Seriamente seriado

“Está na hora de lhe dizer o que deveria ter-lhe dito há cinco anos, Harry”. “Como vamos poder comer, por que comemos e aonde vamos almoçar?”. “Um menino? Quer dizer, um filho de Adão?”. “Primeira, Edward era um vampiro”. “O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás”. “Ó senhor Frodo, isso é muito duro”. “Sinto muito dizer que o livro que você tem nas mãos é bastante desagradável”.

Reconheceu algumas frases acima? Sabe a que livro elas pertencem? Ficou em dúvida se é do primeiro, do sétimo ou do décimo quarto? Isso é normal, porque um dos charmes desses livros é serem grandes séries. Pra ser mais específico, são séries relativamente recentes (pós-Segunda Guerra Mundial) que fizeram muito sucesso nos anos 2000.

As Crônicas de Nárnia foi lançado em 1950. O Senhor dos Anéis é de depois da Segunda Guerra Mundial. O Guia do Mochileiro de 1979. A Torre Negra começou a ser escrita em 70 e só foi publicada como livro em 1982. Harry Potter estreou no Brasil em 1999, assim como Desventuras em Série. O mais recente é a série Crepúsculo, que começou em 2005.

E praticamente todos eles viraram filmes nos anos 2000 (a exceção é Torre Negra, que pode virar filme ainda nas mãos de J.J. Abrams). Cada um teve uma influência diferente na sua época e teve (ou terá) nas épocas seguintes. O sarcasmo e as críticas de Douglas Adams são inconfundíveis. A mitologia criada por Tolkien foi influência para a grandiosa série western/pop da Torre Negra, do Stephen King. Crônicas de Nárnia vem nesse mesmo embalo do senhor dos Anéis. Desventuras em série é uma série diferente, aliás, são desventuras, não é?

E Harry Potter e Crepúsculo são as maiores febres em questão de livro dos anos 2000. O único deles que eu posso falar com propriedade é o Harry Potter. E é a partir dele que eu posso falar um pouco sobre o fascínio que as séries podem causar. Imagina pegar um livro, ler e saber que ele vai continuar, que as emoções que você sentiu naquele livro estão lá e os personagens que já lhe são familiares estão lá ainda. E isso só melhora com a espera. Acompanhar uma série enquanto ela é escrita é a melhor coisa do mundo. Tem toda a expectativa do período entre livros, do lançamento, do tesão em pegar o livro pela primeira vez e mergulhar para saber mais sobre aquela história.

Enfim, a série acaba sendo nada mais que um livro grande. Mas imagina um livro de 3.000, 4.0000 páginas? Pois é, prazeres que só um livro em série pode te dar...

Crônica de uma literatura anunciada

Meu mundo de leitura está passando por um momento difícil. Antes, eu lia muito. Muito. Às vezes chegava a ser exagerado, como quando li Harry Potter e o Cálice de Fogo em um dia. Não precisava. Mas agora sinto que estou ficando lento. Demorei quase três meses para ler O Colar da Rainha. Tudo bem que ele tinha três volumes e estava em francês (o que me forçava a ler mais lento ou reler algumas partes várias vezes), mas é um livro de Dumas, pelo amor de Deus! Quando recentemente compre a versão integral, em espanhol, dos Três Mosqueteiros, acho que não demorei mais de uma semana. Já comentei isto em outro post, Uma longa estrada cheia de mistérios, no qual atribuí minha lentidão à falta de interesse com as histórias, mas a verdade é que não é só isso.

Depois do Colar, peguei o primeiro livro de uma trilogia muito famosa no mundo anglo-parlante, Fundação, de Isaac Asimov (publicada no Brasil recentemente numa edição muito bonita). Tive a sorte de achar ele em inglês na biblioteca da Faculdade de Letras, e li em menos de uma semana. Nenhum motivo de orgulho, porque o livro é muito pequeno mesmo. E, ao contrário do Colar, que tinha altos e baixos, esse aqui era muito empolgante. Mesmo dividido em cinco histórias diferentes. Foi uma leitura prazerosa e curta, mas não posso atribuir minha rapidez somente a isso: Houve um feriado de por meio. Ou seja, eu tive tempo. Agora, lendo a continuação (Fundação e Império), a história é diferente: Com vários outros textos para ler da faculdade, mais tarefas do meu trabalho e uma prova na semana que vem, o coitado do livro, que é até menor que o primeiro, está sendo lido a passo de tartaruga. E se um livro estimulante encoraja uma leitura rápida, o contrário também é verdade: Demorar para ler um livro pode tirar seu atrativo. Estou gostando da história, claro, mas com a demora para ler, e as pausas entre um bloco de leitura e outro, me perco e não desfruto tanto. Estou fazendo questão, pelo menos, de ler um capítulo cada vez, o que diminui o efeito. Afinal de contas, o livro era publicado em revista. Os leitores esperavam um mês entre um capítulo e outro.

