Painel de futuros talentos

Domingo recheado de futebol. Não só com o início de grande parte dos campeonatos estaduais de futebol, mas também com a intensidade da disputa de uma das competições mais importantes do país. Não, ainda não se iniciou a temporada do Campeonato Brasileiro 2009. Eu falo da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

A competição, organizada pela Federação Paulista de Futebol, existe desde 1969 (ainda que nessa época não fosse organizada pela FPF), e reúne times do país inteiro. Inicialmente participavam apenas times do estado, mas em 1971 foi aberta à participação de equipes de todo o Brasil. Em algumas edições, como as de 1993 e 1997, houve até participação de times estrangeiros.

A competição surgiu como uma forma de comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, além de uma maneira de incentivar a prática esportiva entre jovens. Mas o que torna a copa assim tão importante, sob meu ponto de vista? Não é o número de participantes (na edição de 2009, foram 88 clubes, das mais variadas regiões), nem a relevância dos títulos para os clubes, e sim o objetivo principal de todos os que participam da disputa: conseguir uma chance de realizar o sonho de infância, de ser jogador de futebol quando “crescer”.

O futebol que se vê, de garotos com até 18 anos, pode não ter a maldade e a experiência que se vê no esporte profissional. Entretanto, conta com muito mais garra. Isso para não citar o show de habilidades, que os jogadores se esforçam por mostrar. Canetas, lambretas, voleios, chutes de primeira. Vale tudo na disputa pela atenção dos “olheiros” do futebol profissional. É, praticamente, a última chance que eles tem para provar que jogador de futebol pode ser, de fato, uma profissão para eles. Se desse ponto não conseguirem subir das categorias de base para o gramado “de verdade”, a idade começa a pesar e o talento pode de nada valer dali para frente. E não há como negar que a Copa São Paulo seja um verdadeiro celeiro, delineando o panorama de futuros craques.

Nesse domingo, o que se viu foi uma final com jeito de final (comprovada pelos 34 mil ingressos vendidos e pela torcida corintiana apaixonada que compareceu ao estádio do Pacaembu). Diferente do que vem acontecendo no futebol profissional brasileiro. Acredito que as fases de mata-mata tenham, em grande parte, sua responsabilidade pela vontade com que se desenrolou cada partida (sim, sou partidária desse sistema, bem mais emocionante, ainda que mais injusto, do que o sistema de pontos corridos do Campeonato Brasileiro). Mas não se pode negar que a garra dos jovens jogadores é de fazer inveja a qualquer jogador de nível internacional. É o futebol que não tem maldade, só vontade. Até mesmo as faltas e os cartões são, em sua maioria, mais fruto dessa “raça” ou dessa “inexperiência” do que de malandragem. Não se para muito por causa de faltas. Cada minuto é precioso e a bola corrida é que vai demonstrar o talento. Os cartões são, também, fruto de uma arbitragem que se esforça ao máximo por ser justa. É, para eles também, a chance única de serem alçados ao quadro de árbitros profissionais.

Na final de ontem, o Atlético Paranaense lutou até o final, demonstrando um futebol bonito (que, confesso, mereceu meus aplausos, mesmo tendo tirado o meu time do coração da competição nas quartas de final). Mas, apesar do equilíbrio ao longo de toda a partida, o Corinthians mostrou o que o levou à final da competição, deixando 87 times para trás: muita habilidade. E nada mais justo do que o time comemorar levantando a taça do heptacampeonato. E nada mais justo do que os meninos vencedores sonharem com o estrelato!

Cotas e universidades públicas

Comemorações e lamentações. Sorrisos e choros. Ganhadores e perdedores. Reações de um extremo ao outro são atitudes comuns após a divulgação da lista de aprovados das grandes universidades do país. Até aí normal.

No caso particular da Universidade Federal de Minas Gerais, esse foi o primeiro vestibular no qual o sistema de bônus estaria presente. 10% para alunos de escolas públicas e mais 5% para quem se autodeclarasse pardo/negro. Isso é fato e os vestibulandos sabiam, estava no edital. Logicamente, primeiro se espera o resultado para depois, caso necessário, reclamar ou até planejar ações judiciais.

Não quero prolongar muito sobre o assunto, colocarei de forma sucinta a minha visão.

Cotas raciais: sem sentido e preconceituosa. Alguns irão fazer um resgate histórico de como negros, índios e outras etnias foram tratadas ao longo do tempo. E não discordo de nada que colocam, entretanto, isso não justifica. Sua cor não significa em capacidade menor ou maior. Mas, não podemos negar que a cor pode dar indícios das oportunidades que aquela pessoa obteve...passamos então para...

