Só mais uma coisa

Tinha que esperar dar meia noite, para ter certeza de ser o último... e porque há algo de natalino nas meias-noites.

É inevitável, quando chega o Natal, sentarmos e revermos um pouco nossas vidas. Talvez aqueles negoço de ter sido bom o ano inteiro pra ganhar presente (a maior mentira de todas, pois se fosse assim, ninguém ganhava presente) fica conosco muito após de parar de acreditar em Papai Noel. A gente ainda sente que precisa pensar sobre nosso comportamento durante o ano nesse momento.

Como eu fui este ano? Às vezes nosso primeiro instinto é nos comparar a outros. Fui melhor que fulano, fui pior que siclano. Mas acho que esse não é o jeito certo de se auto-avaliar. Você foi o melhor que você sabe que pode ser? Independente de como foram os outros?

Eu sei que eu não fui. Mas Natal também é época de perdão e de esperança. Então eu me perdôo pelo que fiz de errado, mas não de maneira indulgente. Prometo que não vou fazer mais. E que vou tentar ser melhor. Meu melhor.

Depois disso, só fica virar para alguém e dizer... FELIZ NATAL!

Dia de Papai Noel

Engraçado como as coisas mudam. Quando crianças, esperamos ansiosamente pelo Natal. Já no começo de Novembro ficamos importunando nossos pais para montar a árvore, decorar a casa, iluminar a fachada... e enfileirar aqueles mil Papai Noels pela casa. De pelúcia, de madeira, de cerâmica, de louça, de pano, de plástico, de metal...
A maior emoção é quando a TV começa a veicular propagandas de Natal, uma sensação gostosa inunda nosso corpo, principalmente quando assistimos pela primeira vez no ano. Aquilo é um sinal de que as coisas vão mudar a partir dali. A propaganda de Natal da Globo e da Coca-Cola são as que mais emocionam, é característico delas esse apelo emocional.
O mundo fica mais colorido, todos se entendem mais e você vira uma criança exemplar, aliás o Papai Noel está de olho em você. Lembro de papai falando "não minha filha, não faz isso. Não podemos brigar, você se lembra? É Natal!"
Quando crescemos, essa expectativa pelo dia 25 some e passamos a perceber que o Natal chegou apenas quando as ruas começam a ficar enfeitadas. E novamente, quando a TV começa a veicular propagandas de Natal. Porém elas já não surtem o mesmo efeito. Ao invés da sensação gostosa, pensamos apenas como o ano passou tão rápido dessa vez. Triste não?
Não mais desejamos Feliz Natal para todos que encontramos com um mês de antecedência. Não passamos mais horas em família decorando nossas casas, de maneira que fique a mais bonita da rua. Não nos preocupamos mais em escrever uma cartinha pro Papai Noel. Não ficamos desesperados pensando no que vamos vestir no Natal, nem tão pouco ansiamos por ajudar a preparar a ceia. Não pedimos para ir passear pela cidade e ver o comércio, as casas e as praças iluminadas à noite. Isso porquê? Porque crescemos e ficamos chatos!
Se a graça do Natal está justamente na expectativa, qual a graça do Natal para as pessoas chatas? Essas que não se empolgam com a magia anterior ao dia 25 de dezembro.
Ganhar presentes? Não pode ser, porque convenhamos! Os únicos presentes bons de Natal são os que recebemos dos nossos pais, namorados e, quando muito, dos avós. O resto dos parentes compra lembrancinhas por comprar, do mesmo jeito que pensamos em comprar para eles "alguma coisa pra não passar em branco". São tantas pessoas, que não podemos nos preocupar em dar algo super especial para cada uma, falta tempo, falta dinheiro.
Então qual é a graça do Natal para as pessoas crescidas? É por que o ano está acabando? Por que vão ter alguns dias de recesso? Ou por que o Carnaval está chegando?

Minha cartinha para o Papai Noel, pedindo meu presente de Natal, vai ser assim:
"Papai Noel, como presente de Natal quero que o Senhor faça uma conta matemática. Se acerte com Papai do Céu e faça assim. Pegue o 2 e o 1 dos meus anos de vida, some e faça com que eu volte a ter 3? Quero muito isso Papai Noel, cansei de ser uma pessoa adulta e chata".Feliz Natal!