Mas não é só a falta de tempo para ler que me perturba, senão a quantidade de livros que quero ler também. Percebi que faz muito tempo que não leio em espanhol, portanto procurei um clássico para ler depois de terminar a trilogia da Fundação. Pensei imediatamente em Cem Anos de Solidão, que já tentei ler uma vez e parei. No entanto, lembrei que antes dele ainda tenho que ler um que ganhei de um amigo, Amor em Minúscula. Isso sem falar que a GQ deste mês ainda nem acabei, e não falta muito para que ela e sua irmã WIRED do mês que vem cheguem (as duas requerem tempo; afinal de contas, são revistas americanas. Ou seja, gordas). E ainda por cima me deu uma vontade estranha de ler Grande Sertão: Veredas. Pois é. Como vou fazer isso junto com todo o resto de meus deveres e leituras obrigatórias, não sei. E tenho que fazer rápido, porque quero ler algo em francês de novo para não perder o costume. Pois é, Corcunda de Notre Dame, me aguarde. Ainda chego a você.

E, no meio disso tudo, meu próprio livro continua ali, estagnado. Havendo terminado de revisar a primeira parte e tendo dividido a segunda em mais de seis dezenas de cartões (cada um descreve uma cena do livro), simplesmente parei. Deveria, agora, sentar com os cartões, arranjá-los, jogar fora uns, adicionar outros, até conseguir exatamente o que quero e reescrever isso mesmo. O que me desanima, claro, e que parece que não tenho tempo. Mas, como disse um autor que escreve sobre escrever livros, fazer uma coisa quando você tem outras mil não é tanto. É só mais uma. Agora, se escrever fosse o único que eu tivesse para fazer, tenho certeza de que não faria. Porque se há algo que os escritores não gostamos de fazer, é escrever.

Ai, literatura. Não posso viver com você, não posso viver sem você. Ou melhor: Ai, tempo. Quem foi o sem-noção que pensou que trabalhar cinco dias e descansar dois era uma boa idéia?

Quero devorá-los! A todos vocês!!!

não, o tema da semana não é antropofagia. É literatura.

Quando eu era novinha meus pais tinham um grande problema comigo: os livros!
Eles não podiam me levar em livraria nenhuma que eu sentava no chão com vários livros no colo, lendo, folheando, amassando, fazendo as vendedoras tremerem com medo de eu rasgar os livros como uma criança maníaca. Quando eu escutava as palavras : "vamos Amandinha?" eu gelava! Nããão!! Eu queria levar todos os livros comigo!! Não podia sair dali sem eles...
Começava pedindo para me comprarem uns cinco... pedia pedia pedia. Se nao funcionasse, abaixavao número para quatro e assim ia diminuindo o pedido até o último livrinho. Eu não saia da loja sem um livro nas mãos - eu nem queria levar na sacola, ia admirando a capa e as figuras logo no caminho. Quando não ia lendo em voz alta no carro...


Pra você ter noção do quanto eu amo, amava e amarei ler, eu aprendi a ler sozinha! Sim! É verdade, com 5 anos, um ano antes de entrar no antigo terceiro período eu já escrevia minhas historinhas.
Como isso aconteceu? Minha mamãe lia pra mim meus livrinhos favoritos todos os dias, todos os livros, todos os dias... eram da coleção dos Pingos, Gato e Rato, O elefantinho toma banho... e eu de tanto ouvir decorava. Quando ficava sozinha com meus livros ficava repetindo em voz alta e passando as páginas, até que decorei as imagens também e as letras... PUFF!! Entrei no mundo da imaginação SOZINHA!! A partir daí não larguei mais meus livros... nem os dos meus pais.
Meus pais sempre gostaram de ler, e têm em casa uma biblioteca com todos os livros que eu poderia imaginar quando criança. Aquilo pra mim era um sonho. Eu pegava todos, jogava no chão e arrumava cada dia de um jeito. Deitava em cima deles, fazia casinhas com eles. Olhava as capas, lia algumas páginas - não entendia nada dos assuntos de adulto- fazia listas com todos os livros que existiam ali (lógico que eu desistia ainda no décimo livro). Mas era só me procurar na biblioteca quando eu não tava abraçada com meus milhares de animais de estimação. Lá estava eu, feliz da vida! Fuçando naquele amontoado de folhas repletas de palavras prontinhas para serem lidas...
Quando cresci, - na idade óbvio, porque crescer na altura quero até hoje - adquiri uma angústia que me mata!!
Quero ler todos os livros do mundo! Quero saber tudo sobre todos os livros, decifrar cada letrinha de cada página, mergulhar na mente de cada um dos autores, nas histórias e estórias fascinantes e mágicas, tristes, bonitas, alegres, assustadoras... mas não há tempo para tal!
Se eu pudesse ter a melhor profissão do mundo seria : ler livros o dia inteiro! Eu devora-los-ia todos... o quanto mais eu pudesse... Assim, exatamente assim, ao ar livre, deitada na relva com um sapato maravilhoso de oncinha:

Cuidado comigo senhores livros! Ou vos devoro..


