Ainda falta...

Última semana de aula. Para o estudante universitário, a prova de fogo. Se ele sobreviver, parabéns. Tem alguns dias de descanso. Se não, bem vindo ao clube.

Não só o universitário tem muitas (um uso vago da palavra, que poderia ser substituída por "milhões", "incontáveis", "toneladas de", "mols de") coisas pra fazer, como o resto do universo sente (isso mesmo, sente, como os cavalos sentem o medo de quem os monta) sua ocupação e o carrega mais ainda.

Para exemplificar o desespero do qual falamos, tomemos o exemplo de Máximo (Max para os amigos), que estuda na pacata Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Max tem cinco provas e quinze trabalhos que se concetraram na última semana de aula. Ele não chora, ele não desespera. "É só dormir menos e dedicar mais, que dá tudo certo". Ledo engando. Ele esqueceu que:

- Tem que dar aula de hipismo para cegos, todas quartas e sextas das 18:23 às 19:15. Tentará aproveitar o tempo encima do cavalo para estudar alguma coisa, mas o único que conseguirá é cair e machucar a bunda para valer.

- Hippo, o hipopótamo amigável do vizinho, está com hanseniase, e Max se comprometeu a cuidar dele. Não só isso já é uma tarefa desgradável, pois ele tem que catar os pedaços de si que Hippo deixa pela casa, senão improdutiva, porque não dá para fazer trabalho ao celular se Hippo, que já mais parece uma zebra raquítica, está olhando para ele.

- A tia avó do açougueiro da esquina precisa que alguém vai buscar o carro na consesionária. A princípio, Max poderia recusar, mas é bem sabido que o açougueiro acaba de morrer, e ele dava descontos para a mãe de Max. A sua mulher não parece ter gostado muito da tradição e está pronta para extinguí-la. O carro pode ser a única chance da família de Max continuar uma vida saudável com carne veremlha no cardápio.

- Jussana, a vizinha do terceiro andar, deu um jeito de entupir um dos canos de água de tal maneira que ele explodiu. Max não pode estudar mais no seu quarto, que agora ficou mofado, e tem que estudar na sala de estar, onde ninguém faz silêncio. Ah, e a água deu um jeito de entrar na tomada, o que causou um curto circuito que fritou o PC do Max.

Não precisa se sentir identificado. O estudante universitário está com muitas coisas pra fazer e não pode ler blogs.

Disney Addiction pt. 3

Seguindo a linha de postagens do Sem Pauta sobre a Disney, a proposta era falar sobre o novo desenho de princesa que vem por ai, A Princesa e o Sapo. Porém, no meio do caminho, eu assisti o trailler de UP – Altas aventuras e não teve como ignorar. Portanto, amantes das princesas contentem-se com meio post.

PARTE 1 – A Princesa e o Sapo

Depois de 11 anos sem lançar os filmes de princesa, esse ano a Dinsey resolveu voltar aos clássicos e trazer às telas o clássico conto do Príncipe Sapo. Só que quando se trata de Disney, as coisas não simplesmente releituras ou versões. A Disney sempre dá uma transformadinha nas histórias e as conta do seu jeito (assunto este que rende outro post soon). Na primeira produção em 2D da Disney desde Nem que a Vaca Tussa, de 2004, quando a princesa beija o sapo, não é o apo que vira príncipe, mas é a princesa que vira sapa!

A animação já é polemica antes mesmo do lançamento por ter como protagonista Tiana, uma princesa negra e Naveen, um príncipe latino. Mais cedo ou mais tarde isso tinha de acontecer, ainda mais agora que vivemos a “era Obama”. Mas o que os defensores dos direitos dos frascos e comprimidos alegam é que no primeiro filme de uma princesa negra, ela passa a maior parte do tempo como uma sapa, vivendo num brejo junto de cobras e jacarés!

Racismos e preconceitos a parte, todos sabemos que a estréia de A princesa e o Sapo no cinema vai ser um sucesso e não há dúvida de que o filme vai ser tão mágico quanto os outros




PARTE 2 – UP – Altas Aventuras.