Jingle Bells

Eu sei que já é Natal quando eu ouço, entoadas por Simone, as palavras "Então é Nataaal", no que já se tornou um clássico da época. É no Natal também que minha mãe aumenta o número de execuções de Roberto Carlos lá no aparelho de som da sala.

O espírito natalino que contagia muitas pessoas pode ser visto não apenas nas decorações espalhadas por todo o canto (minha mãe, novamente, orgulhosa de passar o primeiro natal num apartamento com varanda já tratou de colocar lá uma estrela e um Papai Noel escalando o prédio). Um dos símbolos do natal para mim são as músicas natalinas. O clássico Jingle Bells, o We Wish You a Merry Christmas, Noite Feliz, Sinos de Belém... Ainda que irritantes quando tocadas à exaustão, elas dão o clima desta época.

Então, para desejar aos leitores do Sem Pauta um feliz natal, vão aí algumas músicas de natal, não tão tradicionais assim.

Feliz Natal, um próspero ano novo (aliás, em que outra época você usaria a palavra próspero se não no fim de ano?) e até 2010!






Natal... ah, o Natal

Vamos admitir que o natal já chegou há mais de um mês, né? Eu sou completamente desorientado com relação a datas, então eu sempre me oriento pela decoração nas lojas. E, pra mim, no meio de novembro já era Natal. Tava tudo enfeitado, promoções começavam a pipocar. Definitivamente era Natal.

Agora faltam só 2 dias para a véspera. E não tem nada mais legal que véspera de Natal. Família toda reunida, comidas gostosas sendo preparadas, árvore piscando o dia inteiro, presentes sendo colocados embaixo dela e um clima que não se repete em nenhuma outra época do ano.

E ainda tem um gostinho especial porque eu finalmente estarei de férias. Sim, férias. Estava esperando para dizer isso há muito tempo. Tá certo que vão ser só três semanas, mas tá valendo. E muito. F-É-R-I-A-S. Como me dá um alivio ao falar isso.

Então eu queria desejar a todos os (2) leitores do Sem Pauta um Feliz Natal, que vocês aproveitem muito esse momento, em companhia daqueles que vocês mais gostem. E deixo quatro cartões de Natal muito legais que eu achei na net... quero ver quem acerta de que filme eles são.







Que seja feliz!

Não preciso fazer muitos floreios, porque o tema desta semana não é nada difícil de adivinhar...


Natal! Amanhã é nosso último dia de trabalho, e para que vocês não sintam saudades, vamos postar todos no mesmo dia! Ou seja, maratona de quatro textos amanhã... você vai perder?

But in the end it doesn't even matter

Me lembro do ano de 2001. Foi quando eu entrei para a 6ª série. Eu era um pivetinho viciado em Pokémon e em Harry Potter. Sim, quase um nerd típico... ainda bem que fui salvo dessa vida, mas isso é assunto para outro post.

Foi mais ou menos nessa época que eu comecei a me interessar por uma coisa que move minha vida hoje em dia, a música. E eu me apaixono fácil por bandas. Consigo gostar de uma banda de metal e, ao mesmo tempo, escutar o pagode do Jeito Moleque. Mas voltemos à história...

Quando ouvi “In the end” pela primeira vez, juro que parei e pensei: “Que música fodástica”. Tá, na época eu não sabia da existência da palavra fodástico, mas o comentário foi algo parecido com isso.

A banda em questão é o Linkin Park, lógico. Eles haviam lançado o Hybrid Theory em 2000, mas foi em 2001 que eles realmente estouraram. Só pra citar algumas músicas do primeiro CD: One step closer, Papercut, Points of Authority, Crawling, além da minha favorita, In the end.

O que mais me chamava atenção era a sonoridade da banda. Eles faziam uma coisa diferente. Tinha um algo a mais que me encantava muito, tipo o flautista de Hamelin ou algo do gênero.

Aí, quando você pensa que não dá pra melhorar uma obra, eles vêm e me lançam o Meteora. Com o perdão do trocadilho, ele caiu como um meteoro no cenário musical. Quem não se lembra de Numb, Faint, Somewhere I Belong, e Breaking the habit (aliás, o nome dessa última sempre me soou como quebrando o coelho, mas deixa pra lá).