Filme, ow

Uma das coisas mais legais da internet são os sites de relacionamento. A possibilidade de interagir com pessoas completamente avulsas, trocar ideias sobre algum assunto e até mesmo descobrir afinidades é o mais interessante em todo esse processo. E são inúmeros exemplos de sites que possibilitam isso.

O mais famoso no Brasil, sem sombra de dúvidas, é o Orkut. Com uma dinâmica parecida, o Facebook traz joguinhos bem viciantes. MySpace para divulgar sua banda, Twitter para ser ouvido, Last fm que usa as músicas que você ouve como parâmetro de comparação, Shelfari e Skoob, que usam os livros. Enfim, são várias redes, formadas por interesses muito diferentes.

Recentemente eu achei um site que se enquadra nesse mesmo perfil, mas que usa filmes como parâmetro. O site em questão é o Filmow, que apresebta uma estrutura muito interessante quando se trata de filmes. Nele é possível ver as estréias do cinema, aquilo que vai vir por aí e o que já está em DVD.

O modelo do site é muito simples. É só fazer sua conta e se divertir =D

A comida da alma

Como minha colega Amanda disse no post dela, a nossa querida faculdade tem um gosto cinematográfico um tanto quanto... questionável. Dá quase medo dizer que estamos indo no cinema, pois já os inquisidores perguntam que filme vamos ver, e ai de quem responde uma bobagem. Se for qualquer coisa divertida ou entendível, pode esquecer. Não vai ser aprovado. Tendo escrito já um texto antes que exprime minhas opiniões sobre o assunto, apresento-o agora a vocês. Disfrutem.

Semana do Cinema Alternativo na cidade. Osvaldo nunca oviu muito, não se interessa. Que vão todos os alternativos lá ver, ele fica em casa com sua Tela Quente.

Esse ano, no entanto, sua esposa insiste que eles devem ir em pelo menos um filme. "Você não tem cultura, Osvaldo, é um ignorante", diz ela. "Vamos. Vai te fazer bem, expandir seus olhares". Expandir só se for meu sono, pensa Osvaldo. Mas quando a esposa encuca com algo não adianta discutir.

A velada começa quando chegam ao cinema. Até que o lugar não é ruim. Pitoresco, poderia se dizer, com seu pequeno restaurante no fundo e uma livraria do lado direito. Osvaldo até sente que voltou a sua juventude, quando cinema não era em shopping. Pode ter sido uma boa idéia.

As opções são variadas: Tem um filme francês, um japonês, um americano e um de uma nacionalidade de que Osvaldo nunca ouviu falar. Ele sugere, tentando se adaptar ao clima, o francês. A mulher retruca instantâneamente. "Ai, Osvaldo, você não sabe nada. Francês é coisa do pasado agora. Vamos ver o japonês. Eles é que sabem de cinema hoje em dia". Osvaldo não discute. Pagam o ingresso, entram na sala e as luzes apagam.

O filme começa. Dois garotos orientais andam lado a lado, numa rua deserta. Eles não dizem nada. Andam por dez minutos, nos quais não acontece mais nada, só isso. De repente, um deles tira a camisa. O outro o imita. Eles continuam andando, tirando a roupa até estarem completamente pelados. Osvaldo quer sair do cinema. A mulher o segura. "Calma, Osvaldo, pára de ser preconceituoso".

Os meninos somem. Surge um cachorro na tela. Ele fica caminhando na rua, até que aparece uma mulher. Ela tem um cinto na mão, com o qual começa a bater no cachorro. O cachorro não se mexe, enquanto a mulher continua batendo. O sangue jorra. O cachorro morre desangrado. Osvaldo se levanta. A mulher o puxa. "Você está sendo um ignorante".

A mulher e o cadáver do cachorro somem. Aparece um carro na rua. Ninguém o dirige. No seu caminho há arvores, que são derrubadas pelo carro ao passar. Por vinte minutos, o carro derruba árvores. Osvaldo dorme. A mulher o arcorda. "Pare de ser um bruto".