Cotas para escolas públicas: sou a favor com ressalvas. As escolas públicas em sua grande maioria sofrem com o descaso dos governos que pouco investem na qualidade da educação básica. Alunos e professores ficam prejudicados. Onde entraria a cota? Poderia sim ter esses 10% de bônus para os alunos - que acho eu, que não compensa o tempo de uma educação de menor qualidade, mas que poderia ajudar -, e teria tempo limitado.
Exemplo: durante 15 anos existirá a cota de 10% para alunos de escola pública, e durante esse período o governo investirá x bilhões na educação básica. Após isso, não faria mais sentido ter o bônus. Cota com metas, e não como justificativa de erros passados também.

Alguns irão dizer sobre alunos que obtiveram primeiros lugares e estudaram em escolas públicas de qualidade. Vai ter isso? Claro. Sempre haverá exceções, mas escolas públicas de qualidade são poucas. Estudei em duas escolas públicas. Uma boa e uma ruim. Nos 2 anos em que estive na "escola ruim" me senti muito prejudicado. Depois tive a oportunidade de estudar os meus 5 últimos anos de ensino fundamental + médio em uma boa escola particular.

Por fim, gostaria de dizer que o que me assustou mesmo nesse processo seletivo 2009 foi o número de "pardos/negros" que passaram. Tive a curiosidade de ver alguns nomes de calouros que se declararam pardos/negros e conferir no orkut (sim, bisbilhoteiro e atoa) - além de conhecer algumas pessoas - e ver que...eram mais alvos que a neve! Essa educação de péssima qualidade infelizmente não é resolvida na escola, vêm de casa.

P.S: obviamente que numa questão subjetiva como essa de descendência/raças, afirmar que essa ou outra pessoa não merecia é muito complicado...(muito menos discriminá-la por ter feito o uso do tal bônus) falo na questão de bom senso e recordando de casos passados como dos irmãos na Unicamp.

Caminho das Índias - O Clone 2?


Muito se fala sobre a nova novela das nove oito da Rede Globo. Depois do grande sucesso d'A Favorita, muitos creem (não errei, aderi à mudança ortográfica) que a nova novela será uma imitação do sucesso de sete anos atrás. Após ver o primeiro capítulo de Caminho das Índias e refletir sobre o assunto, eu discordo veementemente, e acredito no sucesso da nova produção da globo.

As duas novelas, apesar de muito comparadas, apresentam apenas um grande ponto em comum: tratar de culturas orientais. Só isso. Ok, a escritora. Mas só.

A religião em destaque na novela O Clone era o Islã, uma religião monoteísta originária da Península Arábica no século VII. Também conhecido por religião muçulmana, é baseado nos ensinamentos de Maomé (Muhammad) e numa escritura sagrada, o Alcorão. Segundo essa creça, o Islã tem seu surgimento relacionado à criação do homem, tendo Adão como o rpimeiro profeta e Maomé, o último.

Já os personagens de Caminho das Índias são, em sua maioria, fiéis ao Hinduísmo. Essa é uma das mais antigas tradições religiosas de que se tem notícia, e não possui um criador. Acredita-se em um espírito supremo cósmico, e as suas formas de adoração são diversas, assim como suas representações individuais. No Hinduísmo, cada pessoa possui um espírito - atman -, uma força eterna e indestrutível. A trajetória desse espírito dependerá das ações do indivíduo, que terão, cada uma, suas reações, de acordo com a Lei do Carma. Moksha, a libertação final, é atingida após um ciclo de mortes e renascimentos, a Roda de Samsara, finalizado pela Iluminação. A teologia hinduísta se fundamenta no culto aos avatares (manifestações corporais) da divindade suprema, Brâman. Particular destaque é dado à Trimurti - uma trindade constituída por Brama (Brahma, Xiva - Shiva - e Vixnu - Vishnu. Tradicionalmente o culto direto aos membros da Trimurti é relativamente raro - em vez disso, costumam-se cultuar avatares mais específicos e mais próximos da realidade cultural e psicológica dos praticantes, como por exemplo Críxena - Krishna -, avatar de Vixnu e personagem central do Bagavadguitá.