Eu já me apaixono fácil, mas com um incentivo desses é impossível de resistir. Aí eles vão lá e lançam uma turnê com o Jay-Z. Ficou péssimo, mas eu me diverti com algumas músicas, vou ter que admitir.

Foi depois de 4 anos do lançamento de Meteora que eles resolvem voltar com um álbum inteiro de inéditas. É então que nasce Minutes to Midnight. Ouvi a primeira vez e pensei: “que merda é essa? Isso não tem cara de Linkin Park”. E não tem mesmo. Os gritos do Chester contra os raps Mike Shinoda estão quase ausentes. A experimentação musical continua, mas tendendo para outro lado.

Enfim, tinha odiado. Mas eu fui escutando, escutando e finalmente percebi que ele não queria ser um sucessor do Meteora, e sim uma coisa completamente nova. Me despi de todos os preconceitos e fui ouvir de novo. E não é que eu gostei? E muito...

As quatro músicas mais comerciais do CD são fantásticas. Leave out the rest, Bleed it out, Shadow of the day e What I’ve done foram o carro-chefe de algo que estava sendo visto como ruim com uma insistência constante.

Sabe porque eu tô falando tudo isso? Porque agora estou num momento overdose. Resolvi escutar tudo de novo... ah, que saudade da minha 6ª série!


In the Zune

Então você acha que o futuro da música digital é fa Apple e que ninguém pode enfrentar o iPod e seu irmão musculoso, o iPhone?

Pois muito porvávelmente tem razão. Mas assim como toda Coca tem sua Pepsi, o iPod tem sua competição de segundo lugar que não perde a oportunidade de lhe pasar a perna. E se você, como eu, tem uma birra contra a Apple, deve se perguntar: Quem é essa competição? Onde está? Eu quero!

Ela se chama Zune. É a tentativa da Microsoft de entrar no mundo da música digital que, até agora, tem dado bem certo. Ele é o segundo player mais vendido nos EUA, atrás (e muito atrás) daquele outro. Já está em sua segunda geração, com modelos para todos os gostos (que seguem bem de perto aqueles da Apple), e a revista Wired chegou a declarar que o Zune HD é melhor que o iPhone Touch. Em questão de lojas de música, o Zune Marketplace tem menos variedade que o iTunes, mas o seu software é mais bonito (se bem mais simples) e as opções de subscripção são bem úteis.

Lamentávelmente, este membro da resistance não está disponível no Brasil. Ele só é vendido nos EUA e Canada, então se estiver por lá e quiser estragar um pouquinho o dia do Steve Jobs, não deixe de comprar e esnobar tudo mundo quando voltar.

As músicas de Francisco Ferdinando


Difícil achar alguém que não goste de música. Independente do estilo, a música move muita gente. É o que me mantém acordado nas entediantes viagens de ônibus até a faculdade. Aliás, música é o que me acorda. Literalmente. Porque todo dia eu escolho uma música diferente para colocar no despertador.

E uma das bandas que está sempre presente nas minhas playlists é Franz Ferdinand. Formada em 2002, em Glasgow (Escócia), a banda é composta por Alex Kapranos (no vocal e guitarra), Nick McCarthy (guitarra e backing vocal), Bob Hardy (baixo) e Paul Thomson (bateria).

O nome talvez seja familiar das aulas de história. Francisco Ferdinando, o arquiduque austro-húngaro cujo assassinato deu início à Primeira Guerra Mundial deu nome à banda. Uma de suas músicas, inclusive, escancara essa inspiração. “Bang, bang, Gavrilo Princip/Bang, bang, shoot me Gavrilo” são alguns dos versos de All For You, Sophia, numa irônica canção sobre este assassinato e seu mentor, o membro da organização Mão Negra Gavrilo Princip.

Eu conheci o Franz Ferdinand vendo algum clipe aleatório na TV. Mas foi com Dark of the Matinee que eu me viciei. A dancinha do clipe é algo que até hoje eu tento imitar. O primeiro CD, lançado em 2004, fez sucesso com as músicas This Fire e Take me Out. Em 2005 foi lançado o segundo álbum, intitulado You Could Have it So Much Better, conhecido pelas músicas Do You Want To e Walk Away. E no início deste ano, foi a vez de Tonight: Franz Ferdinand, abrigando músicas como Ulysses e No You Girls.