O carro e as arvores somem. Surge um casal fazendo amor em câmera lenta. Aos poucos, eles vão virando pedras, até serem dois rochedos um ao lado do outro. Mais trinta minutos de rochedos estáticos. Osvaldo reclama. A mulher o silencia. "Você não tem alma artística".

As pedras somem. Aparece uma vaca. Ela pasta do asfalto, comendo grandes pedaços de concreto. Come por quinze minutos. Osvaldo simplesmente olha para a mulher. Ela não reclama. Os dois saem de fininho.

"Qual era o nome do filme?", pergunta ele, a modo de comentário.

"Yoguro, amigo meu", responde a mulher com amargura.

um extraterrestre nas salas de cinema: EU!

Como uma pessoa pode não gostar de cinema???


Parece impossível, não é? Principalmente se tratando do universo da Comunicação Social, onde as disciplinas falam sobre filmes, todos seus amigos falam sobre filmes, onde respira-se filmes e cinema... onde filmes de besteirol americano são abominados e quanto mais Cult melhor...
Pois deixem-me me abrir com vocês: eu ODEIO cinema!

Pronto, falei!

Gente eu nunca gostei de cinema, os únicos filmes que eu gosto são os da Disney... que hoje em dia não são grandes coisas. Visto que eu sai do último que eu fui assistir, (UP, altas aventuras) TOTALMENTE INXADA parecendo um sapo, de tanto chorar! Quando eu queria me divertir...
Pelo amor de Deus, porque eu quero ver pessoas morrendo? Sofrendo? Gritando? Não gosto de desejar mal aos outros, as vezes falar mal nao maxuca, mas desejar mal? E aí, ver o mal acontecendo, mesmo sabendo que é ficção... não me agrada!
Ou então ver aquele monte de pessoas sofrendo seja lá porque motivo... por doença, porque não é amado...
Ou então ver filmes para me assustar. Meu Deus, eu já me assusto todo dia pela manhã quando apareço em frente ao espelho, porque raios vou querer me assustar mais?
SÉRIO... cinema não me agrada!
Acho incrível a produção, principalmente quando a gente começa a trabalhar com edição de imagens, a gente valoriza o trabalho deles. Porque como é dificil fazer uma cena, editá-la e tudo mais. Mas minha admiração para por aí... não faço questão de prestigir indo à uma sala de cinema...


O que eu gosto? De ler... todo mundo sabe que os livros são mais completos que os respectivos filmes... ou então fazer qualquer outra coisa, que não ver filmes.
OK, as vezes eu vou ao cinema, principalmente porque meu namorado AMA, mas não gosto. O fato é esse e está assumido...
Me sinto um ETÊ na faculdade.. mas nem todo mundo se encaixa sempre né?
E as vezes uma comédia romântica fútil no estilo Legalmente Loira cai bem...

=)

Só preto e Branco?

Quando o tema de cores foi proposto para “tema” do Sem Pauta, a primeira coisa que me veio à cabeça foi, pasmem, um livro. Livros de literatura costumam ser coisas meio chatas, em preto e branco. Mas tem um que foge dessa regra de maneira brilhante. Acho que todo mundo deve conhecer o filme “História sem fim”, que marcou muitas infâncias regadas a Sessão da Tarde. Mas o que pouca gente sabe é que o filme é baseado em um livro, escrito pelo alemão Michael Ende.

E o livro é uma das coisas mais bonitas que eu á vi na minha vida. Ele não é um livro cheio de ilustrações ou um livro com um projeto gráfico fodástico. Pelo contrário, ele é super simples. Mas utiliza uma técnica que me encantou logo ao abrir o livro: as palavras são coloridas.


Você começa o livro lendo uma história completamente vermelha. E essa é a parte em que o garoto Bastian Baltazar Bux rouba um livro chamado “História sem fim” de uma livraria. Esse livro conta a história de Fantasia, um lugar mágico que está sendo consumido pelo Nada.

E é quando ele começa a ler a história que o livro muda de cor. Tudo que é passado em Fantasia ocorre na cor verde. A história é de Atreyu, que tenta lutar contra a dominação do Nada.

A partir do desenvolvimento da história, Bastian percebe que os seres lá de dentro conseguem percebê-lo e sentem sua influência. Até o momento que o próprio menino vai lá pra dentro de Fantasia. Não vou falar mais nada do que acontece quando ele vai pra lá, porque se não o livro perde metade da sua graça!


Enfim, para variar um pouco, o livro é infinitas vezes superior ao filme. Pra quem nem sabia que existia, fica a dia. Pra quem já leu, leia de novo. Pros meus amigos, eu aceito de presente...

