Livros que marcaram


Todo mundo tem aquele livro de cabeceira, sabe uma frase de cor daquele livro inesquecível, se lembra com carinho da sua mãe lendo aquela história antes de você dormir. Se você é como os membros do Sem Pauta, provavelmente algum livro te marcou. Nesta semana, você descobrirá quais são os nossos.

*foto do tumblr Book Lovers Never Go to Bed Alone, que sempre me faz ficar triste por não ter espaço suficiente em casa para encher de livros.

Compromisso, ou a falta de...

Nada melhor do que postar esse texto atrasado para falar de compromissos. Sim, eu admito que não passei por aqui antes porque estava pensando que poderia usar o meu tempo de plantão na CRIA para escrever meus posts às quintas-feiras. Doce ilusão...

Esse texto, primeiramente, é um pedido de desculpas aos (2) leitores desse humilde blog. Estou sendo relapso e não estou conseguindo me organizar. Arrumei um esquema de controle das minhas atividades, mas ele nunca funciona corretamente porque sempre aparece algum imprevisto para fuder tudo.

O problema é que quando eu tenho milhões de coisas para fazer, de lugares diferentes, eu simplesmente não sei por onde começar. E não começo. Simples assim. Se eu começasse a listar as coisas que estão atrasadas em minhas mãos, eu mesmo ficaria assustado.

Mas eu vou parar de falar de mim mesmo aqui no Sem Pauta. Ele não é meu diário e eu não preciso ficar contando tudo para ele (apesar de sempre me sentir tentado a isso). Fato é que os trabalhos estão cada vez mais batendo na porta de todo mundo. Se eles fossem visitas, você deveria se organizar para recebê-los e fazer isso da melhor maneira possível, afinal você se comprometeu a isso. E nunca receba visitas demais em sua casa, pois você pode simplesmente não dar conta de recebê-las.

Vamos ver aquele trailer?!...quer dizer filme?!


Não sei o que anda acontecendo ultimamente lá pras bandas de Holywood, só sei que está cada vez mais difícil assistir um filme que corresponda as expectativas que são criadas no trailer. Um bom exemplo disso é o filme Robin Hood, quando saiu o trailer e vi que a dupla de ouro Russel Crowe e Ridley Scott estava junta novamente, em mais um filme épico, só pude pensar em Gladiador, ou seja, sucesso na certa!

O que prometia ser a “sequência” de Gladiador, ou seja, um exemplo contemporâneo da Hollywood clássica, com herói e vilão claramente definidos e regido com competência por um cineasta que tem estilo e sabe contar uma história de forma visualmente bonita, foi na verdade uma grande decepção,

Não há dúvida de que os maiores méritos de “Gladiador” estão na combinação perfeita de computação gráfica, cenários e figurinos, utilizados para a recriação do período de glória da dominação romana. Essa mesma combinação era esperada no novo longa do diretor, no entanto o que foi visto foram cenas de batalha corridas, rápidas, faltando algo parecido com uma dinâmica. O figurino era realmente impecável, assim como o cenário que nos contextualizava no século XII da Idade Média.

Quanto a narrativa, e agora falo por mim, esperava que a história fosse do homem que se tornou lenda, do fora-da-lei que roubava dos ricos para dar aos pobres, aos tempos do Rei Ricardo Coração de Leão, do hábil arqueiro que vivia na floresta de Sherwood, e não do Robin antes do hood (pra quem não sabe... hood é capuz em inglês, e é exatamente essa peça de vestuário que deu nome a lenda inglesa, Robin usava um capuz quando roubava dos ricos para dar aos pobres, daí Robin Hood). O filme conta como surge a lenda, e é nesse aspecto que, acredito eu, perdeu o encanto, o que maravilha a todos é o fato do fora-da-lei fazer a própria justiça, são seus atos e suas aventuras que queremos ver nas telonas e não só como nasce a lenda.

Apesar da monografia até aqui redigida sobre o filme Robin Hood, a verdade é que ele é só mais um exemplo de uma série de filmes que vem decepcionando aos fãs de cinema. E esse desapontamento é culpa dos trailers, são eles que nos vendem algo melhor que o próprio filme, que levam todos à uma decepção atrás de outra, atrás de outra... é a edição e montagem, que nos levam aos cinemas, sempre à espera do esperado, e sempre encontrando menos que isso! Filmes piores que seus trailers!