Para conhecer melhor a banda, o clipe de No You Girls:



PS: Doações de ingressos para o show do Franz Ferdinand no Brasil ano que vem são bem aceitas

Só para seus ouvidos

Desde tempos milenares, seu poder é conhecido nas mais diversas culturas. E cada uma desenvolveu um estilo diferente. Tem os toques do oriente que nos levam a mexer os quadris. Tem as notas do occidente que nos trazem lágrimas aos olhos. Indenpendente de qual for seu gosto, não negue: Você não viveria sem música!




Nesta semana, você vai passear pelos mais diversos gostos musicais... e diga lá, Vitor Hugo, o que é a música?
"A música expressa aquilo que não pode ser dito e sobre o qual não se pode ficar calado"

Vida longa e próspera!

Todas os blogs, eventualmente, tem um texto que puxa o saco de alguém. Com esse não poderia ser diferente. E quem, pergunta-se você, será o beneficiado? Ninguém outro que J. J. Abrams.

Não vou assumir que você já ouviu falar. Muito provavelmente sim, mas pode ser que não. Suponho, no entanto, que você já tenha ouvido falar de Lost. Lost, sendo o seriado tremendamente famoso que é, é uma das obras mais famosas de Abrams. O que é meio injusto, porque ele é meio desligado da série, e ultimamente nem tem muita participação. Vou, portanto, focar nas duas realizações de Abrams que considero mais importantes: O seriado Fringe e o remake de Star Trek (que, como vem de uma série, é válido tratar nesta semana).

Fringe, como já disse algumas vezes neste blog, é um dos melhores seriados que existem. No seu gênero, ficção científica, é o melhor que já vi. Comparado de inicio com o Arquivo X, a série segue a agente do FBI Olivia Dunham, o cientista Walter Bishop e seu filho Peter enquanto estes investigam uma série de casos bizarros (parte do que se chama o “Padrão”) e explicáveis somente pela “ciência de borda” (fringe science). Desde teletransporte a telepatia, nada escapa ao trio, que vai revelando que suas próprias vidas são tão interessantes e suspeitas como os casos que investigam.

Tenho que admitir que, em parte, meu amor pelo seriado se deve à atriz Anna Torv, que interpreta Olivia. Ela é simplesmente perfeita para o papel. Seus colegas não ficam atrás, mas ela é maravilhosa. Dito isso, a série é de fato muito boa, e, da mesma maneira que Lost, nos engaja com seus mistérios e nos enternece com seus momentos de romance e intriga. A cenografia é muito boa, a produção é caprichada e a redação, na maior parte, inteligente. Estou apaixonado.

Como se não fosse suficiente, Abrams ainda produziu e dirigiu o mais novo filme de Star Trek, acompanhado, inclusive, dos mesmos escritores de Fringe. O filme pode parecer confuso a princípio, como qualquer obra de Abrams, mas ao pouco tudo vai sendo compreendido, numa aventura estonteante que não pára um segundo. Os atores foram bem escolhidos (aliás, só para ver o Sylar de Heroes com as sobrancelhas de Spock eu já assistiria ao filme) e os cenários são realistas (o mais realistas que poderiam ser considerando-se que é Star Trek). O melhor é que as duas horas passam em uns minutos, já que o script mistura piadas e diálogos emotivos com uma freqüência calculada, nunca nos fazendo sentir que nada está acontecendo. Fazia tempo que não via um filme tão simples e bom ao mesmo tempo, e não consigo esperar pelas seqüências (há mais duas no forno, com os mesmos autores).

Enfim, o que posso dizer? Acho que de agora em mais, tudo o que tiver o nome J. J. Abrams na capa vai ter minha fidelidade. Eu sei, eventualmente eu vou ver alguma coisa péssima, mas assim como pude perdoar o mais novo e desastroso vídeo musical da minha musa, Shakira (um vídeo, aliás, de uma música muito boa), eu vou conseguir perdoar os erros de Abrams. A não ser que Fringe fique ruim. Em cujo caso... não quero nem pensar.