Verde, que te quero verde

Já que a Amanda falu do rosa, é minha vez de falar do verde. O verde é minha cor favorita. Sabe, nossa relação é um pouco estranha. Ela é minha cor favorita mesmo se várias vezes eu preferir outras; é como quando a gente mente sobre a idade - só porque queremos outra não quer dizer que não tenhamos a que de fato temos. Parece até que está escrito na mina identidade. "COR FAVORITA: #43 VERDE".

Acho que tudo ficou decidido quando, na quinta série, minha turma foi dividida em dois times, vermelhos e verdes, para umas olimpíadas da escola. Eu encarnei mesmo: Só queria saber dos verdes, blusa verde para cá, bandeira verde para lá, musiquinhas demoralizando os vermelhos... O melhor era que eu não tinha dúvidas: Éramos os verdes. Íamos ganhar. Como se ter a cor verde no time fosse uma garantia indiscutível. A partir de então, adotei o verde como minha cor. Mesmo que ele não sempre fosse a melhor escolha, era a que eu fazia. Era uma espécie de fidelidade. Afinal de contas, antes dele eu não tinha cor favorita, e ele não tinha ninguém que o quisesse como tal (pelo menos não que eu conheça; até hoje não conheço alguém mais que gosta do verde como cor preferida). Eu o adotei e ele me adotou e isso foi tudo.

Hoje em dia, ele ainda é minha cor favorita. Mas no coração, não sempre nas ações... de fato, em roupa, evito o verde. Tem horas que ele me cai bem, mas tem outras que não consigo vê-lo. E tenho que confessar: Me sinto mal quando o ignoro e compro alguma coisa azul ou vermelha. Quando, em um trabalho, dou preferência ao amarelo ou ao laranja. Meu carro é preto, mesmo que a princípio cogitei comprá-lo verde. Coitado do verde. E ele sempre vem quando o quero. Sempre me ajuda quando preciso.

O verde é, como todos sabem, a cor da esperança. Talvez por isso nossa relação seja tão descompromissada assim, porque não se tem esperança o tempo inteiro, só quando se precisa dela. Mas, se a esperança é a última que morre, também será o verde aquele que me salvará quando todas as outras cores me falharem. Pelo menos isso espero.

rosa : must have

Existe alguma menina que nunca teve uma blusa rosa? Ou entao sonhou em ter um edredon rosa na cama? Em ter um tapete rosa de pelúcia no quarto? Em ter um carro cor-de-rosa?

Para nós, leigas, que não podemos ser igual essa pessoa acima, resta-nos sonhar com o carro rosa... mas o resto da nossa vida pode ser rosa!
Imagina uma casa totalmente rosa, com janelas, paredes, telhado... tudo rosa no estilo Barbie de ser... que homem moraria com a gente lá ham? E quem precisa deles, quando temos um mundo de rosa na nossa frente... com cortinas, toalhas e móveis feitos de rosa... A vida fica até melhor quando se acorda e tudo o que tem ao seu redor é rosa, rosa, rosa...

Rosa é cor mais linda do mundo, eu não consigo pensar na minha vida sem rosa.
Quando entro numa papelaria, me dá vontade de comprar todos os itens cor de rosa, mesmo que seja furador de papel, ou um bloco de post-it ou coisas que eu nunca vou usar... como uma pasta para fichas de clientes rosa.
Ursinho de pelúcia rosa, consegue ser melhor do que um ursinho de pelúcia normal.
Bolsa rosa, é a coisa mais linda do mundo! Eu tenho uma crôco rosa que é o MUST HAVE ALWAYS!!! Qualquer produção com ela é A produção.
Quando a gente acorda e coloca uma roupa rosa, a gente se sente melhor, mais feminina. Não é?
Pode ver, rosa é tendência. Todas as revistas femininas tem detalhe em rosa, investem em rosa na capa, nas matéris, nas roupas nos "achados"... algumas como a Capricho adotaram o "pink" como cor fundamental... nem todas tem tanta atitude assim.
Tudo bem que as vezes tudo rosa é um pouco TOO MUCH! Mas um detalhe rosa já muda qualquer objeto. Por exemplo, estampa de zebra com a borda rosa é perfeito. Oncinha com detalhe rosa também. Sapatilha preta com um lacinho rosa, nem fala.
Rosa, quando não é A produção, é o toque final.
Alguém duvida disso?

Hoje eu quero falar de Cinema.

Já pensou o quanto o cinema é importante nos dias de hoje? O tanto de dinheiro que a indústria cinematográfica movimenta, os artistas que ele revela mundialmente, os produtos que ele lança, as histórias que ele conta... Já parou pra pensar o quanto nossa vida é cercada de cinema? E quando as coisas começam a trocar de lugar?

