Férias

Sim...elas chegaram aos membros desse núcleo. Depois de muitas provas finais na faculdade, diversas demandas na empresa, o glorioso dia chegou. Então, não perca seu tempo lendo muito...descanse!Esqueça os emails (também não é assim!de vez em quando dá uma olhadinha!), telefonemas com obrigações e horas marcadas.

Aproveitem! (logo, logo esse post estará obsoleto...)

A síndrome do bicho

Ah! Tempos modernos. Quem diria, hein? Hoje até os pinguins acompanham as tendências comportamentais da sociedade humana. Que o diga o casal gay da espécie que foi banido do zoológico onde habitava. Motivo: roubo de ovos. Isso mesmo. E o episódio teve até direito a passeata de grupos a favor dos direitos animais. Será que conseguiram fazer com que o julgamento fosse levado aos tribunais? Qual a setença para o casal? Culpado ou não?
Pois é...convivendo na mesma página da notícia sobre o parzinho de pinguins, vinha uma outra, desta vez sobre outra espécie. Gato com asma? Fácil de resolver! Só levar o bichano para uma sessão de acupuntura.
E por aí vai a série de apropriações de criações humanas para bichos. Cavalos com sorriso bonito? Não, não é propaganda da TV para cavalos. Essa tecnologia (ainda) naõ existe!!Mas um dentista só para equinos? Sim. Claro. Entretanto, se sua onda são animais de pequeno porte, você também pode contar com os serviços odontólógicos para cães.
Longe de mim questionar qualquer coisa, mas juro que preferia quando animal de estimação era aquele bichinho que você alimentava (e apertava ou irritava, no meu caso).

Uma câmera na mão e um site que não sai da cabeça

"Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça". Será que quando Glauber Rocha – um dos pais do cinema brasileiro - pronunciou estas palavras tinha idéia da revolução audiovisual que viria a seguir? Penso que sim, penso que não. Tem gente que diz que hoje tá mais pra "uma idéia na mão e uma câmera na cabeça". Mesmo com alguns pensamentos pessimistas sobre a revolução e a enxurrada de sons e imagens que nos encharcam todos os dias, quer queiramos ou não, depois do incentivo do cineasta, muitos brasileiros tomaram coragem para investir na carreira, ou mesmo pra tirar suas idéias do papel. E por falar em tirar idéias do papel, foi exatamente o que um grupo de fotógrafos, cineastas e jornalistas fez. Não só tiraram da cuca, mas também enquadraram num projeto muito interessante, divertido e inusitado. O "Música de Bolso" é produto do trabalho de gente apaixonada por música; de gente cansada do convencional. É um projeto audiovisual que deseja registrar momentos diferentes de artistas diversos. Mas não é somente armazenar, e sim dissipar a cultura, pelo site, pelo Orkut, pelo blog e pelo boca-a-boca de quem canta e conta..... Acredite, não é apenas o registro de clipes. Não é simplesmente um cantor tocando para uma câmera (é mas não é..rs). Pra mim, é mostrar 'aquela' música de um jeito muito diferente, que talvez você nunca veria em outro lugar. Por enquanto, Vagalume, do Pato Fu é a minha preferida. Confere lá!


http://www.musicadebolso.com.br


Nodlig mhaith chugnat!

Agora você sabe como desejar Feliz Natal na Irlanda, diz o Flickr.

Dezembro está aí e você lembra de quê? Provas? Tá, lembra, mas não é isso. Viagens? Não, também não. Férias? Tá esquentando. Fim-de-ano? Passou! Ahhh, Natal. Sim, o Natal. Para os desinformados de plantão (que moram em outra galáxia, só pode!), o Natal é uma festa cristã comemorada no dia 25/12 pela Igreja Católica Romana, Igreja Anglicana e por certos grupos protestantes. A Igreja Ortodoxa comemora-o no dia 07/01. Ela celebra o nascimento de Jesus. Okay, até aí muita gente sabe. Mas essa festa tem algumas peculiaridades que não são muito difundidas no senso comum.

Por exemplo, a data. De onde veio esse 25 de dezembro? Quem disse que Jesus nasceu nesse dia? Bom, ao que parece, não nasceu. Em Lucas, 2:8-1, lê-se: "Havia pastores que estavam nos campos próximos e, durante a noite, tomavam conta dos seus rebanhos". Na época, a Palestina está passando pelo inverno, lá chove e neva. Um pastor simplesmente não poderia estar tomando conta dos rebanhos à noite, ao ar livre. No inverno, as ovelhas eram levadas para o aprisco. Então, definitivamente, o nascimento não foi nem em dezembro.

Mas então... porquê esse dia? Por volta do século IV, a Igreja Católica, insatisfeita com as comemorações pagãs regadas a orgias e bebidas do solstício de inverno, resolveu instituir o nascimento de Cristo no mesmo dia. Poucos dias antes, comemorava-se com trocas de presentes e festas a Saturnália, relacionada a Saturno. A Igreja visava, ao colocar o Natal no dia 25, adaptar as festividades que já aconteciam ao pensamento cristão, facilitando a conversão dos pagãos.

E o tal velhinho, aonde entra? Prá variar, no século IV (tudo acontece nesse século?), havia um bispo em Mira chamado Nicolau Taumaturgo - ainda bem que mudaram o nome dele. Enfim, esse bispo, que veio a ser canonizado pela Igreja, costumava ajudar as pessoas que estavam em maus lençóis, financeiramente falando, mas tudo no anonimato, na surdina. Isso foi sendo contado através das gerações e, em 1822, foi lançado um poema chamado A Visita de São Nicolau, por Clemente Clark Moore. Ele ajudou a difundir as características conhecidas desse gorducho, como o trenó, as renas e a chaminé que, diga-se de passagem, vem das tendas dos antigos lapões finlandeses, cuja entrada era no teto.

Onde entra a tão falada Coca-Cola? O cartunista americano Thomas Nast foi quem criou a imagem do Papai Noel de roupas vermelhas com detalhes em branco e o cinto preto, em 1886, para a revista Harper's Weeklys. Mais tarde, a Coca-Cola veiculou uma mega campanha publicitária que vestia o bom velhinho como imaginado por Nast, difundindo essa aparência do Nicolau.

E onde ele mora? O Noel mora na Finlândia, meu amigo. Porque acha que ele usa tanta roupa de frio? Para ser mais exata, ele mora na Lapônia, em uma cidade chamada Rovaniemi. Sua casa de verão auto-declarada é na Vila de Penedo (RJ), berço da colonização finlandesa no Brasil.

Okay! Quero escrever pro Papai Noel, como faz? Bom, o Papai Noel recebe, em seu escritório, mais de 700 mil cartas por ano, e isso é muita coisa prá ler. Mas, sério, acho que ele dá conta do recado, tem 364 dias à toa. Não desanime e mande seu pombo-correio (sim, ele aceita pombos). Se ele estiver ocupado em outras viagens, fala pelo site do escritório dele. Mas, se você é old-school, mande uma carta para:
Santa Claus Arctic Circle 96930 Rovaniemi Finland

Pronto! Agora, você tem uma cultura inútil beeeeem maior sobre o Natal. Hauskaa Joulua!