Smart is the new sexy

Os mesmos criadores de Two And a Half Man (Chuck Lorre) e Gilmore Girls (Bill Prady). Um culto discarado e bem feito a todos os maiores ícones nerds. Físicos com PhD tentando interagir com o mundo. Uma loira gostosa que deixa todos babando. “Onde eu consigo encontrar isso tudo?” - você deve estar se perguntando... a resposta é simples: essas características são as de uma das melhores séries de humor atuais. É claro que eu tô falando de The Big Bang Theory.



O episódio piloto começa com Leonard Hofstadter (Johnny Galecki) e Sheldon Cooper (o fantástico Jim Parsons) indo doar esperma para conseguir aumentar a velocidade da internet do apartamento que dividem. Quando voltam para casa, uma nova vizinha está arrumando suas coisas. Ela é Penny (Kaley Cuoco – a loira gostosa em questão) e sua chegada é que vai ser o ponto de partida.

Imagina só dois completos nerds tendo que conviver com uma vizinha gostosa. E para completar, os dois únicos amigos de Sheldon e Leonard também são muito parecidos com eles. Howard Wolowitz (Simon Helberg) é um engenheiro judeu que mora com a mãe e tenta, eu disse tenta, ser o mais mulherengo e pegador. Rajesh koothrappali (Kunal Nayyar) é um astrofísico indiano completamente tímido que não consegue falar com mulheres sem estar sob o efeito do álcool.

Mas isso é só um panorama bem rápido do que é The Big Bang Theory (ou TBBT). O mais interessante na série são os diálogos e a interação entre os personagens. Howard e Raj praticamente formam um casal. Leonard e sua busca incessante pela Penny são outro ponto interessantíssimo.


Só que quem rouba a cena é mesmo o Jim Parsons. Eu acabei de assistir o episódio piloto novamente e notei uma evolução gigantesca no papel do Sheldon. Na primeira temporada tudo indicava para o papel principal ser do Leonard. Na segunda, os produtores já não conseguiam mais lutar contra a geniosidade do personagem construído por Jim. Na terceira (e atual) temporada, Sheldon já é, com certeza, a estrela principal.

Aliás, a terceira temporada está se configurando como a melhor de todas. Alguns pontos negativos das temporadas passadas foram levantados e melhorados. Um desses pontos já foi citado, que é uma maior participação do Sheldon. Outra mudança interessante foi a relação entre alguns personagens. Agora podemos ver Leonard interagindo com o Raj, Sheldon com Penny, Howard com Leonard. E tudo isso provocando situações que estão ficando muito mais engraçadas.



The Big Bang Theory. Um culto nerd, uma história boa e uma série fantástica. Vale muito a pena acompanhar...

É claro que eu esqueci de falar da música de abertura. Mas foi de propósito, porque é mais fácil colocar ela por aqui do que descrever.



E essa é uma das cenas mais clássicas de The Big Bang Theory. Porque placas de sarcasmo muitas vezes são úteis...



BAZINGA!

Life's Short, Talk Fast


Minha paixão por seriados tem um culpado. Duas, aliás. Lorelai e Rory Gilmore.
Criada por Amy-Sherman Palladino, a série estreou em 2000 no canal americano The WB (a atual CW, lar de séries teen como Gossip Girl, Smallville, 90210 e da saudosa Veronica Mars). No Brasil foi transmitida pela Warner Channel. Durou até a sua sétima termporada, em 2007. No fim da sexta temporada, Amy-Sherman abandonou o programa que passou a ter David Rosenthal como produtor executivo e um episódio pior atrás do outro. Mas o seu início... Ah, como era bom.

Gilmore Girls conta a história de Lorelai (mãe solteira, engravidou aos 16, brigas constantes com os pais) e sua filha Rory (a aluna perfeita, bookworm, tímida). Não só uma relação de parentesco, mas principalmente de amizade. As duas vivem na pacata cidade de Stars Hollow, que abriga os melhores personagens secundários que uma série pode ter. Do carrancudo dono do café Luke ao prefeito Taylor à indie filha de uma religiosa fervorosa Lane à Babette, Miss Patty... Todo aquele clima de cidade do interior, onde todo mundo se conhece.

