Reflexões numa quinta 23:15

Sabe o que é desespero? Se sim, vai conseguir enteder porque não consigo explicar. Não é porque eu não posso por em palvras, é porque eu não quero. Odeio desespero. Tudo mundo odeia. E por isso, dedico este momento a alguém que conseguiu descrever desespero muito melhor que eu, de maneira linda e atraente. Com vocês, a única e incomprável... Nelly Furtado!

Suficiente tiempo - Nelly Furtado

Siete menos veinte y desperté,
al abrir los ojos encontré
un montón de cosas por hacer.
Por dónde empezar me pregunté.

La casa virada al revés.
Los platos del piso, yo no sé.
La niña a la escuela llevaré,
un poquito tarde, ya lo sé.

Es uno de esos días que no das a más,
que en vez de veinticuatro horas quieres cien
para arreglarlo todo y dejarte querer también.

Si suficiente nos fuera el tiempo
yo te amaría constantemente.

Desorganizada me sentí,
corriendo por toda la ciudad.
No me alcanza el tiempo, yo pensé
ni para una taza de café.

Quisiera besarlo cada vez
que viene a mi mente. Yo no sé
cómo podré amarlo sin tener
mi vida ordenada para él.

Si suficiente nos fuera el tiempo
yo te amaría constantemente.

Es uno de esos días que no das a más,
que en vez de veinticuatro horas quieres cien
para arreglarlo todo y dejarte querer también.

Si suficiente nos fuera el tiempo
yo te amaría constantemente.

Si suficiente nos fuera el tiempo
yo te amaría constantemente.

Desespero

Desespero. Essa palavra pode se traduzir em uma série de situações. Quase todas vivenciadas por mim nos últimos dias. Desesperadamente vivenciadas.

Desespero é você estar cheio de coisa pra fazer, com um tempo que nunca é suficiente. Você começa a se programar e anotar todas as tarefas apenas para perceber que elas não cabem nas escassas 24h que o dia teima em ter.

Desespero é quando tudo na sua vida começa a dar errado no mesmo tempo. A vida pessoal enfrenta problemas. A faculdade te enche de textos, provas, trabalhos, mais textos, aulas cansativas e mais alguns textos. O trabalho só te dá trabalho. Desespero é ter que usar esse trocadilho tão tosco.

Desespero é o tic-tac do relógio, o alarme do carro do vizinho, os passos no andar de cima, o cachorro latindo, tudo isso enquanto você quer se concentrar.

Desespero é o contador de emails não lidos, de feeds ignorados no Google Reader, até de tweets que não lerei.

Desespero é encarar a página em branco do Word, com o deadline do texto se aproximando, e ter que escrever sobre tudo o que te desespera. Desespero é ver o quanto você se preocupa à toa. Desespero é ver também o quanto você não se preocupa com o que realmente deveria.





Mas aí vem o alívio de riscar um item da lista de afazeres.

Sapatos literários

SAPATOS. SA-PA-TOS. Só de ouvir isso, mulheres do mundo inteiro começam a gritar alucinadas. É um vício sério, que faz com que elas comprem milhões de pares diferentes, tenham armários só para isso e fiquem horas escolhendo qual deles vai combinar com a calça que elas vão sair à noite. Na literatura isso fica muito claro.

Pense em O Diabo Veste Prada, de Lauren Weisberger. A história gira em torno da moda e de como a jornalista Andy Sachs se muda para Nova York e consegue o emprego dos sonhos: assistente da lendária e toda poderosa Anna Wintour Miranda Priestly, editora da revista Vogue Runway Magazine. No meio disso tudo, grifes e mais grifes. Aos poucos Andy vai se envolvendo cada vez mais com aquele meio e, lógico, com as roupas e sapatos. As capas do livro (versão antiga) e a do filme mostram a paixão pelos sapatos.