Uma partida de futebol por trás das cortinas

Nas andanças pela internet achei esse post sobre o mundo do futebol no blog "Pitacos e Relatos". Achei bastante interessante, e vale a pena conferir. Clique aqui
Não querendo generalizar ou acabar com as ilusões de alguns, mas o tema é pouco exposto em comparação às corrupções, por exemplo, da política brasileira.

O assunto me fez realmente parar para pensar. Nessa semana em que temos o anuncio de ingressos a valores absurdos para Goiás x São Paulo pela última rodada do Brasileiro, em que visitei o CT do Atlético Mineiro e conversei com garotos da base sobre o mundo atrás das quatro linhas (a convite do traíra e ex-jornalismo CRIA, Fábio Megale) e que me fez relembrar algumas conversas que já tive a respeito com profissionais do futebol.

Os torcedores enfrentam filas, pegam ônibus, torcem por jogadores que estão ali, as vezes sem nenhuma identificação, fazendo figura. Futebol é negócio, ponto. Como vários e vários outros ramos, o dinheiro é quem comanda. Nessa visita ao CT do Atlético, a certeza dessa cultura foi expressada pelas palavras de um jogador do juvenil: "Nós somos a mercadoria, um produto. Temos que nos cuidar para que alguém nos compre".

E é isso. Podem falar de falta de amor a camisa, de paixão e etc, mas os jogadores também têm que garantir o seu. Eles estão na trama de diretores de futebol, de empresários, cada um querendo garantir a sua fatia do bolo. E como pedir para um jogador de origem pobre para amar o clube em detrimento de boladas de dinheiro que o seduzem para o exterior? (E claro, os que chegam a esse ponto de grandes contratos são poucos).

Um experiente treinador que já dirigiu vários clubes mineiros e grandes clubes brasileiros afirmou certa vez que a sujeira é grande, mas que tudo fica por trás das cortinas. Ele já viu nos clubes em que passou dirigente comprar juiz, desvios de dinheiro, clubes serem rebaixados enquanto os jogadores só pensavam no próximo contrato em outro clube.

E o torcedor nisso? O que faz? O futebol é emoção, é parte de discussões e de rivalidades. Acreditar que tudo isso de certa forma é manipulado (inclusive resultados) parece ser doloroso...evitar pensar no tema talvez seja mais fácil. Ainda há esperança, há ícones como Marcos do Palmeiras ou Rogério Ceni do São Paulo. O estádio cheio, uma partida disputada, uma vitória suada...não há o que pague isso. Entretanto, com ingressos a 400 reais para diminuir prejuízos de clubes mal administrados, a coisa parece ficar cada vez mais preta!Ahh se a moda pega!

O "espírito" (de vendas) natalino

Mal mal começa dezembro e o Natal já vira tema obrigatório, seja nas decorações de ruas, casas, lojas ou nas notícias e no próprio espírito das pessoas. Na verdade, tudo isso agora começa mesmo ao início de novembro. E vira sinônimo de festa, de férias, de desculpa para as pessoas comprarem mais. Mas o que eu fico me perguntando é: até que ponto esse “espírito” natalino não virou só mais uma desculpa para aumentar as vendas e para as pessoas descarregarem suas consciências pesadas pregando a união (que na verdade se refere à reunião e preocupação em emperequetar a casa e mostrar para os outros)?
Procurando por aí temas sobre os quais poderia escrever para o blog, esbarrei em um título de notícia que dizia “Papel higiênico temático é sugestão para receber bem no Natal”. Isso mesmo, entre outras dicas de especialistas sobre como decorar com “charme” sua casa para receber convidados no Natal, havia a indicação de um papel higiênico com desenhos natalinos. O preço? R$23,00. Sim, isso para um ROLO DE PAPEL HIGIÊNICO!
Aí eu, participando da campanha de adoção de cartinhas do Papai Noel, penso: porque não gastar os mesmos R$23,00 com um brinquedo para uma criança? Ainda que isso seja mais uma ação pontual, para aliviar a consciência pesada de uma maioria que não pratica nenhum ato do gênero durante o ano inteiro, é muito mais válido etem muito mais a ver com o verdadeiro “espírito” natalino. Mas não!Vamos todos gastar com o papel higiênico decorado, porque isso é sinônimo de receber “bem” os convidados e demonstrar que naquela casa as pessoas seguem o “espírito” natalino. O que parece é que quem se dispõem a seguir dicas desse tipo está precisando mesmo utilizar muito papel higiênico. Principalmente para limpar a própria cabeça.

Números do fim do mundo:

Santa Catarina: 116 mortos
78 mil desabrigados
30 desaparecidos

Tailândia, em 30 de novembro: 52 feridos na explosão de uma granada

Índia, última contagem: 195 mortos
295 feridos

Iraque, 01 de dezembro: 29 mortos em atentados a bomba
pelo menos 75 feridos

Tenho ficado bastante preocupado ultimamente. As coisas têm acontecido todas ao mesmo tempo. Não que nenhuma delas acontecesse antes, mas certamente a visibilidade e frequência estão mais e mais explícitas. Seja o que Deus quiser e que Obama nos salve de um futuro mais nefasto [até parece].

Agendas

Caríssimos!

Venho aqui escrever-lhes sobre o maravilhoso poder de organização de uma agenda. Sim, de uma simples agenda. Algo que, em um primeiro momento, pode parecer algo inútil, trabalhoso, ou, até mesmo, chato, mas que torna-se cada vez mais necessário em meu dia-a-dia.

Agendas sempre foram objetos presentes em minha vida, mesmo quando não utilizadas. Sempre tem aquela passoa que te dá uma agenda, na esperança de que você a use. Comigo, não foi diferente. Tenho um sem número de agendas antigas, dos mais variados anos e temas. Escolas também contribuem para isso. Todo ano havia a emoção de receber a agenda, ver como ela era e, claro, como eram os adesivos.

No primeiro ano, sabe-se lá porque, resolvi usar a minha corretamente. Acho que foi culpa do número crescente de deveres e da minha preguiça de olhar todos os cadernos antes de fazê-los. Desde então, passei a anotar tudo: deveres, avaliações, aniversários, trabalhos e, também, coisas triviais, como temas que queria pesquisar e outros tipos de lembretes. Minhas agendas tornaram-se minhas companheiras fiéis, consultadas várias vezes ao dia. Esse hábito saudável se estendeu até o final do terceiro ano, em 2007. Desde as provas do vestibular, não tocava em uma agenda.