A novela também levanta a problemática dos Sisteas de Casta - varna. Ele é dividido de acordo com o corpo de Brahma, como foi explicado no primeiro capítulo da novela. A boca - Brahmin - representa os sacerdotes, filósofos e professores, que trabalham com a mente; os braços - Kshatriya - são os militares e os governantes; o estômago - Vaishya - são os comerciantes e os agricultores; os pés - Shudra - são os artesãos, os operários e os camponeses. A "poeira sob os pés" não pertence às castas, mas tem um nome: são os Dalit ou párias, os chamados intocáveis, a quem Mahatma Gandhi deu o nome de Harijan, os "filhos de Deus". São constituídos por aqueles que violaram os códigos das castas a que inicialmente pertenciam a pos seus descendentes. São considerados impuros e, por isso, ninguém ousa tocar-lhes. Fazem os trabalhos considerados mais desprezíveis: recolha de lixo, coveiros, talhantes, etc.Também existem os Adivasis - povos tribais - e os Mechhas - estrangeiros -, fora do sistema de castas.

As demais divergências temáticas são consequências dos costumes dessas religiões, ambas extremamente atuantes sobre a cultura dos povos que a cultivam. Exemplo são as danças, as roupas e a também a liberdade dada à mulher.

Talvez outro esforço para se tornar única, a novela ainda aposta na Comunicação Cross-media, utilizando coo plataformas de distribuição do conteúdo a TV e (tambores!) um blog. Isso mesmo, você não leu errado, um blog, que trará os bastidores da prodição, servindo também como um canal de comunicação com os telespectadores. A tecnologia também tem espaço dentro da trama. Indra, um personagem indiano, utilizará um blog para registrar suas impressões do Brasil.

Caminho das Índias promete se sair bem, não só na tarefa de se diferenciar do Clone, mas também de trazer novas formas de captar audiência e fidelizá-la. Assista e aguarde os próximos capítulos!

O vestido amarelo da primeira-dama: (O)bam-bam-bam(A) das passarelas na última terça

Enquanto a atenção do mundo inteiro se volta para um fato inédito (a posse do primeiro presidente negro da história dos EUA, Barack Obama), os flashes brasileiros estão posicionados diante das passarelas da 25.ª edição do São Paulo Fashion Week, que apresenta, dos dias 17 a 23 de janeiro, a coleção outono-inverno 2009.

Com cerca de 50 estilistas nacionais, o evento tem mostrado as principais tendências para o mercado da moda. Enfatizando conceitos como brasilidade e sustentabilidade, os desfiles das grifes mais famosas têm sido surpreendentes. Além da ousadia do mineiro Ronaldo Fraga, que exibiu sua coleção nos corpos de vovôs, vovós e netinhos representando o velho e o novo, num espetáculo lúdico e emocionante, o acontecimento também foi marcado pelo que aconteceu fora das passarelas.

Modelos, jornalistas, gente do backstage e nada mais nada menos que Paulo Borges, idealizador e diretor do evento, utilizaram uma camiseta com a imagem de Obama, durante o dia da posse. (Confira aqui!)

Por alguns instantes, achei interessante o “engajamento” destas pessoas “da moda” em assuntos políticos, mostrando que este universo nem é tão fútil assim. Mas, após a posse do mais novo presidente estado-unidense e alguns cliques, fiquei frustrada com tantos comentários jocosos de modistas sobre a roupa da primeira-dama.

Ao contrário dos especialistas internacionais, alguns estilistas brasileiros se apressaram e criticaram o estilo de Michelle Obama. Pedro Lourenço, por exemplo, afirmou que “o conjunto de vestido tubinho e casaco de “brocard” dourado que Michelle usou na posse presidencial é ‘bonitinho’”. A modelo Nathalie Edenburg censurou: “Ela não é tão velha para usar essa roupa tão de senhorinha”, disse Nathalie. “Achei esse conjunto ‘over’: o casaco com o mesmo bordado do vestido? Bem estranho”, completou outra modelo, Camila Mingori.

A partir de então, até um jogo para vestir o presidente e sua esposa apareceu no site do G1! Clique aqui e confira!

Michele Obama foi ousada no amarelo, rejeitando o azul-vermelho-branco, sempre apreciado na ocasião da posse. Segundo estilistas estrangeiros a cor amarela é símbolo de esperança e otimismo. Com um casal ousado assim, alguma coisa há de mudar! (Nem que sejam os guarda-roupas das norte-americanas!)

Big Brother: jogo ou realidade?