Up conta a história de um vendedor de balões e um escoteiro que vão parar nas selvas da América do Sul ( Rio de Janeiro talvez? Eu acho que eles caíram no quintal da Ana Maria Braga) depois que a casa do vendedor de balões é levada de uma cidade grande e sai voando por aí. Mas o melhor é que se trata de um velho de 79 anos e um garotinho de 9. No meio da história aparece um pássaro tropical raro, um cachorro e sabe-se lá o que mais! UP já é sucesso de bilheteria nos EUA e certamente também será por aqui. Só de assistir os vídeos que foram liberados na Internet já da pra ter uma noção do quanto esse filme é a coisa mais engraçada que já se viu!


http://www.youtube.com/watch?v=4fcxkKspq0c

(este vocês vão ter que clicar porque o youtube desabilitou a opção de incorporar. é ate bom porque vocês vão querer assistir vários e vários videos de up!)


UP – Altas Aventuras estreou em maio nos EUA e estréia em setembro por aqui. Já A Princesa e o Sapo estréia no fim do ano nos Esteites e só em 2010 por aqui.

Você não está lendo o que acha que está lendo...

Lembro da primeira vez que discuti, numa aula de português, sobre os sentidos que um texto podia ter. Para mim, era uma maluquice. Como assim sentidos? As coisas estavam lá, claras e legíveis. Como isso ia querer dizer outra coisa? Fiquei revoltado, discuti até o fim. Mas fui obrigado a olhar além para não tirar zero na prova.

Tudo bem, desde então eu cresci um pouco. Agora até enxergo algumas críticas, alguns comentários ou alusões. Não sou tão inimigo da ambiguidade. Mas tem umas horas que as pessoas estrapolam. Portanto, decidi dar uma de expert também e oferecer o que eu acho que algumas conhecida histórias poderiam significar:

- Robin Hood: Esqueça esse negoço de "roubar dos ricos para dar aos pobres". Robin Hood é um conto sobre a homosexualidade num mundo que a reprime. Pense bem: Ele se vestia com roupas apertadas, morava na floresta com um monte de homens, usava chapéus de pena... Não tenha dúvidas: Robin era gay. Ele teve que se distanciar da sociedade e virar um marginal por isso. E a Marian, você diz? A Marian era fachada para quando ele precisava falar com o verdadeiro rei e não podia dar pinta... tudo mentira.


- Chapeuzinho Vermelho: Não só essa moral de "não deseobedeça sua mãe" simplesmente não é a mensagem da história, como a que outros acreditam ser (em poucas palavras, "Chapeuzinho é uma puta") também não é. Esta história, claro, se trata do capitalismo e a dominação do rico sobre o pobre. O que é um lobo faminto senão o proletariado oprimido? Chapeuzinho, encarnação fiel do burguês, não só não deixa o lobo comer a vovô (e que mal fazia, se ela tava velha e ia morrer do mesmo jeito?), como se assegura de que ele seja trucidado pela caçador. Depois as pessoas se perguntam por que o mundo está assim...

- O Mágico de Oz: Sim, esta conseguiu enganar todos. O Mágico de Oz virou uma simbologia universal para a mentira e o fingimento. Mas todos estavam errados. O ponto do livro não é mostrar que o Mágico era um farsante. Longe disso. O livro na verdade é um elogio à globalização, mostrando como antes era comum se encontrar em terras desconhecidas e só voltar para casa por meio de magia, sendo que hoje temos meios de tranportes rápidos e modernos. A ponte aérea Kansas-Oz já é uma realidade.

Sonho de consumo

Não pude acreditar quando vi a última postagem sobre a Disney. Tive que continuar falando sobre o mesmo assunto. Mil perdões aos desinteressados.
Acho que não cresci até hoje, e espero não crescer tão cedo. Quero brincar com meus filhos e sobrinhos do modo como minha mãe sempre brincou comigo e incentivá-los a sonhar e imaginar um mundo colorido e feliz.
Quem, nesse planeta, nunca se encantou com os desenhos da Disney e nã
o quis crescer e ser tão lindo, forte, elegante quanto os personagens principais?