Então, no final de 2008, há quase um ano de asbtinência do uso de agendas, comecei a sofrer com sua falta. Aniversários esquecidos, deveres ignorados, trabalhos mal-planejados. E, é claro, a péssima mania de escrever na mão adquirida. Para completar, minha cabeça não andava lá muito boa e não ajudava a lembrar dos compromissos e deveres. Então, eis que uma reflexão após a perda (esquecimento!) de uma reunião fez com que eu enxergasse novamentea beleza e a necessidade desse belo objeto que, há tempos, eu renegava.

Mas o que fazer quando se precisa de uma agenda no final de um ano?Não seria muito sensato comprar algo para fazer uso de apenas 2/12 avos de seu conteúdo. Então, lembrei-me: a agenda dada pela amiga tempos e tempos atrás, sem restrições de ano. Outro ponto positivo: ela começa em setembro, o que minimiza seu desperdício.

Fui às nuvens com minha nova agenda. Ela é linda, colorida e feliz. E me deixa organizada. Desde que a ressucitei, uma semana atrás, não a largo, e somos muito felizes juntas, obrigada.

O eleitor: quem é ele?

Essa semana estive presente no I Simpósio Nacional de Marketing Político e Opinião Pública. O primeiro ponto é: quem é esse tal de Simpósio? Só descobri o que era após ir as "palestras"...era assim que eu denominava as mesas antes de pronunciar esse nome estranho. A cara colega coordenadora do Planejamento munida de seus livrinhos explicou (se não me falha a memória e com a ajuda do Wikipedia):
Simpósio - é uma mesa redonda onde os convidados expõem sobre algum tema e o objetivo é o intercâmbio de informações. Contam com a presença de um coordenador.

Para completar, foi definido o tal do Colóquio também - é também uma exposição sobre determinado assunto, mas onde há debate, e no final se redige um documento em que se pretende formalizar as conclusões geradas após o encontro.

(há ainda outras definições mais práticas dadas pelos colegas de Jornalismo...mas isso eu deixo para eles dizerem)

Deixando de curiosidades e lero lero, vamos falar da Mesa 4, ocorrida no dia 19/11 na Fafich. O tema era Marketing político e partidos políticos. Chamou a atenção a apresentação da Professora Dra. Luciana Veiga (UFPR) que apresentou dados sobre a identidade do eleitor. Sua exposição era baseada em estudos próprios e nos Estudos Eleitorais Brasileiros (ESEB) realizados em 2002 e 2006. Tal como o Simpósio irei expor as idéias e o Colóquio (debate) deixo por conta de vocês nos comentários ok?

Segundo a apresentação cerca de 30% do eleitorado hoje tem identidade partidária. O número (muito mais alto que pensava) me assustou. Mas, como desconfiava, esse número vem caindo eleições após eleições. Em 2002 39% diziam ter identidade partidária. Em 2006, 28% diziam ter identidade partidária. Uma queda brusca, não vista em outros países em tão rápido tempo.

Os partidos com mais identificação com o eleitorado (antes e depois, 2002 e 2006):
PT - 23%/18%
Motivos apontados para identificação: Apelo popular, atrelado à clase trabalhadora, ideiais de igualdade social

PMDB - 4%/4%
Motivos apontados para identificação: foi um partido que se opôs a ditadura, e ainda alinhou-se ao governo Lula, onde é visto como um governo voltado para o povo.

PFL (agora DEM) - 2%/1%
Motivos apontados para identificação: Pelos seus valores democráticos de liberdade.

PSDB - 4%/4%
Motivos apontados para identificação: Oposição ao PT, possui um discurso ético/moralista, apóia a meritocracia e não políticas compensatórias e é ligada a classe média.

Para completar, gostaria de colocar algumas informações dadas na mesma mesa pelo Prof.Dr. Luiz Cláudio Lourenço (Uni-BH). Ele está analisando o comportamento dos universitários nas eleições municipais de BH em 2008. Os apontamentos feitos, foram de que os universitários buscaram muitas informações sobre os candidatos...e na internet. Aliás, ela foi o palco de emails anônimos, de vídeos cômicos, de scraps convidando a votar no candidato tal...

Segundo Luiz, a percepção nessas eleições foram instáveis, onde cada período da campanha era avaliado algo. No início (antes do Horário Eleitoral, outro importante meio de informações sobre o candidato) a tendência foi escolher pela continuidade, o prefeito da aliança. Após um bombardeio de críticas, Quintão soube se utilizar disso e cresceu, chegando ao 2° turno. Mas, a mesma internet que o ajudou, também o atrapalhou. Vídeos como "nós vamos chutar a bunda dele!" e do "despretensioso" Tom Cavalcante acabaram repercutindo em uma imagem negativa. Obviamente, a derrota não é explicada só por esses fatores. No entanto, como disse a idéia desse post não era desenvolver esses dados...agora, vamos aos comentários!

Conselho, conselho. Auto ajuda à parte

Eu não sou nem um pouco adepta de livros, vídeos, filmes e guias de auto ajuda. Sou totalmente contra essa onda de publicações, que sempre prometem às pessoas “o” segredo, “a” fórmula, “os” passos, ou o que quer que seja, que vai conduzi-los sem falhas ao sucesso, à felicidade, à plenitude, ao relacionamento perfeito. Caso a chave que eles oferecem para esse paraíso de bons fluidos fosse realmente a única eficaz, como poderiam ser explicadas as inúmeras outras publicações sobre o mesmo assunto e que prometem a mesma coisa?

Outros fatores negativos dos “auto ajuda”: são extremamente generalizantes, abstratos e nem um pouco aplicáveis. Sim, nenhum passo ou ação concretos são propostos por esse tipo de livro. “Corra atrás da sua felicidade”, “Fique mais calmo”, “Não caia em ciladas”, “Seja prevenido”, “Não se apaixone por homens perigosos”.E por aí vai o estereótipo de conselhos que eles dão. Alguma familiaridade para você? Eu, pelo menos, já ouvi milhares destes. Para mim, isso é demagogia pura. A não ser, é claro, que cada situação venha com um aviso de “eu sou totalmente segura, você não vai cair em uma cilada” ou que os homens perigosos passem a andar com uma placa luminosa de advertência. Pura estratégia para ganhar dinheiro às custas de quem está tão no fundo do poço que realmente acredita que lições de moral vazias poderão fazer sua vida se revolucionar.

Claro, não contesto o poder motivador dos conselhos. Mas quando eles são direcionados e concretos, fica bem mais fácil de acreditar que poderão realmente mudar alguma coisa. Duvida? Eu também duvidava. Até ver o vídeo de um discurso feito por Steve Jobs (sim, aquele que disseram que tinha enfartado), CEO da Apple, fundador da NeXT e do estúdio Pixar, aos formandos de Stanford. Vale a pena perder 15 minutos para ouvir, se não uma série de excelentes conselhos, ao menos uma boa história de vida!