BBB - Origem
Em 1999, um executivo da TV holandesa, John de Mol, sócio da empresa Endemol, teve a idéia de criar um Reality Show no qual pessoas comuns seriam escolhidas para conviverem juntas dentro de uma mesma casa, sendo vigiadas por câmeras 24 horas por dia. O nome do programa foi inspirado no livro de George Orwell, intitulado 1984. No livro, o “Big Brother” é o governo do mundo ocidental em um futuro fictício, representado pela figura de um hoem que vigia toda a população através de “teletelas”, governando de forma despótica e manipulando a maneira de pensar dos habitantes. São justamente essa vigilância e manipulação que constituem os princípios norteadores do programa.
Partindo da Holanda, o Big Brother foi um sucesso que se espalhou pelos quatro cantos do mundo. É surpreendente a sua abrangência: já esteve presente em 41 países, dentre eles Argentina, Bulgária, Colômbia, Alemanha, Grécia, Hungria, México e África do Sul.
Cada país, no entanto, adaptou o programa de uma forma distinta, de acordo com seu público. É certo que a recepção e audiência ao programa se distinguiram também, uma vez que se tratam de culturas e estilos de vida completamente diferentes.
Países que tiveram o maior número de edições, como Brasil, EUA e Inglaterra, são, por conseguinte, aqueles nos quais o programa obteve maior sucesso.

O Big Brother no Brasil

O programa Big Brother foi, no Brasil, produto de uma “onda” de reality shows, iniciada pelo programa No Limite da globo em 2000. Em 2001, foi lançado o Casa dos Artistas no Sbt, que alcançou níveis notáveis de audiência na emissora. Em 2002, finalmente, é criado o Big Brother Brasil, exibido pela Rede Globo, que foi o programa do gênero com maior sucesso no país.
A primeira edição do programa iniciada em 29 de janeiro de 2002 terminou em abril do mesmo ano e teve como vencedor o Kleber BamBam. Consequência do estrondoso sucesso da primeira edição, a segunda já começou logo após, em maio, e foi a única edição de meio de ano. O vencedor foi o Rodigo Caubói. A segunda edição não teve a repercussão esperada, talvez pela proximidade da primeira com que foi feita, e a partir daí, as edições foram anuais, sempre se iniciando em janeiro. Os vencedores das edições seguintes foram, em ordem cronológica: Dhomini, Cida, Jean, Mara e o Diego Alemão, que foi aclamado pelo público na edição 2007.
É interessante ressaltar que todos os vencedores repetem um padrão de identidade associado a certos tipos de personalidade que normalmente são bem-vistas no Brasil. A pessoa honesta e simples, que age de modo corriqueiro, está sempre bem-humorado e que enfrenta os problemas com tranquilidade é muito valorizada, sendo característica presente em todos os vencedores.
(Trecho de trabalho realizado para a disciplina de Introdução aos Estudos da Linguagem, do curso de Comunicação Social da UFMG, em 2007)


Relendo esse trabalho, feito para uma disciplina, percebi como é interessante notar que, a cada edição, a Globo se supera no quesito conformaçaõ de padrões de identidade para os participantes. Nessa edição de 2009, inciada na terça feira passada, vemos pessoas prontas para assumirem os papéis a que se propõem pelo seu tipo físico, social ou etário. Assim, temos "as gostosonas" (para não serem chamadas por outro nome), o "velho safado", a "velha mãe", o "playboy malhado". E por aí vai.

E mais interessante ainda é notar que a cada edição procura-se inovar e inventar coisas novas para o programa. Entretanto o efeito, ao invés de ser o de aumentar a audiência, pode ser o de perda de interesse. A divisão da casa, a disputa inicial e logo de cara dos participantes que foram confinados em uma casa de vidro em um shopping, entre outras novidades, ao invés de aumentarem a atratividade do Big Brother, criam uma sensação mais pungente de jogo, de coisa controlada. E isso, definitivamente, não é o que os telespectadores esperam de um "reality show". Eles querem, sim, aquela "realidade" vigiada. Querem a possibilidade de julgar pessoas que fingem não saber que estão sendo julgadas. Querem identificar-se com os tipos sociais ali construídos. Querem, por fim, apreciar aquele sistema de teletelas proposto por Goerge Orwell. Querem vigiar, não assistir a coisa previsíveis. Querem a vida real desnudada e orientada, mas não artificializada.

Celebremos o sonho!

"I have a dream".