Vou entrar no campo feminino, já que tenho experiência pessoal nesse ramo (hehe).
Que garota nunca teve uma mochila da Minnie ou uma lancheira das princesas?
Que assistia aos filmes clássicos e ficava se perguntando como seria o seu Príncipe Encantado. Quem nunca sonhou em ter os cabelos sedo
sos como os das princesas,e penteá-los com aquelas escovas que não parecem pentear nada e ficar com mechas brilhantes e chamativas? Passar horas em frente aquelas penteadeiras lindas, envernizadas, se olhando no espelho, passando batom carmim e cantarolando.




Quem nunca quis ter aquelas vozes encantadoras e poder conversar com os bichinhos? Aqueles olhos brilhantes, que encantam a todos. Uma cinturinha de agulha, com saias rodadas, sapatinhos de boneca e um gingado super elegante de quadris?
E como ela
s andam/dançando? Parece que elas flutuam! Como eu queria ser igual a uma princesa, me vestir como elas, ser amada por todos, inclusive pelos ratos e bichos mais improváveis... Queria dançar como elas, saber conversar com todos igualmente, ser justa e amável, educada e fina.
Criança e seus modelos... Pelo menos meu p
ai me achava uma princesa.


Um outro modelo essencial na vida de qualquer menina era a boneca Barbie. Linda, loira, fashion, sexy e com móveis de tirar o fôlego!! Como as princesas da Disney, a Barbie também tirava suspiro das garotinhas (e ainda tira, mas me refiro das garotinhas da minha época) e as fazia sonhar com vidas de conto de fadas onde os pés já seriam prontos para usar sapato de salto, talvez não machucando-os tanto...
A Barbie ainda era mais 'relacionável com o dia-a-dia' das meninas pois exercia todas as profissões prováveis, com acessórios e tudo mais. Ia pra festas e tinha amiguinhas, sobrinhas, irmã, namo
rado... Além do que ela era palpável, a gente podia transformar seus cabelos, mudar suas roupas, arrumar sua casa e inventar historinhas com as amigas. Sempre fazendo-as conversar pulando. (Acho que com os garotos era assim com o playmobil).


Podem fazer especulações sobre o sentido erótico por trás dos filmes da Disney, ou sobre como a Barbie é um incentivo ao preconceito contra gordinhas, asiáticas, negras e até mesmo ruivas e morenas.
Eu não ligo. Porque quando eu era uma menininha eu não pensava nisso. E minha mãe também não queria que eu pensasse. E eu cresci muito bem assim, acreditando que os finais felizes dos filmes aconteciam na realidade e que minha casa, quando eu casasse, seria linda e rosa como a da Barbie. De certa forma acredito ser uma pessoa melhor depois de ter aproveitado tanto minha infância para sonhar.


E daí se não é verdade? Que criança precisa de realidade pra crescer? Precisa saber que existem pessoas que matam, que mentem, que sujam a cidade, que maltratam bichinhos... Quanto mais magia, melhor. Muito me intristece ver as crianças de agora sabendo tudo sobre as mazelas do mundo, ou como o amor virou uma raridade, ou quanto custa ter uma vida boa. Isso não é pra elas! Isso é para adultos! Crianças precisam de magia e precisam de princesas e bonecas! Precisam de sonhar e de adultos que sustentem esses sonhos!
Viva a magia na infância!

A Disney secundária

Se tem uma coisa que realmente marcou minha infância foram os desenhos da Disney. Eu nasci em 1989, ano de lançamento da Pequena Sereia. Mas o primeiro que eu realmente me lembro é Rei Leão, lançado em 1994, no auge dos meus 5 anos. Desde então eu sou viciado em animações. E, gostando ou não, uma das maiores potências nesse ramo sempre foi a Disney.