O preço de um furo


"O bom repórter é aquele que sabe encontrar quem sabe." Ouvi essa frase do dono do jornal onde trabalhei e nunca a esqueci. É simples, mas sintetiza bem a arte da apuração precisa, um dos maiores desafios de um jornalista.
A credibilidade da fonte é tão importante quanto o próprio fato. Explico: uma notícia bombástica, com todos os "ingredientes" para ser a capa de um jornal, só pode ser considerada se a fonte que forneceu a pauta é de confiança. Existem várias formas de checar isso e uma das mais simples é a investigação: saber quem é, coletar dados, tirar a prova, questionar, perguntar, perguntar e perguntar. Se a informação não for verdadeira, é batata: a fonte cai em contradição.
A boa apuração, grande prazer dessa profissão tantas vezes injusta, parece estar sendo deixada de lado. Afinal, o Google resolve metade dos problemas de um repórter com deadline estourado e o maravilhoso mundo da internet está aí para ser explorado. Mas o problema é exatamente esse: a outra metade, que pode comprometer toda a matéria.

Velocidade em detrimento da verdade

Exemplos? Tenho dois. Ivete Sangalo anuncia que está grávida. Imediatamente, o site Ego publica uma matéria cuja fonte é a página no Orkut do namorado da cantora (veja abaixo). Eles reproduzem frases inteiras do tal perfil e as consideram como verdade. Resultado: o perfil do rapaz era falso.

O outro exemplo teve conseqüências bem piores. As ações da Apple caíram assim que foi divulgada pela CNN a notícia de que Steve Jobs havia sofrido um ataque cardíaco. Após o desmentido, descobriu-se que um jovem de 18 anos foi o autor do boato. Ele postou a notícia na área colaborativa do site da CNN.
As redes sociais e a web 2.0 trouxeram enormes benefícios à comunicação e prometem ainda mais. O erro não está nas ferramentas, mas na falta de apuração por parte dos veículos de imprensa. Uma notícia dada por uma fonte por telefone, pela internet ou pelo Orkut deve ser checada com a mesma responsabilidade. Alguns jornalistas só não fazem isso porque preferem apostar no furo a qualquer custo. A velocidade em detrimento da verdade.


*O texto não é meu (foi escrito pela Lívia de Souza Vieira, para o portal Observatório da Imprensa) mas o questionamento que ele levanta, é meu há muito tempo: o que vale mais: o furo ou o fato? O furo vende e o fato... bom, o fato é o fato.

Proteste JÁ!

Esse pequeno post é só pra não deixar o blog parado enquanto preparo um novo post bonitão!

PROTESTO: Digo não a escolha do Fred Mercury para ser o meu personagem no Prêmio CRIA Qualidade. Protesto contra o autoritarismo do Megale, que nem do núcleo é, e substituiu o digníssimo Fidel Castro e colocou o tal bigodudo. Ado à ado, cada um no seu quadrado.


O Elvis das comunicações in memorian e ad infinitum

Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo ou simplesmente Chatô: um dos personagens mais emblemáticos e geniais que habitou o Brasil no século XX. Muitas de suas idéias e ações foram imortalizadas, não somente no livro de Fernando Morais, “Chatô, o Rei do Brasil”, mas em diversos registros históricos que provam sua influência na sociedade da época.
Fernando Morais não foi o primeiro a tentar colocar nas páginas de um livro as (a)venturas e desventuras de Chateaubriand, que com certeza renderiam – e renderam – um best seller: André Malraux, padre Dutra e a princesa romena Bibescu fracassaram em suas tentativas, segundo o próprio Chateaubriand.
Para relatar num calhamaço de cerca de setecentas páginas as memórias do ícone brasileiro, Morais recorreu a uma extensa bibliografia que inclui livros sobre o autor, tal como “Presença de Assis Chateaubriand na vida brasileira”, de Mário Barata, e também a livros sobre outros personagens próximos a Chatô, como “Memórias de um Revolucionário”, de João Alberto Lins de Barros.
Fernando Morais se debruçou, ainda, sobre livros acerca da história da imprensa, bem como textos sobre a história do país: “História da imprensa de Pernambuco”, “A verdade sobre a revolução de Outubro”, “Os tempos de Rosa e Silva” e “A História da Imprensa no Brasil” foram utilizados para incrementar a obra com narrativas da história nacional, além de contar um pouco do que o paraibano de Umbuzeiro representou politicamente, estrategicamente e profissionalmente no Brasil pré e pós República Café com Leite.
Para ter dimensão do papel de destaque assumido por Assis Chateaubriand, Morais pôde consultar, minuciosamente, registros, entre livros, fotografias, documentos oficiais e artigos em jornais diversos, além de pessoas ilustres, amigos, inimigos, empregados, patrões e parentes, que puderam revelar, em 184 entrevistas ao todo, nuances mais detalhadas da atuação de Chatô, além dos títulos que ele recebeu ao longo da vida.
Fernando Morais desvendou detalhes do desempenho de Chatô como jornalista (sempre polêmico, mas não tão ilustre), advogado (trabalhando sempre para poderosos empresários estrangeiros), senador pela Paraíba e pelo Maranhão (eleito pelo poderoso voto das fraudes), embaixador do Brasil na Inglaterra (pouco atuante e muito zombado pelas trapalhadas), membro da Academia Brasileira de Letras (imortalizado junto a Machado de Assis, Olavo Bilac e Graça Aranha), mecenas brasileiro (fundador do MASP e incentivador de iniciativas pelo desenvolvimento da arte), escritor (autor de poucos livros, mas de milhares de artigos nem sempre com teor estritamente jornalístico), empresário diretor de uma cadeia de mais de cem jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão (que sempre usou – e abusou - de sua influência para angariar fundos para seus empreendimentos) e também como marido (ausente, carinhoso, ausente, autoritário), patrão (pão-duro e exigente), pai (doentio, mas bajulador), amante (conquistador irresistível para algumas, tarado e asqueroso para outras), amigo (amigo de gente influente, rica e poderosa como Getúlio Vargas e Santos Dumont) e inimigo
Morais retratou em seu livro sentimentos e sentimentalismos que talvez nem o próprio Chatô revelaria. O episódio em que Chatô pede em casamento a atriz Iolanda Penteado, romanticamente, sob as estrelas em um jardim, apenas duas horas após ter sido a ela apresentado revela que o livro conta com as vozes de pessoas próximas ao protagonista, além de imaginação e criatividade por parte de Fernando Morais. Outro evento descrito por Morais que demonstra a importância das entrevistas para a construção dessa biografia de Chatô é o da lua de mel, quando sua esposa Maria Henriqueta Barrozo descobre maluquices do marido, entre camisolões de dormir e a “queixeira” para evitar o ronco durante o sono.
Não deve ter sido fácil reunir em livro tudo ou muito do que aquele paraibano de hábitos e sonhos empreendedores e quase nunca politicamente corretos, mas sempre politicamente realizados representou. Fernando Morais foi feliz em sua empreitada e presenteou os leitores deste livro com momentos surpreendentes e assombrosos, engraçados ou de mau gosto, que contam a historia não de um brasileiro qualquer, mas sim, de um verdadeiro Rei do Brasil.