Não é só de grifes que vive o mundo da literatura. Outra mulher que se deu bem por causa dos sapatos foi a Cinderela, que foi descuidada e perdeu o seu sapatinho de cristal (que não é nenhuma Arezzo, mas era de cristal...) na escadaria da festa do príncipe. Foi por causa dele que a sua cara metade a achou na casa da madrasta. Ainda bem que ninguém deixou eles caírem...

Será mesmo que é ainda bem? A infeliz se casou. Isso não pode ser considerado uma coisa feliz. Quem se deu bem realmente nem foi uma mulher, e sim um gato. Lógico que eu estou falando do Gato de Botas, que se deu bem explorando o seu dono, transformando-o em um príncipe e ainda angariando uma boquinha.

Porém felicidade é uma coisa relativa. Se eu pudesse escolher, não seria nenhum desses personagens aí de cima. Por mim eu seria um Hobbit, porque eles conseguem viver muito bem sem sapatos. Aliás, alguém quer tentar vender um para eles e seus pés peludos?

Por um par de sapatos

Em um daqueles contos charmosos de Hans Christian Andersen, onde meninas inocentes e lindas são devoradas por animais, morrem de fome/frio ou enfiam adagas no próprio peito, havia uma meninda inocente e linda que viu uma vez um par de sapatos vermelhos numa vitrine. Ela ficou extasiada, mas por uma razão x que não lembro agora (provavelmente ela não tinha dinheiro nem para piscar os olhos e uma mãe à beira da morte em casa, com um bebê recém nacido que lhe sugava o peito até ela virar um cadaver - e o bebê também, claro) a coitada não podia comprar os sapatos.

Uma noite, ela conseguiu, não lembro bem como (provávelmente depois de roubá-los e ter sido espancada por alguem com os próprios sapatos), o seu desejado par de sapatos e os calçou. Maravilhada, sentiu uma energia e começou a dançar freneticamente, atraindo a atenção de todos, que ficaram maravilhados com a sua energia e graça. Foi lindo e maravilhoso, o ponto alto de um conto que só pode acabar mal. E aí chegou a parte ruim.

A nossa linda e inocente moça começou a cansar de dançar, mas os sapatos não paravam. Ela tentou se conter, mas seus pés não ficavam quietos. Desesperada, ela tentou remover os sapatos, mas como se estivessem colados, eles não saíam de jeito nenhum. Portanto, e essa parte do conto eu lembro com luxo de detalhes, ela fez a coisa mais lógica: Ao invés de ir num médico ou num exorcista, ela pegou um machado e cortou os próprios pés fora. Os sapatos, ainda com pés, mas agora sem dona, continuaram a a dançar ao redor da coitada, atormentanto-a para sempre.

Esse Andersen, xô te falar. Tudo isso só por um par de sapatos.

Sneakers


Pode olhar à sua volta. Quase todo mundo deve estar usando um tênis, certo? Isso porque eles são calçados confortáveis, disponíveis nos mais variados modelos e estilos. Bem democráticos. E bonitos.
A origem do tênis data do início do século XIX, quando surgiram os primeiros sapatos com solado de borracha. Posteriormente, eles começaram a ser usadas para a prática de esportes, o que caracterizou os tênis por um bom tempo.
Hoje estes calçados fazem parte do vestuário informal e estão cada vez mais ligados à cultura, com extensas relações com a música, os esportes e a arte.
Parte dessa admiração toda pelos tênis culminou na chamada “cultura sneaker”. Sneaker é o termo em inglês utilizado para se referir aos tênis. Essa cultura surgiu nos Estados Unidos na década de 80, impulsionada pela cultura urbana, pelo hip-hop (a banda Run D.M.C, por exemplo, fez uma música chamada “My Adidas”) e pelo basquete (a Nike se uniu a Michael Jordan para lançar o Air Jordan 1). Atualmente, a internet é um terreno fértil para discussões sobre os sneakers, vendas de modelos raros, informações sobre lançamento de coleções limitadas e customizações de calçados.
No Brasil, pode-se dizer que a cultura dos sneakers começou na década de 90, mas só atualmente vem ganhando força. As lojas começam a ver o potencial desse mercado e os tênis inusitados ganham mais força nas ruas.