Mas não é só porque os filmes são super bem feitos, porque o visual deles é incrível ou porque eles me divertem horrores que eu gosto de assistir. Os personagens são o maior chamativo. E eu nem tô falando dos personagens principais. Desses já se espera muito. Eu falo daqueles personagens secundários que roubam a cena....

Eu vou fazer um top 5 (CQC) dos meus favoritos, mesmo sabendo que vai ser uma injustiça com os outros. É um top 5, mas na verdade são 6 personagens...


Gênio – Aladdin

Talvez o personagem mais fantástico da Disney, em minha opinião. Poderes mágicos ilimitados e, de quebra, a capacidade de criar músicas fantásticas. Afinal, ninguém nunca teve um amigo assim! Que mais poderia materializar elefantes amarelos e camelos dançando dança do ventre? Ou te transformar em um imponente príncipe? Isso é uma coisa que nem a madrinha da Cinderela pode fazer... e tudo isso com uma pitada de humor incrível.


Primeira aparição do gênio...


Dory - Procurando Nemo

“Oi, meu nome é Dory”. Agora repita isso setecentas e cinquenta e nove vezes. É claro que isso vai fazer você se lembrar da peixinha mais simpática da história da Disney. E não me venham falar que é a Cleo, do Pinocchio. Dory tem um problema sério de perda de memória recente e, talvez por isso, consiga se enturmar facilmente com qualquer coisa que apareça na frente dela. Desde tubarões vegetarianos até baleias. E ainda por cima consegue falar baleiês. Quer personagem mais bonitinho que ela? Afinal, continuar a nadar é a tendência do momento. Se não fosse a ajuda da Dory, tenho certeza que Marlin estaria procurando o Nemo até hoje...




Timão e Pumba - O Rei Leão

Esses dois são os personagens mais clássicos da minha infância. Seja no filme do Rei Leão ou no desenho solo dos dois, Timão e Pumba sempre foram uma ótima fonte de risadas. Cada um a seu jeito, eles envolvem o filhote Simba e o trazem para o seu mundo de Hakuna Matata. E o fazem aproveitar a vida sem preocupações. Ou melhor, nos levam para um mundo sem preocupações dentro de uma floresta paradisíaca, cheia de insetos suculentos e deliciosos. E, para quem ainda não assistiu, vale a pena conferir o Rei Leão ½, que é a visão do Timão e do Pumba da história original!




Edna Moda - Os Incríveis

Mesmo com uma cara amarrada , uma voz irritante e um tamanho nada generoso, Edna Moda é um dos melhores personagens dentro do universo dos Incríveis. A estilista de roupas para super-heróis faz as fantasias para eles desde os tempos áureos. Quando eles são banidos, ela se aposenta do ramo, mas a chegada do Senhor Incrível a faz reviver todas as emoções de projetar trajes mega-ultra-hiper-max potentes para os heróis. Mas não se esqueça... nada de capas, elas só atrapalham!




Mike Wazowski - Monstros S.A.

Chegou o zoiudinho da mamãe... ele é meio protagonista, meio secundário. Mas dá para entrar nessa lista facilmente. Ele é o ajudante do monstrengo Sully na fábrica que coleta os gritos de pavor das criancinhas. Tudo isso até a chegada de boo (que também merecia muito estar nesse top 5). A partir daí ele se torna um dos personagens mais importantes e hilários da história. E pra tudo isso? Para no final ele aparecer e apresentar o tão esperado musical “Manda esse treco de volta senão o bicho pega”. De fato é a melhor cena do filme!



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Assim que o youtube colaborar, os espaços em branco serão preenchidos e eu termino a postagem... Tudo certinho agora

não morra, twitter!


O mundo geek está em desespero. O caos está prestes a se instaurar. O medo dominará todos, todos, todos! Mas, afinal, o que diabos vai acontecer?