Um giro por BH

Não deixa de ser irônico o título, pois, andar por Belo Horizonte ultimamente é exercício para a paciência e o humor de qualquer um. Trânsito, trânsito, trânsito...é do que se fala ultimamente por aqui. A overdose do assunto também não é algo agradável...mas, decidi escrever aqui depois de ontem (uma sexta-feira) passar uma hora e meia (90 eternos minutos) dentro de uma lata de sardinha para sair da Pampulha e chegar a região Centro Sul. O curioso é que isso ocorreu mesmo após a "grandiosa" entrega de um trecho de obras na Antônio Carlos, cerca de 600 metros no Bairro Aparecida, com pistas exclusivas para ônibus liberadas.
Na inauguração da obra (nesta semana), o atual prefeito Pimentinha chegou a dizer que isso representaria uma redução de cerca de 25% do tempo gasto pelos coletivos. O prefeito sapeca é ruim de matemática, ou tem maus assessores ou ainda mesmo, tá de sacanagem!

Bom mesmo parece que vão ser as novas leis para ônibus que irão vigorar pelos próximos 20 anos, isso mesmo, 20 anos. Veja mais informações aqui

Dentre as principais mudanças estão:
- Dias de semana e sábado - espera por ônibus devem estar entre 3 e 20 minutos.
- Domingos e feriados - o embarque em 2 ônibus num intervalo de 90 minutos terá a cobrança de 1 só passagem
- Agora serão permitidos 5 passageiros por metro quadrado, contra os 7 passageiros por metro quadrado anteriormente permitidos. O limite de 7 passageiros por metro quadrado é excedido em 51% dos casos!
- Mais 120 ônibus nas linhas nos próximos 2 anos.

Tudo isso não funcionará obviamente sem fiscalização. A fiscalização da ocupação dos coletivos será feita através de um software que contará o número de usuários, a ser implementado em até 3 anos. Até lá, a fiscalização será feita através de bilhetagem eletrônica e fiscais da BHTrans. Além disso, haverá 135 tipos de multas para as concessionárias de ônibus que desrespeitarem as regras.

As mudanças tecnológicas também estão para chegar. Os ônibus terão um aparelho GPS que informarão aonde o ônibus está, quanto tempo demora para chegar, se está preso em um engarrafamento...tudo isso poderá ser conferido através da internet, celular ou pelos painéis eletrônicos que serão instalados nos pontos de embarque e desembarque.

Muito bom não?Vamos ver se na prática isso realmente funcionará.

Orçamento Participativo Digital

Por falar em trânsito, o Orçamento Participativo Digital 2008 está todo voltado para a questão da mobilidade urbana. A segunda edição do OPD (a primeira foi em 2006) apresenta 5 possibilidades de obras para a escolha de uma. No primeiro OPD, eram ofertadas 36 possibilidades para a escolha de 9, 1 obra para cada regional da cidade.
No entanto, se em 2006 foram disponibilizados 20 milhões para o OPD, agora serão ofertados 50 milhões de reais.
No site http://opdigital.pbh.gov.br/ você pode conferir cada obra, assim como, soluções da obra, o que muda, informações detalhadas com vídeos e etc. Através do site você dá o seu voto (basta que você seja eleitor em BH). Os votos também podem ser dados através do telefone 08007232201 ou por urnas que serão colocadas pela cidade.

Tudo bem que o trânsito está um caos, mas limitar o orçamento participativo só para essa questão é demais. Outras questões prioritárias como, por exemplo, postos de saúde, escolas, revitalização de áreas foram excluídas desse importante processo que é a contribuição do cidadão para as obras que gostaria de ver. Que democracia não?

É blog postando sobre blogs!

CQC

Fuçação de blogs é uma atitude típica de alguém que esqueceu o que é dormir antes do raiar de um novo dia...  (E, bom... normalmente antes de boas 4 horas do novo dia, diga-se de passagem!!!)



Mas enfim... Se você é um fã de CQC como eu, já se fez a capiciosa pergunta: afinal, CQC é humor ou jornalismo
Se é humor, beleza, excelente programa de humor inteligente. 
Mas se é jornalismo, não deveria ser feito por jornalistas? Siiiim! Não só deveria, como é feito! Pelo menos em sua maioria (como você verá nas descrições abaixo)... 
A minha curiosidade sobre o "gabarito" dos meninos surgiu pelo fato de eu considerá-los muito mais humoristas do que necessariamente jornalistas. Mas surpresa! A extrema maioria é de pessoas da Comunicação. Placar? 4 jornalistas, 2 atores e 1 publicitário.  


E como eu comecei falando em blogs, aqui vem o momento tiete do post... Seguem os perfis e os devidos blogs/sites, para aqueles que gostariam de ter um pouquinho mais de seus preferidos no programa ao longo da semana:


FELIPE ANDREOLI (THE CRESPO
Jornalista mesmo, é um dos meus favoritos no programa. A cobertura das Olimpíadas é, com certeza, um capítulo de insanidade provocada, mas de resto, ele cumpre direitinho a função. O blog é meio que um diário. Em se tratando de qualidade de texto, de todos, é o pior.


DANILO GENTILI (do REPÓRTER INEXPERIENTE)
Publicitário. Já vi todos os vídeos dele no YouTube (aquelas fanzocas), você quase ouve o Danilo falando nos posts de seu blog... 
Os textos, apesar de serem bem pessoais (o que tenderia a deixá-los chatos!), são beeem legais! Recomendo!


RAFAEL CORTEZ (do CQTESTE)
Jornalista E violonista clássico. Gente fina toda vida no programa, a gente só recomenda um treinamento de padronização de textos e diagramação com a gente =D


RAFINHA BASTOS (do PROTESTE JÁ!)
Jornalista! Engraçado, né? Ele tem milhares de ótimos vídeos de stand-up no YouTube! (Fato que corrobora a minha teoria de que jornalista tem mesmo é que se profinssionalizar em outra coisa pra sobreviver!)
Muito melhor repórter do que "âncora", o Rafinha detona os politiqueiros e afins... Quanto ao blog, gostei dos textos.



OSCAR FILHO (O PEQUENO PÔNEI)
Ator formado, pra mim está entre os mais engraçados. Ainda bem!

Não achei o blog dele, se é que existe... mas indico os vídeos! Especialmente os da série Improváveis, com todo elenco do CQC. 


MARCO LUQUE (BJOMILIGA!)
Ator, bom pacarái, faz o papel de pastelão na bancada do programa. Por conta disso ou não, ele é muuuito melhor nos palcos do que na tevê. 
É dono do blog menos egocêntrico! 


E claaaaaro! Olha isso!
The best of:
MARCELO TAS (ERNESTO VARELA NO PASSADO, HOJE THE BIG BOSS OF CQC!)
Nosso mestre inspirador é dono do blog mais popular de todos os CQCéticos e apesar de sua agenda lotadíssima, se esforça para postar todos os dias - mesmo que a programação do CQC. 
Pra mim, é exemplo de âncora na tevê brasileira! Não foi a toa que foi escalado para apresentar o Grammy Latino, neh?