É como dizem os ditados: a arte imita a vida e a vida imita a arte. Ultimamente eu tenho tido um pensamento muito cinematográfico, e isso é algo que acontece com muita gente nesse mundo. No meio de uma conversa, ou no meio do transito, acontece algo que te chama atenção. Algo digno de ser uma cena de cinema.




Os elementos da cena estão no o lugar certo. A luz está perfeita. As falas têm sentimento. Há uma história sendo contada naquele momento. Você quase consegue ouvir a trilha sonora começar a ser tocada magicamente! As vezes o rádio toca aquela música certa. Só falta uma câmera nas nossas mãos pra que possamos capturar aquele momento!

E é assim. Aquela cena corriqueira de um dia qualquer de sua vida se torna um acontecimento, num pedacinho de uma superprodução de Hollywood. Em uma fração de segundos deixamos de ser simplesmente nós e nos transformamos em objeto de interesse de uma platéia imensa que está nos acompanhando desde o início da nossa história.



Tudo isso acontece num segundo de devaneio durante um dia qualquer. Ilusão? Verdade? Nos tempos do espetáculo não sabemos mais o que é verdade e o que é ilusão. Vai que não tem uma platéia em alguma dimensão assistindo a isso tudo e torcendo por um final feliz? Não dá pra saber, O importante é que o show deve sempre continuar.

Mudanças constantes

Uma das primeiras páginas que eu abro ao entrar no computador é a do Google. Não só eu, mas a esmagadora maioria das pessoas. E ela sempre é a mesma coisa: uma página branca, com uma caixinha de pesquisa e a logo do Google. Simples e prática.

Tudo na minha vida mudou depois de colocar como página inicial o igoogle, pois ele agrupa todas as informações relacionadas ao gmail correspondente. Mas isso não é o mais importante. O mais legal de ser levado em consideração ao Google é a sua logo.

Para quem não conhece a atual logo do Google, ela é composta por quatro cores, sendo cada letra composta por elas. Porém, em algumas datas comemorativas do ano, o Google nos apresenta logos mutantes.

Em vez daquelas cores e do formato tradicional, a logo se adapta à comemoração. Nem vou ficar falando o tanto que essas mudanças são interessantes. Vou postar algumas delas por aqui, mas se quiser ver todas as outras, é só entrar nesse site e passar um bom tempo se divertindo.

Comemoração da eleição do Rio como cidade sede das Olimpíadas de 2016. Pena que só rolou essa divulgação para o próprio Brasil. Uma divulgação mundial vai ser bem ineterrante...

Logo do Google em espacial à Indeendência do Brasil. É só entrar no site e se diveertir!

Tudo muda...

Uma das minhas maiores referências no tema de mudanças é uma música muito bonita em espanhol, a quem eu vou ceder o espaço deste post por razõs especiais que vocês verão no final do mesmo... Desfrutem!

Cambia lo superficial
Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar
Cambia todo en este mundo

Cambia el clima con los años
Cambia el pastor su rebaño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia, todo cambia…

Cambia el mas fino brillante
De mano en mano su brillo
Cambia el nido el pajarillo
Cambia el sentir un amante

Cambia el rumbo el caminante
Aunque esto le cause daño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia, todo cambia…

Cambia el sol en su carrera
Cuando la noche subsiste
Cambia la planta y se viste
De verde en la primavera
Cambia el pelaje la fiera
Cambia el cabello el anciano
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia, todo cambia…

Pero no cambia mi amor
Por mas lejos que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor
De mi pueblo y de mi gente

Lo que cambió ayer
Tendrá que cambiar mañana
Así como cambio yo
En esta tierra lejana
Bem, principalmente a parte de "Mas não muda meu amor por mais longe que eu me encontre" sempre me deixou um nó na garganta, é linda de mais. Quem canta esta música, que BTW chama "Todo cambia", é niguém menos que Mercedes Sosa, grande cantora argentina que morreu uns dias atrás. O que me causou certa pena, porque eu cresci ouvindo ela... não é o tipo de pessoa que se espera que morra. Mas enfim. Tudo muda


Quando era uma pequena menina, claro, lia a Capricho. De todas as sessões da revista,a minha preferida ela uma escrita pela Liliane Prata. Muito engraçados, falavam (ou ainda falam, não sei...) de situações cotidianas com um humor leve, nada forçado. Me divirto até hoje com os textos dela.

Sem mais rasgação de seda, vamos ao motivo do post. Um dos textos, nem foi o que mais gostei, ficou na minha cabeça. Falava sobre como ela tinha sido uma menina mais quieta na escola. E que, quando entrou na faculdade, pensou em udar isso. Foi toda arrumada nas primeiras aulas e ganhou a fama de mulherzinha. Depois que havia comprovado seu ponto, resolveu voltar ao "normal", mas a fama não acabava, de forma alguma. nem quando vinha completamente desarrumada.