Se estiver de pé, sente-se em uma posição confortável, relaxe e prepare-se para uma bomba que pode mudar sua vida: uma possível pane geral no Twitter. Caos generalizado, crianças chorando e pessoas desconsoladas perguntam porquê, porquê, porquêêêêê?

É simples. Cada twittada tem um número próprio. Um sistema de 32 bits, como o do Twitter, suportaria 2.147.483.647 atualizações, e estamos chegando perto desse número. Daí o pânico.

Mas, porém, contudo, todavia, pode haver uma saída (Ohhhhhhh!). O passarinho azul já afirmou que está trabalhando com um banco de dados de 64-bits, o que impediria a calamidade. Ainda assim, os aplicativos relacionados ao Twitter ainda correm o risco.

Quer saber a quantos dias esamos do fim do mundo? O site Twitpocalypse traz uma contagem de tweets, anunciando o momento final. Atualmente, a previsão é que seja no dia 13 de junho. Reze, faça promessa, peça a São Longuinho prá não perder seu Twitter, chame Santo Expedito, o das causas impossíveis. E, pelo sim, pelo não, prepare suas twittadas finais.

Ah, ele é meu velho amigo!

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Não me levem a mal, mas mais uma vez vou usar o sem pauta pra falar de assuntos pessoais. Hoje quero falar de um amigo meu de longa data. Ele era meio baixinho e esquisito, mas com o tempo ele cresceu e apareceu. Muitos o conhecem como Harry Potter, mas pra mim ele sempre será o Réuri.


Eu me lembro muito bem a primeira vez que o vi. A Cely, minha professora de português da quinta série, praticamente me obrigou a conhecê-lo. Acho que ela viu aquele menino de óculos, descabelado e meio isolado na turma (eu) e percebeu que obviamente seríamos bons amigos. Pegou aquele livro muito mais grosso do que eu jamais tivera lido e me obrigou a levar pra casa. E como ficamos amigos!




Naquela época a gente era criança ainda, mas a gente cresceu, fez amigos, passou por aventuras inacreditáveis. O Reuri quase morreu umas 20 vezes, derrotou mostros e vilões, virou celebridade, ganhou filmes e produtos de todas as formas possíveis e imagináveis. Comigo aconteceu quase igual, mas em vez de ganhar milhões de dólares por ano, eu gastei rios de dinheiro pra adquirir qualquer coisa que tivesse a marca Harry Potter. Seguimos por muito tempo juntos, mas chegou uma hora que não teve jeito: cada um teve que seguir seu caminho.







Esse ano estréia o sexto filme do Réuri e, para mim, toda vez que tem filme novo dele é como se um velho amigo voltasse de viagem por alguns dias, e é como se nada tivesse mudado! Nos divertimos do mesmo jeito, rimos, passamos aperto, às vezes choramos e mergulhamos num mundo psicodélico de infinitas possibilidades. No fundo, nós dois ainda somos aqueles mesmos meninos desajustados, descabelados e de óculos tortos. Ainda temos os mesmos problemas, os mesmos medos e os mesmos gostos. E dia 17 de julho (ou mais provavelmente dia 16, na pré-estréia) estaremos juntos novamente, exatamente do mesmo jeito como fazíamos a 10 anos atrás! Crescemos e evoluímos, mas uma coisa não mudou: ainda nos divertimos muito juntos!






O Fantástico mundo de Button

Emoção foi o que mais faltou no GP da Turquia, que terminou há pouco. O vencedor: Jenson Button. Segunda melhor equipe: RBR. Rubinho: Abandonou a prova. Ferrari: mediana. Tudo dentro dos padrões.

Tirando esses detalhes sórdidos, o GP da Turquia é uma atração a parte. Ele foi construído como se fosse um Frankenstein bem organizado. Pensaram em diversos trechos dos principais circuitos do mundo e adaptaram para o a pista turca. Além disso, ele é relativamente recente. A primeira prova foi disputada em 21 de agosto de 2005 e foi vencida por Kimi Räikkönen. Nos últimos três anos, quem venceu foi Felipe Massa, se consagrando como sultão da Turquia.