Mas como se diz: a esperança é a última que morre, e por isso continuamos indo ao cinema, por que como nós sabemos em algum momento vamos deparar com um que valha a pena ver de novo! Algo que faça jus a seu trailer.

The end of the world as we know it

O tema da semana do Sem Pauta era “meter pau em filmes”. Assim, com essas palavras mesmo. Mas nessa semana não tem como falar de outra coisa que não Lost. E, infelizmente, o episódio se encaixou muito bem no tema da semana.
O texto a seguir contém spoilers e pode não fazer sentido para quem não vê a série. Pode não fazer sentido pra quem vê também, porque, né, é Lost.


Então...por onde começar?
2004 acompanhamos um avião caindo numa ilha desconhecida, com mistérios que variavam da presença de ursos polares na ilha a números malditos, sussurros na floresta, escotilhas no meio do nada, viagens no tempo. E tínhamos também personagens bem construídos, que a cada flashback nos espantavam com suas novas revelações.
E aí no último capítulo temos um final que parece ignorar tudo isto. Não me entendam mal. De certa forma, gostei da solução dos flash-sideways. Foi emocionante todo mundo reunido ali e foi um final que mostrou bem o crescimento e a evolução dos personagens que tanto acompanhamos. Mas pense bem. Esse foi um final que poderia ter servido para qualquer série. Porque ele não teve relação com nada que aconteceu em Lost nos últimos anos.
Iniciativa Dharma? Eletromagnetismo? Walt? Até mesmo Jacob e o homem de preto? Nada disso teve a ver com os flash-sideways, vendidos como o grande mistério da temporada e da série, que de alguma forma inexplicável iria se relacionar com a linha do tempo principal no último episódio. Sim, de certa forma se relacionou. Mas bem mal.
E eu nem sou das pessoas que viram a última temporada com um checklist em mãos, esperando as respostas das coisas mais insignificantes possíveis. (E não tendo um episódio para falar de algo tão interessante quanto as tatuagens do Jack já me deixou aliviado). Sou super a favor de finais em aberto, que deixem algumas (algumas!) coisas pendentes ou sem uma explicação didática (como a cena do Adão e Eva/Homem de preto e a mother em Across the Sea).
Para mim o grande problema de Lost é querer inovar e se reinventar o tempo todo. A história começou com uma narrativa inteligente, apresentando os flashbacks dos personagens a medida em que os conhecíamos melhor na ilha. E aí tivemos os flashfowards, que foram uma das melhores invenções de Lost (pelo menos a revalação deles no fim da última temporada. Kate, we have to go back está entre minhas cenas preferidas de Lost, se não de toda a televisão). Na quinta temporada viram que precisavam de um novo recurso narrativo. OK, viagens no tempo. Divertido. E na última temporada tentaram inovar com os flashsideways (que, no fundo, nada mais são do que um flashfoward bem adiantado). OK, foi inovador, mas com uma solução que em nada lembra Lost. Lost também fazia questão de inserir novos mistérios e novos personagens o tempo todo, não dando tempo de desenvolver melhor o que já estava presente na série. A última temporada é sintomática disso. No fim, virou tudo uma grande bagunça, querendo tratar de todos os temas possíveis e inserir mais e mais coisas.
Carlton Cuse, Damon Lindelof, admitam que vocês não sabiam do final desde o início da série, vai ser melhor ;]

(No lado positivo, pelo menos, foi um episódio muito bem feito e emocionante. Pra quem viu a série por todo esse tempo, por pior que tenha sido o episódio não deu pra não chorar)

(Esqueci propositadamente de falar sobre a luz. Sério, prefiro esquecer que aquilo fez parte de Lost.)

Cinema estragado



Todo mundo gosta de sentar numa poltrona confortável, pegar um balde de pipoca e assistir um bom filme. Mas quem nunca passou pela sensação de que aquele longa que você esperava tanto é horrível?Atuações ruins, história sem sentido, efeitos mais falsos que uma nota de três reais. Tudo isso pode estragar um filme e nos fazer sair do cinema reclamando
Os membros do Sem Pauta já passaram por isso e nessa semana você vai ter que aguentar nossas reclamações sobre aqueles filmes ruins, em que nada se salva. Prepare-se.