E enquanto isso, eu aqui desejando dinheiro infinito para ter quantos pares de tênis eu quiser... Quem disse que apenas mulheres querem um closet só de sapatos?



Para saber mais, uma dica é o documentário Sneakers - Entrando de Sola na Cultura Urbana.

Na sola dos meus pés!

Você não sabe aonde ir? Não tem idéia de para onde vai? Só quer saber de colocar um pé na frente do outro e caminhar até que o caminho acabe? Pois é, que bom, mas tem uma coisa sem a qual você não irá nem na padaria, e são os fiéis... SAPATOS!

Hã? O tema da semana é sapatos? Pois é... até agora eles estavam relegados a contos fantásticos e revistas de moda, mas esta semana você conhecerá muito mais!


Volte sempre

lar
Se eu estou me lembrando bem, o tema do Sem Pauta de algumas semanas atrás foi viagens. Na época eu estava justamente viajando. Sim, era a trabalho, mas lá estava eu. Juiz de Fora, milhões de reuniões, muitas coisas para serem absorvidas e passadas para as outras pessoas.

Semana passada eu também viajei. Era o Encontro Mineiro de Empresas Juniores, o já famoso EMEJ. Foram quatro dias no totalmente excelente campus da faculdade de Viçosa, mas isso significou que foram quatro dias longe da minha querida Belo Horizonte.

Eu me lembro bem de quando viajei para São Paulo. A primeira coisa que eu notei quando desci do avião foi a falta de montanhas. Eu fui criado no meio delas, uai. Para qualquer lado que eu olhe, sempre irá ter uma delas me cercando. Em São Paulo isso não acontecia. Eu olhava para o horizonte e só via cidade, cidade e cidade.

Eu costumo dizer que a melhor parte de uma viagem é quando você vê a sua cidade natal de novo. Lógico que toda as experiências são fantásticas, mas nada melhor que avistar as queridas montanhas mineiras, descer do avião/ônibus/jegue e passar por lugares que você conhece muito bem.

Quando falam que você só sente falta de uma coisa quando você não a tem mais faz todo sentido. Voltar pra casa dá uma sensação de aconchego, de família. Minha próxima viagem já está marcada e espero ansiosamente por ela, porque sei que dá para aproveitar a ida, o meio da viagem e, principalmente, o retorno para casa.

Lar sem aparências

lar


Todo mundo tem aquela visão bonita da palavra “lar”. Um lugar aconchegante, bonito, arrumado... E aí você chega em casa e não é nada disso que tá lá.

Por que o nosso lar também é o lugar em que podemos esquecer as aparências (menos quando tem visita, óbvio. Por que aí dá-lhe varrer a sujeira pra debaixo do tapete). Você pode vestir aquelas roupas velhas e rasgadas, assistir aqueles programas vergonhosos, jogar o tênis em um canto qualquer e deixar tudo bagunçado.

E por que eu to falando tudo isso? Por que estou usando uma camisa vergonhosa das Olimpíadas do meu antigo colégio, olhando a pilha de papéis se acumular em frente ao computador e com uma vontade de ligar a TV e ver o que os programas de fofoca tem pra me contar. Mas eu tô no meu lar, então eu posso.

Depois de um longo dia

lar
Cheiro de biscoitos recém saídos do forno, um sofá aconchegante e uma mamãe de avental te comprimentando com um beijo... ok, provávlemente essa não é a imagem que você recebe quando chega em casa (mais para uma casa vazia, um capítulo da novela e um jantar na geladeira), mas não há como negar: Tudo mundo adora o LAR, DOCE LAR!