A prova é disputada em Istambul, mais precisamente na parte asiática da cidade. Aliás, para quem não sabe (ou, como eu, sempre confunde), Istambul não é a capital da Turquia, apesar de ser a cidade mais famosa. É Ancara, fikdik... Depois da informação inútil, vamos à corrida.


O GP

Sebastian Vettel largou na pole position depois de uma volta espetacular nos treinos classificatórios. Jenson Button era o segundo, Rubinho o terceiro e Mark Webber o quarto. E os candidatos a vitória paravam aí, pois, nos últimos quatro anos, o pole foi o vitorioso. Pelo menos uma coisa nessa corrida foi diferente.

Logo na largada Rubinho ficou para trás. Caiu para a 12ª posição depois de um problema mecânico no apagar das luzes. Trulli largou bem e assumiu a terceira posição, mas logo foi superado novamente por Webber. Outro que largou muito bem foi Button. Vettel até que conseguiu segurar o britânico por algumas curvas, só que antes da cruzar a primeira volta. A partir daí começaram duas corridas diferentes: o fantástico mundo de Button e o resto dos pilotos.




O resto dos pilotos

Nem precisa falar que Button liderou de ponta a ponta, né? Afinal, o britânico está imbatível nessa temporada. Seis vitórias em sete corridas (Schumacher fez o mesmo em 2004). Pelo menos a RBR tentou fazer alguma coisa para impedir isso...

Em segundo lugar e vendo Button abrir 0s5 por volta, Vettel e a equipe mudaram de estratégia. Partindo para três paradas, o alemão fez jus ao lema da Red Bull e deu asas para o seu carro. Chegou a se aproximar da Brawn, mas não foi suficiente para ultrapassar. Perdeu a chance e a posição para o companheiro de equipe, Mark Webber.


Outra corrida a parte

Se alguém esperava alguma coisa de Rubinho, desistiu das pretensões logo na largada. O brasileiro caiu da terceira para a 12ª posição por um problema mecânico. A partir daí começou a tentar fazer uma corrida de recuperação. Poderia até ter conseguido se tivesse ultrapassado Heikki Kovalainen. Na volta nove, Rubinho ficou roda com roda contra o finlandês e levou a pior. Acabou rodando e despencando para o final da classificação.

Mais uma vez ele partiu para a recuperação. E encontrou um adversário que levou mais que o tempo dele. Adrian Sutil, da Force India, também ficou roda com roda com o piloto da Brawn, mas dessa vez Rubinho levou a pior e acabou perdendo uma parte do bico do carro. Aí a corrida descambou toda. Talvez o momento de maior destaque do brasileiro tenha sido quando ele levou uma volta do próprio companheiro de equipe.

Faltando nove voltas, Barrichello parou nos boxes e abandonou a prova. Foi a primeira vez que a Brawn não pontuou com os dois carros em um GP. Também foi o primeiro abandono da equipe na temporada.


A classificação

Com a vitória, Button agora é o líder absoluto do campeonato, com 61 pontos. Com os 8 pontos marcados hoje, Webber continua em 4º no campeonato, 1,5 pontos atrás do companheiro de equipe Sebastian Vettel, que marcou 6 pontos e foi para 29. Completaram a zona de pontuação, em ordem, Jarno Trulli, Nico Rosberg, Felipe Massa (em corrida bem discreta), Robert Kubica e Timo Glock.

Confira a classificação do mundial de pilotos e a classificação do mundial de construtores

Um criativo sem pauta

Se não tivesse pauta, eu escreveria sobre meus desenhos favoritos na TV quando era criança. Era louco por Aladdin, Flinstones, Scooby Doo e um japonês que chamava Força G.

Se não tivesse pauta, eu escreveria sobre tudo o que me irrita. Telefones ocupados, pessoas esparrentas, filas compridas, chegar numa loje e me falarem "Não tem mais".