Mas o que me fez apaixonar pelo seriado foi o seu roteiro. Longe daquelas frases clichês de séries adolescentes, Gilmore Girls contava com diálogos rápidos (muito rápidos) e uma série de referências que variavam do que há de mais popular (Harry Potter, Britney Spears, Beatles) até aquele autor que ninguém nunca ouviu falar, aquele filme cult, aquele ator desconhecido. Até a rainha dos baixinhos já foi citada em um episódio (“Hey, whatever happened to Xuxa?”, perguntou Lorelai)

Admito que até hoje eu venho tentando falar tão rápido e com tantas referências. Algo que eu só chego perto (e ainda assim longe) de atingir quando tomo muito café (outro vício, aliás, das garotas Gilmore).

Para entender melhor a paixão, abaixo uma cena que eu considero estar entre as melhores do seriado. Pegue seu café e aproveite.


Continua no próximo episódio!

Você conhece muito bem a sensação. Olha as horas incessantemente, o tempo parece ir a velocidade mínima. Quando chega em casa, quase não fala oi para sua família. Prepara o jantar em um piscar de olhos e senta enferente da TV. Chegou de novo, aquele que joga com seus sentimentos e cansa sua inteligência está começando de novo... seu seriado favorito!



Não importa se é de ficção cinetífica, romance ou comédia, tudo mundo tem um. E o seu, qual é? Segue a listra dos 20 finales mais vistos nos Estados Unidos (seu o seu não está na lista, pode ser por que ele ainda não acabou!):
1 M*A*S*H
2 Cheers
3 Seinfeld
4 Friends
5 Magnum
6 The Tonight Show
7 The Cosby Show
8 All in the Family
9 Family Ties
10 Home Improvement
11 Dallas
12 Everybody Loves Raymond
13 Gunsmoke
14 The Fugitive
15 Newhart
16 Star Trek: The Next Generation
17 The Golden Girls
18 Frasier
19 Night Court
20 Full House

Abra a Felicidade

Eu sempre achei as propagandas da Coca Cola fantásticas. As lembranças televisivas mais marcantes da época do natal são, sem dúvida, os comerciais belíssimos da Coca, com seus ursos polares e caminhões de natal brilhantes.

E a explicação para esse lado mais emocional nas propagandas acaba sendo bastante simples: não há concorrência. O que a marca precisa é apenas manter o seu status, mostrar que ela está cada vez mais presente dentro do estilo de vida das pessoas.

Mas fazer o que a Coca faz é sacanagem. Toda produção é inesquecível. A campanha passada, que tinha o slogan de “viva o lado Coca Cola da vida”, trouxe alguns vídeos memoráveis. Quem não se lembra do cara que fazia o som de um telefone com a boca e entregava uma coca para a garota? Ou da propaganda no estilo GTA? Do Senhor Carlos? Quem não cantou What a wonderful World a plenos pulmões ou não se encantou com a Fábrica da Felicidade?

Enfim, foi uma campanha muito bem sucedida. E tudo faz crer que a nova “abra a felicidade” tem tudo para repetir o sucesso. Principalmente vendo as primeiras coisas sendo divulgadas.

Aqui embaixo estão os principais vídeos dessa série lançados pelo mundo. O mais recente é uma música, cantada pelo NxZero eca, pela Pitty e pelo Mv Bill. Eu me afeiçoei mais à versão em espanhol, principalmente porque não achei a versão completa do comercial em português, mas deixa pra lá.

Assistindo todos, posso dizer que o meu favorito é, com certeza, o dos insetos. E o seu?








I'm mAD!

(Este post é um teaser do tema da semana que vem... quem conseguir adivinhar porque ganha um ponto a mais no seu QI!)

Já que estamos falando em publicidade, não dá para ignorar um certo seriado que tomou os Estados Unidos por surpresa e conquistou a crítica e a audiência: Mad Men (o nome quer dizer, literalmente, "homens loucos", mas é um trocadilho com a palavra "ad", que quer dizer "anuncio publicitário").

Mad Men trata de uma agência (fictícia) de publicidade, Sterling Cooper, localizada no Madison Square Garden em Nova York, nos 60s. O foco é a vida de Don Draper, diretor criativo da empresa, e seus problemas dentro e fora do trabalho. Ele é um don juan, e trai constantemente sua mulher, Betty Drapper (a audiência masculina pode conferir um ensaio fotográfico da atriz, January Jones, para a revista americana GQ, no qual ela pousa com considerávelmente menos roupa que no seriado).