(Me perdoem, não postarei sobre o CQC Assessor de Imagem... não gosto do quadro, não gosto do repórter e ele só aparece de veeeez em quando. Sim, sou muito parcial. 
Whatever... por enquanto, "garotas, bjoimiliga!")

Para começar...

A estréia sempre gera um certo frio na barriga, um medo de não se atender às expectativas. É até meio chato, porque você acaba perdendo muito tempo pensando em um assunto interessante. Pricipalmente quando você é uma pessoa indecisa que acaba fazendo suas escolhas, em grande parte das vezes, no uni-duni-tê.

Ao ver a página em branco, esperando para ser preenchida com centenas de caracteres, que, diga-se de passagem, dominam sua vida. É incrível como o número de letrinhas em um documento do Word tem tanto domínio sobre você, quando se começa a participar de projetos de extensão e a escrever matérias. Mas eles terão, um dia, seu texto próprio. Merecem. Voltemos às estréias.

O início depende muito de como a pessoa quer se mostrar ao mundo no qual se insere pela primeira ver. É aí que começam as perguntas. Como começar? Causar impacto? Gerar polêmica? Falar sobre uma das 957 mil coisas que eu gosto? Sobre um assunto muito comentado atualmente? Um assunto para o qual ninguém dá a mínima, mas deveria ser discutido? Um tema bem comum, para não daz chance ao erro? Ou sobre um assunto nada a ver com nada, para quebrar expectativas?

A escolha do tema acaba determinando a imagem do infeliz indeciso. A tal da primeira impressão, que dizem ser a que fica. Dizem. Começos magníficos exijem competência para que sejam mantidos. Inícios fracassados podem ficar impressos na mente das pessoas, fazendo com que evitem qualquer contato com as continuações. É preciso escolher bem, e isso é fato.

Minha estréia é, afinal, metaligüística. Não sei se foi a melhor escolha, mas, pelo menos, com o perdão da piadinha sem graça, é bem auto-explicativa. Sem grandes prentensões faraônicas. Apenas gastar meus lindos caracteres falando sobre um dos meus gostos: escrever.

Estréia

É com grande picaretagem e um pouco de orgulho que faço meu primeiro post aqui no blog.
Pra ser sincero, tenho que andar rápido, tá quase na hora do CQC, mas aí vai:

Outro dia a achei um trabalho que fiz há muito tempo na faculdade (leia-se duas semanas atrás) e resolvi publicá-lo. Fica então uma boa dica de um livro reportagem.

Chico Mendes: Crime e castigo.
                Um livro fascinante, só ofuscado pelo grande personagem que está nele: Chico Mendes. Totalmente desafiador, esse seringueiro, líder sindical e ambientalista conseguiu alertar as autoridades internacionais (veja bem: autoridades internacionais, não nacionais) sobre a devastação na floresta amazônica causada por madeireiros e fazendeiros e conseguiu  mostrar também a vida sofrida dos seringueiros e índios, os verdadeiros donos da floresta. Falar de Chico Mendes em poucas linhas é uma covardia contra ele, mas é fundamental para entendermos os processos jornalísticos adotados por Zuenir Ventura, o autor da obra. O livro não é todo de novidades, sobretudo para quem acompanha os noticiários de política e o jornalismo. Mas Zuenir não se preocupa. Ele está aí para dar sua versão dos fatos. Com um atributo adicional: o autor é daqueles que acreditam que o mundo – e, em particular, o Brasil – não deixou de produzir gente interessante depois dos anos 60 e, para ele, descobrir Chico Mendes foi descobrir uma dessas pessoas.
                Dividido em três partes cronológicas, o livro reportagem é um apanhado de uma série de reportagens que variam do final de 1989 até 2003. Utilizando de entrevistas, depoimentos, fichas polícias e, até mesmo, utilizando de uma entrevista de Elson Martins, diretor da TV Aldeia, de Rio Branco e uma matéria escrita pelo jornalista Marcelo Auler, o autor recria a atmosfera que envolvia vitima e assassinos e nos faz entrar na selva com o livro na mão.
                Na primeira parte, escrita logo após o assassinato de Chico Mendes, Zuenir reconstitui o crime usando como base alguns personagens chaves como Elmira, mulher do seringueiro, e de amigos íntimos da vitima. É uma passagem descrita minuciosamente, desde o trajeto, que levanta a suspeita de que a equipe de reportagem do jornal acreano Rio Branco, já teria conhecimento premeditado do crime. Essa suspeita é levantada com base nas acusações do próprio Chico Mendes, que acusava o proprietário do jornal de organizar a sua morte. Essas matérias que compõem a primeira parte foram publicadas no Jornal do Brasil.
                A segunda parte segue o raciocínio da primeira. Ela se passa em novembro de 1990, quando acontece o julgamento do assassinato. Deslocado para o Acre para acompanhar a sentença, Zuenir recupera alguma das suas fontes e consegue uma entrevista inédita com os acusados do crime, tanto o executor como o mandante. Junto com seu colega de profissão Elson Martins, Zuenir os entrevista dentro da cadeia municipal de Xapuri, cidade onde Chico Mendes foi morto. Embora não esteja na integra, a parte escolhida para compor o livro já demonstra a serie de equívocos e desencontros de ambos acusados.
                Na terceira e ultima parte do livro, Zuenir volta à Xapuri treze anos depois para ver como resolveram as pontas humanas daquela história, como ele mesmo diz. O jornalista retraça praticamente todas as entrevistas, deixa escapar algumas opiniões pessoais (mas isso é bom pra podermos refletir sobre o assunto) e mostra que é necessário morrer para ser visto e ter sorte para ter suas reivindicações atendidas.

A mudança chegou!

[Prefácio. Este é um post impregnado até os ossos de otimismo barackista. A intenção é exatamente essa. Depois dele, um dia, vou escrever um com X razões pelas quais Obama não vai mudar o mundo. Por enquanto, quero publicar esse.]

Antes de ontem, o país mais poderoso do mundo [sim, Dinaise, ainda que seja doloroso reconhecer] elegeu um presidente que carrega nos ombros as esperanças de todo um planeta. Não é só a horda histórica de estadunidenses que carregaram Obama em seus votos que está otimista. Na noite do quatro de novembro, o JN mostrou comemorações ao redor do globo realmente dignas de vitória em Copa do Mundo ou fim de Guerra Mundial. Todos felicitaram o presidente eleito com calor, até mesmo seus tradicionais inimigos, ainda que com cautela: Mahmoud Ahmadinejad, Hugo Chávez e Dmitri Medvedev, pra citar os emblemáticos. Além deles, o já inteiramente superado George Bush, que oferece sua mão para a transição, também enviou seus cumprimentos, assim como o adversário derrotado, John McCain, que mereceu inclusive um parágrafo no Discurso da Vitória.