Se não tivesse pauta, falaria dos meus sonhos. Viajar pelo mundo, conhecer gente famosa, criar um cachorro desde filhote, escrever todos os livros que estão na minha cabeça, ter muitos filhos que sejam um doce e não façam bagunça.

Se não tivesse pauta, eu escreveria sobre tudo o que me magoa. Indiferença, resignação, segredos, exclusão.

Se não tivesse pauta, eu escreveria sobre o que me faz dançar independente de onde estou. Pode ser a Lady Gaga me pedindo para somente dançar, ou a Shakira me contando que os quadris dela não mentem. Ou a Beyoncé falando que esta noite ela está se sentido sexy. Ou a Nelly Furtado dizendo pro Timbanland que ela é uma garota promíscua.

Se não tivesse pauta, eu falaria de todo o que faz meu dia um pouco melhor. A cara de cachorrinho da Small quando ela está com pena, a risada do Lott, os abraços espontâneos da Anna, as tiradas do PC ou o Cocota e a Jesly falando portunhol.

Se eu não tivesse pauta, falaria de tudo o que me faz chorar. O que não é muito. Agora mesmo só estou lembrando de Diamante de Sangue (o final de temporada de Grey's Anatomy quase conseguiu, mas só me deu um nó na garganta).

Se eu não tivesse pauta, eu provávelmente não escreveria nada. Mas eu tenho uma pauta: Não ter pauta.

Momento Reflexão

Bom dia!
Hoje quero deixar de lado as matérias jornalísticas e notícias internacionais para falar sobre o que realmente importa: a vida!
Cada dia mais me convenço de que a vida é muito passageira e pode acabar num piscar de olhos. Não que eu já não soubesse. Essa é, aliás, a única certeza que temos, não? Mas algo está acontecendo com o mundo, as coisas não podem estar certas. Ao mesmo tempo que a longevidade vai aumentando, esse tempo de vida parece cada vez mais reduzido. Mal percebemos o que estamos fazendo aqui e VUFFF! fomos embora.
Será que é porque não sabemos mais realmente viver uma vida, e só vamos empurrando com a barriga, nos matando de trabalhar, estressar, brigar e não vemos o tempo passar? Não aproveitamos mais os pequenos momentos de felicidade. Será que sabemos o que vem a ser felicidade?
É difícil lembrar que não só a nossa vida é passageira, mas as vidas daqueles que tanto amamos. Muitas vezes só nos damos conta quando eles já não estão mais junto de nós. Até quando vamos continuar a abrir mão de momentos de companhia por quaisquer outras coisas e perder um tempo precioso que talvez não volte mais?
Ok, ok! Que post meloso!... Mas eii! GENTE! Vocês não perderam pessoas queridas recentemente. Ainda não perderam, se é que me permitem. Esse é o grande erro! Tentar remediar. Nesse caso não é remédio, a não ser um bom repouso e momentos de nostalgia, que não vão trazer de volta os momentos jogados no lixo! Como vocês e nem os seus entes queridos fazem parte da lista dos desabrigados, dos mortos, desaparecidos, sequestrados, talvez achem que não vale a pena se preocupar com isso. Vale! É só olhar para o lado e ver que não somos diferentes daquelas pessoas que estão sofrendo. Amanhã pode ter chegado nossa vez.
Com os acontecimentos recentes publicados pela mídia venho me inquietando com essa pergunta: o que será que realmente vale? Vale abrir mão da família, dos amigos por dinheiro? Por trabalho? Por egoísmo?
Eu também não fui vítima de perdas, mas não descarto a possibilidade e estou tentando entender o que fazer para usufruir ao máximo os momentos que tenho com aqueles que amo. Não somos mais donos do destino, como chegamos a acreditar algum dia.
Pensem em como estão usando seu tempo e em quanto desse tempo está sendo dedicado àqueles que lhes são especiais.
Sinto muito por um momento meloso. Mas temos que parar para pensar, uma hora ou outra.