Depois de entrar na faculdade e, inconscientemente, ser vista como mulherzinha por muitos de meus amigos, percebi o quanto a primeira imagem é a que fica, e o quão difícil é mudá-la. Claro, com uma lavagem cerebral, e após um bom tempo de convivência, você consegue mudar isso. Mas, pelo sim, pelo não, cuidado com a primeira impressão que você deixa. Ela é difícil, bem difícil de mudar.

Agora, se quiser mudar, é só começar tudo de novo!

Diamante verdadeiro, Diamante falso.




Até onde mudar?

Todos nós nascemos pelados, carecas e gritando. Crescemos, passamos por uma mudança radical até o que nos tornamos hoje. Olhe para você e me diga: quanto de você realmente representa seu coração?

O mundo ao nosso redor nos pede para mudar: nossa mãe nos pede pra sermos mais obedientes. A escola pede para sermos mais estudiosos e educados. A sociedade pede para sermos menos excêntricos. Nossos cônjuges nos pedem para sermos flexíveis. Já diz a propaganda de uma cerveja: o que seríamos nós se fossemos ouvir a opinião de todo mundo?

Acontece que vamos vivendo e somos como um diamante a ser lapidado. Vamos sendo lapidados pela vida. Como faz pra saber se devemos ceder a determinada “lapidação” ou devemos nos manter fortes e fieis aos nossos impulsos de pedra bruta?

Acho mudanças essenciais. Tudo tem que mudar, e a direção que as mudanças tomam podem definir quem seremos no dia de amanha. Acredito que devemos mudar quando nosso coração nos pede para fazer isso. Devemos mudar sempre pra melhor. Acho que mudar para agradar os amigos, os pais, a namorada, só nos torna prisioneiros dentro de uma casca que já não condiz com a nossa realidade.

Eu desejo que todos mudem, que todos se transformem, e se tornem o grande e brilhante diamante que são em potencial. Mas que tomem a forma e a cor que seu próprio coração quer seguir. Caso contrário, sua beleza e valor não serão maiores do que os de um diamante de plástico.

limpeza total!

o tema da semana é: mudança! Porquê em breve nosso querido blog passa por uma mudança radical no visual... ainda essa semana!!!

Quando estamos nos olhando no espelho e não ficamos satisfeitos com o que vemos, está na hora de mudar. Não só por fora, mas por dentro. Precisamos nos renovar periodicamente para continuarmos firmes e fortes.

Acho muito importante fazer uma limpeza mental e física de tempos em tempos. Costumo fazer de 6 em 6 meses. Chamo de “dar a louca”. Abro todos meus armários, separo roupas que não uso, roupas que já usei demais, sapatos que andam dando teia de aranha e ponho tudo pra fora. Hora de doar para alguém que faça melhor uso. Faço isso também com bijouterias, cintos, acessórios em geral.
Abro minhas gavetas e jogo fora todos aqueles papéis entulhados, bilhetes de aula, textos de provas que já passaram. Vai tudo pro lixo! Nada de se apegar a esse tipo de coisa.
Eu acho importante jogar fora coisas velhas, porque elas têm uma energia velha. Quanto mais renovarmos nosso ambiente, mais renovam nossas energias.

A limpeza também deve ser feita na nossa vida pessoal. Parar e rever nossas companhias. Aquelas pessoas que não gostamos de verdade, mas que acostumamos com elas. Hora de andar pra frente, mudar de amizades. Pessoas que nos deixam pra baixo não são as melhores companhias. Precisamos de pessoas que nos fazem sentir bem. Limpar a cabeça das memórias ruins, das nostalgias desnecessárias.
Ver o que não nos está agradando em nós mesmos e mudar. É nosso cabelo? Vamos mudar! É nosso corpo? Vamos malhar! É o modo como nos portamos? Como nos vestimos? Precisamos parar e atentar para aquilo que não está legal e mudar, às vezes radicalmente!
Somos nosso maior bem, e quando não estamos felizes com nós mesmos, não transparecemos felicidade, não somos agradáveis com as pessoas ao nosso redor. E corremos o risco de eles nos excluírem do seu círculo de amizades nas suas próprias limpezas pessoais periódicas.

Imagine uma fábrica...

Se a Anna começou a semana se lembrando do filme "Chocolate", a semana será encerrada com outro filme, no qual o chocolate pode ser considerado um dos personagens principais. É claro que eu tô falando dA Fantástica Fábrica de Chocolates...