A série se tornou famosa por expor a sociedade moralista dos 60s, que pregava valores puritanos mas os desobedecia constantemente. Sua produção caprichada e sua precisão histórica também ganhou elogios e, eventualmente, 9 Emmys e 3 Globos de Ouro. E se você tem preguiça de assistir as três temporadas, fique com um vídeo que narra o seriado em 60 segundos:

publicidade

Publicidade infantil, uma certa covardia digamos. Apelar para o público infantil para a venda de produtos é ruim porque mexe com os sentidos das crianças, que são ingênuas e sem malícia.

Quem não se lembra da campanha publicitária da Parmalat, em que você trocava códigos de barra por bichinhos de pelúcia? Hoje a publicidade infantil foi proibida, mas eu confesso que adorava colecionar aqueles bichinhos. E milhares de crianças se divertiam só de assistir ao comercial, com a música divertida e os bebês cantando e dançando.Lembro que o primeiro bichinho que eu comprei foi um Gambá e minha irmã comprou um Gorila. Não eram nossos preferidos, era o que tinha na loja. Ficamos tão felizes com nossos bichinhos, e nem ligamos que eles não eram fofinhos.
Esperávamos o dia de supermercado para pedir tudo o que fosse da parmalat para ganharmos mais bichinhos para a coleção. Tudo bem que a Parmalat conseguiu o que queria, mas nós também! Completamos a coleção!
Engraçado como os profissionais de publicidade conseguem atingir esses objetivos em que a realização é tão, digamos, distante deles. Pessoas de um certo lugar atingiram crianças em âmbito nacional, que cantavam, dançavam e pediam bichinhos iguais aos que apareciam na Televisão e nas propagandas impressas.Quem nunca tirou uma foto vestido de bichinho? Eu não tirei porque já era uma mocinha, mas minha irmã ficou linda de gatinha. A publicidade em cima dessa campanha foi além do esperado. Estúdios de fotografia também lucraram bastante com a produção de álbuns desses bebezinhos tão fofos.Realmente a publicidade infantil é apelativa, os consumidores estavam comprando os produtos não por vontade prória, mas para agradar seus filhotinhos... é covardia né?
Mas que é fofo, ninguém pode negar.
Que saudades de ser o bichinho da parmalat da mamãe...

A arte na guerra



O tema da semana é publicidade, mas eu vim aqui falar sobre propaganda. Os termos são usados quase sempre com o mesmo sentido, principalmente no Brasil. Em inglês, entretanto, a propaganda é vista como uma forma de comunicação que visa influenciar uma comunidade a favor de uma causa, posição ou ideia. Logo, o termo é quase sempre usado para se referir a anúncios de cunho político ou ideológico. E as guerras se valeram fortemente deste recurso.
Sem entrar nos méritos ou nas discussões sobre a mensagem política de cada uma, é interessante observar estas propagandas. Quase sempre se dirigindo diretamente ao leitor, usando slogans e frases chamativas, procurando demonizar o inimigo.
Mais interessante é observar o caráter artístico destas peças publicitárias. Elas usavam não apenas técnicas de convencimento, mas se aproximavam de movimentos artísticos vigentes na época. E por isso são até hoje admiradas.
Aliás, foi a arte que influenciou os cartazes políticos ou o próprio contexto político influenciou a arte?
O construtivismo russo pode dar uma das respostas a essa pergunta. Segundo seus preceitos, a arte era vista como forma de transformação social. Procurava participar da revolucionarização da população e da construção de um novo modo de vida. Nada mais apropriado para a Revolução Russa e para diversos outros movimentos que fizeram propagandas com uma estética semelhante.
A guerra não era feita apenas pelas ações físicas, mas pelas discussões públicas e pela tentativa de convencer aliados e inimigos. Países e governos se elevaram e caíram, mas pelo menos a mensagem que eles queriam passar continua impressa em forma de arte. Concorde com elas ou não.









Veja mais propagandas soviéticas e da Segunda Guerra Mundial, neste álbum do Flickr