Esta é, com certeza, uma das mais famosas frases já pronunciadas no seculo XX. Ela foi dita pelo pastor e ativista americano Marthin Luther King Jr., em seu histórico discurso no dia 28 de agosto de 1963, em Washington D.C.
King falava sobre a união de raças, sobre transposição de barreiras culturais, sobre o tão proclamado, mas pouco vivido, conceito de LIBERDADE nos Estados Unidos da America. King falava sobre coisas que aconteceriam no futuro e, assim, acabou provocando uma mudança sem precedentes na sociedade dos anos 60.

23 anos depois desse fato singular, o governo americano decidiu homenagear o feito de Martin Luther King com um feriado nacional, chamado de Martin Luther King's Day. Ele acontece sempre na terceira segunda-feira do mês de janeiro, data próxima ao aniversário de King. Todavia, somente em 1993 o feriado foi cumprido em todos os estados do país. Neste ano, este importante feriado será comemorado no dia 19 de janeiro, data-véspera a um outro importante - e porque não dizer tambem historico - dia na historia americana (e tambem porque não dizer mundial).

No dia 20 de janeiro de 2009 tomará posse o primeiro presidente afrodescendente dos Estados Unidos da America, Barack Hussein Obama II. Coincidência ou não, Obama tambem é detentor de um belissimo discurso, publicado anteriormente por este mesmo blog. Fico feliz em saber que seremos testemunhas deste, que é um fato excepcional, pois apesar de passados 46 anos do discurso-ícone da luta pelos direitos civis dos negros americanos, ainda convivemos com o preconceito racial em nossos países.

E é por isso que venho convidar você, querido leitor, a celebrar o Martin Luther King's Day ai no Brasil. Aqui teremos um dia de folga, sem bancos, onibus e trabalho, mas com certeza ele vai muito além disso. Ainda que ocupados, que voces aí possam parar um minuto para comemorar o que Martin Luther King representou: a revolta e a indignaçao com as coisas injustas do mundo, sejam elas brancas ou pretas.

Um abraço saudoso,

Pabline Felix, de Missoula, estado de Montana, Estados Unidos.

Porque falar sobre Maysa?

A resposta é simples: escândalo sobre escândalo. Bebedeiras, gritarias vexamosas, divórcio precoce de um dos homens mais ricos e tradicionais da cidade, fotografias em um nu (bastante) “artístico”, acidentes, brigas públicas e várias tentativas de suicídio encharcaram a vida da cantora Maysa Matarazzo. Todas essas situações, entre tantas outras loucuras foram cantadas por milhares de fãs, que choravam em suas vitrolas as tristezas da musa.

Provavelmente, Maysa enriqueceu mais os cofres das revistas “caras” (não no preço, claro) da época do que seus próprios bolsos com seus shows melódicos e teatrais. Não se pode negar que aquela voz grave, aliada a letras inteligentes e um tom poético fizeram dela a maior cantora de fossa do Brasil! Não que ela gostasse deste título. Ela sempre se definiu como uma cantora de gênero romântico. Muitos diziam que suas canções eram demasiadamente melancólicas e repetitivas, mas ela se defendia afirmando que cantava aquilo que vivia.
Para a euforia dos jornalistas “sensacionalistas”, Maysa tinha um temperamento instável (eufemismo para “mimada-descontrolada”), ingeria álcool juntamente com moderadores de apetite e fumava um cigarro após o outro. Tudo isso e suas provocações fizeram da vida da intérprete uma “novela” de sucesso, que deu origem muitos anos depois, a uma minissérie dirigida pelo seu próprio filho, Jayme Monjardim e exibida atualmente pela Rede Globo.

Apesar do retrato triste que pintaram na minissérie, não se pode negar que ela estava, sim, à frente de seu tempo. Foi uma mulher irreverente e verdadeira que batalhou pelo que queria, mesmo num momento em que o homem, apoiado pela sociedade paternalista, mandava e a mulher só tinha uma alternativa: obedecer calada e chorar. Ela não obedeceu, mas chorou. Ela não obedeceu e também não se calou.
Creio que ela fez por merecer ser falada e tão ouvida.

Não se limitem apenas ao que a Globo exibe e assista aos vídeos do seu casamento, de "Elis Regina 'imitando' Maysa", “Maysa cantando o tema de abertura da novela Bravo [1975]”, "Maísa cantando 'Meu mundo caiu' no Japão", "Gal Costa e Maysa", entre outros.

Sem pauta...e sem idéia!