Compromisso e(ra) coisa séria


É engraçado como as vezes nos comprometemos com algo sem nem mesmo saber. Quantas vezes não pegamos alguém nos dizendo: mas você falou...?! Parece, nos dias de hoje, que quando falamos estamos assinando um termo de compromisso, não existe mais dizer algo que: pode ou não acontecer. É tudo no preto ou no branco, sim ou não, as palavras acho e talvez foram banidas do vocabulário.

Quando falamos: acho que vou poder ir... é como se tivéssemos falado: vou poder ir, parece que a incerteza não é mais processada, tudo é certo, e por isso o compromisso se tornou algo banal... perdeu seu verdadeiro significado de assumir uma obrigação.

Se hoje fosse dito o famoso ditado: "Compromisso é coisa séria" acho que não ia fazer muita diferença já que tudo virou compromisso! Não existe mais aquela solenidade de dar a sua palavra, porque todas as palavras são iguais, parece que em algum lugar sombrio da comunicação, os significados se perderam, o compromisso que antes era coisa séria, hoje não é mais, pois tudo é "compromisso"!



Compromisso X Prazer


O estresse pode estar alto, a paciência mínima, mas muitas vezes o que nos resta é continuar fazendo algo. Isso porque temos um compromisso. Nesse sentido a palavra significa quase uma obrigação, então por que fazemos aquilo que nos comprometemos, por que estamos com alguém mesmo nos momentos mais chatos, por que ignoramos tudo para cumprir uma obrigação? A resposta mais simples é porque gostamos disso. E talvez não precise de nenhum outro motivo. (Tá, às vezes, realmente somos obrigados a fazer algo mesmo não gostando como um trabalho da faculdade, por exemplo. Mas qual o motivo de termos escolhido determinado curso mesmo?)

Isso do curso lembra muito minha situação atual. O número de trabalhos e compromissos é exorbitante, mas eu ainda continuo (tentando) fazer tudo. O grande problema é quando o compromisso torna-se uma simples obrigação. Não fazemos mais porque gostamos, mas porque temos que fazer mesmo, pelo simples comodismo de não procurar algo melhor.
Confuso? É exatamente assim que eu me sinto. Tornar o compromisso algo prazeroso é talvez o nosso maior desafio em momentos de dúvida.
(Talvez esse texto faça mais sentido se algum dia você estiver prester a largar o Jornalismo e ver qual é a da Publicidade ou do Audiovisual.)

Compromisso


Segundo a Wikipedia, compromisso é

"a forma, pública ou não, de voluntariamente se vincular ou assumir uma obrigação com alguém, com algum objetivo ou causa. Há diversos tipos de compromissos: compromisso religioso, compromisso amoroso, compromisso de negócios, etc. Ter um compromisso, é marcar uma data, reunião, ter uma ligação, acordo firmado. Promessas solenes; contrato; dívida com prazo marcado; acordo político; convenção."

Para o Aurélio, a palavra significa:

"s.m. Ato pelo qual litigantes se sujeitam a acatar a decisão de um terceiro: preferir um compromisso a um processo. / Obrigação; promessa mais ou menos solene. / Acordo."
E o que é compromisso para os membros do Sem Pauta, você descobre ao longo dessa semana.

Que seja bem vinda a nova rotina


Nada mais apropriado para começar esse texto do que agradecer às boas vindas: Obrigada, Rapazes!
Não há nada como se sentir bem vinda em um lugar. Sabe aquela sensação de que você está no lugar certo, com as pessoas certas? Pois é! É mais ou menos isso que estou sentindo ao entrar na CRIA UFMG JR, apesar da correria, dos prazos a serem cumpridos e da futura perda de horas de sono, tudo parece recompensador.
No futuro essas mesmas horas de sono corresponderão a trabalhos bem feitos, a correria de todos os dias será aprendizado, as horas na empresa darão inicio a novas amizades e fortalecerão antigas. Nossos “veteranos” de empresa que agora nos recebem de portas abertas, são os mesmo que compartilharão suas experiências, que em muito contribuirão para o nosso aprendizado, e que quem sabe me ajudarão a fazer algo memorável para merecer uma descrição no blog?!