Pouca gente sabe é que o filme é baseado em um livro infantil do escritos gaulês Roald Dahl, escrito em 1964. Só para constar, ele também é o autor de James e o Pêssego gigante.

Mas, sem dúvidas, o filme produzido em 1971 é bem mais famoso que o livro. Quem escreveu o roteiro da versão de 71 foi o próprio Roald Dahl, que acabou mudando o nome para “Willy Wonka and the Chocolate Factory”. Quem tem mais de 15 anos, deve se lembrar que ele era um clássico filme de fim de tarde, no melhor estilo lagoa Azul.

A história fala de um menino pobre que consegue achar o bilhete dourado e entrar na fábrica do senhor Willy Wonka, junto com mais quatro crianças. E lá dentro eles se lambuzam em mil e uma confusões [narrador da Sessão da tarde mode: on].

Mas em 2005, uma nova versão do livro foi feita, dessa vez por Tim Burton, e estrelada por seu fiel companheiro, Johnny Deep. Mais fiel ao livro que o primeiro filme, a versão de Burton traz um apuro visual muito alto. As cenas são feitas com uma qualidade gigantesca como, por exemplo, a cena do campo de doces e da cachoeira de chocolate.

O filme de 2005 também apresenta algumas diferenças de roteiro importantes com relação a 71. O passado de Willy Wonka é mostrado, assim como a história de como os Oompa Loompas chegaram à fábrica. Além disso, o maquinário e as referências passam muito pelos dias atuais, trazendo a história para perto do expectador.

Esquecendo um pouco a história, o mais interessante nA Fantástica Fábrica de Chocolates são os personagens. Cada criança tem, claramente, um estereótipo que a marca. Augustus Gloop é extremamente esganado, mas tem completo apoio dos pais. Veruca Salt é a típica menina mimada, que consegue tudo o que quer. Violet Beauregarde uma característica competitiva muito forte. Já Mike Teavee é o típico jovem alienado, que pensa que as tecnologias podem fazer tudo por ele.

E, é claro, Charlie, Willy Wonka e os Oompa Loompas. O Charlie da versão 2005 é muito mais humano e criança do que aquele de 71, que buscava a todo custo ser a coitadinho, porém perfeito. Muito disso se deve à atuação do pequeno Freddie Highmore, que, depois do belíssimo trabalho em “Em busca da Terra do Nunca”, volta a fazer um papel brilhante.

Já Willy Wonka é uma icógnita. Porque de um lado temos a atuação primorosa de Johnny Deep, mas um Wonka malvado e que deseja a explosão das crianças (sem exageros, mas ele não gosta muito delas). Do outro lado temos um Wonka mais humano e que realmente é um amante de chocolates... eu fico com o Willy antigo, que pelo menos não me daria medo de conhecer.


Já os Oompa Loompas dispensam comentários. Eles são ótimos nas duas versões, porém eu prefiro as músicas de 71 (mesmo as de 2005 sendo muito boas, principalmente a do Mike Teavee). Na última versão, um único ator fez todos os Oompa Loompas sozinho. E ficou fenomenal.

Aliás, quem tiver um bilhete dourado, favor entrar em contato comigo. Prometo que trago um chocolate de lá...


Trailer do filme de 1971...

La Cabaña, chocolate... chocolate!

O título do post se refere um jingle que ficou muito famoso na Argentina, de uma propaganda de chocolates marca La Cabaña. Bons tempos de alfajores recheios com os sabores mais gostosos e cobertos com fino chocolate ou açucar de reposteria... água na boca. Bons tempos.


Minha relação com o chocolate mudou desde então. Quando era novo e vivia nos tempos descritos acima, eu não chegava a adorar, mas com certeza não recusava um bom chocolate e comia até falar chega (e depois um pouquinho mais). Entre alfajores, bobons e biscoitos, o chocolate devia compor uns quarenta por cento de minha dieta. E eu não era gordo!


Com o tempo, essa euforia foi se deteriorando. Mudei para o Brasil, começei a comer só chocolate de tabelete (o pior tipo), e mais ainda, comia chocolate e tomava Coca ao mesmo tempo. Péssima idéia. Não experimente. Enfim, meu gosto pela coisa caiu em quase sem por cento, e me tornei um abstêmio de chocolate. Só o comia em suas formas diluídas, como em bolos ou com leite. Nem biscoito recheado eu comia mais.


Agora, aos poucos, nossa realação está voltando. Um bombom aqui, um quadradinho lá. Sempre com água, nunca com refrigerante. Biscoitos recheados continuam ignorados. Mas o importante é que meu prazer pelo chocolate está, aos poucos, voltando. Que bom que também faço academia, senão...