Escrevi com letras maiúsculas porque considero sinceramente que o discurso de Barack Hussein Obama, presidente eleito dos Estados Unidos da América, na noite de 4 de novembro em Chicago, Illinois, é um texto histórico. Como bom modeleiro mineiro, minhas críticas todas caem por terra diante de um orador habilidoso e disso o novo PotUS é um exemplo extraordinário. Sugiro, senhores leitores, que tirem dezessete minutos do seu tempo para assistir a este vídeo. Acompanhem-no desta tradução, porque ouvir é um pedaço importante de compreender, sem o incômodo herético dos tradutores simultâneos. É uma opinião inteiramente pessoal. Já vi discursos históricos antes. Já vi Herr Goebbels arrastar multidões arianas no discurso da Guerra Total, já vi Mr. Bush declarar guerra ao terror diante de um país que tremia e de um mundo que franzia a testa, já li as últimas declarações do Sr. Vargas, no momento em que entrava para a história em um discurso que nem precisou de sua voz para ser extraordinário. E em verdade, em verdade vos digo: Barack Obama proferiu mais um discurso de arrepiar até as sobrancelhas naquela noite. Um discurso que arrasta todos os ouvintes às raias da democracia americana mais pura, só que muito mais convidativa e verdadeiramente generalista que o clamor republicano de Bush Jr. Se ele vai realmente mudar o mundo eu não sei. Sei que ele me pegou pelos ouvidos. Aí vai um trecho pra concluir a Ode.

"Um homem tocou a Lua, um muro caiu em Berlim, um mundo foi conectado por nossa própria ciência e imaginação. E, esse ano, nesta eleição, ela tocou seu dedo em uma tela e deixou seu voto, porque depois de 106 anos na América, através do melhor dos tempos e da mais escura das horas ela sabe como a América pode mudar. Sim, Nós podemos."


Nacionalismo como eu jamais poderia desejar um. Quisera Pedro Nogueira que um dia o meu país tivesse alguém tão cheio de orgulho e capaz de arrastar uma nação como Barack Obama o fez. parabéns, rapaz, and may God bless your rule over America.

Pedaços do mundo...

...no esporte:

E, por alguns segundos, a felicidade dos brasileiros e dos fanáticos pela Ferrari foi total. No último Grande Prêmio da Fórmula 1, temporada 2008, Felipe Massa quase se sagrou campeão. Com Hamilton na sexta posição e Massa em primeiro, a taça ficaria com o brasileiro. Mas eis que, na última curva, o inglês conseguiu ultrapassar o último obstáculo que precisava para garantir a vitória. E da-lhe Hamilton na quinta posição, após deixar o alemão Glock para trás. E da-lhe comemoração antecipada (e errada) dos familiares de Massa. E da-lhe outro piloto brasileiro batendo na trave. Só que com muito mais categoria. E que venha a temporada 2009. Afinal, no esporte as coisas são mesmo assim. Não dá para agradar gregos e troianos. Ou, no caso, brasileiros, italianos, fanáticos pela Ferrari (esse apatriados, italianos por coração) e Lewis Hamilton.

...na política:

E os Estados Unidos tem agora um novo presidente. Após sua epopéia eleitoral, que se alastrou por vários meses, finalmente o país mais poderoso do mundo (será?) ganhou outro representante e espantou o fantasma Bush (será?). Barack Obama é a promessa de mudança para os norte americanos. O sonho pós-Bush. Aguardemos para ver aonde vai dar. (Para quem quiser, ficha completa do novo presidente estadounidense).

...no clima:

Seca extrema na Bahia. Cataratas do Iguaçu com um volume de água cinco vezes maior do que o normal. Chuva de granizo repentina em Minas Gerais. Pois é. Se São Pedro está precisando de um RP, a humanidade está precisando de um gigantesco Comitê de Responsabilidade Ambiental.

Corrida presidencial americana

Depois de uma longa caminhada política (literalmente ou não), os eleitores americanos finalmente poderão ir às urnas escolher o seu próximo presidente (e o nosso, por tabela, até o dia em que Hugo Chávez tomará o poder e transformará os poderosos dos EUA em doce, tal qual Madinbu).

E o mundo todo espera ansioso pelo resultado. Em lados opostos, Barack Obama e John McCain viajaram por vários países em busca do apoio internacional, mostrando que essa eleição (e a influência americana) desenhará os rumos que serão tomados não apenas nos Estados Unidos.

Veja porque os “queridinhos da América” conquistaram o eleitorado e prometem uma batalha acirrada, voto a voto.

 

Candidato

Obama

Partido

DEMOCRATA

Família

De mãe americana e pai queniano, Obama morou e tem família no Havaí.

Idade

47 anos, 25 a menos do que seu concorrente. Sua pouca idade é apontada pelos republicanos como sinônimo de falta de experiência.

Formação

Graduado em Direito pela Universidade de Harvard.

Histórico político

Senador por Illinois desde 2004.

Pela primeira vez candidato a presidência, derrotou Hillary Clinton na convenção do Partido Democrata.

Iraque

Defende a retirada coordenada das tropas do Oriente Médio

Intenções de voto

Antes com uma distância de 15 pontos para o seu rival, hoje mantém cerca de 7 pontos na frente.

Slogan da campanha

Changes: We Can Believe In

Frase

"Está na hora de construir novas pontes entre países, em vez de muros."

Recebe apoio de...

Bill Clinton

Diversos artistas americanos

Foi ovacionado por mais de 200 mil pessoas em Berlim

Bônus!

Pode ser o primeiro presidente negro do país

Dialoga com as minorias raciais do país

Obama significa "abençoado" em suaíli, uma das línguas oficiais do Quênia, além do inglês

Site

www.barackobama.com

Candidato

McCain

Partido

REPUBLICANO

Família

De típica família americana, McCain seguiu carreira militar e é filho e neto de almirantes.

Idade

72 anos, idade apontada como avançada mesmo entre os republicanos.

Formação

Herói da guerra do Vietnã.

Histórico político

Começou sua carreira política após a aposentadoria como capitão, em 1981. No ano seguinte, foi eleito para o Congresso e, em seguida, ao Senado americano pelo Arizona.

Já concorreu internamente com George Bush pela campanha republicana para presidente em 2000, e perdeu.

Iraque

Sua decisão é de manter as tropas por tempo indeterminado no Iraque e chegou a afirmar que não era importante decidir sobre a retirada.

Intenções de voto

As pesquisas apontam que McCain está 7 pontos atrás de Obama. Sempre otimista, o velhinho confia na "virada no final".

Slogan da campanha

Country First

Frase

“Eu não sou Bush.”

Recebe apoio de...

George W. Bush

Arnold Schwarzenegger

Bônus!

Em 1967, depois de ter o avião abatido na Guerra do Vietnã, foi capturado e sobreviveu a mais de cinco anos como prisioneiro. Foi condecorado como herói de guerra em 1973 pelo presidente Nixon.