Olááááááá enfermeira



Começou mais uma gestão da CRIA UFMG Jr. Agora eu assumi o cargo de diretor presidente da empresa e, juntamente com o Thiago e com o André, vamos formar a diretoria executiva para 2010/1. Ou seja, muito trabalho pela frente, mas está tudo se encaminhando para uma ótima gestão.

Dou boas vindas aos ex-trainees, que agora já são membros oficiais da empresa. Dou boas vindas especiais à Isabella, que agora integra o núcleo mais animado da CRIA UFMG Jr, o Jornaliiiiiiiiiiiiiiiiiiiiismo. Dou boas vindas também a minha mais nova companheira de bolso: a minha lista de afazeres.

Pra que agenda? Só serve para encher o raio da paciência e não me fazer olhar para ela. A lista de afazeres é bem mais simples, porque ela é um pedaço de papel no qual estão escritas todas as coisas que eu tenho para fazer. É só tirar isso do meu bolso e começar a me desesperar com o tanto de coisas para fazer.

Dou boas vindas as minhas novas obrigações e deixo todas chegarem pra perto de mim. Dou boas vindas a uma vida mais corrida, mas mais prazerosa. Dou boas vindas a todos vocês...

#postpessoal

Sobre ciclos e recomeços



Dizem que um círculo não tem começo ou fim. Mas na nossa vida estamos sempre encerrando e começando coisas novas.
Seja no fim de ano (quando todos fazemos nossas promessas para o novo ano), início de um novo relacionamento, início de um novo semestre na faculdade, início de uma nova gestão na empresa. Parece que deixamos tudo para trás e começamos como novas pessoas.
Será mesmo? Inventamos tantos fins e recomeços sem perceber o quanto a nossa vida está entrelaçada. O início de um novo ano às vezes não significa nada mais que uma mudança no calendário.
Mas ainda assim, esses começos servem para nos dar esperança, para deixar para trás o que foi ruim. Para começar de novo.
Todo um grande clichê. Mas acho que é disso que são feitos os recomeços.
Bem vindos a um novo ciclo.

Boas vindas


Essa semana o tema é boas-vindas e nada melhor do que começar dando boas vindas à nossa mais nova integrante: Isabella Melano. Todas as quintas-feiras a Isabella nos mostrará as suas ideias, visões, divagações, histórias, imagens, palavras, o que for.
Que comece a semana então!

Dizer adeus é o mais difícil

Quando o núcleo de Jornalismo decidiu o tema “Despedida” para o Sem Pauta, eu achei que seria um texto bem tranqüilo de fazer. Já tinha organizado todo um texto sobre a gestão 2009/2 na CRIA, falando o quanto eu tinha aprendido, dando adeus aos que saem e boas vindas aos que chegam à empresa... Bem clichê. Mas aí aconteceu algo na sexta-feira dia 23 de abril que me fez escrever algo mais clichê ainda. Mas muito mais difícil de colocar em palavras.

Era por volta de dez horas da noite quando recebemos o telefonema dizendo que minha avó tinha falecido. Uma notícia como essa é sempre um choque. Ela já estava internada há uma semana no hospital, mas segundo o médico teria alta no sábado.

E num caso como essa, a única coisa que consigo pensar é que não tive a oportunidade de me despedir. Tá, minha relação com ela não era tão próxima assim, mas só de lembrar o sorriso que ela abria toda vez que eu a visitava já é o bastante para sentir saudades.

Da última vez que a vi, no seu aniversário de 91 anos, duas semanas antes daquela sexta-feira, ela não se lembrava do meu nome. Com o Alzheimer eu sabia que isso aconteceria logo. E provavelmente já acontecera antes, mas não tinha ninguém do lado dela perguntando como era o nome do neto dela. Restou a ela se envergonhar e tentar se lembrar. Mas tudo bem, vó. Eu sei que a gente pode não ter conversado tanto, mas me lembrarei sempre com carinho de você. Adeus, Efigênia.