatural, ele vai partir para um lado psicológico nunca antes visto em sua obra. Os quatro contos que compõe o livro têm um teor emocional tão forte que é impossível abandonar o livro no meio de algum deles. Como disse King, o importante é a história, não quem está narrando ela... #ahancláudia

Por que o livro foi tão marcante para mim? Porque eu já era um leitor compulsivo de Stephen King. Talvez no lugar de Quatro Estações, eu poderia colocar A Coisa ou Saco de Ossos, os primeiros livros dele que eu li e que me marcaram como sendo os primeiros suspenses/terror que eu tinha coragem de ler. Poderia colocar Mago e Vidro, da série da Torre Negra, que foi o primeiro livro que eu virei a noite lendo. Mas contra tudo e todos, eu elejo Quatro Estações como o livro do King que mais me marcou.

Não sei se foram os quatro contos fantásticos, se foi a recordação da infância ao descobrir que um dos meus filmes favoritos (Conta Comigo) era um conto de King, ou se foi o primeiro parágrafo de conto que deu origem ao filme:

“As coisas mais importantes são as mais difíceis de expressar. São as coisas das quais você se envergonha, pois as palavras as diminuem – as palavras reduzem as coisas que pareciam ilimitáveis quando estavam dentro de você à mera dimensão normal quando são relevadas. Mas é mais que isso, não?As coisas mais importantes estão muito perto de onde o seu segredo está enterrado, como pontos de referência para um tesouro que seus inimigos adorariam roubar. E você pode fazer revelações que lhe são muito difíceis e as pessoas o olharem de maneira esquisita, sem entender nada do que você disse nem porque eram tão importantes que você quase chorou enquanto estava falando. Isto é pior, eu acho. Quando o segredo fica trancado lá dentro não por falta de um narrador, mas de alguém que o compreenda”.

Enfim, simplesmente King.

Quem mexeu no meu raio?

Há muito tempo os deuses gregos passaram a ser apenas lendas. Zeus, Poseidon, Atena, Hades, Hefesto, Hermes... todos eles viraram simples coisas antigas que a gente aprende nas aulas de história. Mas será que eles realmente são apenas lendas? A série Percy Jackson e os Olimpianos vem propor exatamente o contrário. Sua premissa básica é a existência dos deuses até os dias de hoje, incluindo suas possíveis puladas de cerca com mortais, ou seja, os semideuses.

É acompanhando um desses semideuses que O ladrão de raios começa. Tudo gira em torno do desaparecimento do objeto mais poderoso de Zeus, o seu raio mestre. Como ele e os irmãos (Hades e Poseidon) vivem em pé de guerra, Zeus automaticamente culpa um deles.

Entenda a bagunça: Zeus acusa Poseidon de ter roubado o raio. Enquanto isso, todo mundo acha que foi Hades o responsável. E no meio disso tudo está um menino de 12 anos que, até então, nem sabia que era filho do grande deus dos mares, terremotos e cavalos. Esse garoto é Percy Jackson, que descobre que é filho de um Deus ao ser atacado por uma fúria e pelo Minotauro. A partir de então a história se desenvolve até a procura pelo raio de Zeus e eu não vou falar mais nada para não dar spoilers.



Quem levou essa história para os cinemas foi ninguém menos do que Chris Columbus, o diretor dos dois primeiros Harry Potters. E oq eu ele fez? Estragou a história, lógico. Se ele queria fazer de Percy Jackson uma nova saga, ele conseguiu estragar tudo logo no primeiro filme, principalmente pelo roteiro ter excluído o ponto de ligação entre todos os livros da série. [SPOILER]: Tudo é feito graças à ação do Titã Cronos, que está tentando voltar ao poder e destruir o Olimpo, mas Craig Titley, o roteirista, simplesmente ignorou isso [/SPOILER].

Apesar disso, o roteiro tem muitas falhas bestas que poderiam ter sido arrumadas facilmente. Quanto aos personagens, só posso falar que eles foram razoavelmente fiéis aos livros, principalmente porque na história do filme, parece que Percy tem uns 16 anos, ao contrário dos 12 do livro. Só isso já traz mudanças significativas para o personagem, embora Logan Lerman, o ator que faz o Percy, tenha desempenhado um bom trabalho (tanto que chegou a ser cogitado para fazer o papel do homem aranha no próximo filme).



O grande mérito do filme é algo que não faz parte dele, mas sim dos livros de Rick Riordan. Ao trazer os deuses para os dias atuais, ele também os deixa com as características de hoje em dia. O Olimpo migrou para o Empire State Building. Hermes aparece como um corredor mega ocupado com seu celular. Poseidon é um típico praiano e Zeus um homem de negócios. Ponto para os livros e ponto para o filem, que em certo ponto, retrata isso muito bem, como na cena da medusa, em que Percy Jackson a observa não com um espelho, mas com o fundo do iPod.

Assisti ao filme esperando que ele fosse ruim, mas não que distorcesse a história [SPOILER] e os interesses do Luke no final. Ficou parecendo que era ele que queria que tudo terminasse, e não o grande “vilão”, Cronos [/SPOILER]. Decepcionante, mas acaba funcionando para quem nunca leu os livros.

Coleção Vaga-Lume

Muitos livros me marcaram quando eu era pequeno. Resolvi vasculhar meus livros antigos em busca do que falar nesse texto. Nem é por falta de assunto não, é por dúvida de qual escolher. Nem precisou muito.Lá no meio, vários livros se destacavam. Eram alguns da minha Coleção Vaga-Lume. Lançada em 1972 pela Editora Ática, a coleção era voltada para o público infanto-juvenil.

Não tenho certeza se foi o primeiro que eu li, mas me lembro muito bem de um em específico. Era “A Ilha Perdida” da Maria José Dupré. Só tinha um exemplar na biblioteca do meu colégio e alguém começou a ler e disse que era muito bom. Começou uma pequena disputa para ler esse livro. Não lembro qual era meu lugar na fila de leitura, mas não demorou muito para eu botar as mãos em “A Ilha Perdida”. Provavelmente era um livro bem pequeno, mas para a idade era algo já avançado. E eu adorei. De novo, não me lembro da história, nem de nada específico do livro.

Olhar a lista dos volumes da coleção é quase um exercício de volta ao passado. Muitos livros ali me lembram exatamente de momentos da minha infância, outros remetem a alguma situação específica, alguns eu lembro de ter lido sem saber exatamente quando. O Caso da Borboleta Atíria, O Escaravelho do Diabo, Um Cadáver Ouve Rádio, Enigma na Televisão... Todos esses passaram em algum momento pelas minha mãos. As imagens do livros da coleção na contra-capa, então, eram uma delícia. Lembro de ficar vendo quais já tinha lido, planejando os próximos da lista e querendo completar tudo antes dos meus colegas.

Bons tempos...