Segunda feira é o dia mais chato da semana! Indiscutível. Quer dizer...há quem argumente que domingo a noite é pior. E não só porque você teve que passar a tarde inteira curtindo aquele programa legal do Gor...ops!Faustão. Mas também porque bate aquela tristeza de quem vê o fim de semana se despedindo. O que dizer então de uma segunda feira pós-férias, ainda com gostinho de água de côco (e o que mais quer que estava lá dentro daquele côco limpinho da praia)na boca?
Pois é!Tarefa dificil encontrar inspiração para escrever em plena segunda feira, ainda com a cabeça lá na areia, tostando no sol,sem saber quem está mais vermelho: se é o camarão do espetinho ou você mesmo. Desesperada e sem idéias, lá fui eu consultar o pai dos burros. Não, nao falo do dicionário não, mas da revolução internetística que permite à gente descobrir e fuçar tudo que se há para descobrir e fuçar na Internet: o Google.
Bastou digitar lá:"sem idéia" (quem sabe "sem criatividade" também não dá certo?)e eis que "painho" me apresenta uma ótima opção de diversão para os tempos de ócio. Trata-se do Idea Generator. É um link de um programa que permite que o internauta combine uma série de palavras e crie um projeto original. Desde uma "exclusiva casa virtual", passando por um "revolucionário sistema de som que solta bolinhas", dá para se divertir bastante.
Pena que o link ainda não esteja sendo muito divulgado pela net. E são poucas as informações sobre o programa, mas vale a pena conferir e se divertir. Afinal, quem disse que estar sem idéias é um problema? Que vá comprar um “transparent morphing vehicle” e ser feliz viajando pelos projetos malucos. Ou, como a autora desse post, comece lá pelo Faustão para finalmente chegar em sua "transparent mobile house", percorrendo um caminho bem longo de idéias non-sense(com ou sem hífen?)!!

Tragédia anunciada

Em meados do segundo semestre de 2008, conversei com a arquiteta Suzana Meinberg sobre vários assuntos relacionados à urbanização de Belo Horizonte, em entrevista para o jornal da Pro-Civitas, associação de bairros da região da Pampulha. E acompanhando as tragédias que a chuva provocou na capital mineira neste final de ano me lembrei de alguns pontos que surgiram neste bate-papo.

Segundo Suzana, Belo Horizonte foi uma cidade planejada para 200 mil habitantes, mas hoje a população se multiplicou várias vezes e houve uma expansão que não foi planejada. Neste processo, loteou-se córregos, várzeas, tudo, e onde haviam 200 pessoas passaram a existir 2 mil. E como não houve planejamento para tal expansão, não houve construção de uma estrutura decente e muito menos manutenção adequada.

Então, em épocas de chuva intensa, os problemas estruturais aparecem. Muitas pessoas colocam a culpa nas mudanças climáticas, que é outra questão importante, e se esquecem de onde o problema realmente está. Pode ser até verdade que São Pedro precise de um RP, mas enquanto os governantes não tomarem consciência da necessidade de manutenção preventiva, a população não diminuir a poluição desnecessária (pois parte das enchentes é culpa de bueiros entupidos, por exemplo) e a questão ambiental não for discutida seriamente, outras tragédias como a ocorrida na chegada de 2009 em BH acontecerão várias e várias vezes, como sempre ocorre em épocas de chuva.

E chegou o ano novo...

2009 chegou e os noticiários nos mostram o tempo todo os velhos problemas. Por aqui, as enchentes...acho que nunca na história desse país (me permita Lula) choveu tanto. Não que eu tenha visto obviamente.

Mas, o que mais me deixou incomodado foi a interminável e recorrente guerra entre israelenses palestinos. No jogo de "ele me atacou primeiro" quem está na linha cruzada é a população civil, e quem está em cheque novamente é o Conselho de Segurança da ONU. A ONU pede o fim da ofensiva terrestre de Israel sobre a faixa de Gaza, que alega querer destruir a infraestrutura (com hífen ou sem hífen?Eita regrinha nova confusa) do Hamas, o grupo palestino. Israel diz que a campanha não será curta (pelo menos conscientes eles são).

A ONU não autorizou as invasões americanas anteriormente, e o que aconteceu?Nada. Israel agora invade a Faixa de Gaza. O que acontecerá? O fato é que não há medidas efetivas.

Ahh, pelo menos entre o recheio de sangue, o noticiário aparece com notícias agradáveis!Os primeiros bebês que nasceram no ano...São Paulo, bem, ela está vazia! O mais "belo" e espantoso, juntos. Boa noite (me permita Bonner).