Site

www.johnmccain.com

Na companhia certa

Se você já trabalhou em grupo, sabe a importância da harmonia do time. Não é à toa que metade das derrotas no mundo são atribuídas pelos times à “falta de entrosamento”. É uma maçã podre que estraga todo o resto do cesto. E o nosso corpo é outro exemplo: se uma partezinha não funciona direito, compromete o resultado de todo resto.

Mas então é isso? Basta nos resignarmos se algo não vai bem? Time, grupo, família, núcleo ou qualquer nome que se dê a isso é só isso mesmo, um ajuntamento de pessoas? Bom, desconfio que não. Ou melhor: não foi isso que a experiência de 6 meses “dirigindo” esse núcleo – com certeza especial – me mostrou.

Time é bateria que recarrega na hora do desespero. É alegria que conforta na hora do problema, e é problema na hora de manter ordem. Mas também é braço que segura na hora de tomar porrada. E como tomamos. E, masoquismo ou não, receio que sentirei falta disso tudo como sinto de pouquíssimas coisas na vida: infância, CEFET, não preocupar com peso... e agora núcleo de Jornalismo da CRIA UFMG Jr. “Bons tempos aqueles”, direi.

E é engraçado como a gente se comporta de maneira inusitada: me sentia muito mais mãe do que propriamente coordenadora. Inexperiência. Mesmo que seja só uma impressão, sinto que conheço cada um de vocês um bocado: o jeito de reagir a situações, a quantidade de trabalho que agüenta, a forma de responder aos emails e no telefone, de cumprimentar de manhã... Coisas que não tem preço, segundo a Mastercard. Eu assino embaixo.

Sei que por vezes dei puxões de orelha do meu péssimo jeito; por vezes fiquei acordada até tarde pra tentar cumprir um prazinho que fosse e servir de exemplo, mas a maioria das tentativas foram frustradas porque a mania de responder emails soon as possible tomava completamente o meu tempo; por vezes fiquei no email só pra ver se as pessoas iam cumprir prazos, e por vezes fiquei decepcionada, comigo e com os outros; e por MUITAS vezes tive tanta vontade de abraçar e apertar as pessoas de alegria que simplesmente não conseguia expressar aquele orgulho em palavras, e ficava por não-falar. Me perdoem especialmente por essas vezes, que foram realmente muitas e fizeram todo o trabalho valer a pena. Sinto que não dei bom exemplo, que fui muito melhor membro do que chefe, mas isso não foi impedimento para o trabalho de vocês, sempre comprometido e de qualidade. E a raça então... isso não precisa falar: foi visível para toda a empresa. Desconfio que melhor guiados, vocês poderiam render muito mais. Mas enfim... a frustração (comigo, não com vocês) anda lado a lado com as altas expectativas.

E hoje, gestão acabada, essa pobre ex-coordenadora ex-CRIAtura só tem a agradecer a vocês, queridos membros: vocês, com certeza, fizeram toda a luta valer a pena. Relatórios e mais relatórios, reuniões e e-mails infindáveis só tinham sentido porque eu sabia que, no final das contas, a empresa era nossa. De Megale, Fernanda, Nogueira, Pitta, Denise e Larissa: dos meus meninos.

Obrigada pelas incontáveis chances que vocês me deram quando eu errei. Obrigada pelo crescimento profissional compartilhado. Obrigada pelas discussões ético-políticas sempre valorosas em nossas reuniões. E obrigada pela esperança de que o Jornalismo, como profissão, me reservará pessoas tão especiais como vocês. Obrigada ainda porque sei que vocês vão cuidar desse núcleo sempre melhor e melhor, e treinar pessoas que vão levar o nosso carinho e a nossa insanidade no Jornalismo da CRIA ad infinitum.

Depois de escrever isso tudo, peço desculpas a você, leitor externo, que nada tem a ver com a nossa melação. Mas me explico: essa baranguice de minha parte é culpa desse bendito nome espanhol, que trouxe consigo a dramaticidade latina. Termino aqui, e reafirmo: continuo presente no núcleo enquanto possível, mas como amiga enquanto viva. Não se esqueçam de mim.

Um abraço apertado em cada um.

Com amor,

Pabline Felix.

Coordenadora do núcleo de Jornalismo da CRIA UFMG Comunicação Jr. de abril/2008 a outubro/2008.

Revolta! Mesmo?

Quem acompanhou o caso do sequestro da "menina Eloá" com certeza ficou revoltado com a situação. Quem não acompanhou, provavelmente também ficou.

Confesso que mal acompanhei. Assisti flashes, li notícias esporadicamente, mas escutei muitos comentários. A maior parte, de revolta - ou contra o sequestrador, ou contra a polícia.

Vamos por partes, então:

Concordo plenamente com quem diz que um cara como o tal do Lindemberg é um imbecil. Me desculpem o termo, mas é verdade: fazer o que ele fez por causa de uma pessoa é algo imcompreensível. Tudo bem que o amor é isso ou aquilo, é importante e tudo mais, mas alguém que baseia toda a sua vida na presença de outra pessoa não é nada racional. O namoro acaba, e aí? Não adianta querer acreditar que os relacionamentos são eternos. Temos que viver não só pelos outros, mas por nós mesmos: ter os nossos próprios sonhos, corrermos atrás das nossas próprias conquistas. Viver plenamente pelo outro e não ter outros motivos para viver dá nisso.

Além disso, a polícia paulista já está cansada de comprovar a sua incopetência. Primeiro, por permitir que um sequestro como este se arraste por mais de 100 horas. Depois, por ter tentado resgatar as reféns e não ter conseguido. Se não tem capacidade de cuidar de um sequestro simples como este, então o povo paulista - e brasileiro, pois os problemas não são só em SP - está muito lascados.

A mídia, também, não colabora. Sempre buscando um caso polêmica. Já não bastou o João Hélio e a Nardoni? Ainda me aparecem ao vivo com o sequestrador no ar em um certo canal de TV. É o fim.

Mas o pior de tudo é a hipocrisia das pessoas. Quantas morrem por aí e ninguém dá a mínima? Quantos meninos e meninas são sequestrados e desaparecem todo ano, e ninguém quase nunca fala algo? Aí, por quê uma "menina bonitinha" morreu, depois de ter sido sequestrada pelo namorado (ou ex? não dou a mínima) que era SETE anos mais velho (começaram a namorar quando ela tinha 11 anos, e ele 18. Legal, né?), até nome de comunidade no Orkut mudaram em sua homenagem. Não bastou criar uma em homenagem a ela. Sim, tem gente que gosta de aparecer com a desgraça alheia.

Me desculpem a minha pseudo-revolta com a incopetência e hipocrisia geral, mas tem horas que é difícil de aguentar. Agora, com licença que vou ali pingar meu colírio alucinógeno - só assim pra aguentar coisas como essa...